Arquivo de Julho, 2010

17 de junho de 2010 – 15h30

TSE recebe novo pedido do MPE para retirar site hospedado pela Google do ar

O Ministério Público Eleitoral (MPE) apresentou mais uma ação cautelar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo para que a Google Brasil Internet retire do ar sítio hospedado pela empresa que promove propaganda eleitoral antecipada em favor da pré-candidata à presidência da República Dilma Rousseff. Desta vez o blog questionado é o amigosdopresientelula.blogspot.com.

Além da retirada do site do ar, o MPE pede ao TSE que determine à Google que informe quem são os responsáveis pelo conteúdo, para que seja possível ingressar com ação para multá-los. A ação será analisada pela ministra Nancy Andrighi (foto).

Na ação cautelar, o MPE afirma que o blog enaltece a candidatura de Dilma Rousseff ao citar, por exemplo, relatório do banco suíço USB no qual se menciona que é significativa a probabilidade de Dilma ganhar a eleição no primeiro turno, “em razão do desejo do eleitor de manter as coisas como estão e o fato de ela ser associada coma a candidata da continuidade”.

Além disso, o blog faria propaganda negativa contra o pré-candidato tucano, ao divulgar que “José Serra é o governo do PPP. Privatização, presídio, pedágio e paulada em professores e no movimento social”. O MPE ressalta que essas matérias são transcritas a título exemplificativo, já que novas mensagens são incluídas todos os dias.

O MPE destaca que a manutenção do site “trará consequência de desequilíbrio entre os candidatos” na disputa ao cargo eletivo máximo no país e que a Lei das Eleições (9.504/97) só permite a propaganda eleitoral a partir de 6 de julho.

GA/LF

Processo relacionado: AC 141211

http://agencia.tse.gov.br/sadAdmAgencia/noticiaSearch.do?acao=get&id=1310491

Caros e caras,

A “política de saúde” em curso desde 1990 é estimular, cada vez mais, as pessoas a aderirem aos planos e seguros de saúde em busca de assistência enquanto o Estado faz a sua política de saúde para os pobres, com poucos recursos, mas, como ninguém é de ferro, a União patrocina escandalosíssima renúncia fiscal e desonerações diversas em benefício de cerca de 23% da população.

A quem defende esta política “escapa” que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, autoriza aumentos e amplia cobertura de procedimentos, porém isso – aumentos e ampliação de cobertura – tem que ser pago pelos afiliados das operadoras de planos e seguros de saúde mensalmente. Será que quem defende essa política sabe quanto se paga a tais operadoras mensalmente? Se sabem, eles deveriam ser lembrados quais são os salários médios dos brasileiros.

É claro que o trabalhadores – setor privado e público – para os quais seus combativos dirigentes sindicais negociam planos e seguros de saúde não pagam mensalmente: é o Estado quem paga indiretamente (o patronato paga e depois abate do Imposto de Renda Pessoa Jurídica) ou diretamente (no caso de funcionários públicos para os quais o Estado oferece planos e seguros de saúde).

Para que serve a ANS?

O que os combativos sindicalistas brasileiros e o Partido dos Trabalhadores (PT) tem a dizer sobre o assunto?

Um abraço
Ricardo

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou ontem a autorização de reajuste de até 10,19% nos contratos de planos de assistência médica individuais antigos, celebrados antes de 1999, quando entrou em vigor a lei no9.656\/98. O índice é válido para 585.134 contratos de cinco operadoras que assinaram o termo de compromisso (TC) com a agência sobre cláusulas de reajuste. O percentual é superior ao que a ANS autorizou, em junho, para os contratos novos, de até 6,73%, e também é mais que o dobro da inflação registrada pelo IPCA, nos últimos 12 meses encerrados em junho, de 4,84%.

Segundo a ANS, para os contratos de Amil Assistência Médica Internacional e Golden Cross, o aumento será de até 7,3%. Já SulAmérica, Bradesco Saúde e Itaúseg Saúde poderão aplicar o índice de até 10,19%. O índice toma como base a variação dos custos médico-hospitalares das operadoras com mais de cem mil beneficiários.

