Arquivo de Janeiro, 2011

Postado por cardosinho

Vida de ex-prefeito não é fácil!  Por isso, vou me permitir dar um conselho às amigas que visitam este blog. Se o seu marido estiver com sérias intenções de se candidatar a um cargo de prefeito, seja lá onde for, use toda a sua autoridade e tire, urgentemente, essa tresloucada idéia da cabeça dele.

O poder é gostoso, mas também é muito perigoso, principalmente quando o sujeito não sabe lidar com ele. Alguns políticos acham que ele dura prá sempre, mas o poder, invariavelmente, um dia chega ao fim e, por outro lado, os problemas permanecem. E aparecem as ingratidões:  aquelas empresas amigas que ofereciam facilidades e, eventualmente, ajudavam a pagar os advogados do poderoso da vez, são as primeiras a desaparecer. Os “amigos” de ocasião, esses vão-se embora antes mesmo de o prefeito virar ex. E até uma ou outra namoradinha – quanta ingratidão! – também já não vai sentir aquela mesma atração de antes.   

Mas nem todo mundo desaparece, muito pelo contrário… Leia mais: http://cardosinho.blog.br/?p=1416

Written by murilopohl

Ficou barato, por enquanto…

 

Cabe mesmo aos municípios oferecer as condições adequadas de funcionamento ao Conselho Tutelar – CT. O cumprimento de adequado exercicio das funções do CT é um dos pilares centrais do SGD – Sistema de Garantia de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes.  Alem de veículo, computador, impressora, telefone e sede adequada, outros requisitos deverm ser disponibilizados, como acesso à internet, auxiliar administrativo, telefones celulares, etc. Se é verdade que o prefeito permitiu que  “o CT  continuasse funcionando de forma precária no prédio do Centro de Saúde do Município”. Por isto ele deve responder e ser responsabilizado.

A Constituição Federal estabelece várias prioridades para a ação da sociedade brasileira e especialmente para o Estado brasileiro. Estabelece tambem o poder/dever dos Governantes decidirem a ordem das prioridades de acordo com seu livre convencimento, considerando as peculiaridades locais (Poder Discricionário). O próprio texto constitucional, entretanto, limita a liberdade de decidir ao expressamente estabelecer uma única prioridade constitucional absoluta: a garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente. 

Segundo a matéria publicada pelo Jornal Folha do Noroeste, que abaixo transcrevemos, a condenação do ex-prefeito tem foco na locação de imóvel cuja utilização foi imprópria. Trata-se de devolução aos cofres públicos dos valores gastos. Aparentemente, isto está correto e aponta para a paulatina evolução dos mecanismos para a fiscalização dos atos dos Governantes no trato com o patrimônio público.

Mas fica uma pergunta que não quer calar. A afronta ao expressamente estabelecido na  Carta Magna não deveria ser motivo, tambem, de cobrança? Até quando os mandatários vão continuar achando que podem decidir que “estocar móveis” ou qualquer outra coisa, é prioridade? Até quando continuaremos a assistir parados atitudes que tornam letra morta nossa Carta Magna e desrespeitam a prioridade absoluta constitucional ? Ou alguem pensa que ainda não está explicito suficientemente bem o que seja adequado funciomento do Conselho Tutelar ?

O texto tem alguns grifos, são nossos. Boa leitura. 

Justiça condena ex-prefeito Joaquim a devolver valores pagos em aluguéis

 

 Em sentença publicada no final de dezembro passado, a juiza de direito Marina de Almeida Gama, da Vara Única de Urânia, julgou procedente a Ação Civil Pública de Ressarcimento de Dano, proposta pelo Ministério Público Estadual contra Joaquim Pires da Silva, ex-prefeito de Urânia.

