Evo Morales lança a bebida Coca-Brinco e inicia campanha mundial pela livre mastigação da folha de coca (via maierovitch)

Posted: 20/01/2011 in Blogosfera, CYBERATIVISMO, Descriminalização, DIPLOMACIA, Drogas, INTERNACIONAL, Questão Indígena
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O presidente Evo Morales iniciou ontem uma campanha internacional de esclarecimento sobre o uso tradicional e salutar da mastigação da folha de coca.

Sua meta é tirar da lista de proibição das Nações Unidas,  decorrente da Convenção de 1961, essa folha natural e lançar no mercado global a Coca-Brinco, que, evidentemente, será uma concorrente da Coca-Cola: na origem, a Coca-Cola é natural dos Andes e usava a folha de coca.

Desde ontem, o ministro de Relações Exteriores da Bolívia, David Choquehuanca, está na Europa em campanha. Sua meta é visitar cinco países e obter deles um compromisso de votar pela modificação da Convenção.

Morales, que já acumulou a presidência do Sindicato de Cocaleiros da Bolívia com a da república boliviana, fala em “reparação de dano histórico”. Ele se refere à confusão entre a tradicional mastigação andina da folha natural e a manipulação química que leva ao cloridrato de cocaína.

Em 2009, o presidente Morales esteve na Assembléia da ONU e, com uma folha de coca na mão (confira foto no post), protestou contra a proibição.

Na ocasião, Morales  lembrou que os nativos consideram a folha de coca sagrada e a Constituição da Bolívia permite o uso tradicional.

Na Bolívia, como em outras partes do mundo, o cloridrato de cocaína é proibido. E é criminalizado o fabrico e tráfico de cocaína.

Como até o ex-presidente George W. Bush sabe, a Organização Mundial de Saúde (OMS), em estudo realizado em 1995, concluiu “que o uso da folha de coca não provoca efeitos físicos negativos e pode ter valor terapêutico”.

2. A geopolítica das drogas mostrou que a proibição voltava-se a acabar com a matéria-prima (folha de coca) usada na elaboração do cloridrato de cocaína. Absurdamente, deixou-se de lado os valores culturais dos povos andinos. E a confusão foi proposital.

Parêntese:  a supracitada Convenção da ONU de 1961, subscrita pelo Brasil, entrou em vigor em 1964. Seu o propósito era eliminar o cultivo e a produção de drogas em 25 anos: o prazo venceu em 1989. Um fracasso absoluto.

PANO RÁPIDO. A Bolívia é a terceira maior produtora de folha de coca. Em 2010 sua produção cresceu.

Conforme declarou à BBC de Londres Luis Cutipa, diretor nacional de comercialização da folha de coca, a Bolívia produziu 19 mil toneladas de folha de coca em 2010.

O problema está na falta de fiscalização, pois  parte da produção é ilegalmente desviada para o fabrico de cocaína em laboratórios clandestinos.

O abaixo-assinado, grande consumidor de Coca-Cola Zero, está curioso em saborear a Coca-Brinco, made in Bolívia.

Wálter Fanganiello Maierovitch (http://maierovitch.blog.terra.com.br)

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