Várias entidades, entre elas o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), brigam na Justiça pela mudança do parâmetro para o reajuste dos contratos antigos. O pleito é pela adoção de um índice de inflação amplamente conhecido, como o IPCA, ou ao menos o mesmo utilizado no cálculo do reajuste dos contratos novos.

– Falta transparência ao índice.

Não é claro para o consumidor quais são os parâmetros para o cálculo do custo médico-hospitalar. A ANS fez um termo de compromisso com as operadoras que simplesmente ratificou o que era a prática do mercado – destaca Maria Elisa Novais, gerente jurídica do Idec.

Coordenadora Institucional da Pro Teste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, Maria Inês Dolci chama a atenção para o descompasso entre os percentuais de aumento dos planos antigos e os dos novos.

Para ela, a ANS não pode mais se furtar de regular os contratos antigos, apesar da decisão do Superior Tribunal Federal (STF), que entendeu que esses planos não estavam sob a responsabilidade da agência: – A decisão do STF, na ação movida pelas empresas, é polêmica.

A ANS precisa trazer esses contratos, que hoje estão no limbo, para serem discutidos na agência. Os planos anteriores à lei só conseguem proteção na Justiça à luz do Código de Defesa do Consumidor (CDC).

O reajuste está autorizado para aplicação, a partir de julho, aos contratos com data de aniversário entre junho de 2010 e junho de 2011. Não foi localizado ninguém da ANS para comentar o reajuste.

26 de julho de 2010

O MST repudia os retrocessos sociais simbolizados na candidatura tucana. José Serra é líder de uma coalizão conservadora, que pretende implantar em nível nacional suas políticas repressoras, tal como fez no estado de São Paulo em relação aos professores, sem-teto, sem terra.

Ele representa os interesses do latifúndio improdutivo, do agronegócio e das empresas transnacionais que não resolvem o problema das famílias sem terra e não garantem o abastecimento de alimentos saudáveis para a população brasileira. José Serra tenta criar um clima de terrorismo eleitoral, se vale de ameças e tenta criar um clima de raiva contra o MST porque não possui um projeto que de fato possa garantir a vida digna dos trabalhadores rurais e urbanos.

http://www.mst.org.br/node/10319

O RANKING DAS IMPUGNAÇÕES, ESTADO POR ESTADO
[ 30/07 ]A Lei da Ficha Limpa está fazendo um estrago nas pretenções dos políticos já condenados, e que tentam a todo custo viabilizar mais uma candidatura. Até o momento foram 473 impugnações. O Paraná é um dos estados com menor incidência de casos – 11 no total.

Confiram o ranking divulgado nesta sexta-feira (30) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE):

São Paulo – 46 impugnações
Maranhão – 42 impugnações
Ceará – 40 impugnações
Rio de Janeiro – 32 impugnações
Goiás – 28 impugnações
Rondônia – 27 impugnações
Bahia – 24 impugnações
Minas Gerais – 23 impugnações
Paraíba – 22 impugnações
Tocantins – 22 impugnações
Pará – 19 impugnações
Acre – 16 impugnações
Espírito Santo – 15 impugnações
Rio Grande do Sul – 14 impugnações
Roraima – 14 impugnações
Piauí – 13 impugnações
Santa Catarina – 12 impugnações
Distrito Federal – 11 impugnações
Paraná – 11 impugnações
Amapá – 10 impugnações
Alagoas – 9 impugnações
Sergipe – 8 impugnações
Amazonas – 7 impugnações
Mato Grosso do Sul – 6 impugnações
Mato Grosso – 4 impugnações
Pernambuco – 3 impugnações
Rio Grande do Norte – 2 impugnações
Total: 473 impugnações

30 de julho de 2010 às 12:47

Texto da Reuters, reproduzido na Fox Business, sugerido pelo Emerson Luis:

By Raymond Colitt

BRASILIA (Reuters) – José Serra começou sua campanha para presidente do Brasil como claro favorito dos mercados financeiros, mas sua recente mão pesada na política econômica está levantando dúvidas de muitos investidores.

