Arquivo de 21/07/2010

21 de julho de 2010 20h10 atualizado às 20h16

O candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, aparece na liderança da corrida eleitoral com 38,7% das intenções de voto, contra 18% do petista Aloizio Mercadante, segundo pesquisa Sensus encomendada pelo partido PSB, divulgada nesta quarta-feira (21).

Celso Russomanno (PP) registra 7% e o candidato do PSB, Paulo Skaf, aparece na pesquisa com 3,6%. Fábio Feldman (PV) tem 1,4% das intenções de votos e o candidato do PSOL, Paulo Bufalo, 0,7%. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos.

Segundo o levantamento, 29,2% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder. A pesquisa foi registrada junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 19618/2010

ASSEMBLÉIA ESTADUAL DOS SERVIDORES DA JUSTIÇA PAULISTA

Em assembléia Estadual realizada na tarde de hoje, na capital Paulista os servidores do maior Poder Judiciário da América Latina deciriram, por absoluta maioria (98%) pela continuidade da greve que já dura oitenta e cinco (85) dias.

A decisão ocorreu pouco após reunião entre representantes da categoria e do TJSP, em que não se chegou a qualquer acordo para o término do movimento.

As inscrições para o Programa Petrobras Cultural 2010 foram prorrogadas. Não deixe para finalizar sua inscrição no último dia! Confira abaixo as novas datas-limite. As inscrições para cada área terminam em dias diferentes, mas o horário é sempre o mesmo: 18h (horário de Brasília). Após este horário o ambiente de inscrições sai do ar automaticamente.

  • 26/07/10 – Preservação e Memória, Literatura e Formação
  • 27/07/10 – Artes Cênicas e Audiovisual
  • 28/07/10 – Música e Cultura Digital

Esclarecimento Seleções Longa-metragem (digitais e 35mm)

Os documentários em longa-metragem já inscritos na lei Rouanet devem entrar com o seu nº PRONAC no formulário de inscrição. Caso sejam contemplados se comprometem a solicitar o remanejamento para a lei do Audiovisual, artigo 1º A.

Confira aqui os regulamentos do setor Audiovisual

Regulamentos e Roteiros

Antes de preencher o formulário de inscrição, leia integralmente o Regulamento geral, o Regulamento específico da Área de Seleção Pública na qual pretende se inscrever e o Roteiro para Elaboração de Projetos. No roteiro, você encontra um passo-a-passo para preenchimento de cada um dos campos do formulário de inscrição. O roteiro também contém sugestão de modelos e dicas importantes para que seu projeto tenha todas as informações necessárias para participação.

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Agenda de Chats

Durante o período de inscrições, vamos realizar uma série de chats. Anote suas dúvidas e fique de olho na agenda. Cada dia e horário é reservado para um setor de Seleção Pública. Confira os dias e horários e participe!

Quando serão divulgados os resultados
de Difusão de Longa-metragem?

O resultado da seleção para Difusão de Longa-metragem está previsto para 13 de maio de 2010.

Resultados de Festivais de Cinema e de Música

Confira os resultados da seleção para Festivais de Cinema e Festivais de Música.

Baixe os resultados em PDF:

Veja também:

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http://www.hotsitespetrobras.com.br/ppc/

Manifesto da Frente Paulista pelo direito à comunicação.
Hoje à noite tem reunião da Frente, no Intervozes.
 
 
 
Nós, organizações da sociedade civil, movimentos sociais, sindicados, comunicadores (as) populares, jornalistas, estudantes e ativistas da mídia comunitária, livre e alternativa da capital, litoral e interior de São Paulo, envolvidos no processo de construção e realização da I Conferência Nacional de Comunicação, e considerando:

• a concentração da propriedade dos meios de comunicação;

• a criminalização dos movimentos sociais e violações de direitos humanos praticadas pela mídia;

• a ausência de liberdade de expressão, pluralidade e diversidade etnicorracial, de gênero e regional na grande imprensa;

• a tentativa da grande mídia em taxar toda iniciativa de regulamentação como censura, desqualificando a bandeira da liberdade de expressão;

• a impossibilidade de acesso da população em geral à produção de comunicação e cultura;

