Arquivo de 23/08/2010

do Brasília Confidencial

ROBSON BARENHO

    O jornal Folha de São Paulo publicou domingo que Brasília Confidencial é distribuída diariamente a 556.000 endereços. Atribuiu esse número às contas da empresa editora. E, pra variar, a Folha errou e informou mal seus leitores. Os dados que o diário paulistano usou foram publicados por Brasília Confidencial há mais de dois meses – na edição de 1º de junho. Estão desatualizados. O público de Brasília Confidencial mais do que dobrou nos últimos 50 dias. Éramos 556.000 em 1º de junho. Hoje somos 1.236.382.

    A curta trajetória de Brasília Confidencial é de crescente conquista de leitores. A Folha, ao contrário, perde público, quase sem parar, há pelo menos dez anos. Em 2000, o Instituto Verificador de Circulação (IVC) atribuiu ao jornal a circulação média diária de 441.000 exemplares. No ano passado, ficou em 295.000 exemplares. Isso é menos de 25% da circulação de Brasília Confidencial, que é gratuita.

    A citação de Brasília Confidencial na edição dominical da Folha não foi provocada, claro, pela necessidade do decadente pasquim paulistano de conquistar leitores. Até porque, não há Brasília Confidencial que a livre desse drama ou o amenize. O que moveu a Folha foi a intenção ou o dever de prestar serviço à candidatura de José Serra (PSDB). Em discurso pronunciado quinta-feira a seus aliados da Associação Nacional dos Jornais, presidida por uma executiva da Folha, Serra acusou o governo de financiar o que chamou de “blogs sujos” – e que, aliás, não se animou a citar, dificultando a seus aliados o cumprimento da pauta.

    A Folha sabe que Brasília Confidencial não é blog e talvez até saiba que, diferentemente dela mesma, Brasília Confidencial não veicula mentiras, baixarias, calúnias e coisas do gênero. Também diferentemente da Folha, Brasília Confidencial não inventa fatos. Então, para o esforço de cumprir a pauta de Serra, restava ao jornal a alternativa de apurar um suposto financiamento do Governo Lula a Brasília Confidencial. A missão resultou em notório fracasso, pela razão soberana e simples de que Brasília Confidencial não foi e não é financiada por qualquer governo nem por qualquer instituição pública.

    A Folha tentou disfarçar seu fracasso com uma denúncia risível: a de que Brasília Confidencial, “pró-Dilma e antitucana”, é produzida pela empresa Lanza Comunicação. É uma descoberta e tanto. A posse do domínio da marca Brasília Confidencial é uma informação pública há 15 meses e, inclusive, já veiculada por alguns concorrentes da Folha. 

    Aliás, as citações críticas a Brasília Confidencial, por outros profissionais e veículos, têm servido para medir a influência deles junto ao público. No caso da Folha, não foi possível perceber influência nenhuma. A exemplo do que já ocorrera quando Brasília Confidencial foi atacada por dois pseudojornalistas de uma revista semanal, nosso cadastro de leitores continuou rigorosamente do mesmo tamanho no mesmo dia e no dia seguinte às suas acusações. Eles e a Folha não são levados a sério. Com toda justiça. Um jornal que cita como exemplo de comprometimento com o governo a “reprodução de banner para campanha de vacinação” já perdeu qualquer noção sobre o que seja o interesse do público.

Caros e caras,
 
Criticar o governo que faz “coisas boas” para poucos, como o fez Mercadante, é a outra face da crítica de Dilma Rousseff ao condomínio demotucano: “eles governavam para [no máximo, acrescento] 1/3 da população”.
 
Isto é competente mas exige desassombro e explicitação menos genérica. Explico: o candidato deve mostrar – escrevi mostrar -, em cada área, como a gestão demotucana governa para no máximo 1/3 da população. Darei três simples exemplos:
 
1. transportes urbanos e meios de transportes.
 
A lentidão inconcebível das obras para ampliar o metrô da capital, que até hoje não o levou a regiões geograficamente enormes da capital – populares e densamente ocupadas, naturalmente – e a centros importantes da grande São Paulo – ABC, Guarulhos e Osasco.
 
O desmonte de Sistemas Municipais de Transportes Urbanos mais eficazes, voltados para a maioria da população, organizados por Luiza Erundina e Marta Suplicy.
No caso de Marta Suplicy tem-se ainda as dificuldades, impostas pelo então governador Geraldo Alckmin, à articulação do Sistema Municipal de Transporte Urbano com o metrô. 
 