Vários investidores e experts políticos disseram à Reuters que estão mais preocupados com Serra do que com sua principal rival, a candidata do partido governista Dilma Rousseff. Serra, um político veterano de 68 anos do partido de oposição PSDB, tem preocupado muitos com a conversa de controlar o Banco Central, cortar as taxas de juros e aumentar o papel do estado na economia.

A aparente mudança no sentimento dos investidores coloca a avaliação da campanha presidencial no Brasil de cabeça para baixo, e poderia mexer com os mercados do câmbio e da dívida se Serra continuar forte nas pesquisas quando a eleição de outubro se aproximar, disseram os investidores.

“O sistema financeiro secretaramente prefere Rousseff”, disse Tony Volpon, chefe de mercados emergentes das Américas da empresa Nomura Securities em Nova York.

Pela maior parte dos critérios, Serra deveria ser o favorito dos investidores. Ele tem um doutorado em economia da Universidade de Cornell, uma longa lista de experiência executiva e é de um partido que defendeu a privatização e as reformas durante o governo do predecessor de Lula, presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

Rousseff, uma servidora pública de carreira, por contraste, foi um dia uma guerrilheira urbana e nunca se elegeu antes.

No entanto, Rousseff tem feito de tudo para conquistar apoio de investidores, distanciando-se de algumas propostas mais esquerdistas de seu partido. Ela também promete continuar as políticas amigáveis com o mercado do presidente Luiz Inacio Lula da Silva que ajudaram a impulsionar a economia brasileira em anos recentes.

“Nenhum dos candidatos é o dos sonhos de Wall Street mas Serra é um risco maior. Ele traz mais incerteza e chance de mudanças”, diz Alexandre Barros, um analista político que segue Serra desde que os dois foram ativistas estudantis em São Paulo em 1962.

Xico Graziano, um assessor senior de Serra, tentou acabar com as preocupações dos investidores dizendo à Reuters: “Os investidores conhecem as qualidades de Serra e como ele vê a economia. Não é surpresa para ninguém”.

Arrepios no mercado?

Até agora, poucos investidores tem demonstrado preocupação com a eleição de 3 de outubro, contentes que nenhum dos principais candidatos é um populista que ameaça a estabilidade econômica.

Mas a sensação de calma corre risco no momento em que a eleição se aproxima e os candidatos articulam mais claramente suas plataformas.

Serra esta semana disse que as taxas de juros precisam ser cortadas e que o real está “mega sobrevalorizado”.

“Sobre Serra há preocupação sobre taxa de juros e a moeda, embora eu não acredite que ele seja mais duro que Dilma em disciplina fiscal”, diz Reginaldo Alexandre, chefe da Associação dos Analistas do Mercado de Capitais em São Paulo.

Rousseff tem continuamente subido nas pesquisas de opinião tirando proveito do boom da economia e do apoio do popularíssimo Lula, embora ela ainda não tenha estabelecido uma clara liderança.

“O mercado ainda não precificou o risco Serra porque acha que Rousseff vai vencer”, disse Rafael Cortez, um analista político da Tendencias, uma das maiores empresas de consultoria do país.

Se Rousseff não estabelecer uma clara vantagem sobre Serra até agosto, Volpon disse “você poderá ver algumas variações violentas no mercado, especialmente no câmbio”.

Papel do estado

Serra tem dados sinais contraditórios a respeito do papel do estado na economia. Ele criticou a criação de uma nova estatal de petróleo, o uso de fundos públicos para a construção do trem-bala e prometeu restabelecer o poder dos regulamentadores da indústria.

Mas ele também aplaudiu as medidas de estímulo da economia de Lula e propôs um desenvolvimento econômico liderado pelo estado.

“Eu defendo um projeto de desenvolvimento nacional para o Brasil com ativismo governamental”, Serra disse.

Enquanto Serra quer cortar gordura governamental, ele também promete dobrar o principal programa de bem estar de Lula, o Bolsa Família, que muitos de seus apoiadores vem criticando há anos.

Alguns analistas dizem que as políticas de Serra refletem estratégia de campanha. Ele quer ser visto como alguém que propõe mudanças mas não abandonando aquelas que construiram a popularidade de Lula.

