Arquivo de 28/07/2010

 

Autor: ANA CAROLINA RIOS / 28/07/2010

A maior greve do Judiciário paulista pode chegar aos cem dias na próxima quinta-feira (5/08), caso o Tribunal de Justiça insista em não apresentar uma proposta real de reposição salarial aos seus servidores. 

Em mais uma assembleia geral realizada pela categoria na tarde de hoje, os servidores votaram pela continuidade do movimento de paralisação até que haja negociação. 
 

“Muitos companheiros têm perguntado a minha opinião sobre a atual situação do movimento. Tenho respondido que apesar de o indíce de paralisação não ser alto, nossa greve tem sido exemplo em todo o País, pois o movimento é muito forte e fez o Judiciário de São Paulo parar e isto está incomodando a cúpula do TJ e o governo”, expôs Elisabete Borgianni, presidente da AASPTJ-SP. “Cada um dos servidores em greve é uma liderança em sua região e ninguém vai conseguir barrar o nosso direito de lutar por uma Justiça digna”, completou. 

Outras duas importantes propostas foram aprovadas na tarde hoje: 

1- Realização de um ato em Brasília no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima terça-feira (3/08). As entidades representativas dos servidores irão alugar ônibus que sairão de diversas regiões do Estado na segunda-feira à noite. O ato só será possível se conseguirmos lotar pelo menos dez ônibus. Os associados da AASPTJ-SP que puderem participar devem entrar em contato com a Associação – (11) 3256-5011 até no máximo meio dia de sexta-feira para que possamos organizar a distribuição do transporte.  
 

Aos assistentes sociais que estiverem já em Brasília participando do CBAS (que vai de sábado até quinta-feira): procurem confirmar o horário da manifestação para também participarem. 

2- A próxima assembleia geral, marcada para a próxima quarta-feira (4/08),  às 13 horas irá ocorrer nos fundos da Assembleia Legislativa, já que às 15 horas terá início uma audiência pública sobre o orçamento do Estado de São Paulo para o ano de 2011. Os ônibus que seguirem para Brasília retornam na quarta direto para a Alesp. 
 

Ministério Público 
 

Após a assembleia de hoje, os servidores seguiram em passeata até a sede do Ministério Público do Estado de São Paulo com o intuíto de cobrar posicionamento do Órgão que deveria fiscalizar o Tribunal de Justiça. 

Representantes do MP-SP manifestaram-se e afirmaram que se o Tribunal se desculpa dizendo que o governo não repassa verba suficiente para garantir a reposição dos servidores. O Ministério Público, que também está devendo a reposição salarial dos que lá trabalham, por sua vez, alega que só garantirá a reposição de seus funcionários quando o TJ der a reposição de seus servidores, o que é uma tradição entre as duas instituições. 

Na volta, os trabalhadores do Judiciário paulista seguiram para a porta do Palácio da Justiça onde entoaram um coro de “a greve continua” e terminaram o ato com uma oração. 

http://www.aasptjsp.org/redacao-ler/547/

Nossa indústria naval recuperou a sua antiga força; voltou a empregar mais de 40 mil pessoas e já é a quarta maior do mundo.

No final dos 1970, o Brasil era o segundo maior fabricante de navios do mundo, empregando cerca de 45 mil pessoas. Na década seguinte, começou o declínio e o abandono da nossa indústria naval. Quase tudo era construído em outros países, como Cingapura, incluindo plataformas de petróleo. No governo de FHC e Serra, o setor chegou a empregar menos de duas mil pessoas.

Com Lula e Dilma, veio a grande mudança: tudo que podia ser construído aqui passou a ser construído aqui. Antigos estaleiros foram reativados e novos foram e estão sendo construídos. Além disso, foi criado o Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef), hoje um dos principais instrumentos de ação do PAC.

O resultado é que a nossa indústria naval recuperou a sua antiga força: voltou a empregar mais de 40 mil pessoas e já é a quarta maior do mundo em número de encomendas de navios petroleiros. O símbolo maior dessa transformação foi o lançamento, em maio, do primeiro navio petroleiro feito no Brasil nos últimos 13 anos: o “João Cândido”, construído no estaleiro Atlântico Sul, em Pernambuco.

28/07/2010

Resolução da Assembleia Geral recebeu 122 votos a favor, 41 abstenções e nenhum voto contra; quase 900 milhões de pessoas vivem sem água limpa em todo o mundo. 

 

Direito básico Direito básico 

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York. 

Uma resolução das Nações Unidas, aprovada nesta quarta-feira, declarou o acesso à água potável e ao saneamento básico um direito de todo ser humano. 

Segundo o documento votado pelos países-membros da ONU, na Assembleia Geral, é motivo de extrema preocupação o fato de 884 milhões de pessoas não terem acesso à água potável. 

Crianças 

O número dos que não recebem serviços de saneamento básico é quase 3 vezes maior, chegando a 2,6 bilhões de pessoas. 

A resolução obteve 122 votos a favor, 41 abstenções e nenhum voto contra. 

Foi aprovado ainda o pedido do Conselho de Direitos Humanos para que a relatora independente do órgão, Catarina de Albuquerque, passe a apresentar um balanço anual sobre o tema à Assembleia Geral. 

Estudos analisados pela ONU revelam que pelo menos 1,5 milhão de crianças morrem, anualmente, antes de completar cinco anos por falta de água potável. 

O acesso à água limpa e ao saneamento básico faz parte dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, uma agenda para erradicar ou reduzir males sociais até 2015. 

Brasília Confidencial

mendigos SP      Guardas civis metropolitanos de São Paulo estão se recusando a cumprir uma ordem do Governo Kassab (DEM) para recolher mendigos das ruas do centro da cidade. Os guardas alegam que não têm para onde levá-los.

   “Levamos quatro moradores de rua para um albergue. Não tinha vaga. Levamos para o segundo, não tinha também. Levamos eles de volta para a praça onde estavam e, ao chegar lá, descobriram que os papelões e plásticos que usavam para se proteger tinham sido roubados. Ficaram revoltados e nos ofenderam”, relatou um dos guardas.

    O Ministério Público de São Paulo já instaurou dois inquéritos sobre o recolhimento de mendigos pela Prefeitura.