Ministro de Lula chama líder do Irã de ditador e diz que Brasil segue negociando asilo a Sakineh.

Posted: 17/08/2010 in AUTO DETERMINAÇÃO DOS POVOS, DIREITOS HUMANOS, INTERNACIONAL, VIDA
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Caros e caras,
 
Pode-se dizer tudo do Irã, e demais países mulçumanos, menos, baseado-se nos próprios conceitos “ocidentais”, que o presidente do Irã seja um “ditador”.
 
Mas o Secretário Especial para os Direitos Humanos, segundo o noticiário “ministro”, em tudo que Israel tem interesse, direto ou indireto, tenta atropelar a política externa do governo Lula, conduzida pelo Ministério das Relações Exteriores, cujo titular é o competente e ponderado ministro Celso Amorim, e desanda a falar como se estivesse numa assembléia de clube de futebol de várzea.
 
Não é a primeira vez!
 
Melhor seria se o secretário – “ministro” da versão na Internet da Folha de S. Paulo – cuidasse dos assuntos que lhes são afetos. Por exemplo: será que o “ministro” criticou a intenção do Tribunal de Contas da União (TCU), que quer “rever” as indenizações conferidas às vítimas do Regime Militar, duramente? Eu não li. Se alguém leu, me informe, por favor.
 
Talvez este cidadão queira ser demitido, ou drasticamente criticado, de modo a ter um pretexto para ir embora do governo Lula. Que fale sozinho.
 
Dilma Rousseff eleita, espero que este “ministro” venha a ficar bem longe do futuro governo Dilma, pois errou e falou demais ao longo do governo Lula!
 
Segue o noticiário.
 
Um abraço
Ricardo

DE SÃO PAULO
DA AGÊNCIA BRASIL

O governo brasileiro continua “pressionando diplomaticamente” o “ditador” do Irã para que enviar ao Brasil a iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, 43, condenada por adultério e sentenciada à morte por apedrejamento, afirmou o ministro brasileiro dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, nesta segunda-feira em São Bernardo do Campo (SP).

A iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani foi condenada a morte por apedrejamento por adultério e pelo assassinato do marido

“O governo Lula está pressionando diplomaticamente o governo iraniano para que permita que ela venha para o Brasil. E se esse ditador [o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad] tiver um mínimo de bom senso, deveria permitir que ela venha morar no Brasil e seja salva”, disse Vannuchi.

Para Vannuchi, o Brasil é o único país que pode negociar com o Irã, após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, junto com o governo turco, ter mediado as negociações entre o Irã e a Agência Internacional de Energia Atômica pelo programa nuclear iraniano.

Brasil e Irã trocaram várias mensagens nas últimas semanas pelo caso de Sakineh Mohamadi Ashtiani, 43 anos, mãe de dois filhos, condenada à morte por apedrejamento no Irã por adultério e também acusada de homicídio.

A sentença de apedrejamento contra Sakineh levou à condenação internacional e a grande pressão contra Teerã. O país adiou a execução da condenação, mas acrescentou ao processo uma acusação de participação no assassinato de seu marido, em 2005. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que mantém um diálogo aberto com o Irã, ofereceu asilo a Sakineh no Brasil.

OFERTA DE ASILO

No dia 31 de julho, o presidente Lula disse que iria usar sua “amizade” com Ahmadinejad para propor que a iraniana tivesse asilo do Brasil. Três dias depois, Ramin Mehmanparast, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, disse que Lula fizera a oferta, provavelmente, com base em informações erradas.

No último dia 9, o embaixador brasileiro no Irã, Antônio Salgado, se reuniu com o governo local para apresentar aos canais oficiais, formalmente, a oferta de asilo à iraniana. A visita é um recurso conhecido diplomaticamente como gestão, quando o ministro das Relações Exteriores ou mesmo o presidente de um país manda o embaixador procurar a chancelaria da capital onde atua para estabelecer relações formais.

Dias depois, diplomatas disseram que não faz sentido Teerã aceitar a oferta brasileira, já que Sakineh é uma iraniana criminosa condenada.

ABRIGO A CRIMINOSOS

O governo do Irã questionou nesta segunda-feira as “consequências” da oferta brasileira de asilar uma iraniana condenada à morte por apedrejamento, e perguntou se o “Brasil precisará ter um local para criminosos de outros países”, em uma nota emitida por sua embaixada em Brasília.

“Em relação à presença ou ao exílio [da condenada] Sakineh Mohamadi no Brasil, é necessário considerar alguns pontos e questões significativas. Quais são as consequências desse tipo de tratamento aos criminosos e assassinos?”, questiona o governo do Irã em seu comunicado.

“Esse ato não promoverá e não incitará criminosos a praticar crimes?”, completou.

“Será que a sociedade brasileira e o Brasil precisarão ter, no futuro, um lugar para os criminosos de outros países em seu território?”, questionou.

Segundo a nota divulgada nesta segunda-feira, o Irã “considera as declarações e o chamado” de Lula “um pedido de um país amigo”, que atribuiu a “sentimentos puramente humanitários” do presidente brasileiro.

OFERTA RECUSADA

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou nesta segunda-feira que não vai enviar Sakineh ao Brasil. “Eu acho que não há necessidade de criar problema para o presidente [Luiz Inácio] Lula [da Silva] e levá-la ao Brasil”, disse Ahmadinejad.

Em entrevista divulgada na televisão iraniana de língua inglesa Press TV, Ahmadinejad disse acreditar que não há necessidade de enviar Sakineh ao Brasil e afirmou esperar que o assunto “seja resolvido”. Ele não deu mais detalhes.

“Há um juiz no fim do dia e os juízes são independentes. Mas eu falei com o chefe do judiciário e o judiciário também não concorda com a proposta do Brasil”, disse Ahmadinejad.

COM AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

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