“Dilma diz o que o mercado quer ouvir. A mensagem de Serra é mais política porque ele precisa ganhar votos”, diz Dany Rappaport, sócio da consultoria financeira InvestPort.

Mas Serra tem uma história de intervenção governamental e é ligado a uma escola de pensamento que advoga planejamento econômico, um estado forte, controle dos capitais e substituição das importações.

Como ministro do Planejamento, ele entrou em confronto com a ala pró-mercado do governado Cardoso e foi transferido rapidamente para o Ministério da Saúde. Lá ele forçou a gigante farmacêutica Roche a cortar os preços sob a ameaça de quebra de patentes.

“Suas propostas refletem crenças — não é marketing. Mas de qualquer forma elas geram incerteza”, disse Barros.

27/setembro/2009 12:31

Serra abandonou UNE e fugiu dos militares

Serra abandonou UNE e fugiu dos militares 

O Conversa Afiada recebeu do professor Emir Sader o artigo abaixo, publicado originalmente no Blog do Emir, hospedado no portal da Agência Carta Maior

     DUAS TRAJETÓRIAS DISTINTAS 

  

 Em que mãos você gostaria que estivesse o Brasil? Qual o verdadeiro diploma que cada um tem e que conta para construir um país justo, soberano e humanista? 

 Nas horas mais difíceis se revela a personalidade – as forças e as fraquezas – de cada um. Os franceses puderam fazer esse teste quando foram invadidos e tinham que se decidir entre compactuar com o governo capitulacionsista de Vichy ou participar da resistência. Os italianos podiam optar entre participar da resistência clandestina ou aderir ao regime fascista. Os alemães perguntam a seus pais onde estavam no momento do nazismo.
  

No Brasil também, na hora negra da ditadura militar, formos todos testados na nossa firmeza na decisão de lutar contra a ditadura, entre aderir ao regime surgido do golpe, tentar ficar alheios a todas as brutalidades que sucediam ou somar-se à resistência. Poderíamos olhar para trás, para saber onde estava cada um naquele período. 

 Dois personagens que aparecem como pré-candidatos à presidência são casos opostos de comportamento e daí podemos julgar seu caráter, exatamente no momento mais difícil, quando não era possível esconder seus comportamentos, sua personalidade, sua coragem para enfrentar dificuldades,  seus valores. 

 José Serra era dirigente estudantil, tinha sido presidente do Grêmio Politécnico, da Escola de Engenharia da USP. Já com aquela ânsia de poder que seguiu caracterizando-o por toda a vida, brigou duramente até conseguir ser presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE) de São Paulo e, com os mesmos meios de não se deter diante de nada, chegou a ser presidente da UNE. 

 Com esse cargo participou do comício da Central do Brasil, em março de 1964, poucas semanas antes do golpe. Nesse evento, foi mais radical do que todos os que discursaram, não apenas de Jango, mas de Miguel Arraes e mesmo de Leonel Brizola. 

 No dia do golpe, poucos dias depois, da mesma forma que as outras organizações de massa, a UNE, por seu presidente, decretou greve geral. Esperava-se que iria comandar o processo de resistência estudantil, a partir do cargo pelo qual havia lutado tanto e para o qual havia sido eleito. 

 No entanto, Serra saiu do Brasil no primeiro grupo de pessoas que abandonou o país. Deixou abandonada a UNE, abandonou a luta de resistência dos estudantes contra a ditadura, abandonou o cargo para o qual tinha sido eleito pelos estudantes. Essa a atitude de Serra diante da primeira adversidade. 

 Por isso sua biografia só menciona que foi presidente da UNE, mas nunca diz que não concluiu o mandato, abandonou a UNE e os estudantes brasileiros. Nunca se pronunciou sobre esse episódio vergonhoso da sua vida. 

 Os estudantes brasileiros foram em frente, rapidamente se reorganizaram e protagonizaram, a parir de 1965, o primeiro grande ciclo de mobilizações populares de resistência à ditadura, enquanto Serra vivia no exílio, longe da luta dos estudantes. Ficou claro o caráter de Serra, que só voltou ao Brasil quando já havia condições de trabalho legal da oposição, sem maiores riscos. 

