Arquivo de 30/07/2010

26 de julho de 2010

O MST repudia os retrocessos sociais simbolizados na candidatura tucana. José Serra é líder de uma coalizão conservadora, que pretende implantar em nível nacional suas políticas repressoras, tal como fez no estado de São Paulo em relação aos professores, sem-teto, sem terra.

Ele representa os interesses do latifúndio improdutivo, do agronegócio e das empresas transnacionais que não resolvem o problema das famílias sem terra e não garantem o abastecimento de alimentos saudáveis para a população brasileira. José Serra tenta criar um clima de terrorismo eleitoral, se vale de ameças e tenta criar um clima de raiva contra o MST porque não possui um projeto que de fato possa garantir a vida digna dos trabalhadores rurais e urbanos.

http://www.mst.org.br/node/10319

O RANKING DAS IMPUGNAÇÕES, ESTADO POR ESTADO
[ 30/07 ]A Lei da Ficha Limpa está fazendo um estrago nas pretenções dos políticos já condenados, e que tentam a todo custo viabilizar mais uma candidatura. Até o momento foram 473 impugnações. O Paraná é um dos estados com menor incidência de casos – 11 no total.

Confiram o ranking divulgado nesta sexta-feira (30) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE):

São Paulo – 46 impugnações
Maranhão – 42 impugnações
Ceará – 40 impugnações
Rio de Janeiro – 32 impugnações
Goiás – 28 impugnações
Rondônia – 27 impugnações
Bahia – 24 impugnações
Minas Gerais – 23 impugnações
Paraíba – 22 impugnações
Tocantins – 22 impugnações
Pará – 19 impugnações
Acre – 16 impugnações
Espírito Santo – 15 impugnações
Rio Grande do Sul – 14 impugnações
Roraima – 14 impugnações
Piauí – 13 impugnações
Santa Catarina – 12 impugnações
Distrito Federal – 11 impugnações
Paraná – 11 impugnações
Amapá – 10 impugnações
Alagoas – 9 impugnações
Sergipe – 8 impugnações
Amazonas – 7 impugnações
Mato Grosso do Sul – 6 impugnações
Mato Grosso – 4 impugnações
Pernambuco – 3 impugnações
Rio Grande do Norte – 2 impugnações
Total: 473 impugnações

30 de julho de 2010 às 12:47

Texto da Reuters, reproduzido na Fox Business, sugerido pelo Emerson Luis:

By Raymond Colitt

BRASILIA (Reuters) – José Serra começou sua campanha para presidente do Brasil como claro favorito dos mercados financeiros, mas sua recente mão pesada na política econômica está levantando dúvidas de muitos investidores.

Vários investidores e experts políticos disseram à Reuters que estão mais preocupados com Serra do que com sua principal rival, a candidata do partido governista Dilma Rousseff. Serra, um político veterano de 68 anos do partido de oposição PSDB, tem preocupado muitos com a conversa de controlar o Banco Central, cortar as taxas de juros e aumentar o papel do estado na economia.

A aparente mudança no sentimento dos investidores coloca a avaliação da campanha presidencial no Brasil de cabeça para baixo, e poderia mexer com os mercados do câmbio e da dívida se Serra continuar forte nas pesquisas quando a eleição de outubro se aproximar, disseram os investidores.

“O sistema financeiro secretaramente prefere Rousseff”, disse Tony Volpon, chefe de mercados emergentes das Américas da empresa Nomura Securities em Nova York.

Pela maior parte dos critérios, Serra deveria ser o favorito dos investidores. Ele tem um doutorado em economia da Universidade de Cornell, uma longa lista de experiência executiva e é de um partido que defendeu a privatização e as reformas durante o governo do predecessor de Lula, presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

Rousseff, uma servidora pública de carreira, por contraste, foi um dia uma guerrilheira urbana e nunca se elegeu antes.

No entanto, Rousseff tem feito de tudo para conquistar apoio de investidores, distanciando-se de algumas propostas mais esquerdistas de seu partido. Ela também promete continuar as políticas amigáveis com o mercado do presidente Luiz Inacio Lula da Silva que ajudaram a impulsionar a economia brasileira em anos recentes.

“Nenhum dos candidatos é o dos sonhos de Wall Street mas Serra é um risco maior. Ele traz mais incerteza e chance de mudanças”, diz Alexandre Barros, um analista político que segue Serra desde que os dois foram ativistas estudantis em São Paulo em 1962.

Xico Graziano, um assessor senior de Serra, tentou acabar com as preocupações dos investidores dizendo à Reuters: “Os investidores conhecem as qualidades de Serra e como ele vê a economia. Não é surpresa para ninguém”.

Arrepios no mercado?

Até agora, poucos investidores tem demonstrado preocupação com a eleição de 3 de outubro, contentes que nenhum dos principais candidatos é um populista que ameaça a estabilidade econômica.

Mas a sensação de calma corre risco no momento em que a eleição se aproxima e os candidatos articulam mais claramente suas plataformas.

Serra esta semana disse que as taxas de juros precisam ser cortadas e que o real está “mega sobrevalorizado”.