O Ministério Público Estadual deu valor à causa em R$ 3.420,00.
Segundo a ação civil proposta pelo Ministério Público, o ex-prefeito Joaquim Pires da Silva havia contratado o aluguel de um prédio para acomodação exclusiva do Conselho Tutelar do Município de Urânia e, após, teria lhe conferido utilização diversa e inadequada, permitindo que “o Conselho Tutelar continuasse funcionando de forma precária no prédio do Centro de Saúde do Município”.
Segundo a sentença, o réu Joaquim Pires da Silva se manifestou alegando que “não há que se falar em ressarcimento ao erário, uma vez que foi dada ao prédio alugado uma finalidade pública” que na época dos fatos, segundo alegou, era prioritária e urgente

Leia mais: http://arededacidadania.wordpress.com/2011/01/22/urania-sp-prioridade-absoluta-ex-prefeito-transformou-sede-do-conselho-tutelar-em-deposito-foi-condenado/

 do O esquerdopata

Antonio Prata em Crônicas e Outras Milongas

O aeroporto tá parecendo rodoviária
O FUNCIONÁRIO do supermercado empacota minhas compras. A freguesa se aproxima com sua cesta e pergunta: “Oi, rapazinho, onde fica a farinha de mandioca?”. “Ali, senhora, corredor 3.” “Obrigada.” “Disponha.”
A cena seria trivial, não fosse um pequeno detalhe: o “rapazinho” já passava dos quarenta. Teria a mulher uma particularíssima disfunção neurológica, chamada, digamos etariofasia aguda? Mostra-se a ela uma imagem do Papai Noel e outra do Neymar, pergunta-se: “Quem é o mais velho?”, ela hesita, seu indicador vai e vem entre as duas fotos, como um limpador de para-brisa e… Não consegue responder.
Infelizmente, não me parece que a mulher sofresse de uma doença rara. Pelo contrário. A infantilização dos pobres e outros grupos socialmente desvalorizados é recurso antigo, que funciona naturalizando a inferioridade de quem está por baixo e, de quebra, ainda atenua a culpa de quem tá por cima.
Afinal, se fulano é apenas um “rapazinho”, faz sentido que ele nos sirva, nos obedeça e, em última instância, submeta-se à tutela de seus senhores, de suas senhoras.
Nos EUA, até a metade do século passado, os brancos chamavam os negros de “boys”. Em resposta, surgiu o “man”, com o qual os negros passaram a tratar-se uns aos outros, para afirmarem sua integridade.
No Brasil, na segunda década do século XXI, o expediente persiste.
Faz sentido. Em primeiro lugar, porque persiste a desigualdade, mas também porque todo recurso que escamoteie os conflitos encontra por aqui solo fértil; combina com nosso sonso ufanismo: neste país, todo mundo se ama, não?
Pensando nisso, enquanto pagava minhas compras, já começando a ficar com raiva da mulher, imaginei como chamaria o funcionário do supermercado, se estivesse no lugar dela. Então, me vi dizendo: “Ei, “amigo”, você sabe onde fica a farinha de mandioca?”, e percebi que, pela via oposta, havia caído na mesma arapuca.
Em vez de reafirmar a diferença, reduzindo-o ao status de criança, tentaria anulá-la, promovendo-o ao patamar da amizade. Mas, como nunca havíamos nos visto antes, a máscara cairia, revelando o que eu tentava ocultar: a distância entre quem empurra o carrinho e quem empacota as compras.
“Rapazinho” e “amigo” -ou “chefe”, “meu rei”, “brother”, “queridão”- são dois lados da mesma moeda: a incapacidade de ver, naquele que me serve, um cidadão, um igual.
Não é de se admirar que, nesta sociedade ainda marcada pela mentalidade escravocrata, haja uma onda de preconceito com o alargamento da classe C, que tornou-se explícito nas manifestações de ódio aos nordestinos, via Twitter e Facebook, no fim do ano passado.
Mas o bordão que melhor exemplifica o susto e o desprezo da classe A pelos pobres, ou ex-pobres que agora têm dinheiro para frequentar certos ambientes antes fechados a eles, é: “Credo, esse aeroporto tá parecendo uma rodoviária!”. De tão repetido, tem tudo para se tornar o “Você sabe com quem está falando?!” do início do século XXI. Se o Brasil continuar crescendo e distribuindo renda, os rapazinhos, que horror!, ganharão cada vez mais espaço e a coisa só deve piorar. É preocupante. Nesse ritmo, num futuro próximo, quem é que vai empacotar nossas compras?
@antonioprata