 Outra personalidade que aparece como pré-candidata à presidência também teve que reagir diante das circunstâncias do golpe militar e da ditadura. Dilma Rousseff, estudante mineira, fez outra escolha. Optou por ficar no Brasil e participar ativamente da resistência à ditadura, primeiro das mobilizações estudantis, depois das organizações clandestinas, que buscavam criar as condições para uma luta armada contra a ditadura militar.
 No episódio da comissão do Senado em que ela foi questionada por ter assumido que tinha dito mentido durante a ditadura – por um senador da direita, aliado dos tucanos de Serra -, Dilma mostrou todo o seu caráter, o mesmo com que tinha atuado na clandestinidade e resistido duramente às torturas. Disse que mentiu diante das torturas que sofreu, disse que o senador não tem idéia como é duro sofrer as torturas e mentir para salvar aos companheiros. Que se orgulha de ter se comportado dessa maneira, que na ditadura não há verdade, só mentira. Que ela o senador da base tucano-demo estavam em lados opostos: ela do lado da resistência democrática, ele do lado da ditadura, do regime de terror, que seqüestrada, desaparecia, fuzilava, torturava. 

 Dilma lutou na clandestinidade contra a ditadura, nessa luta foi presa, torturada , condenada, ficando detida quatro anos. Saiu para retomar a luta nas novas condições que a resistência à ditadura colocava. Entrou para o PDT de Brizola, mais tarde ingressou no PT, onde participou como  secretária do governo do Rio Grande do Sul. Posteriormente foi Ministra de Minas e Energia e Ministra-chefe da Casa Civil. 

 Essa trajetória, em particular aquela nas condições mais difíceis, é o grande diploma de Dilma: a dignidade, a firmeza, a coerência, para realizar os ideais que assume como seus. Quem pode revelar sua trajetória com transparência e quem tem que esconder momentos fundamentais da sua vida, porque vividos nas circunstâncias mais difíceis? 

Publicado por admin · Canal: Brasil   

ACORDA FERNANDÓPOLIS, ESTE ANO TEM ELEIÇÃO. HORA DE DAR O TROCO

Por Cremilda Teixeira.

Não é a primeira vez que a Rede Globo divulga um abuso que Fernandópolis comete contra aluno de escola pública. Agora a policia militar vai sair nas ruas a caça de alunos que matam aula.
São bonzinhos. Os alunos não serão algemados, podem entrar no camburão expontâneamente e serão despejados de volta na escola, diante de todos. Se não quiser sua familia será processada e será investigada. A escolha é bem democrática. Ou a algema ou entra sob livre e expontânea pressão. Não está explicado se o pescoção faz parte do convencimento.
Em Fernandópolis, acontece sempre esse tipo de abuso contra aluno. Sempre divulgado pela Rede Globo, mas assim, como se fosse uma coisa normal. Para relembrar e comentar todos fica dificil, que são muitos, mas um deles é o caso da aluna que reagiu à agressão da professora, e foi presa.
Sua familia punida com sermões semanais aplicados pelas autoridades e pela direção da escola.
A punição da aluna, foi acrescida porque seu pai quando solteiro teve uma passagem pela policia.
Então nessa linha, melhor aluno entrar no camburão e voltar para a escola, que se for feito com rigor uma investigação da sua família, pode ser que tenha lá atrás alguma bisavô com passagem pela policia para acrescentar na pena que o aluno vai cumprir ou quiçá a familia toda.
Coisas assim inacreditáveis acontecem em Fernandópolis, que fazem a Ronda Escolar de São Paulo parecer um coro de anjinhos.
Em São Paulo, a Ronda Escolar socorre a escola prontamente para resolver problema de disciplina na escola, mas não sai a caça de aluno sem escola. Aqui se joga aluno fora da escola.
Não sei qual é o pior….
Sei que este ano em Fernandópolis, também tem eleição.
Lembro que se a cidade é inimiga dos alunos, seus pais poderão dar o troco na urna.
Que as autoridades, vereadores, deputados, conselheiros tutelares, são responsáveis por ação ou omissão…
Voto é um santo remédio, se Fernandópolis não sabe usar, é hora de aprender.
Quando o voto do pai humilhado por conta de uma travessura do filho, cai na urna, vale o mesmo que o voto de um Juiz de Direito, do Comandante da Policia Militar e do Secretário de Educação
Acorda Fernandópolis e dá o troco….

