Arquivo de 09/06/2010

Araras terá nova eleição para prefeito em julho O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE) marcou para 18 de julho a realização de nova eleição para prefeito e vice no município de Araras (SP). A eleição municipal de outubro de 2008, em Araras, foi anulada porque o prefeito eleito, Pedro Eliseu Filho, e seu vice, Agnaldo Píspico, ambos do DEM, foram cassados por abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. No julgamento realizado em junho do ano passado, o TRE entendeu que as seguidas matérias publicadas no jornal Já sobre o vice-prefeito e candidato ao cargo majoritário em 2008, Francisco Nucci Neto (PMDB), tiveram potencialidade para influenciar o resultado da eleição. A decisão da Corte paulista manteve a cassação dos registros de candidatura e a decretação de inelegibilidade por três anos impostas pelo juiz eleitoral. Eliseu foi eleito com 38.770 votos (57,75% dos votos válidos). Em março deste ano o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisou recurso, mas manteve a decisão do TRE-SP. Com a decisão do tribunal eleitoral os 87,4 mil eleitores de Araras devem voltar às urnas no domingo 18 de julho. Na mesma sessão, o Tribunal Regional Eleitoral aprovou o calendário para as novas eleições com o início das convenções marcado para o próximo dia 9 de junho. Desde julho de 2009 o presidente da Câmara, Nelson Dimas Brambilla (PT), assumiu interinamente a prefeitura de Araras. A posse aconteceu em cumprimento à notificação encaminhada pelo então juiz eleitoral de Araras, Daniel Serpentino. O documento determinou que o presidente do Legislativo assumisse o cargo de prefeito até que, por determinação do TRE-SP, fosse realizada nova eleição para os cargos de prefeito e vice-prefeito de Araras. O líder da Bancada do PT na Câmara, vereador Breno Cortella, explica que o prefeito Brambilla está à frente da prefeitura de Araras há 11 meses. “A cidade não parou, foram feitos investimentos e ações importantes”, lembra. Vereador Breno ressalta que o PT está consciente de sua responsabilidade em gerir um governo interino. “Agora poderemos apresentar nossa proposta e nossa candidatura à população”, afirma. Breno Cortella acredita que o PT está fortalecido e unificado para disputar as eleições. “Estamos com vários partidos aliados e temos um pré-candidato que é o próprio companheiro Brambilla. Precisamos do apoio de todo o PT nessa nova luta”, conclui. Com informações da Assessoria de Comunicação Social do TRE-SP (www.tre-sp.gov.br) http://www.brenocortella.com.br http://www.twitter.com/BrenoCortella

 
 

Vamu prosiá ?

De onde viemos… onde estamos?

By virgulinoreidocangaco

O Sertão e João Guimarães Rosa.

O sertão-mundo, revela-se a si próprio, como se dissesse “o sertão sou eu” para reconhecer-se. Nesta perigosa travesia confronta as forças do bem e do mal, retoma num fluxo de memória o fio da vida e narra as grandes lutas dos bandos de jagunços, descreve os feitos e características de diversos personagens e revela os códigos de honra e de procedimentos do sertão.

O projeto de João Guimarães Rosa em Grande Sertão: Veredas é o de discorrer sobre elementos universais, alegoricamente contextualizados em um ambiente pretextualmente regional, numa escrita poética marcada por inúmeras idiossincrasias. Dessa forma, eleva-se o sertão à condição de locus hominis: “o sertão é do tamanho do mundo”. O sertão é “onde o pensamento da gente se forma mais forte que o poder do lugar”, é o pathos em que a vida contemplativa e absurda suplanta o automatismo da técnica moderna e do senso comum (“quando acordei, não cri: tudo que é bonito é absurdo – Deus estável”). Esse páthos é a altura desde a qual o homem transborda de sua individualidade e redescobre-se no mundo.

A aridez sertaneja, enfatizada sobretudo na linguagem visceralmente regionalista. Homem e mundo, realidade e devaneio, mundano e divino, são aspectos de um mesmo conflito, exaustivamente contemplado pela literatura universal (casos paradigmáticos são a Ilíada de Homero, a Divina Comédia de Dante, o Dom Quixote de Miguel de Cervantes e o Fausto de Goethe) e que na obra de Guimarães Rosa figura sob o paradoxismo sertão-grande sertão. “E estou contando não é uma vida de sertanejo, seja se for jagunço, mas a matéria vertente”. Guimarães Rosa declarou que esse romance é sua “autobiografia irracional”. O grande sertão é o acontecimento do milagre no “vai-vem da vida burra” e cética, descrente de si. É a constatação plena de que “viver é negócio muito perigoso”. Como “autobiografia”, é a proposta de se viver de forma transcendente à limitada condição humana: ao invés de “viver para contá-la”, o autor vai “contar para vivê-la”.

O Cangaço foi um fenômeno ocorrido no nordeste brasileiro de meados do século XIX ao início do século XX. O cangaço tem suas origens em questões sociais e fundiárias do Nordeste brasileiro, caracterizando-se por ações violentas de grupos ou indivíduos isolados: assaltavam fazendas, sequestravam coronéis (grandes fazendeiros) e saqueavam comboios e armazéns. Não tinham moradia fixa: viviam perambulando pelo sertão, praticando tais crimes, fugindo e se escondendo.

O Cangaço pode ser dividido em três subgrupos: os que prestavam serviços esporádicos para os latifundiários; os “políticos”, expressão de poder dos grandes fazendeiros; e os cangaceiros independentes, com características de banditismo. Os cangaceiros conheciam a caatinga e o território nordestino muito bem, e por isso, era tão difícil serem capturados pelas autoridades. Estavam sempre preparados para enfrentar todo o tipo de situação. Conheciam as plantas medicinais, as fontes de água, locais com alimento, rotas de fuga e lugares de difícil acesso.

Lampião.

O cangaço ganhou força e prestígio, principalmente com “Antônio Silvino“, “Lampião“ e “Corisco“. Entre meados do século XIX e início do século XX, o Nordeste do Brasil viveu momentos difíceis, atemorizado por grupo de homens que espalhava o terror por onde andava: os cangaceiros, bandidos que abraçaram a vida nômade e irregular de malfeitores por motivos diversos. Alguns deles foram impelidos pelo despotismo de homens poderosos.

Um famoso cangaceiro foi “Lampião”. Os cangaceiros conseguiram dominar o sertão durante muito tempo, porque eram protegidos de “coronéis”, que se utilizavam dos cangaceiros para cobrança de dívidas, entre outros serviços “sujos”.

Como as rivalidades políticas eram grandes, havia muitos conflitos entre as poderosas famílias. E estas famílias se cercavam de jagunços com o intuito de se defender, formando assim verdadeiros exércitos. Porém, chegou o momento em que começaram a surgir os primeiros bandos armados, livres do controle dos fazendeiros.

Nos tempos de Agora. Os coronéis não têm poder suficiente para impedir a ação dos cangaceiros. De todos eles, o mais famoso sou eu Lampião, Virgulino Ferreira da Silva o Rei do Camgaço. Vivo hoje na blogosfera, aprendendo para chegar à Virtuália.

As volantes continuam tentado nos pegar. Acabar com a liberdade, tambem no mundo virtual. Mas eles vão conhecer minha peixeira e minha garrucha. No plano da luta atira tanto que alumeia, com o fogo na pólvora, das balas, como um lampião.

Ah! Em tempo: até outubro tem muito coroné que vai apanhá, dispois …

Dispois o futuro nos espera...