Os ministros das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, e da China, Yang Jiechi, conversaram na segunda-feira (23/08), por telefone, e disseram que o ideal é que os países que compõem o Brics – grupo formado pelo Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul – definam uma posição comum em relação às mudanças que ocorrem na Líbia. Também disseram que pretendem ajudar o governo de transição na busca pela estabilidade na região.

As autoridades chinesas informaram que o governo de seu país considera que a paz e a estabilidade deverão ser restauradas para dar início a um processo político livre. Na segunda-feira, em entrevista coletiva, Patriota disse que o Brasil espera salvaguardas do Conselho de Transição Nacional – controlado pela oposição líbia – para definir-se sobre a legitimidade do governo provisório na Líbia.

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Para o chanceler da China, os países do Brics devem desempenhar um  “papel protagonista” no período após o fim dos conflitos na Líbia. Segundo Yang Jiechi, o Brasil deve  “ser o principal aliado da China na reconstrução da Líbia”. De acordo com o ministro chinês, a ONU deve dar prioridade à busca da estabilidade na Líbia como “tarefa mais urgente”.

Yang Jiechi disse ainda que a ONU  deve conduzir o processo de transição na Líbia em parceria com a Liga Árabe, a União Africana e outras organizações regionais.  A Líbia é um dos principais parceiros econômicos da China no Norte da África. Desde fevereiro, cerca de 35 mil trabalhadores chineses foram retirados do território líbio.

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Comentários
  1. Eugênio diz:

    RECOMENDO ESTES DOIS POSTS E A REPORTAGEM ABAIXO:

    Pepe Escobar: “Capitalismo de desastre: abutres sobre a Líbia”

    http://redecastorphoto.blogspot.com/2011/08/pepe-escobar-capitalismo-de-desastre.html

    Caminha a Líbia para uma batalha final?
    Por: Juliana Medeiros
    Membro da delegação brasileira na Líbia

    http://mariafro.com.br/wordpress/2011/08/24/juliana-medeiros-libia-maior-renda-per-capita-do-continente-africano/

    – – – – –

    Rússia: ONU deve desempenhar principal papel na Líbia pós-guerra

    MOSCOU (Reuters) – A Organização das Nações Unidas deve desempenhar um papel central nos esforços internacionais para ajudar a reconstruir a Líbia quando a guerra entre os partidários de Muammar Gaddafi e os rebeldes acabar, disse a Rússia na quinta-feira.

    “Partimos da posição de que o trabalho no desenvolvimento da Líbia pós-conflito deve ser feito exclusivamente sob o mandato do Conselho de Segurança da ONU”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Alexander Lukashevich, em uma coletiva de imprensa.

    Tanto a Rússia quanto a China enfatizam que o conselho, e não nações ocidentais ou alianças como a Otan, deve ter o papel principal em questões de segurança.

    Lukashevich criticou o “grupo de contato” liderado pelo Ocidente, que inclui os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e a França e apoiou os rebeldes, que teve ajuda dos bombardeios de países da Otan.

    “Acreditamos que o papel das Nações Unidas e do Conselho de Segurança na resolução política do conflito líbio é central, e não o de quase-estruturas como o grupo de contato internacional”, disse.

    A Rússia parece preocupada porque as nações ocidentais que apoiaram os rebeldes líbios podem ter maior influência no país norte-africano produtor de petróleo quando o conflito terminar.

    Moscou não seguiu os Estados Unidos e a União Europeia no reconhecimento do Conselho Nacional de Transição como o governo legítimo da Líbia.

    Rússia e China permitiram a intervenção militar ocidental na Líbia ao se absterem em uma votação sobre a resolução no Conselho de Segurança em março, mas Moscou acusou as forças da Otan de ultrapassar seu mandado para proteger os civis ao lançar ataques aéreos.

    OBS: A ONU É UMA PIADA. A OTAN NÃO PASSA DE MILICIANOS DOS GROUP BILDERBERG QUE CONTROLAM TODAS AS AÇÕES DO TRIBUNAL DE HAIA.

    TE CUIDA ORINOCO. TE CUIDA AMAZÔNIA

  2. Eugênio diz:

    É como bem perguntou o ainda Colunista da Carta Capital, Celso Amorim, quando que do assassinato de Osama Bin Laden: Quem matou o facínora?

    E eu ainda questiono com meus botões: Quem é o terrorista?? A turma do Osama ou a galera do OBAMA??

    QUINTA-FEIRA, 25 DE AGOSTO DE 2011

    EUA protegem, em seu território, dezenas de terroristas e fugitivos

    JEAN-GUY ALLARD – Os Estados Unidos concederam asilo a dezenas de terroristas, fugitivos da justiça e vigaristas de todos os tipos reivindicados por países latino-americanos. No entanto consideram-se canalhamente promotores da chamada “lista de Estados patrocinadores do terrorismo”, cujo verdadeiro propósito de denegrir nações que rejeitam as suas políticas de dominação,

    O site “Contrainjerencia” (em espanhol) mostra, desde princípios do ano, uma lista dos foragidos mais conhecidos. São uns sessenta delinquentes, identificados como foragidos latino-americanos que se refugiam no território estadunidense, a maioria deles com histórico terrorista.

