Rui Martins
Quem derrubou as torres em NY?


Berna (Suiça) – No 11 de setembro de 2001, ainda na CBN, eu comentava ao vivo diante de minha televisão, aqui em Berna, na Suíça, o ataque às torres gêmeas com Heródoto Barbeiro, em São Paulo, e Sidney Rezende, no Rio.

Pouco antes, estava terminando de almoçar e ouvia a rádio francesa Europa 1. Nessa época, ouvir os noticiários pelo rádio fazia parte da minha rotina diária, para garantir entradas imediatas na CBN, no caso de acontecimentos políticos, acidentes, atentados.

Foi assim que ouvi as primeiras notícias transmitidas num flash, dando conta de que um avião, ao que parecia desviado da rota, entrara num edifício de Nova Iorque. Logo depois, o correspondente nos EUA entrou ao vivo e fui correndo ligar a televisão quando ele anunciou que um outro avião entrara na segunda Torre Gêmea.

Era algo inacreditável, aquela fumaça de querosene em dois edifícios simbolos da força americana. Heródoto, comedido como sempre, não se aventurava a falar em atentado, queria primeiro esperar a confirmação. Eu e Sidney (não sei se a CBN guardou a gravação do programa) não tínhamos dúvida. E me lembro ter afirmado que, fazia alguns dias, um líder islamita prometera atentados nos EUA. Mas não me vinha o nome completo daquele que acabaria se tornando o pesadelo dos americanos.

É alguma coisa como Ossuma. E Sidney Rezendo completou – é Ossuma Ben Laden. Alguns dias depois, a direção da CBN decidiu que a pronúncia certa seria Ossuma Bin Laden.
De repente, enquanto cada um ia fazendo seus comentários, ocorreu a queda das torres como numa implosão de velhos edifícios. E, ali, pronunciei o seguinte comentário, diante do que me parecia óbvio – « mas pelo visto, além de terem entrado nas torres com os aviões, eles tinham minado antes os prédios com explosivos colocados nos andares ».

Nos dias seguintes, fiquei com a impressão de ter dado um fora, porque nenhuma autoridade americana falou na hipótese dos explosivos, e me contentei com a versão oficial.

Mas, algum tempo depois, li alguns depoimentos levantando estranhas hipóteses, pelas quais os atentados teriam de certa forma sido ajudados, dando-lhes uma dimensão ainda maior. Ignorei, mesmo porque sei da tendência dos americanos de verem em tudo um complô ou mentiras, como é a história da ida do homem à Lua e mesmo do vôo do Gagarin.

Porém, hoje, dez anos depois, tem muita gente séria levantando dúvidas, geralmente engenheiros que entendem de resistência de material ao fogo e altas temperaturas. Assim, dizem que o querosene saído dos aviões queima a uma temperatura de 850 graus centígrados, mas que o metal das torres podia suportar calor de 1.250 graus, antes de fundir.

Como onde tem fumaça, há certamente fogo, nessa história de complô para derrubar as Torres Gêmeas, o melhor, para evitar o risco de abuso por esquerdistas ou antiamericanos, seria esperar surgir alguém não político. Ora, justamente, existe um, suíço, professor de História na Universidade de Basiléia. Seu nome Daniele Ganser. Ele diz ter ficado com a pulga atrás da orelha, três anos depois, em 2004, ao ler o relatório oficial da Comissão de Inquérito sobre esses atentados.

Depois de ler o calhamaço de mais de 500 páginas, Ganser não se convenceu, achou falhas, e muitos argumentos destinados a reforçar os ataques ao Iraque, Afganistão, ao islamismo e ao Eixo do Mal apontado pelo cristão Bush. Três mil mortos de um lado, centenas de milhares do outro.

Ganser ficou também impressionado pelo fato da torre 7, do World Trade Center, a WCT7, não constar do documento, embora tivesse caído como um castelo de cartas no fim da tarde do 11 de setembro, e o mais estranho, sem ter sido tocada pelos aviões.

Esse esquecimento da WTC7 não foi só do inquérito, muitas pessoas acham terem sido só duas, as Torres Gêmeas, as que foram ao chão. Se já era estranho as gêmeas terem desmoronado, mais estranho é o fato de um prédio de 43 andares ruir, sem ter sido incendiado e sem ter sido atingido por aviões.

Hugo Bachman, professor de material numa universidade de Zurique acredita que, a maneira pela qual caíram de maneira imediata todos os andares dos prédios, só tem uma explicação – a queda dos prédios foi controlada por explosivos, como se costuma fazer, e se vê na televisão, com os prédios antigos implodidos.

Além disso, o professor de economia Marc Chesney, da Universidade de Zurique, revela ter havido um jogo na bolsa de valores, um dia antes dos atentados, envolvendo as ações das companhias United Airlines e American Airlines, cujos aviões foram sequestrados, e que representaram milhões ou bilhões de dólares, coisa nunca investigada.

Parece também terem sido informados, a tempo, tanto o governo como a CIA, sobre a preparação dos atentados, por que, então, não foram inteceptados os terroristas antes de colocarem em prática o aprendido nas escolas de pilotagem?

Resta a pergunta, no caso desses indícios provarem ter havido ajuda aos terroristas para completar seus atentados, sobre quem teria tomado essas iniciativas. Se o objetivo era provocar guerras, uma coisa ficou provada – a intervenção no Afganistão e a guerra contra o Iraque beneficiaram amplamente as indústrias de armamentos, porém tiveram efeito boomerangue.

Os EUA de hoje com crise econômica e dólares em baixa acabaram sendo também vítimas da guerra contra o “Eixo do Mal”, decretada por Bush, pelas enormes despesas representadas. Serão necessários ainda alguns anos para se saber com certeza se houve um complô paralelo no 11 de setembro de 2001, cujo objetivo era criar condições junto à população dos EUA para guerras contra os islamitas, transformados em representantes do Mal, e poder se apossar do petróleo do Iraque.

