Arquivo de 15/07/2011

 

O processo de privatização da água é uma realidade nas cidades brasileiras de grande e médio porte. Atento a esta situação, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) organiza o Seminário Internacional: Panorama político sobre estratégias de privatização da água na América Latina. O evento será realizado na Escola de Educação Física e Desportos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), nos dias 20 e 21 de julho.

Durante o evento, os participantes irão debater sobre os atuais projetos que visam a mercantilização e privatização da água em diferentes países, como Itália, Chile, Bolívia e Peru, além do Brasil, e diversos setores, como na mineração, agricultura, saneamento, entre outros. Outro objetivo do seminário é proporcionar um espaço de troca de experiências acerca das lutas contra a privatização da água, fortalecendo assim articulação entre as organizações participantes para a mobilização em defesa da água como um bem público.

Participarão do seminário cerca de 120 pessoas de movimentos sociais, redes de articulação, representantes de universidades e convidados do Brasil e de outros países da América Latina, Europa e África. Está confirmada a presença de representantes da Suíça, Chile, México, El Salvador, Colômbia, Argentina, Paraguai, Moçambique, Espanha, Venezuela, Panamá, Bolívia, Perú e Canadá.

O Seminário Internacional: Panorama político sobre estratégias de privatização da água na América Latina antecede a 3ª etapa do Curso Energia e Sociedade no Capitalismo Contemporâneo, um convênio entre o MAB e o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR), da UFRJ.

Programação

  Manhã Tarde Noite
20/07 –

Quarta-feira

9h – Abertura

Análise de conjuntura econômica e política no cenário mundial

14h – Estratégias capitalistas para o domínio da água

 

19h30 – Pré-lançamento do filme “O veneno está na mesa”, de Silvio Tendler
21/07 –

Quinta-feira

8h30 – Experiências de luta e resistência em defesa da água 14h – Encaminhamentos e encerramento  

Serviço

Seminário Internacional: Panorama político sobre estratégias de privatização da água na América Latina

Local: Escola de Educação Física e Desportos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)- Ilha do Fundão

Data: 20 e 21 de julho

Imprensa: O seminário será aberto para cobertura na parte da tarde do dia 20.

Contato:

(21) 9770-2173 (Alexania Rossato ou Elisa Estronioli – a partir do dia 18)

(11) 3392-2660


No estado do Paraná, em 8 anos, DEZOITO trabalhadores rurais foram assassinados sem que NENHUM executor ou mandante tenha sido responsabilizado.

(fonte: Newsletter Liderança do PT-PR)

por Felipe Ventura

Não há dúvida que os deputados federais são bastante mimados no Brasil: além do alto salário, eles recebem inúmeros benefícios. Um desses benefícios, a cota parlamentar, foi esmiuçada pelo UOL em um ótimo infográfico em Flash. Não me lembro de ter visto o Flash ser usado para algo tão útil – e de forma tão leve – nos últimos tempos. Quanto aos 567 deputados federais, quem gasta mais?

Cleber Verde (PRB/MA), Pinto Itamaraty (PSDB/MA) e Evandro Milhomen (PC do B/AP) lideram a lista dos que mais usam a cota parlamentar – a verba para reembolsar o que os deputados gastam no trabalho.

A maior parte dos gastos de Verde e Itamaraty são de divulgação: Verde diz que, sem divulgação, o deputado “passa por inoperante, por alguém que não faz o que se propôs a fazer”. Então ele gastou R$114.000 nos último seis meses; a média de gastos de divulgação é de R$15.600. Fabiano Angélico, especialista em transparência governamental da FGV (Fundação Getúlio Vargas), acredita que “o contribuinte não deveria financiar esse tipo de coisa, uma vez que a Câmara dos Deputados já tem uma enorme estrutura de comunicação institucional”. Será que a internet poderia ajudar na divulgação dos trabalhos?

Os maiores gastos dos deputados federais são com divulgação, aluguel de carro, combustível, telefonia e consultoria – segundo Angélico, “ninguém sabe para quê servem essas consultorias”. E há campeões em gastos como serviços postais: Lincoln Portela (PR-MG) gastou R$43.600; a média é de R$3.300. Ele diz que enviou 27.000 correspondências devolvendo material de divulgação velho – será que deveríamos realmente pagar por isso?

