Arquivo de 16/12/2010

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Uma máxima anarquista diz que povo organizado não precisa de governo.
Verdade. Mas esse parece um horizonte meio difícil de se alcançar. Se o povo pudesse pensar, certamente o mundo não seria como é. Dominado por uma minoria que orienta o saber de uma grossa maioria. De modo geral, os filhotes da televisão. Esta fabriqueta de imbecís que sodomiza o ser humano médio.
Pipocou nos noticiosos a questão do reajuste dos salários dos políticos, aprovado em regime de urgência pelos parlamentares. E novamente volto a dizer o que já digo há muito tempo. O problema não é o salário do político. O problema é ele não valer esse salário. E por quê ele não vale? Porque o eleitor não está nem aí.
Sairia infinitas vezes mais barato para o contribuinte pagar 100 mil mensais para cada deputado ou político de maneira geral. A questão é, e o tanto que é desviado? E a promiscuidade no poder público? E os favores? E as emendas fraudulentas? E todo o resto?
Infelizmente, enquanto não soubermos o que está verdadeiramente errado com o mundo, não temos a menor chance de consertar. O povo reclama dos deputados. Ora, certamente foi esse mesmo povo que votou nesses deputados.
O povo reclamou do mensalão. Ora, mensalão foi uma propina paga a uma massa de vagabundos que queriam algo mais pra fazer o que deviam fazer por obrigação. Pediram mesada pra votar coisas como universidade pública, bolsa família e outros projetos. E se não fosse o mensalão, nada disso teria saído do papel. 
Não nos esqueçamos do mensalão da reeleição. Quem já esqueceu dos 200 mil dólares pagos pra cada parlamentar votar pela ganância tucana de poder? Esse mensalão a mídia convenientemente, pouco recorda.
A mídia colocou a culpa do mensalão em Lula. Não lembrou (porque não quis, é óbvio) que quem recebia o mensalão eram os políticos da oposição ou do meio, que não tinham e não têm compromisso com o povo. E quem elegeu esses políticos? Não foi o povo?
Quem elege os Severinos Cavalcantis e os ACMs Neto? Quem elegeu Heráclito Fortes e os anões do orçamento? Quem elegeu Arthur Virgílio?
Agora vão reclamar dos deputados e dos senadores?
Povo educado, não precisa mesmo de governo. Enquanto isso, pastamos todos, criticando como cegos, o que não conseguimos enxergar.
Clique aqui para ver o motivo de tanto pau no ENEM.
Clique aqui para ver que o vice de Marina faz pirataria e ela não sabia de nada.
Clique aqui para ver que até o Firefox já sacou qual é a do PSDB.

A construção de novo marco legal para a comunicação foi defendida pelo ministro Franklin Martins, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, e pela maioria dos convidados para o debate sobre o assunto na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). No entanto, na definição de novas leis, três “fantasmas” preocupam os convidados: o avanço das empresas de telefonia sobre o mercado hoje ocupado pelas emissoras de rádio e TV, o impacto da internet no setor e as ameaças à liberdade de imprensa.

Para o senador Roberto Cavalcanti (PRB-PB), um dos autores do requerimento para realização do debate, é preciso chegar a um consenso que elimine esses fantasmas e permita a modernização da legislação que regulamenta o setor.

Para Franklin Martins, é urgente que o país pactue esse novo marco legal, pois, sem regulação, “o setor de radiodifusão será atropelado pela ‘jamanta’ das empresas de telefonia”, opinou. Ele defende a presença do Estado nessa regulação, mas nega que o novo ordenamento legal ofereça risco à liberdade de imprensa.

– Em todos os países existe a regulação, e nem por isso não há liberdade de imprensa – argumenta.

Preocupação com a possibilidade de censura ao trabalho dos meios de comunicação foi manifestada por Luiz Roberto Antonik, representante da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). Ele considera que as leis em vigor têm respondido às novas demandas do setor e defende que qualquer mudança na legislação deva ter como princípio uma menor interferência do Estado.

Já Kalled Adib, representante da Associação Brasileira de Radiodifusores (Abra), considera importante a construção do novo marco regulatório, como forma de assegurar o direito de todos os brasileiros aos meios de comunicação.

No mesmo sentido, Marcelo Bechara, procurador-geral da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), defende que as mudanças nas leis devem promover a convergência das normas legais, uma vez que a convergência tecnológica nas comunicações tem levado a divergências jurídicas.