• a falta de mecanismos de participação popular e exercício do controle social do conteúdo veiculado e no desenvolvimento e implementação de políticas públicas para o setor;

• e a necessidade de uma ação organizada e coletiva para efetivar as transformações necessárias no cenário das comunicações no país,

Lançamos a Frente Paulista pelo Direito à Comunicação e a Liberdade de Expressão, com o objetivo de:

• Defender a comunicação como um direito humano e um bem público e a liberdade de expressão para todos e todas;

• Combater os monopólios e oligopólios dos meios de comunicação, defendendo a democratização, pluralidade e diversidade etnicorracial, de gênero e regional nos e dos meios de comunicação social;

• Promover uma regulação democrática e participativa das concessões públicas de radiodifusão;

• Denunciar e combater as violações dos Direitos Humanos e as manipulações dos meios de comunicação que criminalizam e desqualificam as lutas populares;

• Defender o controle social da mídia, através de um órgão regulador formado por representantes do poder público, dos empresários e da sociedade civil, representada em toda a sua diversidade ;

• Lutar pela implementação imediata de recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência nos meios de comunicação;

• Defender políticas públicas que garantam o exercício do direito à comunicação da população brasileira e o protagonismo de novos sujeitos de processos comunicativos;

• Lutar por políticas públicas para a promoção da comunicação compartilhada;

• Contribuir para o fortalecimento das mídias livres, independentes, alternativas, populares e comunitárias, com o desenvolvimento nacional de tecnologias livres;

• Defender o acesso à internet e à banda larga como direito;

• Defender o direito à informação plural;

• Promover uma cultura livre, aberta, desmercantilizada e colaborativa;

• Defender o acesso livre à cultura e ao conhecimento.

A Frente Paulista se soma a diversas iniciativas, organizações, redes e articulações que lutam por mudanças no sistema de comunicações do Brasil, acreditando que apenas a organização e fortalecimento do nosso movimento serão capazes de promover transformações significativas na mídia brasileira a ponto garantir o exercício da liberdade de expressão e da comunicação como direitos fundamentais consolidados em nossa sociedade.

Frente Paulista pelo Direito à Comunicação e a Liberdade de Expressão

Abraço/SP • Amejaeb – Associação dos Moradores e Empreendimentos do Jardim Educandário e Butantã • Artigo 19 • Associação Vermelho • Blog da Audiodescrição • Campanha pela Ética na TV – SP • CEERT – Centro de Estudos das Relações do Trabalho e Desigualdades • Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé • Centro Camará de Pesquisa e Apoio à Infância e Adolescência • Ciranda da Informação Independente • CNTQ – Confederação Nacional dos Trabalhadores Químicos • CONEN/SP – Coordenação Nacional de Entidades Negras/SP • Conselho Regional de Psicologia – SP • Enecos – Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social • Escola de Governo de São Paulo • Escritório Modelo “Dom Paulo Evaristo Arns” – PUC/SP • FLO – Friends of Life Organization • Força Sindical • Fórum Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente – SP • Geledés – Instituto da Mulher Negra • Grêmio Ágora da Escola da Vila • Ilê Asé Orisá Dewi • Instituto CEPODH – Centro Popular de Direitos Humanos • Instituto Gens de Educação e Cultura • Instituto Oromilade • Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social • Liga Brasileira de Lésbicas • Observatório da Mulher • Primado do Brasil – Organização Federativa de Umbanda e Candomblé do Brasil • Projeto Cala-boca já morreu • Projeto Revista Viração • PROTESTE Associação de Consumidores • Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes • Sindicato dos Radialistas no Estado de São Paulo • Tenda de Umbanda Luz e Verdade • Tribunal Popular: o estado brasileiro no banco dos réus • Tupã Oca do Caboclo Arranca Toco • UNEGRO/SP – União de Negros Pela Igualdade de São Paulo • União Brasileira de Mulheres • União Paulista dos Estudantes Secundaristas UPES-SP.

Levantamento produzido pelo instituto Vox Populi, divulgado pela Band nesta quarta-feira (21), confirma petista à frente de Serra

Por: Anselmo Massad, Rede Brasil Atual

Publicado em 21/07/2010

Última atualização às 19:04

São Paulo – A pesquisa eleitoral produzida pelo instituto Vox Populi e divulgada nesta quarta-feira (21) pela Band deve mostrar Dilma Rousseff (PT) à frente. A divulgação dos resultados detalhados ocorre no início da noite. Na corrida presidencial, Dilma aparece com 43% das intenções de voto, contra 37% de José Serra (PSDB). Marina teria 8%.

