Arquivo de 06/03/2011

Em luta por autonomia e igualdade, contra o machismo e o capitalismo, milhares de feministas sairão às ruas de São Paulo mais uma vez para celebrar o Dia Internacional de Luta das Mulheres. Como este ano a data oficial caiu em pleno carnaval, o ato foi transferido para o dia 12 de março.

A concentração terá início às 9h30 no Centro Informação Mulher, na Praça Roosevelt (R.Consolação, 605). De lá, as mulheres caminharão pelo centro da cidade, encerrando o ato na Praça da Sé. No próprio dia 8 de março, o bloco “Adeus, Amélia!” levará a mensagem das feministas à população paulista. A concentração terá início às 14h, no final do elevado Presidente Artur da Costa e Silva, o Minhocão (próximo à Avenida Francisco Matarazzo).

Reconhecendo os avanços conquistados pela luta das mulheres e a importância histórica da eleição da primeira mulher para a Presidência da República, as feministas sairão às ruas para dizer que isso apenas não basta para mudar a vida das mulheres. “Estamos em luta diária contra a violência sexista, pela descriminalização e legalização do aborto, valorização do nosso trabalho, educação de qualidade para todos e solidárias às lutas anti-capitalistas travadas no Brasil e no mundo”, afirmam as quase cem organizações que convocam o ato do dia 12. Participarão do ato mulheres da capital, Grande São Paulo e de diversas regiões do estado, como Campinas, Sorocaba, Baixada Santista, Vale do Ribeira e Vale do Paraíba.

Com a manifestação, as feministas querem chamar a atenção da população para os principais problemas que enfrentam. Entre eles, a tentativa, por parte do STF, de supressão de medidas jurídicas criadas com a Lei Maria da Penha; a falta de investimento por parte do governo estadual na ampliação das delegacias da mulher e casas abrigos; o déficit de vagas em creches e na educação infantil de São Paulo; o crescimento da intolerância e do conservadorismo, com manifestações de violência contra lésbicas, homossexuais e transexuais na cidade; o desrespeito a direitos trabalhistas das mulheres; o descaso do poder público com a reforma urbana e agrária; e a mercantilização do corpo da mulher nos meios de comunicação, entre outros.

As brasileiras prestarão ainda solidariedade internacional às mulheres de todo o mundo, tanto àquelas que lutam na Europa contra os efeitos da crise quanto àquelas que se batem para derrubar ditaduras ou acabar com ocupações militares existentes, como no Haiti.

Sobre o 8 de Março

Em 1910, a alemã Clara Zetkin propôs, na 2a Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, a criação do Dia Internacional da Mulher, celebrado inicialmente em datas diferentes, de acordo com o calendário de lutas de cada país. A ação das operárias russas no dia 8 de março de 1917 é a razão mais provável para a fixação desta data como o Dia Internacional da Mulher. Com a revolução, muitos direitos foram conquistados, como o voto, a elegibilidade feminina e o direito ao aborto. Em 1922, a celebração internacional foi oficializada e o 8 de Março se transformou na data símbolo da participação das mulheres para transformarem sua condição e a sociedade como um todo.

(Do site da Marcha Mundial das Mulheres)

Entre os dias 17 e 19 de fevereiro, Paulo Teixeira participou em Montevidéu, no Uruguai, do “Diálogo Informal sobre Políticas de Drogas” — iniciativa do Transnational Institute (TNI) e do Washington Office on Latin America (WOLA) para tratar de questões relacionadas ao assunto em terrotório latinoamericano.

O evento consistiu em uma série de reuniões informais e interativas, nas quais participantes de vários países do mundo fizeram intervenções mostrando a experiência de seus governos e apontando suas opiniões quanto à política de drogas.

Paulo Teixeira levou as contribuições que vem colhendo em vários anos de debate acerca da descriminalização dos usuários de drogas no Brasil, bem como trouxe experiências de outros países para elaborar novas propostas e abordagens em relação ao tema.

Popularidade de Dilma é maior que de Lula

Após 45 dias no Planalto, a presidente Dilma Rousseff tem aprovação superior às obtidas por seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, no começo de seus dois mandatos presidenciais. É o que revela a primeira pesquisa sobre a popularidade de Dilma, feita pelo Instituto Análise, do sociólogo Carlos Alberto de Almeida.
O levantamento ouviu mil pessoas e versa também sobre o efeito das pesquisas de opinião sobre a vontade do eleitorado. Para 50% dos brasileiros, o governo Dilma é “bom” ou “ótimo”. Neste mês de março, devem começar a surgir pesquisas de opinião dos grandes institutos.
O Instituto Análise aponta, para Dilma, um índice melhor do que o Datafolha registrou sobre o governo Lula em fevereiro de 2003 e 2007, quando o ex-presidente iniciava, respectivamente, o primeiro e o segundo mandatos. Em 2003, Lula detinha 43% de aprovação pessoal. Quatro anos depois, após uma eleição difícil por conta do remanescente escândalo do mensalão, paradoxalmente Lula teve aprovação maior – de 48%.
“A comparação é útil para se ter uma base para avaliar o patamar de aprovação da presidenta neste momento, após os primeiros movimentos de seu governo. Essa comparação deixa ver situação mais confortável de Dilma”, analisa Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania.
A série histórica do Datafolha revela que a guerra midiática contra Lula começou já em fevereiro de 2004, com o escândalo Waldomiro Diniz, o que fez com que a aprovação do ex-presidente caísse dos 43% do início de seu governo para 38%. Os índices iguais ou inferiores a 50% persistiram por todo o primeiro mandato.
A partir de 2007, apesar de a artilharia midiática contra Lula ter aumentado, os resultados na economia certamente respondem por boa parte de sua popularidade. O Brasil, em 2002, era a 14ª economia do mundo; hoje, os jornais informam que já é a 7ª. Contudo, tais resultados não explicam totalmente a disparada da aprovação pessoal de Lula.

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