Vagner Magalhães
Direto de São Paulo

Desde a última segunda-feira, quando se encontrou com engenheiros em São Paulo, o candidato do PT, Aloizio Mercadante, procura trazer para o debate político o atual modelo de gestão da Sabesp, que em sua opinião tem priorizado os acionistas da empresa, em detrimento de investimentos mais pesados, notadamente na área de saneamento básico.

Segundo ele, a Sabesp precisa de uma mudança clara em sua gestão. “É preciso ser mais exigente no investimento para o tratamento de esgoto e no combate ao desperdício, que hoje chega a 25% da água que é produzida. São investimentos pesados, que diminuiríam o lucro da empresa. Porém, é preciso lembrar que a Sabesp precisa cumprir o seu papel social”.

Questionado pelo Terra sobre o tema no mesmo dia, Alckmin afirmou que Mercadante estava mal informado. “O grande problema são grandes municípios não operados pela Sabesp e que tem tratamento de esgoto de quase 0%. Você tem grandes municípios quase sem tratamento de esgoto. Pela Sabesp nenhum. A Sabesp universalizou praticamente o tratamento de água, aumentou muito a coleta de esgoto e agora o tratamento”, disse Alckmin.

Mercadante voltou ao tema. “Esse argumento não é verdadeiro. Cidades grandes como Osasco tem apenas 15% de tratamento de esgoto. Carapicuíba tem 8%, Itapevi, 5%. Vargem Grande Paulista não tem tratamento”, disse. Segundo o candidato petista, cidades como Campinas, e Santo André, que contam com o serviço de empresas municipais, tem 85% e 60% do esgoto tratado.

Em uma posição confortável nas pequisas, Alckmin tem evitado citar Mercadante ou o PT nas entrevistas e procura não se envolver em polêmicas.

O PSDB delegou a Sydney Beraldo, coordenador da campanha, a tarefa de defender a gestão empresa pública. Segundo ele, a Sabesp realiza hoje a maior iniciativa de saneamento do País e uma das maiores, em termos ambientais, em todo o mundo.

Beraldo diz que para a terceira fase do Projeto Tietê, em andamento, estão previstos investimentos de cerca de R$ 1 bilhão em toda a região Metropolitana de São Paulo. O projeto foi iniciado em 1992 e a terceira fase está prevista para ser concluída em 2015.

“Nas duas primeiras fases já foi investido US$ 1,6 bilhão. Ao todo, serão mais de U$ 2,5 bilhões em ações para melhorar a qualidade de vida dos moradores da região”, disse.

Segundo Beraldo, na terceira etapa, serão construídos 580 km de coletores e interceptores, 1.250 km de redes coletoras e efetivadas 200 mil ligações domiciliares. As estações de tratamento de esgotos também terão sua capacidade de tratamento ampliada, em média, em 7,4 m³/s.

“Afirmar que a Sabesp não prioriza investimento em saneamento demonstra desconhecimento do assunto e do trabalho da companhia no Estado”, diz Beraldo.

Procurada, a Sabesp preferiu não se manifestar, sob a alegação de não se envolver em questões político-eleitorais.

Colaborou Marina Gama

29/07/2010 – 06h59 / Atualizada 29/07/2010 – 06h59
FERNANDA CALGARO||Para o UOL Tecnologia
De Londres

Fernanda Calgaro/UOL

  • Georgia Lester, 13, participa do CyberMentors, programa de ajuda a vítimas do ciberbullying

A prática da intimidação virtual, realizada via computador ou telefone celular, já afetou um terço dos jovens ativos na internet, de acordo com uma pesquisa global realizada pela empresa de segurança Trend Micro. Em busca do combate desse problema, também conhecido como ciberbullying, uma entidade britânica criou uma alternativa inovadora: bate-papos online como forma de ajudar as vítimas de humilhações e ameaças via meios eletrônicos. Nesse projeto, tanto aqueles que buscam como aqueles que dão conselhos têm a mesma faixa etária, que vai dos 11 aos 18 anos.