“Sobre Serra há preocupação sobre taxa de juros e a moeda, embora eu não acredite que ele seja mais duro que Dilma em disciplina fiscal”, diz Reginaldo Alexandre, chefe da Associação dos Analistas do Mercado de Capitais em São Paulo.

Rousseff tem continuamente subido nas pesquisas de opinião tirando proveito do boom da economia e do apoio do popularíssimo Lula, embora ela ainda não tenha estabelecido uma clara liderança.

“O mercado ainda não precificou o risco Serra porque acha que Rousseff vai vencer”, disse Rafael Cortez, um analista político da Tendencias, uma das maiores empresas de consultoria do país.

Se Rousseff não estabelecer uma clara vantagem sobre Serra até agosto, Volpon disse “você poderá ver algumas variações violentas no mercado, especialmente no câmbio”.

Papel do estado

Serra tem dados sinais contraditórios a respeito do papel do estado na economia. Ele criticou a criação de uma nova estatal de petróleo, o uso de fundos públicos para a construção do trem-bala e prometeu restabelecer o poder dos regulamentadores da indústria.

Mas ele também aplaudiu as medidas de estímulo da economia de Lula e propôs um desenvolvimento econômico liderado pelo estado.

“Eu defendo um projeto de desenvolvimento nacional para o Brasil com ativismo governamental”, Serra disse.

Enquanto Serra quer cortar gordura governamental, ele também promete dobrar o principal programa de bem estar de Lula, o Bolsa Família, que muitos de seus apoiadores vem criticando há anos.

Alguns analistas dizem que as políticas de Serra refletem estratégia de campanha. Ele quer ser visto como alguém que propõe mudanças mas não abandonando aquelas que construiram a popularidade de Lula.

“Dilma diz o que o mercado quer ouvir. A mensagem de Serra é mais política porque ele precisa ganhar votos”, diz Dany Rappaport, sócio da consultoria financeira InvestPort.

Mas Serra tem uma história de intervenção governamental e é ligado a uma escola de pensamento que advoga planejamento econômico, um estado forte, controle dos capitais e substituição das importações.

Como ministro do Planejamento, ele entrou em confronto com a ala pró-mercado do governado Cardoso e foi transferido rapidamente para o Ministério da Saúde. Lá ele forçou a gigante farmacêutica Roche a cortar os preços sob a ameaça de quebra de patentes.

“Suas propostas refletem crenças — não é marketing. Mas de qualquer forma elas geram incerteza”, disse Barros.

27/setembro/2009 12:31

Serra abandonou UNE e fugiu dos militares

Serra abandonou UNE e fugiu dos militares 

O Conversa Afiada recebeu do professor Emir Sader o artigo abaixo, publicado originalmente no Blog do Emir, hospedado no portal da Agência Carta Maior

     DUAS TRAJETÓRIAS DISTINTAS 

  

 Em que mãos você gostaria que estivesse o Brasil? Qual o verdadeiro diploma que cada um tem e que conta para construir um país justo, soberano e humanista? 

 Nas horas mais difíceis se revela a personalidade – as forças e as fraquezas – de cada um. Os franceses puderam fazer esse teste quando foram invadidos e tinham que se decidir entre compactuar com o governo capitulacionsista de Vichy ou participar da resistência. Os italianos podiam optar entre participar da resistência clandestina ou aderir ao regime fascista. Os alemães perguntam a seus pais onde estavam no momento do nazismo.
  

No Brasil também, na hora negra da ditadura militar, formos todos testados na nossa firmeza na decisão de lutar contra a ditadura, entre aderir ao regime surgido do golpe, tentar ficar alheios a todas as brutalidades que sucediam ou somar-se à resistência. Poderíamos olhar para trás, para saber onde estava cada um naquele período. 

 Dois personagens que aparecem como pré-candidatos à presidência são casos opostos de comportamento e daí podemos julgar seu caráter, exatamente no momento mais difícil, quando não era possível esconder seus comportamentos, sua personalidade, sua coragem para enfrentar dificuldades,  seus valores. 

 José Serra era dirigente estudantil, tinha sido presidente do Grêmio Politécnico, da Escola de Engenharia da USP. Já com aquela ânsia de poder que seguiu caracterizando-o por toda a vida, brigou duramente até conseguir ser presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE) de São Paulo e, com os mesmos meios de não se deter diante de nada, chegou a ser presidente da UNE. 

 Com esse cargo participou do comício da Central do Brasil, em março de 1964, poucas semanas antes do golpe. Nesse evento, foi mais radical do que todos os que discursaram, não apenas de Jango, mas de Miguel Arraes e mesmo de Leonel Brizola. 

 No dia do golpe, poucos dias depois, da mesma forma que as outras organizações de massa, a UNE, por seu presidente, decretou greve geral. Esperava-se que iria comandar o processo de resistência estudantil, a partir do cargo pelo qual havia lutado tanto e para o qual havia sido eleito. 

 No entanto, Serra saiu do Brasil no primeiro grupo de pessoas que abandonou o país. Deixou abandonada a UNE, abandonou a luta de resistência dos estudantes contra a ditadura, abandonou o cargo para o qual tinha sido eleito pelos estudantes. Essa a atitude de Serra diante da primeira adversidade. 