Quanto aos pedágios das estradas estaduais terceirizadas, o que se cobra é o “fim da picada”. Atinge o transporte relacionado às necessidades da produção e à locomoção individual de pessoas das camadas médias – economicamente falando (que não são tão homogêneas ideologicamente assim, como querem nos fazer acreditar);
 
2. Educação.  
 
A pouca qualidade do ensino fundamental e médio fornecido pelas escolas públicas estaduais penalizam quase toda a sociedade paulista, a não ser os ricos – ricos de fato! -, a saber:
 
a) as camadas médias que tem que pagar escolas particulares, o que, em geral, não fariam se as escolas públicas estaduais fornecessem ensino de melhor qualidade;
b) o restante da população paulista – milhões e milhões – que se vê, assim, discriminada, mais uma vez, pelo fato de seus filhos não acessarem aos benefícios do ensino qualificado, da cultura, o que é vital para a inserção no mercado de trabalho e para a ampliação das possibilidades de ascenção social;
 
3. Saúde.
 
A terceirização de equipamentos de saúde e de funções regulatórias de Estado, entre muitos outros pontos, faz com que a política privatizante do SUS no estado, em curso a partir de 1998, penalize a maioria da população paulista e se constitua em elemento de reforço à não-construção e à desconstrução – planejada e que vem se dando desde 1989 – do SUS. 
 
Os diversos setoriais do PT certamente propiciarão demonstrações ao candidato Mercadante de como as gestões demotucanas no estado de São Paulo governaram para no máximo 1/3 da população.   
     
Segue o noticiário.
 
Um abraço
Ricardo
O “colapso” de Serra e as chances de Mercadante em SP
por Luiz Carlos Azenha
 

A Folha dá no manchetão que “Lula prepara ofensiva para tentar mudar eleição em SP”.

Faz sentido: se não levar Aloízio Mercadante, o candidato do PT, ao segundo turno, pelo menos garante no estado os votos para liquidar a fatura da eleição presidencial no primeiro turno.

Eu, como sou precavido, acho meio estranha essa história de cantar vitória antes da hora, como vejo muita gente fazer.

Pesquisa é pesquisa, voto é voto.

Mas, não há dúvida, a curva das pesquisas não sofreu alteração desde que se iniciou a campanha, lá atrás.

O diretor do Sensus, Ricardo Guedes, acha que a tendência de crescimento de Dilma é sólida:

 

 

Na terça-feira sai mais uma pesquisa CNT/Sensus.

Um dos fatos incontestáveis deste periodo eleitoral é o fortalecimento da reputação de Vox Populi e Sensus, que desde lá atrás cantaram a pedra.

Em São Paulo, o jogo é diferente.

Fiz minha previsão, muito criticada pelos leitores do blog.

Acho que o problema de fundo do PT em São Paulo é não ter entendido lá atrás que era necessário definir uma estratégia para driblar a blindagem da mídia. Presumo, mas é apenas uma presunção, que o partido prefere manter os espaços (?) que tem nos veículos tradicionais.

Seja como for, vi um trecho da propaganda do candidato Mercadante na TV e achei boa: ele elogia algumas coisas existentes em São Paulo, mas diz que o bom não é para todos. Acho que é uma boa linha de campanha. Com certeza encontra ressonância em uma parcela considerável da população.

Noto, inclusive, que o candidato Geraldo Alckmin já fala em rever os contratos dos pedágios paulistas.

Presumo que seja uma vacina contra a nova estratégia de Lula, Dilma e Mercadante.

Será que as coisas vão ficar “interessantes” por aqui?

Fonte: http://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog

por Jair Stangler

 A Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp) divulgou nota à imprensa rebatendo declaração dada pelo candidato tucano à Presidência, José Serra, em visita a Salvador na última sexta-feira, 13. Segundo ele, seria uma ‘bobagem’ a afirmação feita por sua rival, a petista Dilma Rousseff, também na sexta-feira, de que os delegados de São Paulo seriam os mais mal pagos do País.

Assista ao vídeo em que Serra rebate Dilma

Leia abaixo a nota a Adpesp:

“Nota de esclarecimento

Sobre a declaração do candidato à presidência José Serra, que disse ser mentira a informação divulgada pela também candidata Dilma Rousseff, de que os salários dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo são os piores do país

 Diferente do que disse na última sexta-feira (13) o candidato à presidência José Serra, os salários dos delegados de polícia do estado de São Paulo, o estado mais rico do país, são os piores da nação, sim. Clique aqui para ver a tabela, com as suas respectivas fontes.

E isso não é “bobagem”, é apenas uma das aberrações da situação da Segurança Pública paulista. Além da baixa remuneração, hoje são apenas 3,2 mil delegados para os 42 milhões de habitantes. Sem contar que 30% das delegacias do Estado de SP não contam com delegados titulares.

Essa não é a primeira vez que José Serra ignora a situação. Inúmeras foram as investidas dos delegados em conversar sobre reestruturação. Em 2008, o então governador assistiu à maior greve da história da Polícia Civil (59 dias) com a promessa de reformas em dois anos, o que não ocorreu. As propostas estão no Palácio dos Bandeirantes e visam à melhora de condições na carreira e estruturais.

