Reproduzo integralmente o material publicado pelo Chico por considerar o bem que faz o acesso a informação de qualidade para todos.

O texto original foi publicado em 17 de dezembro, se você gostar, no http://fatosnovosnovasideias.wordpress.com vai encontra mais. Boa leitura.

17-12-10 atualizado em 18-12-10

O legado de Lula

O presidente  brasileiro despediu-se ontem   da Cúpula do MERCOSUL, deixando o fato consumado da integração Continental. Ainda ontem, foram aprovadas  cláusulas que permitem o ingresso  Cuba na organização.

Em seu último pronunciamento, Lula rejeitou a  indicação feita por Evo Morales para que seja  candidato à presidência da ONU e informou (como este blog vem anteciando há semanas) que dedicará a maior parte de seu tempo de ex-presidente percorrendo a  a América do Sul, para consolidar a união  continetal, através do MERCOSUL e da UNASUL, União das Nações Sul-Americanas.

Texto de 17-12:

 Vitor Hugo disse certa vez (e se não disse deveria ter dito) que não há nada mais poderoso do que uma idéia que amadurece na hora certa. Cegos pelo rancor, o tucanos e sua mídia apátrida não percebem que a integração regional ou mesmo continental é algo inevitável.

 Mais além da vontade, é uma necessidade de todas as nações, no Mundo globalizado e de capitalismo  que atingiu o seu cume tecnológico. E que, por isso mesmo, entra em estado de  desagregação.

Isto tudo para dizer que os medíocres não vêem, os  mal intencionados fingem  não ver e os estadistas não só vêem, como  implementam estas idéias maduras e necessárias. Lula viu e implementou a idéia de integração da América do Sul. Por isso ele é muito mais estadista do que seus antecessores diplomados.

Só uma anta má intencionada não vê a importância não só do MERCOSUL como da União Sul- Americana (UNASUL) da qual ele é embrião. O comércio do Brasil com seus parceiros  e visinhos já  tem magnitude igual  a de nossas transações  com  Europa, China e Estados Unidos, com a vantagem de que aqui  exportamos produtos industriais e para os parceiros mais fortes, principalmente matérias primas.

É evidente, por igual, que quando fala por um continente  inteiro, o Brasil é  muito mais respeitado. E não há dúvida de que nossa liderança continental se dá de forma harmônica e natural, sem imposições ou truculências, graças à habilidade do Itamaraty.

Com a inclusão da Venezuela, o Mercosul consolida-se como uma potência econômica com produto bruto superior ao da França. Entretanto, quando a união continental se completar através da UNASUL, seremos 400 milhões de habitantes, uma das quatro maiores  potências mundiais e  a líder  absoluta na produção de proteínas  animal e vegetal, das quais o resto do Planeta depende absolutamente.

 E isto não é sonho, é projeto a alcance da mão que, felizmente, já está em curso. A parte alienada de nossa classe média não  é informada sobre isso.  A mídia não lhe dá acesso a essas informações elementares. E faz assim, porque  está articulada com os interesses  estratégicos (permanentes) dos Estados Unidos que são antagônicos aos interesses vitais brasileiros.

Isto porque, manter este segmento médio e medíocre da sociedade brasileira em sua santa  e preconceituosa ignorância, é exatamente a função da  grande imprensa. Para isso, profissionais como Jabor, Augusto Nunes e Heródoto Barbeiro, por exemplo, empregam diariamente sua capacidade de trabalho e seu talento.

Ontem (quinta-feira) e hoje, em Foz do Iguaçu, Lula está-se despendido (ele exercia a presidência rotativa) do MERCOSUL e de seus companheiros desta viagem com roteiro e final felizes: a construção da  Integração Sul-Americanas.

 Esse grande salto na História só foi possível porque houve uma perfeita sintonia entre Lula e  seu colega Néstor Kirchner, recém falecido. Assim como jamais teria sido consumada a União  Européia, enquanto França e Alemanha não acertassem seus ponteiros, a União Sul-Americana só  está tornando-se realidade, porque Brasil e  Argentina se entenderam.

Para concluir: ontem,  os integrantes da Cúpula do Mercosul  aprovaram cláusula e medidas práticas que permitem a Cuba ingressar no Mercosul como “Estado associado”, o mesmo status atual da Bolívia e do Chile. É o primeiro passo para que, no futuro, quando e se houver interesse ou lógica política, a Ilha possa entrar na organização como membro pleno.

 E isso poderia representar não só a redenção econômica de Havana, como a neutralização do sórdido e ilógico boicote econômico que os EUA mantém, há sessenta anos, contra Cuba, por puro capricho arrogante dos poderosos.

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