 

Blog do Mello
Classe mérdia tem uma solução para tudo: ‘Basta tirá-los dali’

Mendigos nas ruas? – Basta tirá-los dali. Menores consumindo crack? – Basta tirá-los dali. Prostitutas na calçada? – Basta tirá-las dali. Excesso de carros nas ruas? – Basta tirá-los dali. Sem terra invadindo terras improdutivas? – Basta tirá-los dali. Sem teto invadindo prédios desocupados? – Basta tirá-los dali. Moradores em áreas de risco? – Basta tirá-los dali. Favelas? – Basta tirá-los dali.

E colocar onde?

Isso não querem saber: acham que políticos foram eleitos para isso. Querem que eles façam o serviço sujo.

Os últimos acontecimentos no Rio e em SP mostram que à direita e à esquerda muitos querem a solução simplista da classe mérdia: – Basta tirá-los dali. Mesmo que para isso seja necessário chamar a polícia.

Ou seja: mendigos, sem-teto, sem terra, prostitutas, drogados, todos são caso de polícia.

Não são não. Polícia é para quem precisa de polícia. Eles precisam é de política com P maiúsculo: política social, inclusão. Cidadania. Não temos que tirá-los dali. Temos que incluí-los aqui.

Somos humanos; isso, em suma, é o que somos

Quase 70 milhões de moradores em 560 municípios metropolitanos e de regiões economicamente integradas deixarão de pagar tarifas de ligações telefônicas interurbanas para se comunicar com usuários de municípios vizinhos identificados pelo mesmo código nacional de área (DDD). Essas ligações passarão a ter tratamento tarifário de chamada local, anunciou nesta sexta-feira a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), um dia depois que seu Conselho Diretor aprovou a revisão do regulamento que trata do serviço de telefonia fixa em áreas locais, ampliando o conceito de áreas metropolitanas e de Ride (Regiões Integradas de Desenvolvimento).
As operadoras de telefonia terão que se adequar à nova prática em 120 dias, contados a partir da data da publicação do regulamento.
As regiões metropolitanas e Rides contempladas são:
Porto Alegre (RS)
Curitiba, Londrina e Maringá (PR)
Baixada Santista e Campinas (SP)
Belo Horizonte e Vale do Aço (MG)
Rio de Janeiro (RJ)
Vitória (ES)
Distrito Federal e entorno (DF/GO/MG)
Goiânia (GO)
Vale do Rio Cuiabá (MT)
Salvador (BA)
Polo Petrolina-Juazeiro (PE/BA)
Aracaju (SE)
Maceió e Agreste (AL)
Campina Grande e João Pessoa (PB)
Recife (PE)
Natal (RN)
Fortaleza e Cariri (CE)
sudoeste maranhense (MA)
Grande Teresina (PI/MA)
Belém (PA)
Macapá (AP)
Manaus (AM)
Roraima capital, região central e sul
Florianópolis, Chapecó, Vale do Itajaí, norte/nordeste catarinense, região carbonífera e Tubarão (SC).
Nas regiões de Foz do Rio Itajaí (SC), Grande São Luís (MA) e São Paulo (SP), todos os municípios já são considerados integrantes de uma mesma área de tarifação local.

Ontem pela manhã, cerca de 350 SEM TERRA, provenientes dos acampamentos e assentamentos do Pontal do Paranapanema (SP), ocuparam a Unidade Regional do INCRA, em Teodoro Sampaio, município localizado no extremo Oeste de São Paulo.

A liberação de créditos para os assentados e a demissão do superintendente do Incra em São Paulo, Raimundo Pires, são algumas das exigências do grupo, que não tem prazo para deixar a sede. A ocupação segundo os dirigentes é por tempo indeterminado e não aceitam negociar com o atual Superintendente do INCRA de São Paulo, Raimundo Pires Silva.