Rui Martins *Ex-correspondente do Estadão e da CBN, após exílio na França. Autor do livro “O Dinheiro Sujo da Corrupção”, criou os Brasileirinhos Apátridas e propõe o Estado dos Emigrantes. Vive na Suíça, colabora com os jornais portugueses Público e Expresso, é colunista do site Direto da Redação. Colabora com o Correio do Brasil e com esta nossa Agência Assaz Atroz.


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Ilustração: AIPC – Atrocious International Piracy of Cartoons

PressAA

Publicado originalmente no Bôca Digital

Comentários
  1. MENTIMOS A NÓS MESMOS HÁ DEZ ANOS

    FUGINDO DA PRINCIPAL PERGUNTA

    Por Robert Fisk, no jornal britânico “The Independent ”

    “Pelos livros deles, se pode conhecê-los.

    Falo dos volumes, das bibliotecas, não, dos hectares e hectares de páginas impressas que os crimes internacionais contra a humanidade cometidos dia 11/9/2001 geraram. Muitos não passam de pseudopatriotismo e autocomiseração; outros repetem incansavelmente a mitologia sem esperança das culpas da CIA/Mossad; uns poucos (infelizmente brotados no mundo muçulmano) referem-se aos assassinos como “os rapazes”; praticamente todos fugindo da pergunta que qualquer investigador policial sabe que é a primeira e a principal para desvendar qualquer crime de rua: o motivo.

    Por que, eu me pergunto, depois de 10 anos de guerra, centenas de milhares de inocentes mortos, tanta mentira e hipocrisia e traição e tortura sádica em prisões controladas pelos EUA –e os britânicos do MI5 ouvidos, bem entendido, e sem conversa fiada e patriotadas– e pelos Talibã?

    Teremos conseguido silenciar nós mesmos, assim como silenciamos o mundo, com nossos medos? Será que ainda não somos capazes de pronunciar três frases curtas: “Os 19 [acusados com supostos] assassinos do 11/9 declararam-se muçulmanos. Vieram de uma parte do mundo chamada Oriente Médio. Logo, é aí que está o problema”?

    Os editores norte-americanos foram à guerra, antes de todos, em 2001, com massivos volumes de fotolembranças. Os títulos falam por eles mesmos: “Above Hallowed Ground” [Acima da terra santificada], “So Others Might Live” [Para que outros possam viver], “Strong of Heart” [Fortes de coração], “What We Saw” [O que vimos], “The Final Frontier” [A última fronteira], “A Fury for God” [Fúria de Deus], “The Shadow of Swords” [A sombra das espadas]… Ao ver pilhas disso em todas as prateleiras dos EUA, quem duvidaria que os EUA iriam à guerra?

    E muito antes da invasão do Iraque em 2003, outra pilha de tomos apareceu para justificar a guerra, procurando guerra. No mais importante deles, de autoria de um ex-espião da CIA, Kenneth Pollack, “The Threatening Storm” [Tempestade ameaçadora] –e não é que todos nos lembramos de “The Gathering Storm” [Arma-se a tempestade], de Churchill [1]? – Pollack comparava a próxima batalha contra Saddam com a crise que Grã-Bretanha e França enfrentaram em 1938, claro.

    Nesse livro de Pollack, há dois temas –“um dos principais especialistas mundiais em Iraque” como muitos informavam aos leitores (Fareed Zakaria garantia que o livro de Pollack seria “um dos mais importantes livros sobre política exterior dos EUA, em anos”)–, o primeiro dos quais inventário detalhado das armas de destruição em massa que Saddam guardava em seus arsenais; não existiam, como se sabe. O segundo tema era a importância de conseguir romper de vez “a ligação” entre “a questão iraquiana e o conflito entre árabes e israelenses”.

    Os palestinos, privados do apoio do poderoso Iraque, prosseguia a narrativa, estariam ainda mais enfraquecidos na luta contra a ocupação israelense. Pollack falava da “viciosa campanha terrorista” movida pelos palestinos –mas nem uma linha de crítica a Israel. Falou de “atentados terroristas semanais, seguidos por reação [“resposta”] de Israel” (sic), a versão israelense padrão de todos os eventos. O viés dos EUA favorável a Israel nunca foi mais que “fantasia” dos árabes. Bem, pelo menos o ilustríssimo Pollack disse, embora de modo distorcido, que o conflito Israel-Palestina teve algo a ver com o 11/9, embora também culpasse Saddam que, esse, nada jamais teve a ver com a explosão das torres gêmeas.

    Depois, claro, vivemos sob um dilúvio da rica literatura do trauma pós 11/9, do eloquente “O Vulto das Torres” (2007, São Paulo: Companhia das Letras) de Lawrence Wright, a “Scholars for 9/11 Truth’ [Intelectuais pela verdade do 11/9], cujos apoiadores disseram que o avião que todos viram espatifado à frente do Pentágono foi jogado ali por um C-130; que os jatos que atingiram o “World Trade Centre” eram teleguiados; que o voo United 93 foi abatido por um míssil dos EUA etc. Dado o relato cheio de segredos não revelados, obtuso e às vezes desonesto que a Casa Branca apresentou –para nem falar da fraude inicial que foi a investigação pela equipe oficial– não me surpreende que milhões de norte-americanos acreditem em muitas dessas ideias. E também nem se fala da maior das mentiras oficiais: que Saddam estaria por trás do 11/9. Leon Panetta, recentemente nomeado autocrata-em-chefe da CIA, repetiu a mesma mentira, ainda esse ano, em Bagdá.

    E também houve os filmes. “Voo 93” reimaginou o que pode ter acontecido (e pode não ter acontecido) a bordo do avião que caiu num bosque da Pennsylvania. Outro contou história altamente romantizada, na qual as autoridades de New York agiram, estranhamente, para impedir que se filmassem nas ruas reais da cidade.

