MST ameaça ocupar propriedades rurais na região de Araçatuba

Posted: 15/01/2011 in questão agrária
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A manchete escolhida pela editoria da TV Tem não guarda correspondencia com o conteudo da matéria, muito menos com as declarações de lideranças do MST que foram ao ar com a chamada apresentada. (link no final do post). O subtítulo está muito mais próximo da realidade.

Já no início do primeiro parágrafo fica evidente a contradição. Afirma de um lado a verdade. O SEM TERRA, acampam do LADO DE FORA de 14 áres. Mas a TV TEM insiste em dizer que aconteceu ocupação, e tenta concertar, sem haver invasão…

Na matéria que foi ao ar fica evidente na fala das lideranças dos SEM TERRA o objetivo de chamar a atenção das novas autoridades que acabam de tomar posse em Brasília, para pendencias que vem se arrastando há tempos.

A falta de coerencia da matéria tambem está evidente na segunda parte. De um lado publicam uma mobilização de milhares de pessoas no dia 15 de janeiro. De outro “não há confirmação que estas invasões façam parte da mobilização chamada de janeiro quente.”

Ainda em outra evidente parcialidade abre a palavra para a UDR questionar o governo paulista e o judiciário dentro da questão da origem das “propriedades” no Pontal do Paranapanema sem oferecer o necessário contraponto. De cunho sensacionalista, enquando o texto fala da Fazenda Santa Cecília que o proprietário quer vender ao INCRA, contrapõe com uma disposição de resistencia armada, para invasões imaginárias.

Da nossa parte fica registrada a espectatica frustrada quanto a Assembléia de ontem realizada entre os ocupantes da sede do INCRA. Não decidiram por desocupar a sede do INCRA. Anunciaram que vão esperar que sejam recebidos pelo Presidente do INCRA em Brasília antes de sair da sede, vão continuar e lá permanecer, de forma ordeira e pacífica. Devem ter lá suas razões.

Em fim… é a velha REDE GLOBO… boa leitura. 

Os integrantes do movimento estão acampados em frente de fazendas na região Noroeste

Da Redação / TV Tem

Integrantes do MST, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – ocuparam neste sábado, 14 áreas na região de Araçatuba. Do lado de fora da cerca, os trabalhadores rurais montam os barracos sem pressa. É dessa forma, sem invadir a propriedade, que eles pretendem agilizar a emissão dos laudos do Incra sobre a improdutividade de algumas áreas na região.

Ao todo, a mobilização de 2 mil famílias está sendo realizada ao mesmo tempo em 14 áreas da região: duas em Santo Antônio do Aracanguá, uma em Vicentinópolis, duas em Araçatuba, duas também em Bilac, uma em Gabriel Monteiro, Rubiácea,  Guararapes, Birigui, Glicério e duas em Brejo Alegre.

Outro objetivo da ação é pressionar os proprietários que já estavam em negociação com o Incra. Esse é o caso da fazenda Santa Cecília, em Araçatuba. Ela não foi considerada em improdutiva, mas há a intenção de venda para o instituto.

Desde o começo da semana, cerca de 300 trabalhadores rurais sem terra estão na sede do Incra em Andradina. Eles invadiram o prédio para tentar agilizar o processo de reforma agrária e cobrar recursos para os assentados. A coordenação do movimento afirma que só vai deixar o local quando forem recebidos pela presidência do instituto.

A assessoria de imprensa do Incra informou que deve conversar com os manifestantes.

Leia também: http://wp.me/pXd6p-A5

 

“JANEIRO QUENTE”

Ainda não há confirmação se essas invasões fazem parte da mobilização chamada de “Janeiro Quente” que o MST anunciou para o início deste ano.

Depois da ameaça feita pelo MST, no fim do ano passado, o presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antonio Nabhan Garcia, alertou  para o risco de enfrentamento entre sem-terra e fazendeiros, caso isso venha a ocorrer.

Em notícia divulgada pelo site G1, da Rede Globo,  Garcia alertou que muitos fazendeiros que já sofreram invasões estão dispostos a impedir uma nova ocupação. “O proprietário pode exercer o direito legítimo de defesa da propriedade, mas nosso receio é de que possa acontecer alguma fatalidade.”

Para o ruralista, como as invasões são anunciadas com antecedência, o governo tem o dever de agir para evitar que aconteçam. “As lideranças desses movimentos são conhecidas”, disse. Ele criticou a decisão da nova secretária estadual de Justiça e da Defesa da Cidadania, Eloísa de Souza Arruda, de convidar as lideranças dos movimentos para uma reunião, na próxima terça-feira. “É inaceitável que o governo chame para o diálogo quem está fora da lei.” Segundo ele, o Estado contribui para o conflito no campo ao reivindicar terras supostamente devolutas, como as do Pontal do Paranapanema.

No ano passado, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) acatou ação movida pelo Estado e declarou devolutos 92,6 mil hectares no Pontal. As terras se tornaram alvo do MST. “Os produtores trabalham nessas terras há mais de 100 anos, mas o governo se apega a um problema ocorrido nos tempos do império para alegar que são áreas públicas”, reclama Garcia.

Leia também: https://virgulinoreidocangaco.wordpress.com/2011/01/11/a-questao-fundiaria-nao-esta-resolvida-prof-ariovaldo-umbelino/

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