O que é


Ciberbullying
é a intimidação virtual realizada por meio de ações intencionalmente hostis e repetidas, cometidas por alguém de hierarquia superior, como um colega de escola mais popular.

O prefixo ciber deve-se ao fato de essas ações serem realizadas via telefone celular (mensagens de texto) ou internet (redes sociais).

A ideia da Beatbullying (combata o bullying, na tradução livre), instituição referência no tema, foi se valer da própria tecnologia para se aproximar do seu público alvo. A principal sacada, porém, está no fato de dar à vítima a oportunidade de se abrir com alguém de igual para igual.

No país onde um em cada três adolescentes de 11 a 16 anos sofre com a intimidação virtual, o programa CyberMentors (mentores online) se mostrou acertado. Há quase um ano e meio no ar, recebeu a visita de mais de 600 mil jovens em busca de ajuda ou de apenas alguém para desabafar. Desde então, para dar conta da empreitada, foram capacitados cerca de 2 mil mentores, que trabalham como voluntários virtuais, em toda a Inglaterra.

“Normalmente, os adolescentes procuram os amigos para contar o que está acontecendo com eles. E é essa a filosofia por trás do programa, que atende não só as vítimas de ciberbullying mas também de bullying”, afirma Richard Piggin, um dos diretores executivos da Beatbullying. Pesquisa conduzida pela instituição com 2.094 adolescentes apontou ainda que 69% das vítimas de ciberbullying gostariam de receber conselhos de colegas online.

Programa similar, o MiniMentors (ou mentores mirins), voltado para um público com idade entre 8 e 11 anos, deve ser lançado em 2011. Com o mesmo objetivo de prevenir e combater o bullying, a abordagem será ligeiramente diferente. “Ensinamos como navegar com segurança na internet, mas falamos também de amizade e de como cultivar amigos, tudo para manter a autoconfiança em alta”, diz Piggin.

  • Fernanda Calgaro/UOL“Normalmente, os adolescentes procuram os amigos para contar o que está acontecendo com eles. E é essa a filosofia por trás do programa, que atende não só as vítimas de ciberbullying mas também de bullying”, diz Piggin
  • Autoestima

    Diante do abalo emocional provocado pelo bullying, ajudar a resgatar a autoestima é tarefa corriqueira dos mentores online. Para a estudante londrina Georgia Alexandra Lester, de 13 anos, ela mesma uma ex-vítima, participar do programa como mentora é uma troca importante. “Passamos algo de bom para alguém que está se sentindo sozinho e sem saída.”

    Joe Paterson, 15, concorda. Morador de Northamptonshire, a cerca de 100 km de Londres, o estudante é mentor há um ano. “Muitas vezes, a pessoa não se sente segura para contar o que acontece para ninguém, com medo de que a situação piore. Pelo chat, isso fica mais fácil”, opina o jovem, que também foi alvo de ameaças na rede social Facebook.

    Treinamento

    Os novos mentores são angariados em visitas da Beatbullying a escolas. Antes de sentarem em frente ao computador e começarem a teclar, eles recebem treinamento intensivo presencial de dois dias, quando aprendem a lidar e a reportar episódios de bullying para pessoas mais experientes na organização. Apesar de muitos voluntários terem sido vítimas dos alunos valentões de suas escolas ou assediados no ambiente virtual, não é necessário ter passado por essa experiência para ajudar aqueles que procuram o chat da Beatbullying.

    Casos mais complexos, em que a vítima fala em suicídio ou automutilação, devem ser repassados para os mentores seniores, que têm entre 16 e 25 anos, ou para conselheiros profissionais da instituição. Dependendo da gravidade, o conselho tutelar ou a polícia podem ser acionados.

    Por segurança, o teor dos chats entre os jovens é monitorado por um software que filtra determinados termos. Quando a palavra suicídio é detectada, por exemplo, um alerta aparece no computador dos moderadores da entidade, que intervêm e assumem o caso.