    E, agora, é o dilúvio de especiais de televisão [2], todos os quais dão como verdadeira a mentira de que o 11/9 realmente mudou o mundo. A repetição, por Bush/Blair, dessa ideia perigosa, permitiu que seus meganhas cometessem crimes de invasão e tortura, sem jamais, nem uma vez, perguntarem por que a imprensa e a televisão aceitaram e repetem até hoje a mesma ideia.

    Até hoje, nenhum desses ‘especiais’ pronunciou, uma única vez, a palavra “Israel”; na 5ª-feira à noite, Brian Lapping, na edição noturna de ITV, mencionou uma vez a palavra “Iraque”, sem explicar que o 11/9/2001 serviu de pretexto para o crime de guerra que foi aquela invasão do Iraque, em 2003. Quantos morreram dia 11/9? Quase 3.000. Quantos morreram na guerra do Iraque? Quem se importa? [3]

    A publicação do relatório oficial sobre o 11/9 –em 2004, mas leia a edição de 2011– é estudo valioso, se por mais não for, pelas realidades que apresenta, embora as frases de abertura mais pareçam início de romance que de relatório de inquérito oficial: “Terça-feira… temperatura amena e céu praticamente sem nuvens no leste dos EUA… Para os que iam para o aeroporto, as condições do tempo não poderiam ser melhores para uma viagem segura e agradável. Entre os que embarcavam, estava Mohamed Atta…” Será que esses sujeitos [que escreveram o relatório] foram estagiários da revista “Time”?

    Mas Anthony Summers e Robbyn Swan, em seu “The Eleventh Day” [O décimo-primeiro dia] enfrentam o que o ocidente recusou-se a encarar nos anos posteriores ao 11/9. “Todas as provas indicam que a Palestina foi o fator que uniu os conspiradores –em todos os níveis”, escreveram. Um dos organizadores do ataque acreditava que obrigaria os EUA a concentrarem-se sobre “as atrocidades que os EUA cometem, por apoiarem Israel”. A Palestina, dizem os autores, “sem dúvida foi a principal questão política a mover os jovens árabes (que viveram) em Hamburgo”.

    A motivação para os ataques foi “escamoteada” até no relatório oficial sobre o 11/9, dizem os autores. Os investigadores discordaram quanto a essa “questão” –palavra-clichê código para não dizer “problema”– e os dois principais funcionários encarregados, Thomas Kean e Lee Hamilton, explicariam mais tarde que: “Esse era terreno sensível (…) Investigadores que argumentaram que a al-Qa’ida teria tido, como motivação, uma ideologia religiosa –e não a oposição a políticas norte-americanas– opuseram-se a qualquer referência ao conflito Israel-palestinos. (…) Na opinião deles, “falar do apoio dos EUA a Israel como causa profunda da oposição da al-Qa’ida aos EUA indicaria que os EUA devessem reavaliar aquela política.” Aí está. Mais claro, impossível.

    E então, o que aconteceu? Os investigadores, dizem Summers e Swan, “optaram por uma linguagem vaga, que contornou a questão do motivo”. Há uma pista, no relatório oficial –mas nada além de rápida referência numa nota de rodapé que, é claro, poucos leram. Em outras palavras, ainda não dissemos a verdade sobre o crime que –como nos querem fazer crer– “mudou o mundo para sempre”. Depois de ter visto Obama ajoelhar-se à frente de Netanyahu, em maio passado, nada disso me surpreende.

    Enquanto o primeiro-ministro de Israel consegue que até o Congresso dos EUA curve-se a ele, ninguém, dos cidadãos americanos, ouve sequer uma palavra de resposta para a questão mais importante e mais “sensível” do 11/9: o porquê. [4]

  2. NOTAS

    [1] CHURCHILL, Winston. Memórias da Segunda Guerra Mundial. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1995 (primeiro volume).

    [2] (omitido na transcrição do Viomundo)

    [3] Osama Bin Laden fez exatamente essa conta e usou exatamente esse argumento na “Carta à América”, de 2004. Ver nota 4, adiante, item f.

    [4] Esse artigo de Robert Fisk exige um comentário. Fisk elabora sobre os motivos do 11/9, como se jamais tivessem sido claramente expostos à opinião pública planetária. Isso é falso.

    Todos os motivos que levaram aos ataques do 11/9 estão claramente, longamente e exaustivamente expostos na “Carta a América”, de Osama Bin Laden, publicada na íntegra pelo “The Guardian”, no domingo, 24/11/2002 (em http://www.guardian.co.uk/world/2002/nov/24/theobserver, em inglês).

    Naquele documento, bin Laden discorre demoradamente sobre os motivos dos ataques do 11/9 (aqui alguns excertos traduzidos):

    “Pedindo que Alá nos ajude, respondemos aqui às perguntas que nos fazem os norte-americanos: (Pergunta 1) Por que lutamos contra vocês e lhes fazemos oposição? (…)

    A resposta à pergunta 1 é muito simples: porque vocês nos atacaram e continuam a nos atacar.

    (a) Vocês nos atacaram na Palestina (…)

    (b) Vocês nos atacaram na Somália. Vocês apoiaram as atrocidades dos russos contra nós na Chechenia, a opressão contra nós na Caxemira e a agressão dos judeus contra nós no Líbano. (…)

    [Vocês apóiam governos] que se renderam aos judeus e lhes entregaram quase toda a Palestina, reconhecendo a existência daqueles estados sobre os pedaços desmembrados do próprio povo. (…)

    (e) Seus exércitos ocupam nossos países; vocês espalharam suas bases militares em todos aqueles estados; vocês corrompem nossas terras e degradam nossas crenças e nossos locais sagrados, para proteger os judeus e, assim, garantir que possam continuar a pilhar nossas riquezas. (…)

    f) Vocês mataram de fome os muçulmanos do Iraque, onde morrem crianças todos os dias. É terrível que mais de 1,5 milhão de crianças iraquianas tenham morrido, por efeito das suas sanções, e a América jamais deu sinal de preocupar-se com isso. Mas, quando morrem 3.000 do povo de vocês, o mundo se ergue, indignado e ainda não se recompôs. (…)

    Se Sharon é homem de paz aos olhos de Bush… então todos nós somos, também, homens de paz!!! Os EUA não entendem a linguagem da honra e dos princípios, então tivemos de falar a única língua que os EUA entendem. (…)

    O artigo de Fisk, portanto, deve ser lido como, no máximo, um levantamento dos muitos artifícios usados, para a opinião pública mundial, para ocultar os motivos do 11/9, que, sim, foram publicados em ‘jornal de grande circulação’ e devem ser pressupostos sabidos, muito explicitadamente expostos por bin Laden, em 2002.