Em todas as entrevistas nos meios de comunicação, dadas pelos dirigentes Estaduais do MST, um questionamento sistemático é feito a atual gestão do INCRA de São Paulo. Em relação ao processo de arrecadação de Terras, além de questionarem o tamanho dos módulos implementados pela atual gestão do INCRA em todas as regiões do Estado de São Paulo. O Tamanho dos Módulos se baseia em uma instrução normativa do INCRA para região Amazônica na criação de PDS – Projeto emergencial de Desenvolvimento Sustentável, levando em consideração as características edafoclimáticas da região amazônica.

Prevendo uma estada demorada, os sem-terra levaram colchões e mantimentos. “Trouxemos arroz, feijão, panelas e cada um trouxe o seu colchão. Vamos dormir e tomar banho aqui, o Incra tem ótimos chuveiros e boa estrutura, estrutura do povo”, ironizou Maria Aparecida Gonçalves, de 41 anos, coordenadora regional do MST.

Objetivos já declarados.

A ocupação tem como objetivo a reivindicação do cumprimento da pauta que já, há muito tempo, foi apresentada ao Incra, que segue as mesmas reivindicações da ocupação na semana passada na Unidade Avançada de Andradina. Maria Aparecida disse que o movimento quer negociar direto com o governo federal. “Vamos negociar direto com quem manda, com o Pires não dá para negociar”, afirmou, explicando que uma pauta estadual será enviada a Brasília. “Esperamos uma resposta do governo federal, só sairemos daqui com uma resposta”, avisou.

Foi que o também afirmou Ricardo Barbosa, de 28 anos, dirigente estadual do MST, ligado à direção nacional do movimento. Ele criticou o governo federal e o governo paulista, tachando ambos de “omissos”: “O governo federal abandonou a reforma agrária, não se falou da reforma agrária na eleição, ela está paralisada e só em São Paulo há três mil famílias esperando assentamento. Nem o governo do Estado, que vira as costas para as terras devolutas, não dá a devida atenção e ambos são omissos”. O dirigente acusou o superintendente regional do Incra de falta de vontade política e falta de compromisso

Pauta formal deve ser entregue hoje.

Entre os pontos básicos da pauta, estão: desapropriação das áreas improdutivas no estado de São Paulo; liberação de créditos nos assentamentos; e infraestrutura nos mesmos (água, estrada, habitação, etc). Aguarda-se a entrega formal da pauta de reivindicações para o dia de hoje. Especula-se que o documento será o de Andradina adicionado de outras demandas regionais para compor a pauta Estadual.

A reunião de terça-feira em Brasília.

Da ocupação de Andradina resultou uma reunião que com o Presidente do INCRA Rolf onde foi convidado o Superintendente de São Paulo Raimundo (Bom Bril), e um Assessor do Deputado Federal Paulo Teixeira… leia mais: http://wp.me/p10dkU-hR

De NINHO DA VESPA

 

Conheça todos os prefeitos presos na operação da PF-PI

CASO ‘GELEIRA’ DA POLÍCIA FEDERAL
trata de notas fiscais frias e rombo passa de R$ 20 milhões.
A Polícia Federal do Piauí deflagrou a ‘Operação Geleira’, por volta das 5h da manhã desta quarta-feira (19/01), que resultou na prisão de prefeitos, ex-prefeitos, empresários e servidores envolvidos em esquema de notas fiscais frias e desvio de recursos públicos de prefeituras do interior do Estado. Desde a madrugada, 325 policiais federais dão cumprimento a 84 Mandados de Busca e Apreensão, além de 30 Mandados de prisão em todo Piauí, inclusive na capital.

Esta é a maior operação de combate a desvio de recursos públicos da história no Piauí. Foram apreendidos documentos em órgãos públicos municipais, empresas e escritórios de contabilidade em 12 municípios: Marcos Parente, Uruçuí, SRN, Várzea Branca, Caracol, Elizeu Martins, Porto, Amarante, Miguel Leão, Ribeira do Piauí, Floriano e Teresina. Segundo informações da delegacia regional de combate ao Crime Organizado, o rombo chega a R$ 20 milhões, dinheiro supostamente vindo do SUS e Fundeb.