As informações foram colhidas junto a funcionários da Rede Bandeirantes, contratante da pesquisa. No último levantamento divulgado, em 29 de junho, a petista tinha seis pontos de vantagem, dependendo do cenário. No levantamento anterior, em maio, a diferença era de três pontos.

Desde a semana passada, circulavam rumores sobre um levantamento interno, encomendado pelo PT, que apontava números semelhantes.

A pesquisa Vox Populi ouviu 3 mil pessoas de 17 a 20 de julho. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos. O instituto registrou ainda pesquisas para nove estados – Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Neste sábado (24), o Datafolha deve divulgar nova pesquisa. Será a enquete com maior amostra do período eleitoral, 10,6 mil entrevistados. Simultaneamente, dados sobre disputas estaduais devem ser divulgadas.

Como se tornar um cidadão-fiscal

Foto do autorpor Wagner Menke
em 21/07/2010 às 12:58

Nota do editor: esse não é um texto qualquer; é um chamado para ação com passo a passo e tudo, que pode resultar em boas surpresas, só depende de nosso engajamento. 

É muito comum a gente abrir a boca para reclamar da falta de eficiência e eficácia do governo na implementação de políticas públicas e programas do orçamento. Todo mundo sabe reclamar da saúde, dizer que a educação é uma bosta, criticar a segurança pública e repetir o bordão “o governo rouba”. 

Aí eu pergunto: e o que você tem feito para mudar isso? 

Você responderia: 

a) “Ah, eu fico por dentro dos escândalos que acontecem no meio político!”
b) “Ah, eu voto consciente!”
c) “Ah, eu sonego imposto, que é pro governo ter menos dinheiro pra roubar!”
d) “Ah, eu apoiei o Projeto de Lei da Ficha Limpa!”
e) “Puxa, eu gostaria de fazer algo a mais, mas me sinto de mãos atadas…” 

“O que essas equações dizem é que basta um par de olhos abertos para mudar a sociedade. Barba é opcional.” 

Se você respondeu a alternativa (a), bom, mas isso só vai deixá-lo ainda mais indignado. Lembre-se ainda que a mídia tem interesses próprios e pode ter muita coisa que você nunca vai ouvir falar. Se respondeu a alternativa (b), parabéns, apenas se lembre de que 190 milhões de brasileiros podem não ter a mesma “consciência política”. Se respondeu a alternativa (c), você é um bosta, não é assim que você vai melhorar o país. Se respondeu a alternativa (d), muito bom, mas será que essa lei vai resolver os problemas de corrupção do Brasil? Será que ela vai ser aplicada do jeito que queremos? 

Se você pensou na letra (e), se quer fiscalizar o governo, mas não tem a mínima ideia de como botar a mão na massa, ótimo! Continue lendo. 

O que o cidadão-fiscal precisa é de ferramentas. Para resolvermos esse problema, tão indesejavelmente comum, vou apresentar algumas ferramentas que todo cidadão com acesso à Internet deveria conhecer e dominar. 

Ferramenta 1: Siga Brasil

A primeira delas – e a que eu mais gosto – é o Siga Brasil, uma ferramenta de dataware que permite a qualquer cidadão consultar as bases de dados dos principais sistemas governamentais, referentes à execução financeira e orçamentária e aos programas e planos do Governo Federal. 

A principal vantagem que vejo nessa plataforma é a facilidade que temos de montar nossas próprias consultas. Eu fiz um humilde manual para quem desejar formular consultas nele. 

Ferramenta 2: Portal da Transparência

A segunda ferramenta é o Portal da Transparência, do Governo Federal. Bem funcional e até mais fácil que o Siga Brasil. Existe um manual de navegação no próprio Portal. 

Os cidadãos podem obter informações relativas às receitas e despesas públicas, à execução de convênios (convênio, pra quem não sabe, é uma espécie de “contrato” que os entes federados celebram junto a outros entes e junto a entidades sem fins lucrativos para execução de ações governamentais), além de ter acesso ao registro de servidores federais e de empresas que foram declaradas “inidôneas” pelo poder público. 