    O fato de Fisk não se referir a essa clara exposição pública dos motivos do 11/9 e àquela carta de bin Laden não dignifica sua persona pública, política nem jornalística.

    Que sentido faz tanto se empenhar em denunciar que tantos tão ativamente não expuseram os motivos do 11/9… se Fisk tampouco os expõem, embora sejam de conhecimento públicos e expostos com absoluta clareza? Censurar a “Carta à América”, de bin Laden, além de não ser boa prática jornalística, também não é boa prática historiográfica.

    Além do mais, como se lê na “Carta à América”, mais importante, como motivo do violento ataque contra os EUA, são, além de qualquer vaga ‘questão palestina’, “a agressão norte-americana contra a Umma” e a favor dos judeus, e a implantação dos exércitos e bases norte-americanos no mundo árabe –operações que, como se sabe, prosseguem, dez anos depois do 11/9/2001. [NTs]”

    FONTE: escrito por Robert Fisk, no jornal britânico “The Independent”. Transcrito no portal “Viomundo” com tradução e notas do “Coletivo da Vila Vudu” (http://www.viomundo.com.br/politica/mas-o-que-estava-mesmo-por-tras-do-11-de-setembro.html) [imagem do Google adicionada por este blog ‘democracia&política’]

  3. Os Ataques de 11/09: A ausência de destroços

    Uma pergunta que está na boca de muita gente que não acredita na versão oficial em torno do vôo 77 é: como é possível que depois de uma colisão como a que se supõe que tenha ocorrido no Pentágono não sobrassem restos visíveis do avião, como se vêem claramente em outros acidentes aéreos?

    Antes de responder, analisemos o que se pode esperar de um impacto como o que se supõe ter ocorrido no Pentágono.

    Um aparelho de uns 100.000 kg de massa colide a uns 850 km/h contra um muro reforçado. Podemos esperar que ele resvale e sobrem restos muito grandes e reconhecíveis espalhados ao redor do ponto de impacto? Definitivamente, não. Num experimento realizado pelos laboratórios Sandia em 1988 em que um F-4D Phantom é lançado contra um muro (o vídeo está disponível também no YouTube) a uma velocidade similar (770 km/h), vê-se como a parede “engole” o avião sem que o que sobre sejam restos reconhecíveis, exceto principalmente fragmentos de concreto e outros de pequeno tamanho (nota importante: esse avião não levava querosene; os tanques estavam cheios de água).

    ÍNTEGRA NO LINK ABAIXO:

    http://planobrasil.com/2011/09/11/os-ataques-de-1109-a-ausencia-de-destrocos

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    O jornalismo BOBOCA da Leilane Neubarth (e da “Globo News”)

    A Leilane Neubarth entrevistou em 9/9/2011, um jornalista norte-americano que até agora não sabe por que os EUA são odiados em todo o mundo (ele acha que foi depois de 11/9), e os jornalistas da Globo News também não devem saber, porque não lhe disseram. Afinal, nem o Bush sabia, né?

    Ora, que vão catar coquinhos… Essa é que é a “verdade” apregoada pela Dona Leilane? É esse o “jornalismo-verdade” a que ela se refere?

    Então nenhum jornalista da Rede Globo sabe que os EUA promoveram golpes em toda a América Latina, para impor aos países ditaduras sanguinárias, apenas para que pudessem manter seu domínio sobre eles? No caso específico do Brasil, com o apoio do jornal O Globo, por sinal!

    ÍNTEGRA NO LINK ABAIXO:

    http://redecastorphoto.blogspot.com/2011/09/o-jornalismo-boboca-da-leilane-neubarth.html

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    A CIA e os “drones”: para resolver problemas internos

    http://redecastorphoto.blogspot.com/2011/09/cia-e-os-drones-para-resolver-problemas.html

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    EUA na Somália: o tiro pela culatra

    http://redecastorphoto.blogspot.com/2011/09/eua-na-somalia-o-tiro-pela-culatra.html

  4. 11 de Setembro: DEZ ANOS DE PERGUNTAS SEM RESPOSTAS

    OBS INICIAL DESTE BLOG ‘democracia&política: Este blog, pouco tempo após seu nascimento, escreveu um texto demonstrando perplexidade com muitas coisas difundidas oficialmente pelo governo dos EUA a pretexto do ‘atentado’ de 11 de Setembro. Em 22/03/2008, escrevi:

    “A GUERRA DOS EUA CONTRA O AFEGANISTÃO

    Já era conjecturado pela imprensa, nos EUA e no exterior, muito antes do ataque terrorista de 11/09/2001 às torres gêmeas de Nova Iorque, que o Afeganistão seria invadido por tropas norte-americanas em futuro próximo.

    O PETRÓLEO

    Um dos motivos desse ataque prenunciado foi o fato de a região da Ásia Central abrangida pelos países Azerbaijão, Cazaquistão, Usbequistão e Turcomenistão ter sido identificada como possuidora reservas de petróleo e gás maiores que as do Golfo Pérsico.

    Os EUA já haviam ajudado, com interesse na área, o regime Talibã e Osama Bin-Laden a combaterem a União Soviética no Afeganistão, país vizinho àquela rica região petrolífera e caminho natural para o melhor escoamento da futura produção petrolífera (o Afeganistão é chamado até de “Pipelinestão”).

    O Afeganistão é importantíssimo como solução geográfica mais barata para o transporte daquelas riquezas. Será muito menos custoso passar oleodutos e gasodutos por seu território, até o porto na área marítima do Paquistão junto ao Oriente Médio, do que a solução manifestada pelos russos, de estendê-los até o Mar Negro.