Recentemente, o governo paulista aprovou o Adicional de Local de Exercício (ALE). O benefício traz ironias como tornar a arrecadação do imposto de renda maior do que o aumento. Vale destacar, também, que o adicional será pago integralmente em apenas cinco anos. O que fica de certeza com o ALE é que pelo menos até 2014 os delegados paulistas continuarão tendo o pior salário do Brasil.

PSDB está processando novamente delegados de polícia – no mesmo dia em que José Serra disse ser “bobagem” a questão salarial dos delegados, o Tribunal Regional Eleitoral de SP, a pedido do partido e seus coligados nas eleições, entrou com um Mandado de Suspensão de campanha publicitária (www.adpesp.org.br/campanha) da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de SP – Adpesp. Alega-se que a Associação esteja fazendo propaganda eleitoral negativa.

Contudo, os números divulgados, como a remuneração, são oficiais. Por isso, a Adpesp reforça que é apartidária e está, como sempre esteve, preocupada apenas em tornar o mínimo razoável as condições de trabalho dos delegados de SP.

Marilda Pansonato Pinheiro, presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo – Adpesp

Fonte:  http://blogs.estadao.com.br 

Há casos relatados de cobrança de até 50% das verbas dos clientes na condição de honorários

O Ministério Público Federal em Jales recomendou à Ordem dos Advogados do Brasil que adote as providências legais cabíveis, especialmente no que diz respeito à instauração de procedimento por eventual infração ética dos advogados que praticaram cobrança abusiva de honorários em processos da Justiça Federal e do Trabalho em Jales.

A subseção da OAB em Jales também deve fiscalizar constantemente, junto às justiças Federal e do Trabalho, buscando informações acerca dos advogados que praticam cobrança abusiva de honorários e aplique as medidas cabíveis no campo da ética e disciplina.

A OAB também sempre que tiver conhecimento, por atuação própria ou receber denúncia, de condutas antiéticas de advogados em prejuízo de seus clientes e quando tais condutas também caracterizarem eventual ilícito penal, deve comunicar o caso ao Ministério Público competente (se a ação com honorário abusivo ocorre na Justiça Federal, por exemplo, a competência é do MPF), para as medidas legais cabíveis.

CARNÊ – O MPF recebeu reclamações de cidadãos que se queixaram de advogados que estavam cobrando honorários abusivos. Um caso em especial chamou a atenção: um aposentado que pagava uma “mensalidade” ao seu advogado com medo de perder sua aposentadoria, ele queria parar de pagar a taxa mensal, mas foi informado pelo advogado que se interrompesse o pagamento, perderia o direito a receber o benefício.

Não satisfeito, o advogado disse que ele deveria continuar pagando a “mensalidade” até quando ele achasse necessário. Após denunciar o caso à Procuradoria da República em Jales, imediatamente o advogado cessou a cobrança.

CUSTOS LEGIS – Analisando processos em sua função de “custos legis” (fiscal da lei), o MPF detectou mais de 40 casos em que havia indícios de cobrança abusiva. Para o procurador da República Thiago Lacerda Nobre, autor da recomendação, existe um claro abuso. “O advogado é indispensável à administração da justiça, mas a cobrança abusiva não deve ser tolerada. A OAB tem a obrigação de coibir esses abusos e fazer valer o código de ética que é claro em determinar que os honorários devem ser fixados com moderação e seguir a legislação vigente”, afirmou o Nobre.

Segundo o código civil, que estabelece como devem ser cobrados honorários advocatícios, existe um limite mínimo de 10% e o máximo 20% sobre o valor da condenação, e devem ser atendidos alguns requisitos como, a natureza e a importância da causa, o tempo exigido para o serviço, além do lugar da prestação do serviço, entre outros.

Segundo entendimento do Tribunal de Ética da OAB, um valor acima dos 20%, só será admitido quando já estiverem incluídos os honorários de sucumbência, atendidos os princípios da moderação e proporcionalidade até o limite dos 30%.

Para Nobre, como se trata de uma relação contratual, o Código de Defesa do Consumidor também deve ser respeitado, em seu artigo 51, IV, determina nula a cláusula contratual que estabeleça obrigações consideradas abusivas e que coloque o consumidor em desvantagem exagerada, bem como incompatível com a boa-fé ou a equidade.

Foi recomendado também que a OAB/Jales promova medidas de conscientização e orientação dos advogados na seção judiciária de Jales, visando esclarecer os profissionais acerca da ilegalidade da cobrança imoderada de honorários, bem como das sanções que podem ser aplicadas com relação à eventual cobrança abusiva, assim como a OAB crie meios de receber reclamações da população que venham a procurar a entidade por infração cometida por advogados, colhendo o depoimento do denunciante e procedendo com as demais medidas administrativas e/ou judiciais que se fizerem adequadas.

Para ler a íntegra da recomendação, clique recomendacao-94 – honorarios advocaticiosJALES

Procuradoria da República no Estado de S. Paulo
Assessoria de Comunicação
Mais informações à imprensa: Fred A. Ferreira
11-3269-5068
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