    Com a comunidade cubano-americana de Miami, o dossiê ou lista teve que se limitar a incluir os mais “famosos” dos terroristas e sicários. Em 1959, a queda do regime de Fulgencio Batista, sustentado por Washington, marcou a chegada ao sul da Flórida de milhares de cúmplices da ditadura, que a CIA logo recrutou para as operações terroristas que executou e encobriu contra a Revolução cubana.

    Vários autores de ações terroristas ocorridas na Venezuela, nos últimos anos, encontraram também asilo nos EUA, bem como participantes da conspiração assassina de Santa Cruz, Bolívia.

    Entre outros indivíduos que promoveram o emprego do terror em diferentes países do continente e que hoje vivem nos Estados Unidos, com o conhecimento e a aprovação do Departamento de Estado, o site Contrainjerencia identifica alguns desses criminosos:

    – Alejandro Melgar, cabecilha da conspiração de Santa Cruz, negociante boliviano.

    – Ángel de Fana Serrano, participou em 1997, na Ilha Margarita, de um complô para assassinar o líder cubano Fidel Castro, durante a Cúpula Ibero-Americana. Parceiro de Luis Posada Carriles, De Fana conspirou, ainda, para assassinar o presidente Hugo Chávez.

    – Armando Valladares, cúmplice da tentativa de magnicídio (contra o Presidente Evo Morales) em Santa Cruz de La Sierra, Bolívia, e de vários atos terroristas; foi preso em Cuba por colocar bombas em lojas, retomando seu emprego na CIA depois de sua saída da Ilha.

    – Carlos Alberto Montaner, vive a várias décadas de serviços prestados contra Cuba. Fugitivo da justiça cubana, por colocar bombas em lojas e cinemas, em 1960; foi membro da rede terrorista de Orlando Bosch. Mora alternativamente nos EUA e na Espanha.

    – Gaspar Jiménez, assassino do diplomata cubano Dartagnan Díaz Díaz; cúmplice de Luis Posada Carriles e condenado por terrorismo no Panamá. Mora em Miami sob proteção do FBI.

    – Guillermo Novo Sampoll, terrorista, cúmplice no assassinato do ex-chanceler chileno Orlando Letelier; torturador do Plano Condor; assassino de dois diplomatas cubanos na Argentina, cúmplice de Luis Posada Carriles e condenado por terrorismo no Panamá. Vive em Miami.

    – Huber Matos, conhecido por haver dirigido ações terroristas. Suas ligações com o mundo do narcotráfico centro-americano são tão conhecidas como as de seu filho, refugiado na Costa Rica. Mora em Miami.

    – Hugo Acha Melgar, financiador da gangue terrorista conformada por neonazistas húngaros e croatas, que tentaram assassinar o presidente boliviano Evo Morales, em 2009, no complô de Santa Cruz.

    – Joaquim Chaffardet, ex-Diretor da Polícia Secreta venezuelana; ligado ao terrorista internacional Luis Posada Carriles. Foi formado pelos serviços de inteligência dos EUA na Escola das Américas (SOA).

    – José Antonio Colina Pulido, responsável por atentados com bombas contra legações diplomáticas da Espanha e da Colômbia em Caracas, em 2003. Mora em Miami.

    – Nelson Mezerhane, financiador e vigarista; acionista da Globovisão (Venezuela), aparece entre os principais suspeitos do assassinato do procurador Danilo Anderson. Sumiu de Caracas, após furtar US$ sete milhões. Reside nos EUA.

    – Patricia Poleo, cúmplice do assassinato do procurador venezuelano Danilo Anderson. Encontra-se nos bastidores de diferentes operações da CIA realizadas pela Embaixada dos EUA de Caracas contra a Revolução Bolivariana. Mora em Miami.

    – Pedro Remón, sicário da CIA, assassino de Félix García Rodríguez e Eulalio Negrín em Nova York; cúmplice de Luis Posada Carriles, condenado por terrorismo no Panamá. Mora em Miami, sob proteção do FBI.

    – Luis Posada Carriles, agente da CIA e terrorista internacional. Tem um interminável dossiê de crimes. Reclamado pela Venezuela pelos 73 homicídios do avião cubano destruído em pleno voo, em 1976. Mora em Miami.

    – Reinol Rodríguez, associado a Luis Posada Carriles: cúmplice do assassinato em Porto Rico de Carlos Muñiz Varela. Atual chefe militar do grupo terrorista Alpha 66, tolerado pelo FBI. Mora em Miami.

    – Roberto Martín Pérez, filho de um dos mais famosos esbirros da ditadura de Batista, ex-chefe do Comitê paramilitar da Fundação Nacional Cubano-americana (FNCA).

