Polícia de SP procura suspeitos de roubar caminhão com quase duas toneladas e meia de dinamite e explosivos.

Posted: 03/09/2010 in Segurança Pública, VIOLENCIA
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Polícia de SP procura suspeitos de roubar caminhão com explosivos
A carga, com alto poder de destruição, seria levada a pedreiras.
Quase duas toneladas e meia de dinamite e explosivos foram roubadas.

A Polícia Civil de São Paulo informou nesta quinta-feira (2) que está mobilizada para procurar a quadrilha que roubou nesta semana um caminhão carregado com quase duas toneladas e meia de explosivos de alto potencial destrutivo.
O caso foi registrado no 63º Distrito Policial, na Vila Jacuí, na Zona Leste da capital. Apesar disso, o 73º Distrito Policial, no Jaçanã, Zona Norte, e o Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic) investigam o roubo, segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado de SP.
Cinco criminosos levaram o veículo com 2.350 kg de explosivos utilizados para destruir grandes blocos de rocha, na altura do km 4 da Rodovia Fernão Dias, na divisa entre as zonas Norte e Leste de São Paulo. O destino da carga desviada pelo bando eram duas pedreiras: uma na capital e outra em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo.
 Deic informou ao G1 que a Divisão de Investigações sobre Furtos e Roubos de Veículos e Cargas (Divecar) não iria comentar o caso nesta quinta. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública, o delegado Pietro Antonio, do 73º DP, não  quer falar sobre o assunto. Até o início da tarde, o veículo e a carga não haviam sido localizados. Também não há informações oficiais sobre suspeitos presos ou identificados.

Sequestro

O motorista do caminhão roubado, Ranilson Félix da Silva, afirmou que ficou sequestrado por mais de seis horas. “Me levaram para uma casa de uma favela, tipo um cativeiro. Lá tinha uma escada. Aí na escada tinha uma portinha de um meio metro e mandaram entrar lá dentro do buraco e fiquei sentado”, disse Ranilson.
O condutor do veículo não foi agredido e acabou liberado em seguida pelos bandidos, segundo a proprietária dos explosivos, a Britanite IBQ Indústrias Químicas, com sede em Quatro Barras, no Paraná.
Durante a ação criminosa, os bandidos estavam em dois carros que fecharam o caminhão. Os assaltantes estavam armados.

Outro lado

Em nota, a empresa informou que “o caminhão, que é rastreado, permaneceu na rota por apenas oito minutos, saindo do sistema após isso. Esse fato pode ter ocorrido porque o rastreador teria sido desligado ou por o veículo pode ter sido levado para uma área fora do alcance do rastreamento.”
Além da Polícia Civil, a Britanite comunicou a Polícia Militar. A Polícia Civil vai investigar o caso. A PM está orientada a abordar veículos suspeitos que possam ter envolvimento com o roubo da carga.
Segundo a empresa, o caminhão com os explosivos não tinha escolta. A Polícia Rodoviária Federal, em São Paulo, informou ao G1 que nenhuma legislação obriga a proteção de carga desse tipo em estradas.

Exército

O Exército também foi avisado pela Britanite sobre o assalto do caminhão com explosivos. A instituição é a responsável por autorizar a empresa a armazenar o material. Procurado, o Exército informou que irá requisitar documentos da empresa paranaense para saber se ela poderia transportar o produto. De acordo com a Britanite, a empresa possui uma guia que permite o acondicionamento dos explosivos.
Segundo o coronel Marcus Vinícius Camargo Costa, chefe da comunicação do Comando Militar Sudeste, com sede em São Paulo, o Exército não tem obrigação de fiscalizar o transporte de carga explosiva em rodovias ou estradas.
“Só verificamos se a empresa cumpre as normas exigidas pela legislação do artigo R 105 do Exército para normas de acondicionamento, embarque e desembarque do produto explosivo”, disse. “Só quero deixar claro que qualquer transporte de tropa ou material do Exército tem escolta pelo risco de se levar material humano, armas ou explosivos. Mas isso é uma determinação do que é transportado pelo Exército.”
Entre os explosivos roubados, estão 850 quilos de dinamite. Foram 2.720 peças, sendo 1.220 espoletas e cordéis detonantes.
A empresa fabricante do explosivo diz que o material roubado só pode ser manuseado por técnicos altamente capacitados.

fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2010/09/policia-de-sp-procura-suspeitos-de-roubar-caminhao-com-explosivos.html

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