Arquivo de 17/04/2011

Como forma de arrecadar fundos para a marcha da maconha, estamos vendendo o livro Cannabis Medicinal – Introdução ao Cultivo Indoor, do Sergio Vidal, no valor de R$ 29.90. Quem desejar comprá-lo, só enviar o pedido para coletivocannabisativa@hotmail.com. Quem morar fora de Natal a venda está sendo feito da mesma forma, e o frete para qualquer lugar é R$3.00. 
O livro foi escrito para atender uma lacuna existente na literatura brasileira a respeito da planta Cannabis sativa. Cannabis Medicinal – Introdução ao Cultivo Indoor é o primeiro livro em português a respeito do tema e é fruto de uma extensa pesquisa de revisão bibliogŕafica. Osmose, transpiração, respiração, pH, dióxido de carbono, condutividade elétrica, fotosíntese, clonagem, floração e lumens, são apenas alguns exemplos dos temas discutidos aqui. Esta obra trata sobre esses e diversos outros assuntos do interesse de pessoas que trabalhem em estabelecimentos autorizados legalmente a cultivar cannabis, ou de pesquisadores ou leigos no assunto, que pretendam ampliar seus conhecimentos sobre a planta.
Postado por Coletivo Cannabis Ativa

Na contramão do que prega o governo Dilma Rousseff, o líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP), defende a liberação do plantio de maconha e a criação de cooperativas formadas por usuários.

FILIPE COUTINHO
DE BRASÍLIA

Num recente debate sobre o assunto, o deputado disse que a política de “cerco” às drogas é “perversa” e gera mais violência. Dilma assumiu o governo incluindo entre suas prioridades o combater “sem tréguas” ao crime organizado e às drogas.

Em janeiro, a presidente desistiu de nomear o então secretário Nacional de Justiça Pedro Abramovay para a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas depois que ele sugeriu numa entrevista a adoção de penas alternativas para pequenos traficantes.

Assim como Abramovay, o líder do PT na Câmara afirmou que a prisão de pequenos traficantes contribui para engrossar as fileiras das organizações criminosas.

“São mães de família que sozinhas têm que criar os filhos e passam a vender”, disse o deputado. “As prisões têm levado a organizar a violência contra a sociedade.”

Teixeira falou sobre o assunto num debate organizado pelos grupos “Matilha Cultural” e “Desentorpecendo a Razão” em São Paulo, em 24 de fevereiro, um mês após a queda de Abramovay.

http://youtu.be/kqKUErTOWjg

Um vídeo com a íntegra da exposição foi publicado no blog do deputado e no site Hempadão (cujo título faz uma brincadeira com as palavras “hemp”, maconha em inglês, e “empadão”).

MODELO ESPANHOL

Teixeira disse no debate que o governo deveria autorizar a criação de cooperativas para o plantio e a distribuição da maconha. “O melhor modelo é o da Espanha: cooperativas de usuários, onde se produz para o consumo dos próprios usuários, sem fins lucrativos”, afirmou.

O líder do PT disse que, se comer sanduíches do McDonald’s, “talvez o maior crime”, não é proibido, o governo não poderia impedir também o plantio de maconha.

“Cabe ao Estado dizer que faz mal à saúde. Não existe crime de autolesão. Se eu quero, eu posso usar, tenho direitos como usuário. E isso o Estado não pode te negar.”

Segundo ele, a forma como o governo e alguns juízes tratam as drogas é um tiro no pé: não garante a segurança nem a saúde dos usuários.

A Folha fez vários pedidos de entrevista ao deputado desde 16 de março, mas sua assessoria não deu resposta.

No debate de fevereiro, Teixeira fez um apelo aos usuários de maconha: “Só a coragem pública daqueles que vão às ruas discutir fará com que esse tema avance”.

Ele disse que irá sugerir ao Ministério da Justiça que o Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas faça um projeto com as “mudanças óbvias”. O deputado afirmou ainda que pedirá o apoio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB) –simpatizantes de mudanças na legislação sobre drogas.

Para o líder do PT, a proliferação do crack complicou a discussão sobre a maconha. “Ele não é o todo, ele é uma parte. É o resultado dessa política de cerco. Ele não pode interditar o debate sobre as demais drogas recreativas”.

Ao defender a regulamentação do plantio da maconha, Teixeira afirmou que isso não aumentaria a oferta da droga. “Esse cenário que as pessoas têm medo, de que ‘no dia em que legalizar, vão oferecer ao meu filho’, não é o futuro, é o presente. Hoje liberou geral. É mais fácil adquirir drogas na escola do que comprar antibióticos.”

A legislação atual prevê medidas socioeducativas para usuários da droga apanhados em flagrante e prisão para os traficantes.