    • Fernanda Calgaro/UOLHenal Granata, 17, atua como mentor no programa, já foi vítima de ciberbullying. “Eram chutes, empurrões. Acontecia na hora do intervalo ou na sala de aula, quando o professor não estava vendo”, relembra o estudante

    Os mentores não têm uma carga horária a cumprir, e as 2 mil pessoas capacitadas podem exercer essa função. Esses voluntários podem entrar online a hora que quiserem, pois assim conseguem conciliar o voluntariado com a escola. No entanto, a equipe de conselheiros profissionais fica online o dia todo. “Como os adolescentes acessam com mais frequência antes de irem para a escola de manhã e antes de dormir, a equipe sempre fica de plantão das 8h às 2h”, explica Piggin.

    Apesar de não haver nenhuma obrigatoriedade, Henal Granata, 17, faz questão de entrar com regularidade no site para atuar como mentor. Ele conta que, dos 8 aos 11 anos de idade, apanhou de colegas quase que diariamente na escola.

    “Eram chutes, empurrões. Acontecia na hora do intervalo ou na sala de aula, quando o professor não estava vendo”, relembra o estudante, que mora em Croydon, subúrbio ao sul de Londres.

    Portador de uma deficiência física que dificulta a sua locomoção, Henal atribui as agressões também a sua religião (hindu) e ao fato de que não falava inglês quando começou a escola (sua família havia mudado da Índia para a Inglaterra). “Você vira alvo simplesmente por não saber se comunicar direito ou por ser diferente. Foi muito difícil.”

    Superada essa fase, Henal agora só pensa em se concentrar na escolha da faculdade, curtir a namorada e continuar escrevendo letras de hip hop. E do que falam as suas músicas? “De coisas boas”, diz.

29/07/2010  – 09h33

 FELIPE BÄCHTOLD
DE SÃO PAULO
JOÃO CARLOS MAGALHÃES
DE BELÉM

Ao menos 14 candidatos pelo país declararam, somados, possuir R$ 21,7 milhões guardados em bancos no exterior, incluindo paraísos fiscais, como a Suíça.

Outros dois disseram à Justiça Eleitoral ter investimentos nas Ilhas Virgens Britânicas (Caribe), conhecidas pelos baixíssimos impostos e a flexibilidade na legislação. Em todos esses 16 casos, a prática não é ilegal.

Um deles é Blairo Maggi (PR), ex-governador de Mato Grosso, que concorre ao Senado e é um dos maiores plantadores de soja do mundo.

Em sua lista de patrimônio, aparece uma “integralização de capital” em uma empresa que leva o nome de seu pai. O valor listado é de R$ 4 milhões.

Outro candidato com patrimônio no país caribenho é Ronaldo Cezar Coelho (PSDB), que concorre como suplente ao Senado no Rio.

Ele declarou ter R$ 227 milhões em “quotas do capital social” da empresa Samambaia Investiments.

Entre os que possuem dinheiro depositado em bancos fora do país está o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), que tenta reeleição.

Ele diz ter R$ 5,9 milhões no banco Caisse Régionale, de Paris, em nome da mulher. O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que tenta um novo mandato, declarou R$ 4,7 milhões no Clarriden Bank, de Zurique (Suíça).

O presidenciável do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, declarou possuir R$ 46 mil em depósito nos EUA.

De acordo com a Receita Federal, não há crime na prática, desde que a quantia seja declarada e sua origem, explicitada e, se for o caso, checada pelo fisco.

Mas o jurista Walter Maierovitch, que pesquisa criminalidade internacional e lavagem de dinheiro, diz que o candidato precisa explicar ao eleitor a razão de manter dinheiro fora do país.

Há um histórico de dinheiro público desviado por meio da corrupção que foi parar no exterior, afirma ele.

SEGURANÇA

Blairo Maggi disse, por meio de sua assessoria, que não comenta sua declaração de bens para “preservar a segurança de sua família”.

Maluf, por meio de sua assessoria, diz que o dinheiro na França foi enviado legalmente por meio de uma operação do Banco Central e tem como origem a venda de um terreno em São Paulo.

A assessoria de Tasso Jereissati não respondeu ao e-mail da reportagem. Ronaldo Cezar Coelho não foi localizado pela Folha ontem.

  Editoria de Arte/Folhapress  

http://www1.folha.uol.com.br/poder