Por Andrea Rodri

Associated Press (via @pagina13.org)

Marco Aurélio Garcia

HAVANA — O porto de Mariel operará a partir de 2014, informou nesta quinta-feira, 10, o emissário da presidência do Brasil, Marco Aurelio García, cujo governo financia a metade da obra.

O projeto portuário é o mais ambicioso da cooperação que Cuba recebe da nação sulamericana. Empresas brasileiras começaram faz alguns meses a construção que convertera Mariel em um dos complexos portuários mais importantes do Caribe com uma inversão total de cerca de 800 milhões de dólares, explicou García aos jornalistas, depois de manter um encontro com o presidente cubano Raúl Castro.

“O objetivo central de minha viagem era examinar o estado da cooperação Brasil-Cuba. Estamos envolvidos aqui em dois projetos que gostaria de destacar: o projeto de soja e milho na província oriental de Ciego de Avila e talvez o mais importante que é o porto de Mariel”, disse o funcionário brasileiro.

O financiamento para Mariel – uma localidade situada a 50 quilômetros a oeste da capital – se compõe de um crédito dividido em 4 partes (ou pagamentos)”, indicou García, dois deles já foram entregues e executados e um terceiro está aprovado se bem que o dinheiro ainda não se efetivou. Não especificou o montante de cada um.

Estuda-se um empréstimo suplementar – a quinta parte – indicou.

Em junho terá início o cais e para setembro estarão prontas as estradas, agregou o funcionário, que ocupa o cargo de assessor internacional da presidenta Dilma Rousseff.

“Estará em condições de operação em 2014 e sua gestão estará a cargo de uma empresa estrangeira, não brasileira”, completou García.

Marco Aurélio García visitou a construção acompanhado de funcionários cubanos.

Paralelamente, o enviado de Rousseff foi a Ciego de Avila, a uns 400 km da capital, onde um programa técnico do Brasil conseguiu a semeadura de cerca de 6 mil hectares de soja, uma iniciativa que se estenderá a 40 mil hectares proximamente.

Brasil é o segundo sócio comercial de Cuba na América Latina, depois da Venezuela, com um intercâmbio comercial de uns 624 milhões de dólares em 2009 e com uma balança favorável à nação sulamericana, segundo cifras oficiais.

De sua reunião com Raul Castro, García disse que “o presidente fez uma exposição bastante ampla não só sobre os aspectos econômicos, mas também sobre as mudanças sociais e políticas que se estão levando a cabo” em Cuba

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