Milhares de mulheres da Via Campesina e do MST participaram ontem de atos de protesto em dez estados. Em São Paulo, elas ocuparam a sede do Incra durante 24 horas, como parte da jornada nacional de luta das mulheres sem terra e em conjunto com movimentos sociais urbanos.

Além de reivindicar mudanças na política de reforma agrária, os protestos visam denunciar os impactos do uso abusivo de agrotóxicos sobre a saúde e o meio ambiente. Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária informam que 15% dos alimentos consumidos no Brasil têm resíduos de veneno em nível prejudicial à saúde

Mulheres protestam no BNDES

Dezenas de mulheres ocuparam ontem a entrada principal da sede do BNDES, no centro do Rio de Janeiro, para reclamar que o banco financia investimentos de “latifúndios, do agronegócio e de empresas transnacionais”, em vez de investir em educação, emprego, saúde, habitação e reforma agrária. O protesto faz parte de uma mobilização nacional comemorativa à Semana da Mulher.

De acordo com Amanda Matheus, da coordenação do MST, “hoje, no campo, temos um modelo de agricultura que se chama agronegócio, que é voltado principalmente para monocultivos de cana-de-açúcar, eucalipto e soja. Esse modelo destrói o ambiente, concentra terra e, principalmente, gera fome no campo e na cidade”.

O BNDES divulgou nota em que responde às críticas afirmando que financia exclusivamente projetos de investimento que cumprem a legislação ambiental.

Fonte: brasíliaconfidencial

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