As investigações acontecem desde 2008 e a Polícia Federal manteve o sigilo por se tratar de investigação de prefeitos. A ação, que conta com a participação da Controladoria Geral da União-CGU e Ministério Público Federal, prendeu os prefeitos das seguintes cidades: Valdir Soares, de Uruçuí, Joedison Rodrigues, de Landri Sales, Isael Macedo, da cidade de Caracol, Teresinha Dantas, Eliseu Martins, Jorge de Araújo Costa, de Ribeira do Piauí e Bismarck Leão, de Miguel Leão. Foram presos ainda as autoridades de Miguel Leão, Weslley Cardoso, Ismendia da Silva, Valdir Campelo da Silva, Genivaldo Campelo da Silva; e de Uruçuí, Valdir Soares (atual prefeito de Uruçuí), Chico Filho (ex-prefeito de Uruçuí) e Giliard Soares.

MOVIMENTAÇÃO INTENSA NA SEDE DA PF-PI
Desde as primeiras horas da manhã foi intensa a movimentação na sede da Polícia Federal do Piauí, na Avenida Maranhão, Centro de Teresina. No local, agentes do órgão, em sua maioria de outros estados, advogados, jornalistas e familiares dos presos envolvidos. A todo instante, policiais traziam malotes, documentos, pastas e gabinetes de computador em viaturas e veículos descaracterizados. A imprensa não teve acesso ao pátio do prédio. Entre os advogados presentes, Alexandre Nogueira, que defende um cliente do interior, e Carlos Washington Coelho, de Chico Filho. Ambos foram acionados às pressas e não tinham tido acesso ao inquérito.

PRESOS CHEGAM AO AEROPORTO DE TERESINA
Quinze policiais federais foram deslocados até o aeroporto Petrônio Portella, na zona Norte de Teresina, para oferecer suporte ao voo que trazia alguns gestores envolvidos, entre eles, o atual prefeito de Uruçuí, Valdir Soares e o ex-prefeito Chico Filho, irmã da deputada Ana Paula (PMDB), que inclusive teve seu escritório, na Assembleia Legislativa do Piauí, revistado por homens da PF. Os presos chegaram por volta das 11h, em avião da própria Polícia Federal e foram conduzidos à sede do órgão em uma van, cor branca. Aparentemente tranqüilos, não estavam algemados.

E JÁ NA COLETIVA: “ROMBO CHEGA A R$ 20 MILHÕES”
Uma comissão de delegados da PF, chefiada por Janderlyer Gomes, da delegacia regional de combate ao Crime Organizado, além de representantes da CGU e MP, concederam coletiva de imprensa, por volta das 11h40, no auditório da sede. Na oportunidade, evitaram oferecer detalhes da Operação Geleira. Segundo Janderlyer, o foco da operação era combater os desvios de recursos públicos. O delegado revelou que em Teresina, algumas residências oficiais e empresas foram revistadas. Estas, acusadas de repassar notas fiscais às prefeituras para maquiar a prática de superfaturamento. A informação que se tem é que o rombo chega a R$ 20 milhões.

DINHEIRO PARA AGIOTAS, DÍVIDAS E MUITA CORRUPÇÃO
Em torno de 25% deste dinheiro foi para pagar dívidas de agiotas e corrupção de servidores nos municíios de Uruçuí, Eliseu Martins e Landri Sales. Ainda durante a coletiva, ele levanta uma contradição no caso: ‘Por ironia, esses prefeitos tiveram as suas prestações de contas aprovadas’. Já Luís Fernando, da Controladoria Geral da União, acrescentou que a investigação começou há dois anos, com a participação da PF e MP, além da contribuição do Tribunal de Contas do Estado e a Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz). Foi revelado também que uma pessoa reagiu à prisão na cidade de Uruçuí, que teria agredido um agente da PF.
NOMES IMPORTANTES ENVOLVIDOS NA OPERAÇÃO DA PF
Dentre os presos, um dos nomes mais conhecidos é o do ex-prefeito de Uruçuí, Chico Filho (PMDB). Ele é atualmente presidente do Emater, órgão do primeiro escalão do Governo Wilson Martins (PSB). O curioso é que ele foi preso ao lado do seu rival na cidade, que o derrotou e foi eleito em outubro de 2008, o atual prefeito Valdir Soares (PT). A mãe do prefeito da cidade de Landri Sales, Joedison Alves Rodrigues, também foi presa pela operação Geleira da Polícia Federal. Seu nome é Juraci Alves Rodrigues. Ela é ex-prefeita do município de Marcos Parente.

