The New York Times

As demandas também vêm de outros governos, incluindo Índia, Arábia Saudita, Kuwait e Bahrein.

A ameaça dos Emirados Árabes Unidos de vetar serviços de telefonia móvel para BlackBerrys, como e-mail e mensagens de texto, ressalta a tensão crescente entre as empresas de comunicação e governos sobre como equilibrar a vida privada e a segurança nacional.

Enquanto as empresas de telefonia querem garantir que as mensagens de seus clientes fiquem protegidas de olhares indiscretos, os governos cada vez mais insistem em ter acesso a mensagens eletrônicas para rastrear criminosos ou descobrir planos terroristas.

Na segunda-feira, Research In Motion, ou RIM, uma empresa canadense que fez a linha de telefones BlackBerry, procurou tranquilizar os clientes de que seus serviços são seguros um dia depois de os Emirados Árabes Unidos afirmar que proibirá muitos serviços do BlackBerry por questões de segurança nacional.

Especialistas em segurança na internet dizem que a demanda dos Emirados para acessar determinadas comunicações que fluem pela rede BlackBerry ecoa pedidos de outros governos ao redor do mundo. Muitos países têm leis e regulamentos que exigem de operadores de telecomunicações o acesso a seus sistemas para interceptações aprovadas pela justiça.

As demandas também vêm de outros governos, incluindo Índia, Arábia Saudita, Kuwait e Bahrein, que estão avaliando novas exigências em serviços como o BlackBerry para garantir que possam monitorar as mensagens eletrônicas.

“Tais pedidos para acessar as comunicações existem numa escala significante no mundo”, disse Anthony Rutkowski, da Netmagic Associates, uma empresa de consultoria especializada em temas de regulação para segurança on-line.

Ao mesmo tempo, provedores de acesso estão aumentando a oferta de medidas de segurança, como criptografia. Por exemplo, depois de um ataque cibernético originado na China cujo alvo eram os servidores do Google e do Gmail, a empresa começou a criptografar todos os e-mails em trânsito.

Como um volume crescente de conteúdo é criptografado, os governos exigem outras informações, como com quem e quando os usuários se comunicam, disse Rutkowski. Tais informações são úteis para recolher informações de inteligência.

Especialistas em segurança dizem que o serviço do BlackBerry, que usa sua própria rede para transmitir e-mails e mensagens instantâneas, pode dificultar o acesso às informações, especialmente em países nos quais a empresa não tem servidores controlando a rede. Os especialistas afirmam que esta é a razão de a RIM ter frequentes confrontos com governos. Outros serviços, como o Skype, também causam preocupação em alguns países.

A RIM divulgou um comunicado na segunda-feira que não aborda diretamente o conflito da empresa com os Emirados ou sua relação outros países, citando a natureza confidencial “de suas discussões com alguns governos”. A empresa disse que equilibra exigências conflitantes. “A RIM respeita tanto as exigências regulatórias dos governos quanto a necessidade de segurança e privacidade de empresas e consumidores”, disse a empresa no comunicado.

Numa carta aberta aos consumidores, a RIM, que opera em mais de 175 países, também disse que o sistema de segurança foi desenhado para garantir que ninguém, nem mesmo a empresa, possa acessar informações dos usuários sem autorização.

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