    Segundo a imprensa, vários grupos dos EUA (Chevron, Conoco, Texaco, Mobil Oil e Unocal) já estavam, na década de noventa, com negociações e investimentos adiantados no Afeganistão para aquela exploração.

    O regime afegão Talibã, todavia, veio a se negar a autorizar a passagem pelo Afeganistão do oleoduto e do gasoduto, os quais já estavam iniciados pela empresa norte-americana Unocal. Essa negação causou a interrupção da obra em 1998. Naquele ano, em 20/08/1998, de surpresa, à noite, os EUA atacaram com mísseis de cruzeiro e aviões uma região daquele país “suspeita de abrigar possíveis terroristas”. Esse ataque já foi mencionado no artigo deste blog intitulado “Ataques dos EUA contra Granada, Somália, Sudão e outros”, de 15 de março de 2008.

    Desde 1998, volta e meia surgiam artigos em jornais e revistas, em várias partes do mundo, abordando novo e iminente ataque militar dos EUA ao Afeganistão. Talvez, o ataque terrorista de 11/09/2001 em Nova Iorque tenha sido o ainda muito pouco explicado, mas muito valioso e oportuno pretexto para aquela esperada e planejada ação militar norte-americana.

    Por fim, um detalhe com dados do Wikipedia: o presidente do Afeganistão desde 7 de dezembro de 2004, “eleito” pelas tropas norte-americanas, Hamid Karzai, nasceu em Kandahar, em 24/09/1957. É cientista político. Coincidentemente, antes de ser presidente do Afeganistão, trabalhou na aqui já citada empresa petrolífera norte-americana Unocal, a mesma que participou da criação do gasoduto que sairá do Mar Cáspio para o Ocidente através do território afegão.”].

    Recordo essa postagem deste blog ao ler agora o seguinte artigo de Humberto Aguiar publicado no portal “Vermelho”:

    “Nos últimos dez anos, muito se falou dos acontecimentos de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. Naquele dia, dois aviões de passageiros colidiram com as torres norte e sul do World Trade Center em Nova York, no período da manhã. Muitas perguntas foram feitas sobre esse acontecimento e até hoje permanecem sem respostas críveis.

    Por Humberto Alencar

    Um outro avião de passageiros colidiu com o Pentágono. Um quarto avião, que, presume-se, estava se dirigindo à Casa Branca ou ao Capitólio, caiu na Pensilvânia.

    Quase três mil pessoas morreram nos ataques e a comoção generalizada fez com que a aprovação a qualquer ato da administração americana fosse quase unânime, beirando 100% de aprovação.

    Pouco depois dos ataques, o governo americano já apontava os culpados. Uma rede terrorista islâmica, chamada “al-Qaida” (“A Base”, em árabe) teria lançado os aviões contra os alvos. “Seu líder, Osama bin Laden, era um árabe salafita que lutara contra os soviéticos nos anos 1980 no Afeganistão”.

    A administração Bush deu início, nos meses seguintes, a duas invasões e ocupações que perduram até hoje. A primeira foi a invasão do Afeganistão, em outubro daquele mesmo ano. Em março de 2003, foi a vez do Iraque padecer sob as botas dos soldados americanos.

    “O avião que caiu na Pensilvânia só não conseguiu atingir o “alvo” (Casa Branca ou Capitólio) porque um punhado de passageiros invadiu a cabine e lutou com os terroristas que pilotavam o avião”.

    Horas depois das duas torres do World Trade Center entrarem em colapso, um outro edifício, o “The Salomon Brothers Building”, ou o “World Trade Center 7”, também vinha ao chão.

    Isso é parte da história oficial. Ela conta que “19 militantes de al-Qaida realizaram uma operação portentosa, sequestrando quatro aviões para lançá-los contra edifícios símbolos do regime americano”.

    O “World Trade Center” representava o poder econômico. O Pentágono era o poder militar e o poder político estava em Washington, na Casa Branca ou no Capitólio, a sede do Congresso estadunidense.

    A investigação que se seguiu não foi, de fato, completa e até hoje não há conclusão sobre alguns eventos cruciais. Diante disso, surgiram centenas de teorias conspiracionistas.

    Desde as mais estapafúrdias, como a de que as aeronaves eram hologramas e que explosivos teriam feito a encenação da colisão delas com as torres do WTC, às mais convincentes, como a de que nenhum grande avião teria colidido com o Pentágono.

    No entanto, a mais grandiosa de todas as teorias da conspiração é a própria explicação oficial para os eventos. “Terroristas decidiram atingir os Estados Unidos, para isso se reuniram fora do país, fizeram os planos, viajaram para os EUA, aprenderam a pilotar e depois cumpriram com precisão milimétrica com uma das mais tenebrosas missões de terrorismo da história”.

    Não cabe julgar quais das teorias da conspiração está correta e cabe melhor aos eventos daquele dia. A oficial tem pontos muito obscuros, desde o cerceamento da Comissão de Investigação à dispensa dos escombros recolhidos dos edifícios que entraram em colapso naquele dia.

    O material recolhido foi atirado ao mar por meio de chatas, ao invés de ser reutilizado ou colocado à inteira disposição da comissão de investigação. Partes das provas foram perdidas para sempre, de forma deliberada.

    Outro questionamento que jamais foi respondido de forma satisfatória é o porquê do edifício número 7 ter entrado em colapso, às 17h20 daquele dia. Após o encerramento da investigação, em 2002, as evidências foram destruídas e o relatório não é concludente.

    Uma das evidências mais curiosas dos eventos de 11 de setembro é uma reportagem da emissora BBC britânica, que entrou ao vivo para informar os telespectadores de que o edifício número 7 havia entrado em colapso.

    O apresentador narra a notícia e passa a bola para a repórter Jane Standley, que está em um edifício de Nova York de onde pode ser visto o local enfumaçado onde estavam as torres gêmeas.