“Elementar, meu caro Watson, essa irregularidade está deixando R$ 550.000 na mão desse cara aqui” 

Agora alguns Estados da federação entraram na onda e criaram seus próprios portais da transparência. Tem até um portal específico para os jogos olímpicos, veja: 

Ferramenta 3: Transparência Pública

Simples: se você encontrar o selo abaixo, significa que ali tem informações sobre gestão pública. 

 

Cada site de Ministério da esplanada tem de ter esse link. Ali é possível achar informações detalhadas sobre licitações, contratos, diárias e passagens relativas ao Órgão. Existem também opções de buscas avançadas. 

Mas o melhor é o link bem no canto inferior da página que diz: 

“Para obter a íntegra do edital, atas e informações adicionais, preencha o formulário.” 

Esse link nos leva a um formulário eletrônico pelo qual é possível solicitar informações mais específicas dos processos, tais como editais, planos de trabalho de convênios, objeto dos contratos e afins. 

… 

Até aqui já sabemos da existência de três boas ferramentas para que possamos exercer o chamado controle social. Por controle social entende-se a participação da sociedade no acompanhamento e verificação das ações da gestão pública na execução das políticas públicas, avaliando os objetivos, processos e resultados. 

Se você não tem cachimbo nem lupa, tudo bem, dá pra ser um cidadão-fiscal sem estilo. 

Você sabe o que é direito de petição?

“Ok, descobri que existem ferramentas para que eu possa exercer o tal do controle social, mas o que que eu faço agora?” 

Bom, agora é que vem a parte final do negócio. Muita gente não sabe que existe um tal de Direito de Petição, que serve para que nós, cidadãos, tenhamos acesso às informações que acharmos necessárias. 

Vejamos o que nos diz o jurista Valcir José Bologniesi: 

“Este remédio constitucional, que é assim considerado, tem assento constitucional no artigo 5º, inciso XXXIV da Constituição Federal: “são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidades ou abuso de poder; b) a obtenção de certidão em repartição pública, para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal. 

Este instituto permite a qualquer pessoa dirigir-se formalmente a qualquer autoridade do Poder Público, com o intuito de levar-lhe uma reivindicação, uma informação, queixa ou mesmo uma simples opinião acerca de algo relevante para o interesse próprio, de um grupo ou de toda a coletividade.” 

Isso significa que todos nós podemos solicitar informações ao poder público e devemos ser atendidos

Chegamos, enfim, a um razoável arcabouço de conhecimentos que necessitamos para exercer nossa cidadania fiscalizadora. Que tal agora botarmos a mão na massa? 

Como exercer o nobre papel de cidadão-fiscal

É hora de acordar o super-homem que há em você. 

Agora que vocês estão entendendo alguma coisa de controle social, eu lhes convido a participar de uma fiscalização de recursos públicos. 

As etapas para essa fiscalização serão as seguintes: 

1. Vou propor alguns temas nas áreas governamentais, tais como saúde, educação, reforma agrária, segurança pública. Vou ser bem específico, mas aceito sugestões. É só postar sua sugestão nos comentários. 

2. Levarei as sugestões de vocês para uma enquete no blog Políticas Públicas e Cidadania, onde nossa fiscalização será implementada. 

3. A partir dos temas mais votados (tentarei escolher dois ou três), postarei informações relativas a implementação e execução dos programas de governo para que possamos delimitar melhor o escopo do trabalho. 

4. Definido o nosso escopo, vou peticionar aos órgãos competentes a solicitação de informações e documentos que nós precisaremos para a realização dos exames. Claro, vou digitalizar esses documentos e disponibilizá-los na web, pra todo mundo que quiser poder ter acesso e poder ajudar a fazer as análises. 

Aí você me pergunta: 

E se os órgãos públicos não quiserem fornecer os documentos? 

Estratégia A: procurar um parlamentar de oposição ferrenha àquele governo. Nós promovemos o nome dele na net e ele nos ajudará com os documentos (é difícil alguém negar informação para parlamentar). Acho que o pessoal do PSOL, por exemplo, ajudaria bastante… 

Estratégia B: procurar o Ministério Público para que ele solicite e nos forneça a informação. 