Abaixo a lista de nomes dos presos:
01-Bismarck Santos de Arêa Leão, PTB – Prefeito de Miguel Leão
02-Isael Macedo Neto, PTB – Prefeito de Caracol
03-Joedison Alves Rodrigues, PTB – Prefeito de Landri Sales
04-Jorge de Araújo Costa, PTB – Prefeito de Ribeira do Piauí
05-Domingos Barcelar de Carvalho, o Dó Bacelar, PMDB – Prefeito de Porto
06-Teresinha de Jesus Miranda Dantas, PSDB – Prefeita de Eliseu Martins
07-Valdir Soares da Costa, PT – Prefeito de Uruçuí
08-Juraci Alves Rodrigues – Ex-prefeita de Marcos Parente
09-Francisco Filho, o Chico Filho – Ex-prefeito de Uruçuí

Subiu para 38, na manhã desta segunda-feira, o número de fazendas ocupadas ou com porteiras bloqueadas, no oeste do estado de São Paulo, por milhares de sem terra que militam em cinco movimentos e seguem a liderança de José Rainha Junior. Sábado e domingo foram ocupadas ou bloqueadas 31 propriedades; domingo e segunda, mais sete.

O maior número de ocupações – 31 – ocorre na região Noroeste Paulista e sete no Pontal do Paranapanema. Nota divulgada pelo próprio Rainha informa que a jornada se destina a denunciar à sociedade que as áreas “são improdutivas ou devolutas e pertencem à reforma agrária”. O objetivo da nova mobilização é apressar o assentamento de 8.000 famílias acampadas.

A Polícia Militar paulista já começou a cumprir mandados judiciais de reintegração de posse das fazendas ocupadas. No caso daquelas em que os sem terra não entraram, mas mantêm bloqueadas por acampamentos nas porteiras, os proprietários estão entrando com ações de interdito proibitório para a remoção dos acampados.

De acordo com José Rainha, os militantes estão orientados a cumprir sem resistência as ordens judiciais. Nesta terça-feira, dirigentes do MST – São Paulo se reunirão em Brasília com o presidente do Incra, Rolf Hackbart, para discutir o reinício dos assentamentos no estado.

O presidente Evo Morales iniciou ontem uma campanha internacional de esclarecimento sobre o uso tradicional e salutar da mastigação da folha de coca.

Sua meta é tirar da lista de proibição das Nações Unidas,  decorrente da Convenção de 1961, essa folha natural e lançar no mercado global a Coca-Brinco, que, evidentemente, será uma concorrente da Coca-Cola: na origem, a Coca-Cola é natural dos Andes e usava a folha de coca.

Desde ontem, o ministro de Relações Exteriores da Bolívia, David Choquehuanca, está na Europa em campanha. Sua meta é visitar cinco países e obter deles um compromisso de votar pela modificação da Convenção.

Morales, que já acumulou a presidência do Sindicato de Cocaleiros da Bolívia com a da república boliviana, fala em “reparação de dano histórico”. Ele se refere à confusão entre a tradicional mastigação andina da folha natural e a manipulação química que leva ao cloridrato de cocaína.

Em 2009, o presidente Morales esteve na Assembléia da ONU e, com uma folha de coca na mão (confira foto no post), protestou contra a proibição.

Na ocasião, Morales  lembrou que os nativos consideram a folha de coca sagrada e a Constituição da Bolívia permite o uso tradicional.

Na Bolívia, como em outras partes do mundo, o cloridrato de cocaína é proibido. E é criminalizado o fabrico e tráfico de cocaína.

Como até o ex-presidente George W. Bush sabe, a Organização Mundial de Saúde (OMS), em estudo realizado em 1995, concluiu “que o uso da folha de coca não provoca efeitos físicos negativos e pode ter valor terapêutico”.

