do Brasília Confidencial

ROBSON BARENHO

    O jornal Folha de São Paulo publicou domingo que Brasília Confidencial é distribuída diariamente a 556.000 endereços. Atribuiu esse número às contas da empresa editora. E, pra variar, a Folha errou e informou mal seus leitores. Os dados que o diário paulistano usou foram publicados por Brasília Confidencial há mais de dois meses – na edição de 1º de junho. Estão desatualizados. O público de Brasília Confidencial mais do que dobrou nos últimos 50 dias. Éramos 556.000 em 1º de junho. Hoje somos 1.236.382.

    A curta trajetória de Brasília Confidencial é de crescente conquista de leitores. A Folha, ao contrário, perde público, quase sem parar, há pelo menos dez anos. Em 2000, o Instituto Verificador de Circulação (IVC) atribuiu ao jornal a circulação média diária de 441.000 exemplares. No ano passado, ficou em 295.000 exemplares. Isso é menos de 25% da circulação de Brasília Confidencial, que é gratuita.

    A citação de Brasília Confidencial na edição dominical da Folha não foi provocada, claro, pela necessidade do decadente pasquim paulistano de conquistar leitores. Até porque, não há Brasília Confidencial que a livre desse drama ou o amenize. O que moveu a Folha foi a intenção ou o dever de prestar serviço à candidatura de José Serra (PSDB). Em discurso pronunciado quinta-feira a seus aliados da Associação Nacional dos Jornais, presidida por uma executiva da Folha, Serra acusou o governo de financiar o que chamou de “blogs sujos” – e que, aliás, não se animou a citar, dificultando a seus aliados o cumprimento da pauta.

    A Folha sabe que Brasília Confidencial não é blog e talvez até saiba que, diferentemente dela mesma, Brasília Confidencial não veicula mentiras, baixarias, calúnias e coisas do gênero. Também diferentemente da Folha, Brasília Confidencial não inventa fatos. Então, para o esforço de cumprir a pauta de Serra, restava ao jornal a alternativa de apurar um suposto financiamento do Governo Lula a Brasília Confidencial. A missão resultou em notório fracasso, pela razão soberana e simples de que Brasília Confidencial não foi e não é financiada por qualquer governo nem por qualquer instituição pública.

    A Folha tentou disfarçar seu fracasso com uma denúncia risível: a de que Brasília Confidencial, “pró-Dilma e antitucana”, é produzida pela empresa Lanza Comunicação. É uma descoberta e tanto. A posse do domínio da marca Brasília Confidencial é uma informação pública há 15 meses e, inclusive, já veiculada por alguns concorrentes da Folha. 

    Aliás, as citações críticas a Brasília Confidencial, por outros profissionais e veículos, têm servido para medir a influência deles junto ao público. No caso da Folha, não foi possível perceber influência nenhuma. A exemplo do que já ocorrera quando Brasília Confidencial foi atacada por dois pseudojornalistas de uma revista semanal, nosso cadastro de leitores continuou rigorosamente do mesmo tamanho no mesmo dia e no dia seguinte às suas acusações. Eles e a Folha não são levados a sério. Com toda justiça. Um jornal que cita como exemplo de comprometimento com o governo a “reprodução de banner para campanha de vacinação” já perdeu qualquer noção sobre o que seja o interesse do público.

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