SETE MESES DE APINEIA NO PÂNTANO E O MINC APAGOU

Posted: 03/08/2011 in Uncategorized

Por Carlos Henrique Machado Freitas

Não é demasiadamente paradoxal, justamente uma retórica nauseabunda que viveu de enigmas glaciais apresentar a Abóbora Celeste, a SEC, inflamar o universo da cultura e desaparecer?

Pois sim, o MinC está experimentado o castigo de sua própria vingança, num nostálgico Deus Santo, o mercado, que não nasceu, chocou. O esplendor neoliberal de cultura deu bolor.

O novo MinC é o protagonista da mais longa crise que a cultura institucional brasileira já viveu, tudo para não ferir os homens do mercado neoliberal de cultura. E a pergunta não é outra que não, “Qual é a nova etapa da crise?”

Depois de sete arrastados meses quando todos esperavam o espetáculo de crescimento com a prometida criação de valores para a arte brasileira, a Secretaria da Economia Criativa avisa que está ressignificando e contextualizando o Hércules, o Elefante Dourado do mercado, a SEC.

E assim seguimos, vivendo tão somente de neurolinguística. A fábula que mereceu na mídia status de o “Grande Acontecimento” se mostra uma grande tragédia. Eu posso levantar aquela cartolina no maracanã e dizer “EU JÁ SABIA”.

O filósofo dessa verdadeira patacoada tinha aparecido nos jornalões se mostrando todo orgulhoso de sua vestimenta de chefe cultural da nação. Ele deixava escapar no canto da boca um tom irônico de que a peça teatral que colocava a ministríssima na boca de cena tinha como diretor e roteirista a sua romântica assinatura. Agora, diante desse deserto de virtudes, o guru da ministra se oculta ou usa a pior das fugas, criminaliza quem o critica. Ora, não foi o mesmo que shakespereanamente distribuiu conselhos, conhecimentos e espírito de anjo salvador da cultura nacional? Agora que vive um penoso oposto de todos os fatos fabricados em nome da adoração ao mercado, está enfrentando na contramão a exigência de alguma coisa pra ser colocada no lugar do que foi grosseiramente destruído dentro do MinC.

“O PT deseja promover uma reaproximação com o conjunto da intelectualidade historicamente ligada ao partido. Este é o momento para expressar publicamente na sociedade os nossos valores e defender as nossas idéias.” (Rui Falcão).

Pelo que entendi, de forma fina, Rui Falcão deu um basta na extravagante contra-natureza imposta pela vontade das multinacionais dentro do MinC. Isso era fatal. Todos os sinais característicos de um cenário de guerra já haviam sido revelados dentro da sua profundidade para que vivêssemos um estado de perturbação. Foi o próprio MinC que se acorrentou em seus tormentos. Foi ele mesmo que anunciou que, de posse de um poderoso cadeado, trancaria as correntes e mergulharia num pântano para fazer o espetáculo da apineia e renascer em grande estilo com uma vitória sobre a cultura dos movimentos sociais.

Sete meses depois, descobriu-se que a camisa de força criada pelos próprios caciques do MinC sequer foi calculada, tudo não passava de títulos para manchete. E o prodigioso MinC apagou.

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