    Jane discorre sobre o ataque e o colapso do edifício. Ao fundo, atrás de sua cabeça, o WTC7 continua de pé… Em um dado momento do vídeo, a repórter se afasta para que o cinegrafista possa exibir a cena em que uma espessa fumaça negra escapa para o céu a partir do local onde estavam as duas torres.

    O edifício número 7 está na imagem e continua de pé, a despeito da notícia de que havia caído. Tal fato somente ocorreu cerca de 20 minutos depois de a BBC ter entrado ao vivo para relatar o suposto colapso. Richard Porter, editor naquele dia e horário, foi questionado a respeito e publicou em seu blog várias respostas, muito evasivas, sobre o motivo de terem anunciado uma queda que não havia acontecido.

    Embora as imagens não signifiquem que a BBC “conspirou com o governo americano”, esse vídeo reforçou, e muito, a tese de que o 11 de Setembro havia sido um “inside job” (trabalho interno, no jargão americano) da administração Bush, abrindo terreno para novas guerras de rapina, com lucros incomensuráveis para setores da burguesia local e um endividamento colossal do erário americano.

    Outro fato também inexplicável é o atentado ao Pentágono. Embora existam diversas câmeras de controle de tráfego urbano na região próxima por onde o jato da American Airlines teria passado antes de colidir com o edifício, as imagens foram confiscadas pelo governo e jamais reveladas.

    Imagens intrigantes do Pentágono momentos depois da “colisão” podem ser vistas em vários sites, como o intitulado “Pentagon Strike” (Ataque ao Pentágono). Além de não haver qualquer indício de que uma aeronave colidira no local (não há restos da deriva, da cauda, do leme, dos profundores, [trens de pouso], partes que geralmente resistem aos danos de uma colisão frontal ou queda), há várias janelas no Pentágono que não tiveram seus vidros arrebentados na colisão.

    Em uma das imagens é possível ver, sobre um pequeno móvel, uma lista telefônica intacta, em um local onde supostamente uma aeronave, com 20 mil litros de querosene líquido, colidira momentos antes.

    Por outro lado, indaga-se o que teria levado um edifício de concreto e aço a despencar, como as torres gêmeas e o edifício número 7. A versão oficial argumenta que o incêndio resultante do impacto dos aviões nos edifícios teria enfraquecido a superestrutura, de tal modo que ela entrou em colapso vertical.

    No caso do “Salomon Brothers Building” [o edifício número 7], ele teria sido “atingido por destroços da torre norte em queda, o que teria enfraquecido sua estrutura”.

    Esses argumentos são rebatidos por associações que se dedicam a estabelecer a verdade sobre o que aconteceu naquele dia. São grupos como o “Arquitetos e Engenheiros pela Verdade do 11 de Setembro”, grupo de bombeiros, de pilotos, de professores, a Associação de Memória do Edifício 7 e o Grupo de Nova York, que inclui os familiares das vítimas.

    Diante de tantas indagações, o regime americano poderia liberar toda a documentação secreta que detém sobre os ataques, caso a maior das teorias conspiratórias for, de fato, verdadeira, que é a história oficial divulgada infinitamente nos últimos dias.

    Veja o vídeo sobre a antecipação da queda do “Edifício Salomon Brothers”:

    ENHANCED VERSION: News Reports WTC7 Fell Before It Happens!

    FONTE: escrito por Humberto Alencar e publicado no portal “Vermelho” (http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=163572&id_secao=9) [imagem do Google e trecho (Obs) inicial entre colchetes adicionados por este blog ‘democracia&política’].

  5. A MATEMÁTICA MACABRA DO 11 DE SETEMBRO

    “A resposta dos EUA ao ataque contra o World Trade Center engendrou duas novas guerras e uma contabilidade macabra. Para vingar as mais de 2.900 vítimas do ataque, algumas centenas de milhares de pessoas foram mortas. Para cada vítima do 11 de setembro, algumas dezenas (na estatística mais conservadora) ou centenas de pessoas perderam suas vidas. Mas essa história não se resume a mortes. A invasão do Iraque rendeu bilhões de dólares a empresas norte-americanas.

    Essa matemática macabra aparece também no 11 de setembro de 1973. O golpe de Pinochet provocou 40 mil vítimas e gordos lucros para os amigos do ditador e para ele próprio: US$ 27 milhões, só em contas secretas.

    Por Marco Aurélio Weissheimer

    O mundo se tornou um lugar mais seguro, dez anos depois dos atentados de 11 de setembro e da “guerra ao terror” promovida pelos Estados Unidos para se vingar do ataque? A resposta de Washington ao ataque contra o World Trade Center e o Pentágono engendrou duas novas guerras –no Iraque e no Afeganistão– e uma contabilidade macabra. Para vingar as mais de 2.900 vítimas do ataque, mais de 900 mil pessoas já teriam perdido suas vidas até hoje. Os números são do site “Unknown News”, que fornece estatística detalhada do número de mortos nas guerras nos dois países, distinguindo vítimas civis de militares. A organização “Iraq Body Count”, que usa metodologia diferente, tem estatística mais conservadora: 111.937 civis mortos somente no Iraque.

    Seja como for, a matemática da vingança é assustadora: para cada vítima do 11 de setembro, algumas dezenas (na estatística mais conservadora) ou centenas de pessoas perderam suas vidas. Em qualquer um dos casos, a reação aos atentados supera de longe a prática adotada pelo exército nazista nos territórios ocupados durante a Segunda Guerra Mundial: executar dez civis para cada soldado alemão morto. Na madrugada do dia 2 de maio, quando anunciou oficialmente que Osama Bin Laden tinha sido morto, no Paquistão, por um comando especial dos Estados Unidos, o presidente Barack Obama afirmou que a justiça tinha sido feita. O conceito de justiça aplicado aqui torna a “Lei do Talião” um instrumento conservador. As palavras do presidente Obama foram as seguintes:

    “Foi feita justiça. Nesta noite, tenho condições de dizer aos americanos e ao mundo que os Estados Unidos conduziram uma operação que matou Osama Bin Laden, o líder da Al Qaeda e terrorista responsável pelo assassinato de milhares de homens, mulheres e crianças.”