    – Raúl Díaz, condenado por ataques com explosivo C4 a duas embaixadas em Caracas, ocorridos em 2003. Mora em Miami.

    – Carlos Yacaman, hondurenho, assassino do ex-ministro de Habitação da administração de Manuel Zelaya, Roland Valenzuela. Encontra-se em Miami.

    – Branko Marinkovic, líder opositor boliviano de Santa Cruz, principal financeiro e cúmplice da gangue terrorista desarticulada em 2009. Entregou US$ 200 mil aos terroristas para a compra de armas. Mora em Miami.

    – José Guillermo García, general salvadorenho, ex-ministro de Defesa, torturador e responsável pelo assassinato de quatro freiras norte-americanas.

    – Carlos Vides Casanova, ex-chefe da guarda nacional de El Salvador, torturador e responsável pelo assassinato de quatro freiras norte-americanas.

    – Michael Townley, oficial da polícia secreta de Pinochet, cúmplice do assassinato do ex-chanceler chileno Orlando Letelier. Mora em Miami.

    – Santiago Álvarez Fernández Magriñá, terrorista e traficante de armas cubano-americano, cúmplice de Posada Carriles. Mora em Miami.

    – Osvaldo Mitat, terrorista e traficante de armas cubano, cúmplice de Posada Carriles. Mora em Miami.

    – Héctor Alfonso Ruiz, vulgo Héctor Fabián, terrorista cubano, colocou bombas em legações diplomáticas, associado a Posada Carriles. Mora em Miami.

    – Ramón Saúl Sánchez, sicário de Omega 7, cúmplice de Eduardo Arocena e Pedro Remón. Mora em Miami.

    – Rodolfo Frómeta, terrorista cubano, chefe dos comandos F4, autor confesso de ações terroristas contra Cuba. Mora em Miami.

    – Roberto Guillermo Bravo, militar argentino, responsável pela chacina de Trelew, na qual morreram 16 jovens revolucionários. Mora em Miami.

    – Virgilio Paz Romero, cúmplice do assassinato do chanceler chileno Orlando Letelier e sua colaboradora Ronni Moffitt, indultado por George W. Bush. Mora em Miami.

    – José Dionisio Suárez Esquivel, vulgo Charco de Sangre, cúmplice do assassinato do chanceler chileno Orlando Letelier e sua colaboradora Ronni Moffitt, libertado por George W. Bush. Mora em Miami.

    – Félix Rodríguez Mendigutía, vulgo El Gato, agente da CIA, ordenou a assassinato de Ernesto Che Guevara, cúmplice de Posada Carriles na base salvadorenha de Ilopango no tráfico de armas em troca de cocaína. Mora em Miami.

    – Salvador Romani, presidente da terrorista Junta Patriótica cubana na Venezuela, participou do assalto à embaixada cubana em Caracas, cúmplice do assassinato do procurador Anderson. Mora em Miami.

    – Johan Peña, ex-comissário da DISIP venezuelana, colocou a bomba que matou o procurador Anderson. Mora em Miami.

    – Jaime García Covarrubias, ex-chefe repressor de Pinochet, acusado de torturas e assassinatos, hoje professor em uma academia do Pentágono, em Washington, EUA.

    – José Basulto, terrorista cubano-americano, agente da CIA, chefe de Irmãos ao Resgate, e autor de provocações assassinas. Mora em Miami.

    – Inocente Orlando Montano, coronel salvadorenho reclamado pela justiça espanhola pelo assassinato de jesuítas.

    – José Guevara, ex-agente da DISIP venezuelana. Participou de Miami no complô para assassinar o procurador venezuelano Danilo Anderson.

    Em Miami, dezenas de organizações cubano-americanas ligadas ao terrorismo continuam funcionando. O FBI conhece o envolvimento dessa corja em atividades violentas. Os grupos terroristas Alpha 66 e Comandos F4 pregam abertamente o uso do terror contra Cuba.

    Entretanto, esse apoio a ações terroristas de dirigentes da FNCA (Fundación Nacional Cubano Americana) e do Cuban Liberty Council foram denunciadas publicamente em diferentes ocasiões.

    Ileana Ros-Lehtinen

    Nessa matéria, ninguém fica surpreendido com as declarações dos representantes Connie Mack, que sugeriu o assassinato do presidente venezuelano Hugo Chávez e de sua colega Ileana Ros-Lehtinen, que propôs, em uma entrevista para a televisão britânica, a eliminação física do líder cubano Fidel Castro.

    Ros-Lehtinen é Presidenta honorária do Fondo de Defensa do terrorista Luis Posada Carriles. Seu colega de Senado, Robert “Bob” Menéndez, se reunió el último 17 de mayo com Luis Posada Carriles, em um restaurante em West New York, para celebrar seu indulto exarado por uma corte texana.

    Original, em espanhol, extraído de “Contrainjerencia”

    http://redecastorphoto.blogspot.com/2011/08/eua-protegem-em-seu-territorio-dezenas.html

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