5. Caso julguemos necessário, realizaremos diligências junto aos órgãos. Por exemplo, caso estejamos fiscalizando a distribuição e uso de medicamentos, é interessante alguém ir até os depósitos e destinos finais dos medicamentos, munidos de máquinas fotográficas, e fazermos registros fotográficos para servir de evidências dos nossos apontamentos. 

6. Por fim, vamos escrever um belo texto aqui no PapodeHomem relatando os nossos achados! Se constatarmos alguma irregularidade, vamos encaminhar nossos documentos e evidências para o Ministério Público e para os tribunais de contas, além de divulgar Internet afora. 

Os temas propostos são os seguintes: 

  • Aquisição e distribuição de medicamentos.
  • Prestação de contas das ONGs ligadas ao MST (essa ideia veio de meu primeiro texto no PdH).
  • Aplicação de recursos do FUNDEB e outros programas de Educação.
  • Repasses financeiros para ONGs em geral (a gente escolhe as ONGs que serão fiscalizadas).

E aí, cidadãos, vamos exercer nosso papel e nossos direitos? Conto com a colaboração de vocês para revolucionarmos o controle social usando a Internet! 

O convite está feito, depois não adianta reclamar 

Crimes de guerra: escravas sexuais no Iraque e no Afeganistão 

Uma menina iraquiana de 12 anos é obrigada a se prostituir nos subsolos de Bagdá, enquanto os guardas privados norte-americanos fazem uma coleta de poucos dólares e fazem fila. As moças são recrutadas no Leste Europeu com a promessa de um trabalho como doméstica em Dubai e depois dali são desviadas e segregadas ao coração do Iraque. As garçonetes dos restaurantes chineses de Kabul, por trás das luzes vermelhas, escondem o segredo que todos conhecem. O artigo é de Angelo Aquaro, do jornal La Repubblica. 

Angela Aquaro – La Repubblica (IHU On-line) 

Matéria publicada em português no IHU On-line

O último horror das “guerras gêmeas” que Barack Obama herdou de George W. Bush tem o rosto das mulheres exploradas em nome daquele outro ídolo que divide o altar com o dinheiro: o sexo. Mas oito anos depois do início da guerra contra o terror, o balanço dessa batalha é ainda mais magro: zero a zero. As ordens do presidente eram retumbantes como as proclamações da vitória que não chegava.

É severamente proibido que os contratantes ou funcionários do governo se tornem responsáveis pelo tráfico sexual nas zonas de guerra. Qualquer um que se torne responsável pelo tráfico sexual será suspenso do cargo. Quem for surpreendido em tráfico sexual será denunciado às autoridades. Os resultados? “Não há nenhum processo aberto”, diz a ex-detetive do Human Rights Watch, Martina Venderberg. “Enfim, não há vontade de fazer com que se respeite a lei”.

A vergonha foi descoberta por uma investigação do Center for Public Integrity, publicada neste domingo pelo Washington Post. E os contratantes da ex-Blackwater acabaram sob acusação: o grupo privado já tristemente famoso pelos massacres de civis no Iraque. A empresa goza de uma fama tão ruim que, para voltar a trabalhar hoje, mudou de marca e se chama Xe Service.

Um ex-guarda conta que não quer revelar o nome por medo de represálias: “Eu mesmo vi guardas mais velhos recolherem dinheiro, enquanto moças iraquianas, dentre as quais meninas de 12 e 13 anos, se prostituíam”. O guarda diz também que denunciou tudo ao seu superior, mas que “nenhum procedimento foi tomado: me entristece só de falar nisso”.

De fato, quem não se entristece é a porta-voz da ex-Blackwater, Stacy De Luke, que, no Washington Post, nega “com força essas acusações anônimas e sem provas: a política da empresa proíbe o tráfico humano”. Claro.

O caso das trabalhadores do leste que pensam em voar para Dubai e acabam no Iraque foi descoberto por uma jornalista freelancer. Aqui, a organização era muito mais acurada. Um verdadeiro tráfico organizado por subcontratantes que trabalham para o Exército e para o Exchange Service da Aeronáutica: nome que deveria indicar o escritório que se ocupa de organizar o serviço de restaurantes, mas que evidentemente também se ocupa de outras coisas. Assim que aterrizam, as pobrezinhas são privadas do passaporte. Há também um preço para o resgate: 1.100 dólares. Uma quantia enorme, visto que se prostituem por poucos dólares.