Lara (nome falso, claro) é minha amiga de faculdade. Ficamos afastadas por um tempo e há alguns anos nos reencontramos graças ao trabalho. Saímos juntas, apresentamos as famílias. Ela é bonita, bem sucedida e o tipo de pessoa brilhante, especial. Está no segundo casamento, com um cara admirável. Gentil, apaixonado. A cumplicidade deles salta aos olhos mais distraídos. Estão sempre juntos, parceiros, investem em ser casal. Ela tem uma filha do primeiro casamento e há três anos tiveram, juntos, um menino. Se eu tivesse que fazer um top five dos casais mais incríveis que conheço, eles estariam na lista, certamente.

Mas…(Sempre tem um “mas”, né?)

Semana passada jantamos juntas. Ela estava meio triste. Me contou: estavam em casa num domingo e o filho quis ir à Lagoa andar de bicileta. Ela estava gripada, o marido disse que levaria. Saiu. Mas esqueceu o email aberto. Depois de algum tempo na dúvida, Lara não resistiu. Caiu dentro das mensagens dele.

Não deu tempo de olhar muita coisa. Mas entre as mensagens que ela conseguiu ver estava uma conversa com um amigo do trabalho: os dois falavam das mulheres do escritório. Mais precisamente, classificavam as moças. “Essa é muito gostosa”, “aquela eu pegava”, “fulana tem cara de que gosta da coisa”, “cicrana eu pegava fácil”.

Tudo, é claro, no terreno das possibilidades. Nenhuma prova de que alguma coisa tinha acontecido. Mas que mulher gosta de ver seu marido falando de outras? E nem são outras da TV ou do cinema. São outras que passam todos os dias ao lado dele.

Mas o principal é: o que isso significa?

Contei o “causo” pra Isabel Clemente, companheira de blog. Bebel, mulher inteligente e desencanada neste tipo de assunto (coisa rara), acha que isso é só uma mania de homem. Quando em bando (dois já significa bando), eles tendem a se idiotizar e ficar – mesmo depois dos 40 – falando de mulher como quando tinham 16 anos e eram virgens. É, sim, uma possibilidade. De quaquer forma, isso torna os homens um pouco decepcionantes – especialmente quando são o marido da gente. Não?

Mas será que cão que ladra realmente não morde? – questiona minha amiga. Será que alguém que gasta tanto tempo e palavra na classificação das gostosas do trabalho não está realmente disponível para o que der e vier? Esperando só a oportunidade perfeita? Será que topar com um email desses pela frente não é um sinal dos céus de que um chifre está prestes a nascer na sua cabeça? Exagero?

Consultei o Conselho dos Sábios Machos (leia-se meu marido e dois amigos da redação). Resposta: homens fazem isso como esporte (menos o meu marido, claro, garante o próprio pra mim #ahamclaudiasentalah). Não significa,de forma alguma, que ele está pegando outra. Ao contrário: quando homem tá pegando outra e está envolvido, muitas vezes não conta nem para os melhores amigos. Faz um certo sentido. Mas faz mais sentido ainda o fato de que os homens são um grupo unido não importa idade, raça, classe social ou time de futebol (bom, time de futebol acho que os separa, sim).

O que eu faço? – pergunta minha amiga, perguntando mais pra ela mesma do que pra mim.

Sou adepta de que o melhor conselho é não seguir conselhos, mesmos os dos amigos mais dedicados. O que é bom pra um pode ser a ruína do outro. Eu disse a ela apenas que, seja lá o que for, faça com calma (mesmo que seja dar com o laptop na cabeça dele).

Vale lembrar, é claro, que nós, mulheres também achamos homens bonitos e interessantes – sendo casadas ou não. Um comentário aqui ou ali. Mas dessa forma tão dedicada…acho que não. (Me digam se estou errada, tá? Mas até que idade os homens fazem isso? As conversas entre amigos de 90 anos incluem o preço do remédio para pressão alta e a lista das gostosas da fila preferencial do banco? Talvez eles falem disso até morrer, como mulheres falam de sapatos, quem sabe?)

Bom, a despeito do desconfortável resultado da espionagem, a vida segue normal, segue seu rumo. Talvez essa seja a única coisa a fazer diante de suspeitas, mas na total ausência de provas cabais. Estar nesta situação de pulga atrás da orelha, de limbo (se o limbo ainda existisse), deve ser muito ruim. Talvez fosse até mais confortável achar o bom e velho batom na cueca. Tipo: ai, que alívio, pronto, acabou!

E você, o que acha?

Martha Mendonça é editora-assistente de ÉPOCA no Rio de Janeiro