 Por isso sua biografia só menciona que foi presidente da UNE, mas nunca diz que não concluiu o mandato, abandonou a UNE e os estudantes brasileiros. Nunca se pronunciou sobre esse episódio vergonhoso da sua vida. 

 Os estudantes brasileiros foram em frente, rapidamente se reorganizaram e protagonizaram, a parir de 1965, o primeiro grande ciclo de mobilizações populares de resistência à ditadura, enquanto Serra vivia no exílio, longe da luta dos estudantes. Ficou claro o caráter de Serra, que só voltou ao Brasil quando já havia condições de trabalho legal da oposição, sem maiores riscos. 

 Outra personalidade que aparece como pré-candidata à presidência também teve que reagir diante das circunstâncias do golpe militar e da ditadura. Dilma Rousseff, estudante mineira, fez outra escolha. Optou por ficar no Brasil e participar ativamente da resistência à ditadura, primeiro das mobilizações estudantis, depois das organizações clandestinas, que buscavam criar as condições para uma luta armada contra a ditadura militar.
 No episódio da comissão do Senado em que ela foi questionada por ter assumido que tinha dito mentido durante a ditadura – por um senador da direita, aliado dos tucanos de Serra -, Dilma mostrou todo o seu caráter, o mesmo com que tinha atuado na clandestinidade e resistido duramente às torturas. Disse que mentiu diante das torturas que sofreu, disse que o senador não tem idéia como é duro sofrer as torturas e mentir para salvar aos companheiros. Que se orgulha de ter se comportado dessa maneira, que na ditadura não há verdade, só mentira. Que ela o senador da base tucano-demo estavam em lados opostos: ela do lado da resistência democrática, ele do lado da ditadura, do regime de terror, que seqüestrada, desaparecia, fuzilava, torturava. 

 Dilma lutou na clandestinidade contra a ditadura, nessa luta foi presa, torturada , condenada, ficando detida quatro anos. Saiu para retomar a luta nas novas condições que a resistência à ditadura colocava. Entrou para o PDT de Brizola, mais tarde ingressou no PT, onde participou como  secretária do governo do Rio Grande do Sul. Posteriormente foi Ministra de Minas e Energia e Ministra-chefe da Casa Civil. 

 Essa trajetória, em particular aquela nas condições mais difíceis, é o grande diploma de Dilma: a dignidade, a firmeza, a coerência, para realizar os ideais que assume como seus. Quem pode revelar sua trajetória com transparência e quem tem que esconder momentos fundamentais da sua vida, porque vividos nas circunstâncias mais difíceis? 

Publicado por admin · Canal: Brasil   

ACORDA FERNANDÓPOLIS, ESTE ANO TEM ELEIÇÃO. HORA DE DAR O TROCO

Por Cremilda Teixeira.

Não é a primeira vez que a Rede Globo divulga um abuso que Fernandópolis comete contra aluno de escola pública. Agora a policia militar vai sair nas ruas a caça de alunos que matam aula.
São bonzinhos. Os alunos não serão algemados, podem entrar no camburão expontâneamente e serão despejados de volta na escola, diante de todos. Se não quiser sua familia será processada e será investigada. A escolha é bem democrática. Ou a algema ou entra sob livre e expontânea pressão. Não está explicado se o pescoção faz parte do convencimento.
Em Fernandópolis, acontece sempre esse tipo de abuso contra aluno. Sempre divulgado pela Rede Globo, mas assim, como se fosse uma coisa normal. Para relembrar e comentar todos fica dificil, que são muitos, mas um deles é o caso da aluna que reagiu à agressão da professora, e foi presa.
Sua familia punida com sermões semanais aplicados pelas autoridades e pela direção da escola.
A punição da aluna, foi acrescida porque seu pai quando solteiro teve uma passagem pela policia.
Então nessa linha, melhor aluno entrar no camburão e voltar para a escola, que se for feito com rigor uma investigação da sua família, pode ser que tenha lá atrás alguma bisavô com passagem pela policia para acrescentar na pena que o aluno vai cumprir ou quiçá a familia toda.
Coisas assim inacreditáveis acontecem em Fernandópolis, que fazem a Ronda Escolar de São Paulo parecer um coro de anjinhos.
Em São Paulo, a Ronda Escolar socorre a escola prontamente para resolver problema de disciplina na escola, mas não sai a caça de aluno sem escola. Aqui se joga aluno fora da escola.
Não sei qual é o pior….
Sei que este ano em Fernandópolis, também tem eleição.
Lembro que se a cidade é inimiga dos alunos, seus pais poderão dar o troco na urna.
Que as autoridades, vereadores, deputados, conselheiros tutelares, são responsáveis por ação ou omissão…
Voto é um santo remédio, se Fernandópolis não sabe usar, é hora de aprender.
Quando o voto do pai humilhado por conta de uma travessura do filho, cai na urna, vale o mesmo que o voto de um Juiz de Direito, do Comandante da Policia Militar e do Secretário de Educação
Acorda Fernandópolis e dá o troco….