    O conceito de “justiça” usado por Obama autoriza, portanto, a que iraquianos e afegãos lancem ataques contra os responsáveis pelo assassinato de milhares de homens, mulheres e crianças. E provoquem outras milhares de mortes. E assim por diante, até que não haja mais ninguém para ser morto. A superação da Lei do Talião, cabe lembrar, foi considerada um avanço civilizatório justamente por colocar um fim neste ciclo perpétuo de morte e vingança. A ideia é que a justiça tem que ser um pouco mais do que isso.

    NEM TUDO É DOR E SOFRIMENTO

    Iraque à Venda Os Lucros da Guerra [Parte 1/6]

    Mas a história dos dez anos do 11 de setembro não se resume a mortes, dores e sofrimentos. Há a história dos lucros também. Gordos lucros. Uma ótima crônica dessa história é o documentário “Iraque à venda. Os lucros da guerra”, de Robert Greenwald (2006), que mostra como a invasão do Iraque deu lugar à guerra mais privatizada da história: serviços de alimentação, escritório, lavanderia, transporte, segurança privada, engenharia, construção, logística, treinamento policial, vigilância aérea…a lista é longa. O segundo maior contingente de soldados, após as tropas do exército dos EUA, foi formado por 20 mil militares privados. Greenwald baseia-se nas investigações realizadas pelo deputado Henry Waxman que dirigiu uma Comissão de Investigação sobre o gasto público no Iraque.

    Parte dessa história é bem conhecida. A Halliburton, ligada ao então vice-presidente Dick Cheney, recebeu cerca de US$ 13,6 bilhões para “trabalhos de reconstrução e apoio às tropas. A Parsons ganhou US$ 5,3 bilhões em sérvios de engenharia e construção. A Dyn Corp. faturou US$ 1,9 bilhões com o treinamento de policiais. A Blackwater abocanhou US$ 21 milhões, somente com o serviço de segurança privada do então “pró-Cônsul” dos EUA no Iraque, Paul Bremer. Essa lista também é extensa e os números reais envolvidos nesses negócios até hoje não são bem conhecidos. A indústria da “reconstrução” do Iraque foi alimentada com muito sangue, de várias nacionalidades. Os soldados norte-americanos entraram com sua quota. Até 1° de setembro deste ano, o número de vítimas fatais [no Iraque] entre os militares dos EUA é quase o dobro do de vítimas do 11 de setembro: 4.474. Somando os soldados mortos no Afeganistão, esse número chega a 6.200.

    A matemática macabra envolvendo o 11 de setembro e os Estados Unidos manifesta-se mais uma vez quando voltamos a 1973, quando Washington apoiou ativamente o golpe militar que derrubou e assassinou o presidente do Chile, Salvador Allende. Em agosto deste ano, o governo chileno anunciou uma nova estatística de vítimas da ditadura do general Augusto Pinochet (1973-1990): entre vítimas de tortura, desaparecidos e mortos, 40 mil pessoas, 14 vezes mais do que o número de vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001. Relembrando as palavras do presidente Obama e seu peculiar conceito de “justiça”, os chilenos estariam autorizados a caçar e matar os responsáveis pelo assassinato de milhares de homens, mulheres e crianças.

    Assim como no Iraque, nem tudo foi morte, dor e sofrimento na ditadura chilena. Com a chancela da Casa Branca e a inspiração do economista Milton Friedman e seus “Chicago Boy’s”, Pinochet garantiu gordos lucros para seus aliados e para si mesmo também. Investigadores internacionais revelaram, em 2004, que Pinochet movimentava, desde 1994, contas secretas em bancos do exterior no valor de até US$ 27 milhões. Segundo um relatório de uma comissão do Senado dos EUA, divulgado em 2005, Pinochet manteve elos profundos com organismos financeiros norte-americanos, como o Riggs Bank, uma instituição de Washington, além de outras oito que operavam nos EUA e em outros países. Segundo o mesmo relatório, o Riggs Bank e o Citigroup mantiveram laços com o ditador chileno durante duas décadas, pelo menos. Pinochet, amigos e familiares mantiveram, pelo menos, US$ 9 milhões em contas secretas nesses bancos.

    Em 2006, o general Manuel Contreras, que chefiou a DINA, polícia secreta chilena, durante a ditadura, acusou Pinochet e o filho deste, Marco Antonio, de envolvimento na produção clandestina de armas químicas e biológicas e no tráfico de cocaína. Segundo Contreras, boa parte da fortuna de Pinochet veio daí.

    Liberdade, Justiça, Segurança: essas foram algumas das principais palavras que justificaram essas políticas. O modelo [neoliberal] imposto por Pinochet no Chile era apontado como modelo para a América Latina [FHC/PSDB o copiou]. Os Estados Unidos seguem se apresentando como guardiões da liberdade e da democracia. E pessoas seguem sendo mortas diariamente no Iraque e no Afeganistão para saciar uma sede que há muito tempo deixou de ser de vingança.”

    FONTE: escrito por Marco Aurélio Weissheimer e publicado no site “Carta Maior” (http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18435) [entre colchetes no último parágrafo adicionados por este blog ‘democracia&política’].

  6. A AL-QAEDA EXISTE?

    “A resposta óbvia é sim, ela existe, mas é preciso qualificá-la: ao contrário do que diz o senso comum, a Al-Qaeda não é uma organização, mas uma rede de grupos locais fragilmente unidos, e Osama Bin Laden não tinha tanto poder como os EUA e ele próprio queriam fazer o mundo crer. Sem essa compreensão, a natureza do ativismo islâmico, inclusive de sua vertente radical, não pode ser devidamente esclarecida.

