Rebeldes (OTAN) lançam assalto a Tripoli (e ao PETRÓLEO Libio)

Posted: 21/08/2011 in AUTO DETERMINAÇÃO DOS POVOS, ECONOMIA, ENERGIA, ideologia, IMPERIALISMO, INFRA ESTRUTURA, INTERNACIONAL, PETRÓLEO, VIOLENCIA
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Hoje é o PETRÓLEO Líbio. Se amanhã for o Nióbio, ou o Pré-sal brasileiros ? Estamos preparados para resistir ?
Os rebeldes líbios ganham posições a caminho da capital, enquanto os bombardeamentos da NATO atingem o aeroporto e o quartel-general de Kadafi. A Liga Árabe condenou a ingerência externa e apela ao ditador para abandonar o poder.
Artigo | 21 Agosto, 2011 – 19:15
Os duros combates que atravessaram a Líbia nos últimos meses estão a atingir a fase decisiva com a chegada dos rebeldes à capital.

Os duros combates que atravessaram a Líbia nos últimos meses estão a atingir a fase decisiva com a chegada dos rebeldes à capital. Foto Gerard Van der Leun/Flickr

A voz de Kadafi fez-se ouvir numa gravação transmitida pela televisão estatal no domingo, num apelo aos líbios para libertarem Tripoli do avanço dos opositores e a repetida promessa de que não se renderá. O conflito armado que opõe há meses o regime de Kadafi e a oposição que o quer derrubar parece aproximar-se da fase decisiva, com a batalha por Tripoli a ter início este fim de semana.

Segundo a al-Jazeera, a NATO bombardeou este domingo o quartel-general de Kadafi e o aeroporto de Tripoli. “Planeámos esta operação com a NATO e com os nossos rebeldes em Tripoli”, disse ao canal Al-Jazeera o líder dos rebeldes Mustafa Abdel-Jalil.

Nalguns bairros da cidade houve combates protagonizados pelos opositores de Kadafi, animados pela notícia do avanço das tropas rebeldes, que na tarde de domingo estavam a poucos quilómetros de Tripoli, após a conquista de cidades importantes como  Zlitan, Surman e Brega. Os relatos dos jornalistas estrangeiros falam de um “pânico controlado”, com todos eles a vestir coletes protectores de balas a caminho de lugares seguros, diz o repórter da CNN no Twitter, após os confrontos entre tropas leais a Kadafi e rebeldes mesmo em frente do hotel Rixos.

Na tarde de domingo, a vizinha Tunísia anunciou que passa a reconhecer o Conselho Nacional de Transição dos rebeldes como o governo legítimo, em mais um sinal do isolamento do regime do Kadafi. Outro é a notícia da captura ou deserção, nos últimos dias, de nomes importantes da “Revolução Verde”, como Abdel-Salam Jalloud, o antigo número dois do ditador, que abandonou o país e se encontra agora em Itália.

Publicado originalmente em ESQUERDA.NET
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Comentários
  1. Eugênio diz:

    “…Hoje é o PETRÓLEO Líbio. Se amanhã for o Nióbio, ou o Pré-sal brasileiros ? Estamos preparados para resistir?”

    SIM, o beduíno foi TRAÍDO pelos próprios irmãos Árabes e Africanos, lutou sozinho, não será fácil enfrentar o UNASUL, não no sentido bélico, mas, no sentido de UNIÃO de VOZES.

    O problema não se chama Pré-Sal, o problema se chama AMAZÔNIA que vale 1000 vezes o Pré-Sal e, mesmo assim, ela pertence a nove países, só que dentre eles, a PIRATA França, sem contar que os PIRATAS tem Bases em CURACAO, nas MALVINAS e na Colômbia, sem contar o IV Frota.

    O problema agora chama-se Irã. Ali pode começar a Terceira Guerra Mundial e, a última.

    Por isso: PALESTINA LIVRE JÁ.

  2. Eugênio diz:

    OUTRA COSITA: Será uma VERGONHA aceitar o novo governo líbio, imposto em um Golpe Militar.

    Essa Dilma, em certo sentido, é muito fraquinha e, esse tal de Anthony Patriotic é um OTÁRIO.

    Líbia, Obama, Dilma e o exemplo de Tancredo
    Beto Almeida

    Foi um ultraje, um abuso, um desrespeito total ao povo brasileiro o fato de Obama ter usado o território brasileiro, e mais precisamente as dependências do Palácio do Planalto, durante audiência com a Presidenta Dilma, para dar as ordens de ataque com mísseis à Líbia! Não merece, em absoluto, o Prêmio Nobel da Paz, mas o da guerra!

