sábado, 7 de agosto de 2010

 

   Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

Ao lado do ministro da Educação, Fernando Haddad, o candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Aloizio Mercadante, afirmou que é preciso rever o processo de aprovação automática no ensino fundamental e que não vai tratar professores com borrachadas e cassetetes. Mercadante se referiu aos inúmeros conflitos entre membros da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) e a polícia nos 16 anos em que o PSDB governa São Paulo, desde a eleição de Mário Covas em 1994.
Mercadante e Haddad participaram neste sábado (7) de um seminário sobre educação, que faz parte das discussões o plano de governo que o PT irá apresentar para a disputa da eleição paulista. A plateia, de cerca de 900 pessoas, era formada em grande parte por membros do sindicato.
“Não podemos fazer do ensino público de São Paulo um ‘pedagocídio’, em que a escola não avalia e nós fingimos que não estamos vendo”, disse. Segundo Mercadante, seu eventual governo não vai tratar o professor de forma autoritária. “Não haverá educação de qualidade que não passe pelos professores. Não é possível, em pleno século XXI, essa falta de diálogo que se vê aqui”, disse o candidato.
Em sua fala, Haddad afirmou que nos últimos anos, a oposição tem agido com “resistência mortal a dois programas do governo Lula”: o Prouni e a expansão das universidades federais em São Paulo.
“O anel que estamos constuindo em torno da capital, com a implantação de universidades federais em Santos, Santo André, Osasco, Embu, Guarulhos, entre outras, é mais importante do que a construção do rodoanel. Nada contra as obras, com a retirada de caminhões da avenida dos Bandeirantes. Mas o que estamos fazendo é trazer o conhecimento para o entorno da capital. As obras podem ser destruídas. O conhecimento não”.
O ministro lembrou que pelo menos 12 editoriais foram escritos contra a expansão das universidades federais em São Paulo. “Somos criticados pela elite local. As universidades federais são um paradigma de qualidade, mas não são bem aceitas por beneficiar os mais pobres “, disse.
Haddad também se referiu à ação direta de inconstitucionalidade, movida pelo DEM e pela Cofenem, entidade patronal que prepresenta os estabelecimentos de ensino, que são contrários à política do Prouni. A alegação é que o programa viola o princípio da isonomia, já que há reserva de vagas com base na condição socio-econômica do aluno ou em critério racial.
Haddad defendeu uma aproximação dos governos estaduais com os prefeitos e indiretamente fez críticas ao PSDB de São Paulo. “Não pode ter um governador que pensa só na sua rede. A rede municipal é sua também. Tem de olhar a perspectiva de todos os professores. Tem muito recurso e dinheiro para São Paulo. Tem de ter articulação política para que esses recursos sejam aplicados. O governo Lula praticamente triplicou o orçamento da Educação em três anos. Ninguém vai poder dizer que o Lula não investiu em educação”, disse.
Haddad foi aplaudido pela plateia. Ao término de sua fala foi saudado com o coro “ô, ô, ô, ô, filho do pedreiro vai poder virar doutor”.

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