2. A geopolítica das drogas mostrou que a proibição voltava-se a acabar com a matéria-prima (folha de coca) usada na elaboração do cloridrato de cocaína. Absurdamente, deixou-se de lado os valores culturais dos povos andinos. E a confusão foi proposital.

Parêntese:  a supracitada Convenção da ONU de 1961, subscrita pelo Brasil, entrou em vigor em 1964. Seu o propósito era eliminar o cultivo e a produção de drogas em 25 anos: o prazo venceu em 1989. Um fracasso absoluto.

PANO RÁPIDO. A Bolívia é a terceira maior produtora de folha de coca. Em 2010 sua produção cresceu.

Conforme declarou à BBC de Londres Luis Cutipa, diretor nacional de comercialização da folha de coca, a Bolívia produziu 19 mil toneladas de folha de coca em 2010.

O problema está na falta de fiscalização, pois  parte da produção é ilegalmente desviada para o fabrico de cocaína em laboratórios clandestinos.

O abaixo-assinado, grande consumidor de Coca-Cola Zero, está curioso em saborear a Coca-Brinco, made in Bolívia.

Wálter Fanganiello Maierovitch (http://maierovitch.blog.terra.com.br)

 

 

A imprensa brasileira conseguiu comover a muitos com a história do cão Caramelo, que supostamente guardava o túmulo da dona após ela ter sido soterrada pelos deslizamentos de terra que atingiram a região Serrana do Rio de Janeiro na última semana. A história foi noticiada pelo G1, UOL, Folha.com, R7, Extra e virou até charge de Chico Caruso no jornal O Globo, entre outros. No entanto, segundo o Diário de Teresópolis, a história, repercutida até pela imprensa portuguesa, não passou de uma grande confusão.

De acordo com a reportagem, Caramelo realmente existe e perdeu seus donos na tragédia, mas não era ele que aparecia ao lado de um túmulo e sim, John, o cachorro de Rodolfo Júnior, voluntário que trabalha no cemitério Carlinda Berlim.
 

John e seu verdadeiro dono

“Isso é coisa de repórter que precisava chegar com uma história diferente para apresentar ao chefe… o John é meu há mais de um ano quando fiquei com ele pra mim! O antigo dono foi para o Rio e deixou ele por aí… ele chamava o cachorrinho de Leão, mas eu prefiro John… ele tem cara de John, afirmou Junior ao Diário de Teresópolis, que enfatizou que seu cachorro é dócil e o segue por todos os lugares, por isso estava ao seu lado, enquanto trabalhava. “No dia em que o rapaz tirou a foto dele eu estava trabalhando nas covas e ele ao meu lado como sempre… e aí depois veio essa maluquice toda”.

Não se sabe se a confusão começou após as fotos de John terem sido divulgadas pela agência AFP como as de Caramelo, ou se pela semelhança dos dois cachorros. Mas o caso irritou o administrador do cemitério, Márcio de Souza. “É lamentável que tal fato seja utilizado para causar comoção aos leitores! Fui contatado horas antes da notícia ser levada ao ar por um repórter e fui claro ao dizer que o cão da foto ao lado do túmulo é de propriedade de um de nossos voluntários que no momento faziam sepultamentos naquele local, logo não tem nada a ver com o cão adotado, disse.

As notícias sobre o cão “fiel” não paravam por aí. Esta semana vários portais divulgaram que o cachorro, que supostamente guardava o túmulo da dona, foi adotado por uma família da capital carioca, mas depois fugiu. Caramelo foi adotado e desapareceu, mas não era ele que aparecia na foto ao lado do túmulo. “Houve uma confusão que não se sabe onde começou”, afirma Anderson Duarte, autor da reportagem do Diário de Teresópolis.
 
Segundo o jornal, a confusão se torna evidente quando uma reportagem do Extra diz que o cão estava no cemitério Carlinda Berlim e que foi encontrado pela Comissão Especial de Proteção Animal da Alerj perambulando pelo bairro Caleme. “Para chegar de um bairro ao outro você tem que atravessar a cidade”, explicou o repórter do jornal de Teresópolis.

Da Redação do Comunique-se

Folha.com
Capa do R7
Jornal Extra
Globo Rural
Diário de Notícias (Portugal)