    Mas, o episódio, mais um para a coleção de atitudes desrespeitosas com o povo brasileiro que dirigentes dos EUA praticaram – a mais grave de todas o Golpe de 1964, organizado a partir da Casa Branca que o pop star não mencionou – nos faz reviver um outro episódio.

    Eleito pelo Colégio Eleitoral, Tancredo Neves vez um giro por diversos países para comunicar a nova fase da política no Brasil a partir de 1985. O primeiro visitado foi os Estados Unidos. Recebido por Ronald Reagan, que na época sustentava criminosa agressão contra a Nicarágua por meio de sabotagens e de apoio a grupos terroristas chamados de “contras”, Tancredo ouve com paciência o presidente estadunidense discorrer sobre América Latina e, praticamente, solicitar ou assediar apoio brasileiro contra a Nicarágua Sandinista, por ele chamada de “expansão comunista-terrorista na região”.

    Mineirice e soberania

    Reagan só mais tarde foi compreender qual é a manha dos mineiros. Aparentemente, pelo comportamento de Tancredo na reunião privada, Reagan foi iludido acreditando que o mineiro estaria acordo com os absurdos intervencionistas e criminosos que os EUA estavam lançando contra a Nicarágua. E por desdobramento, desrespeitando o povo brasileiro também convocando o Brasil para uma guerra contra um país irmão, a Pátria de Sandino.

    Pois Tancredo deixou a Casa Branca sem dizer palavra e dirigiu-se ao Congresso. Aí sim estava a caixa de ressonância de que precisava. Ao ser sabatinado por senadores e deputados, em meio a indagações protocolares, genéricas e as imbecilizantes de sempre, sem que ninguém lhe perguntasse, Tancredo declara alto e bom som para surpresa de todos, inclusive de sua assessoria que sequer fora avisada: “o Brasil não vai admitir uma intervenção militar estrangeira na Nicarágua Sandinista!!!”

    O embaixador norte-americano no Brasil, um afrodescendente, ficou pálido com o que ouviu, segundo relato do experimentado jornalista José Augusto Ribeiro, assessor de imprensa de Tancredo, que também só naquele instante tomava conhecimento da postura do presidente brasileiro recém-eleito em defesa da autodeterminação dos povos, e, concretamente, em defesa do direito da Nicarágua de escolher seu modelo político soberanamente, reconhecendo seu sagrado exercício de independência.

    Fidel e Tancredo

    Imediatamente a declaração corajosa e soberana de Tancredo Neves, no Congresso dos EUA, minutos após ter se reunido com o presidente Ronald Reagan que lhe fez a proposta indecente, ecoava mundo afora pelas agências de notícias. Minutos depois um despacho das agências noticiosas chegava às mãos de Fidel Castro que estava à tribuna num Congresso Internacional Contra o Pagamento da Dívida Externa, em Havana, quando também havia acabado de advertir para o risco de uma intervenção militar norte-americana na Nicarágua. Fidel pára seu discurso, lê o telegrama com as declarações de Tancredo Neves e fulmina da tribuna: “invadir a Nicarágua é relativamente fácil, quero ver invadir o Brasil de Tancredo Neves!”

    Sabe-se que quando Obama foi interrompido por seu secretário à mesa de reunião com Dilma, ele deu a ordem de ataque que pode levar à morte milhares de civis líbios e destruir tudo o que foi construído pelo processo de transformações da Líbia. E, ato contínuo, teria comunicado sua decisão à Presidenta Dilma, como a querer apoio ou adesão ao ataque. Dilma, segundo os relatos, teria recusado e declarado “o Brasil é um país pacífico e não concordamos que a ação militar vá produzir os efeitos esperados”. Não aderiu. Mas não declarou publicamente.

    Desrespeito ao povo brasileiro

    Teria sido importante que Dilma, a exemplo do também mineiro Tancredo Neves, ecoasse esta declaração em cadeia de tv e rádio, enquanto Obama estivesse em território brasileiro. Era uma maneira de reprovar publicamente a abusiva atitude de Obama de usar o território brasileiro, em visita oficial, para determinar um ataque mortal contra um país com o qual o Brasil tem relações normais, incluindo a participação de empresas, técnicos e produtos no processo de transformação que levou a Líbia a ter o mais elevado Índice de Desenvolvimento Humano da África.

    Aliás, envolto em profundo simbolismo e em sintonia histórica com as declarações de Tancredo Neves está a recusa de Lula a comparecer ao almoço com Obama. Talvez esteja no gesto de Lula o que verdadeiramente Dilma e o Itamaraty queriam ou deviam dizer.