A fábrica do sexo é ainda mais sólida no Afeganistão. Lá, há quatro anos, uma centena de chinesas foram libertadas em uma série de blitzes que, ao invés do Talibã, atingiram os bordéis. Mas o tráfico continuou. Com a “aquisição” de uma mulher por 20 mil dólares, um empresário do ArmorGroup, a empresa que, até pouco tempo atrás, se ocupava da segurança da embaixada norte-americana em Kabul, se orgulhava de poder organizar um tráfico rentável. A investigação que iniciou rapidamente chegou ao altos níveis do FBI. Mas parou por aqui.

Os federais defendem que não tiveram meios suficientes. Nas zonas de guerra, enfileiraram-se cerca de 40 agentes, mas eles já têm muito a fazer ao se ocupar de fraudes e corrupção. Mas os ativistas dos direitos humanos têm uma outra explicação: a verdade é que as autoridades preferem fechar um olho. Diz Christopher H. Smith, deputado e autor de uma lei antitráfico, para a crônica republicana: como é possível tolerar que essa gente possa explorar as mulheres com o dinheiro que nós pagamos? Eis uma outra herança da qual Obama deverá se ocupar.

Tradução: Moisés Sbardelotto.

EU SÓ QUERIA ENTENDER…

O Secretario de Educação de São Paulo, entende e poderia explicar, para quem não entende e paga a conta.
Nada mais justo, salvo melhor juízo.
A Unidade Leopoldina, estaria para fechar, depois vem a segunda informação que está com a lotação completa de 70 internos.
Fundação Casa é considerada uma unidade educacional. Alguém pode entender escola sem professores ?
Até pode, que se em escola normal o que mais faltam são professores, mas os alunos da Fundação Casa estão privados de liberdade. Privados de liberdade numa escola, professor é excencial. A gente sabe que ali é cana dura mesmo, mas vamos fazer o jogo do contente e imaginar que é uma escola. Se é uma escola especial, devia ter como diferencial, os professores ensinando.
Funciona, ou melhor, deveria funcionar assim.
A Unidade da Vila Leopoldina, informa a E.E.Reinaldo Ribeiro os professores que faltam. A escola manda para a Diretoria de Ensino Centro Oeste o número de professores que faltam.
A Diretoria Centro Oeste então seleciona os professores temporários e eventuais para a E.E.Reinaldo Ribeiro, que faz o registro do professor e envia para a Fundação Casa.
Na prática é assim Meio confuso um jogo do vai para lá e vai para cá, mas que no final , não funciona.
O Governo do Estado de São Paulo tem o dever de mandar alunos para a Fundação casa. É obrigação do governo de São Paulo.
Este semestre o Secretário de Educação determinou que para que nenhuma escola ficassem com aula vaga, se contratasse em caráter excepcional, estudantes universitários com experiência em dar aula.
Quando se candidatou um estudante de SOCIOLOGIA, que aparentemente,não interessava para a CENTRO OESTE, as vagas que deveriam serem publicada no site da DECO, sumiram
As aulas para a Unidade Leopoldina, que foi divulgada tres vezes, desapareceram também, tão logo o aluno de Sociologia experiente com alunos de LA e SL., se apresentou.
Então o Secretário precisa explicar.
A DIRETORIA usa qual critério para contratar professor. Cadastrar ela até cadastra, mas parece que esconde as vagas. Será que professor com experiência e jovem que poderia mudar o cenário para melhor, não interessa para a DECO ? Qual seria o motivo ???
Será que é o velho e imoral conceito de quanto pior, melhor ???
Quem quiser confirmar e acompanhar acessa o site da DECO no setor saldo de aula….Alí está aulas remanescentes desde o dia 5 de junho. Ninguém quis as aulas ou estão sendo guardadas para um professor que interessa a DECO?
Bem; eu só queria entender…

Cremilda no Twitter: http://twitter.com/cremilda_napa

fonte: http://blig.ig.com.br/cremilda/2010/07/20/eu-so-queria-entender/