O infográfico do UOL – além da série de reportagens – tem muito mais dados para você ficar indignado. Com o Flash, no entanto, é só alegria: [UOL Notícias]

Publicado originalmente no http://www.gizmodo.com.br

Foto: Divulgação

Marcelino terá encontro com lideranças do MST
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Na véspera das comemorações do seu 20º aniversário, a multinacional Veracel Celulose sentiu o peso do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra na região do extremo sul baiano, onde ela possui milhares de hectares plantados com eucaliptos.

O deputado estadual, Marcelino Galo, fechou o circuito de visitas nos acampamentos de São João e Rosa do Prado em Prado e Alcobaça. Antes, o parlamentar do Partido dos Trabalhadores esteve em Vitória da Conquista, Eunápolis, Belmonte, Porto Seguro e Santa Cruz de Cabrália, conversando com pescadores, quilombolas, indígenas e trabalhadores do campo.

Marcelino não está na relação dos convidados do jatinho da TAM fretado para sair de Salvador para Eunápolis nesta quinta feira.


 

As atividades do deputado estadual Marcelino Galo (PT) nos acampamentos Margarida Alves (Itabela) e Guaita (Guaratinga) reuniu mais de mil famílias de trabalhadores e trabalhadoras do campo. O parlamentar está na região desde o domingo (10) visitando colônias e associações de pescadores, comunidades quilombolas e assentamentos e acampamentos do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) para ouvir as reivindicações e apresentar um balanço dos trabalhos na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). O encontro em Itabela e Guaratinga aconteceu durante todo o dia de ontem, quinta-feira (14), culminando com uma plenária na Câmara de Vereadores de Itabela, que contou com lideranças políticas da região.

 

“Tanto o Margarida Alves quanto o Guaita são acampamentos fruto do Abril Vermelho e já estão começando a colher o que plantaram durante a ocupação. Milho, abóbora, melancia, mandioca, feijão de corda, são alguns dos cultivos que já estão gerando renda e alimentos para as famílias acampadas, além de comercializarem boa parte dessa produção para as feiras-livres da região”, afirma Galo.

 

Com 920 barracos de lona e cerca de 600 famílias, o acampamento Margarida Alves é um símbolo de luta recente pela resistência e afirmação da importância do Brasil realizar uma reforma agrária ordenada e com acompanhamento técnico. “Assim que ocupamos tivemos a preocupação de construir um prédio escolar e hoje o acampamento está com grande produção de alimentos. Arrancamos o eucalipto e plantamos alimentos para a sobrevivência dessas famílias acampadas”, declara o diretor estadual do MST, Luciano Pereira, que ainda informa que o acampamento de Guaita possui 120 famílias e já tem iluminação e água encanada.

 

As atividades do deputado Marcelino Galo foram concluídas com uma plenária na Câmara de Vereadores de Itabela, que reuniu membros do PT, além do prefeito municipal Osvaldo Caribé, do vice Adailton, dos vereadores Marksonei Vasconcelos (Max), Lúcio França, Renaldo Porto, secretários municipais como Aldair Almeida (Agricultura), Regilmar (Obras), além do chefe de gabinete Rubem Vieira, do presidente do PT local, Valtim Lima. Participaram também da atividade no acampamento Guaita, o presidente do PC do B de Guaratinga, Inocêncio Pinheiro, que também é o secretário de Desenvolvimento Agrário do município.

 

Paulo Teixeira e Oded O líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Teixeira (SP), protocolou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 52 de 2011, que determina que os governos federal, estaduais e municipais apresentem um Programa de Metas e Prioridades 90 dias após a posse. A proposta, apresentada pelo líder do PT, foi elaborada por mais de uma dezena de movimentos sociais.

“É uma importante iniciativa dos movimentos sociais para aumentar a transparência do governo e segue uma tendência mundial de aumento da transparência na relação Estado-sociedade”, elogiou Paulo Teixeira. “Essa iniciativa vai elevar a qualidade da política, porque os políticos poderão ser avaliados não por sua aparência ou simpatia, mas por suas ações”, defende Oded Grajew (foto), coordenador do Movimento Nossa São Paulo, uma das organizações que defende o projeto.