    Sabemos que os primeiros mísseis lançados contra Trípoli destruíram um hospital e mataram 48 pessoas, inclusive crianças. As agências de notícias controladas pela indústria bélica e pelo poder petroleiro com sanguinária voracidade pelo óleo negro líbio continuam a mentir, agora dizendo que nenhum alvo civil foi atingido. Isto não está autorizado pela Resolução 1973 da ONU. É terrorismo pura e simplesmente! Por isso Brasil, Rússia, China, Índia e Alemanha abstiveram-se, provavelmente sabendo das extrapolações criminosas, – já preparadas há tempo – dos termos da Resolução para apoiar a contra-revolução. O precedente é gravíssimo e pode ser aplicado até mesmo contra o próprio Brasil ou qualquer país que tenha robustas riquezas energéticas. Com a quantidade de agentes de serviços de informação que atuam no Brasil disfarçados de ongueiros, conforme denunciam autoridades brasileiras, é o caso de atentar para o perigoso precedente aberto pela decisão da ONU.

    Tancredo mandou fechar base militar dos EUA no Brasil

    Num dia em que até ministros de estado brasileiros foram bruscamente revistados por seguranças de Obama, o exemplo da sabedoria de Tancredo recobra atualidade e vitalidade. Foi também Tancredo que, como primeiro-ministro, mandou fechar uma Base Militar que os EUA tinham no arquipélago de Fernando Noronha. Porém, Tancredo não fez declarações, apenas consultou as forças armadas no último dia do prazo para a renovação do contrato para a permanência da instalação militar estadunidense, e, mandou publicar o decreto determinando a retirada do dispositivo estrangeiro no Diário Oficial. Com isso retirou o espaço e tempo de manobra dos vassalos sempre postos a defender os interesses da metrópole contra nosso próprio povo. Só no dia seguinte a opinião pública veio a saber do episódio, também relatado por José Augusto Ribeiro. Tancredo foi insistentemente indagado pelos jornalistas se iria normalizar as relações com Cuba, um modo de conflitá-lo com setores militares. Tancredo respondia com gargalhadas bem humoradas: “mandei fechar uma base militar dos EUA e ninguém nunca me perguntou nada sobre isto. Mas, agora, só querem saber de Cuba, Cuba, Cuba”

    Se bem já não estamos mais na etapa em que um chanceler brasileiro chegava a agachar-se para retirar os sapatos em obediência a um guardinha de alfândega nos EUA, há sinais confusos sobre a necessária e imperativa continuidade, com mais consolidação e audácia, da política externa elaborada e praticada durante o governo Lula.

    Seja porque todas as sanções ou ações militares delas decorrentes que os EUA arrancam no grito do Conselho de Segurança da ONU jamais deixaram de ser, de verdade, nada menos que agressões armadas contra povos e governos que têm posição de independência em relação à Casa Branca. As mais recentes destas sanções resultaram em destruição e morte na Yugoslávia, no Iraque, no Panamá, no Afeganistão e, agora, recém começada, na Líbia, prevendo-se a demolição de toda uma infra-estrutura que levou a Líbia a superar o atrasadíssimo regime monárquico e passar do tribalismo à construção de uma experiência socialista, ainda longe de ser alcançada.

    Demolição do estado Líbio

    Mas, é emblemático o fato de que os primeiros bombardeios lançados de porta-aviões dos EUA sobre Trípoli tenham demolido um hospital público, uma das conquistas deste processo de transformações, que também inclui um avançado sistema público de educação, canais de irrigação, indústria petroleira estatal, alvos que, demolidos, podem fazer o país recuar no tempo socio-economico. Aliás, está claro porque se levanta a bandeira da monarquia hoje por lá, com o apoio do Pentágono e da máquina macabra da OTAN.

    Com toda certeza, o Brasil tem uma experiência histórica que nos anima a dizer que tem faltado mais protagonismo ao Itamaraty na crise Líbia, como indicamos em artigo anterior. Vale lembrar, por exemplo, que Vargas, intimado pelos EUA, recusou-se a colocar o Brasil na Guerra da Coréia. Em Angola, o Brasil apoiou o governo de Agostinho Neto, do MPLA, sendo o primeiro país a reconhecer a Independência da ex-colônia portuguesa.

    A agressão à Líbia não passa de uma guerra de rapina do petróleo e numa ação para intimidar todo o processo de libertação política do mundo árabe, sempre cuidando de proteger os interesses dos EUA na região, como se vê na hipocrisia contida no apoio descarado de Hillary Clinton à invasão militar da Arábia Saudita ao Bahrein.

    O Brasil construiu uma política externa que lhe rendeu prestígio e autoridade mundial. Não pode retroceder e aparecer associado ou até mesmo passivo diante de monstruosas maquinações midiáticas e bélicas para sustentar uma política neocolonialista, como agora neste criminoso ataque contra a Líbia.

    Quando a Presidenta Dilma iniciou sua campanha eleitoral por Minas Gerais, exatamente com um gesto emblemático de depositar flores no túmulo de Tancredo Neves, saudamos a escolha da iniciativa. Com a esperança de que muitos dos ensinamentos deixados pelo estadista mineiro ajudem a iluminá-la nas horas mais difíceis. E a pronunciar o que o gesto de Lula afirmou.

    Beto Almeida
    Presidente da TV Cidade Livre

  3. Eugênio diz:

    Esse Anthony Patriotic é um lambe-botas dos EUA, um vira-lata entreguista, um apoiador de Golpe Militar contra a nação Líbia

    Vamos abrir os olhos com esse cão, com esse Anthony…

    Essa Madame Dilma é muito fraquinha em Política Internacional. O que aconteceu na Líbia pode muito bem acontecer na Amazônia que vale 1000 vezes o Pré-Sal.

    Honduras houve um Golpe Militar… Até hoje está o CAOS em Tejucigalpa.
    Outras tentativas de Golpe no Equador, Bolívia e Venezuela. Os piratas tem Bases em CURACAO, MALVINAS, COLÔMBIA e na GUIANA.

    LEIAM ISSO:

    “…a Rússia disse que não vai reconhecer o CNT como o único representante legítimo da Líbia, mas como parte envolvida nas negociações, disse o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov.
    A Rússia afirmou que Gaddafi deve partir, mas acusou a Otan de exceder seu mandado da ONU com a campanha de bombardeio na Líbia e pediu negociações entre os rebeldes e o governo. Lavrov sugeriu que reconhecer o conselho rebelde como o único governo legítimo da Líbia não ajudaria.”

    LEIAm ISSO:

    “…Não temos problemas com países ocidentais como os italianos, franceses e companhias britânicas”, disse o porta-voz da companhia de petróleo dos rebeldes, Agoco, Abdeljalil Mayouf, segundo a Reuters. “Mas teremos algumas questões políticas com a Rússia, China e Brasil”.
    A Rússia, a China e o Brasil não deram apoio a fortes sanções contra o regime de Qaddafi, e em geral apoiaram uma solução negociada para por fim ao conflito. Todos os três países têm grandes companhias de petróleo que tentam negócios na África.”

    OBSERVEM O VIRA-LATA RELINCHANDO:

    Contratos dos líbios com empresas brasileiras serão honrados, diz Patriota

    http://noticias.bol.uol.com.br/internacional/2011/08/23/contratos-dos-libios-com-empresas-brasileiras-serao-honrados-diz-patriota.jhtm

  4. Eugênio diz:

    23 DE AGOSTO DE 2011

    Serguei Lavrov: Otan é culpada do conflito prolongado na Líbia

    A solução rápida do conflito na Líbia é dificultada pelas ações da Otan, que foram muito além do mandato conferido pelo Conselho de Segurança da ONU, bem como uma “posição dura” de Muamar Kadafi nas negociações. A opinião é do ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, que comentou em El Salvador a situação atual na capital líbia, Tripoli.

    Segundo o diplomata russo, a responsabilidade por novos acontecimentos na Líbia agora será do Conselho Nacional de Transição e outros grupos que defendem o lado dos contrarrevolucionários.

    “Uma lição importante a ser tirada do conflito na Líbia é a confirmação da verdade óbvia de que, em condições da guerra civil num país soberano todos os jogadores estrangeiros devem se comportar de forma responsável e contida, seguindo estritamente a letra e o espírito da Carta da ONU, e agir com base no princípio de ‘não prejudicar’. Um grande número de vítimas podia ter sido evitado se a comunidade internacional não ocupasse nenhum lado do conflito, e convocasse fortemente todas as partes à mesa de negociações para decidir o destino do país levando em consideração os interesses dos seus habitantes, de todos os grupos sociais, políticos, religiosos e étnicos”, afirmou Lavrov.

    “Este é um princípio universal que se aplica também à situação no Iêmen e na Síria. No Iêmen, a comunidade internacional age justamente dessa forma, encorajando as partes em conflito, nada menos grave do que na Síria, a não se envolver em novos confrontos e a negociar atingindo compromissos políticos” finalizou.

    Com informações da Voz da Rússia

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