    Por Marcel Gomes

    Há um senso comum sobre o que é a Al-Qaeda. Pergunte a alguém do seu lado. A maioria, provavelmente, responderá que se trata de organização terrorista fundada décadas atrás por um fanático religioso saudita, bastante rico, que, enquanto viveu, recrutou e treinou homens para criar células de ataque em vários países, inclusive no Ocidente, a fim de atingir cinematograficamente alvos escolhidos por ele próprio.

    É com uma provocação desse tipo que Jason Burke, correspondente dos jornais “Observer” e “The Guardian” no sul da Ásia, inicia um dos capítulos de seu livro “Al-Qaeda – a verdadeira história do Islã radical” (Editora I. B. Tauris, 2003, 357 páginas) – uma referência para os que querem explorar as entranhas do grupo ligado ao terrorista Osama Bin Laden. Repórter de campo com experiência em frentes de batalha e amplos contatos com militantes mulçumanos, Burke desmonta aquela visão simplificada compartilhada por muitos de nós, mas ainda amplamente legitimada nos meios de comunicação.

    Para o jornalista, o que chamamos de “Al-Qaeda” trata-se, na verdade, de uma rede global pouco conectada de grupos terroristas com histórias e interesses distintos entre si, muitas vezes mais interessados nas disputas por projetos nacionais do que pelos objetivos traçados por uma ideologia islâmica global. Nessa rede, Bin Laden e seus aliados mais próximos tiveram um poder frágil, regularmente contestado pelos grupos e lideranças nacionais.

    Burke relata diversas histórias para provar que o fato de Bin Laden ter sido tratado como o inimigo público número um do planeta não possui muitas conexões com a realidade. Uma delas diz respeito aos chamados “campos da Al-Qaeda” para treinar militantes no Afeganistão e no Paquistão, entre 1990 e 1996. Bin Laden tem sido, até hoje, insistentemente considerado o coordenador desses centros de treinamento. No entanto, segundo o jornalista, não há qualquer evidência de que o saudita tivera controle sobre os campos.

    Ele menciona dois documentos do Departamento de Estado dos EUA para provar sua tese. O primeiro, de 1995, seis anos antes dos ataques de 11 de setembro, faz um relato oficial sobre os centros de treinamento afegãos, revela que militantes de várias nacionalidades estavam sendo habilitados para executar atos terroristas e aponta como chefe do esquema, além de setores do próprio governo do Afeganistão, um personagem chamado Abd al-Rab al-Rasul Sayyaf, com diversas conexões com a elite saudita.

    O outro documento, um memorando interno do mesmo Departamento de Estado, de 1996, quando o Afeganistão já estava sob pleno domínio do Taleban, afirma que vários grupos árabes dividiam o controle dos campos. “A verdade é que Bin Laden era uma figura marginal naquela época. Homens como Sayyaf, um dos mais importantes líderes político e religioso do Afeganistão naquele contexto, com excelentes contatos com ricos e devotados sauditas que contribuíam com seu projeto, tinham muito mais importância”, escreveu Burke.

    Em 2001, após os ataques ao World Trade Center, a tevê norte-americana ABC entrevistou um militante árabe que havia treinado durante oito meses dos campos afegãos. Ele disse que jamais ouvira alguém chamar seu grupo de “Al-Qaeda”. “Isso revela como os investigadores norte-americanos forçaram a barra para encontrar um grupo, liderado por um personagem identificável, e que tivesse um nome”, escreveu o jornalista.

    O próprio Burke destaca, porém, que não se trata de menosprezar o papel de Bin Laden no terrorismo global e nem mesmo de negar a existência da Al-Qaeda –tese defendida por alguns especialistas em Islã. Para ele, a Al-Qaeda existe, sim, e poderia ser didaticamente descrita como composta por três elementos: um núcleo duro, uma rede de grupos locais e uma ideologia comum. Além do governo norte-americano, no plano do discurso, o próprio Bin Laden se esforçou, entre 1996 e 2001, para fortalecer a unidade da rede e seu próprio poder sobre ela.

    Com recursos financeiros nas mãos, o terrorista atraiu, para sua órbita, proeminentes militantes islâmicos que já estavam ativos ao redor do globo. Isso não significa, porém, que eles operariam sob as ordens de Bin Laden. “Taxar esses grupos locais como “Al-Qaeda” simplesmente encobre os fatores específicos que fizeram esses grupos surgir”, diz Burke. Segundo o jornalista, Bin Laden passou a usar táticas empregadas por EUA e URSS durante a Guerra Fria –entre elas, fazer acordos de curto prazo com grupos locais, ainda que as diferenças entre eles fossem grandes, e financiá-los, com vistas a um objetivo comum.

    A verdade é que a visão de uma Al-Qaeda institucionalizada tem bagunçado as peças de análises sobre a militância islâmica no mundo. Perdem-se as peculiaridades locais dos grupos e todos acabam se surpreendendo, ao menos no Ocidente, quando esses militantes se envolvem em atividades contra governos não-democráticos e corruptos, como foi o caso da atuação da Irmandade Mulçumana na derrubada do governo de Hosni Mubarak, no Egito.

    RADICALISMO, RELIGIÃO E POBREZA

    A idéia de uma organização composta por fanáticos mulçumanos prontos para se explodirem também é desmontada não apenas por Burke, mas por outro pesquisador da cultura mulçumana, o francês Gilles Kepel, em seu livro “Jihad – a trilha do Islã político” (Belknap Press, 2002, 464 páginas).

    Segundo Kepel, a violência islâmica traduzida pelo terrorismo tem sido causada por uma falha do ativismo político islâmico, incapaz de oferecer alternativa viável às populações islâmicas mais empobrecidas na Ásia e da África. Os movimentos anticolonialistas da primeira metade do século 20, os projetos socialistas e nacionalistas que se seguiram, assim como o desenvolvimento do projeto político islâmico, a partir da década de 80, não conseguiram responder aos anseios daquelas populações.

    Segundo o pesquisador francês, os ativistas islâmicos radicais são, em sua maioria, recrutados entre famílias pobres ou da baixa classe média trabalhadora. Muitos constituem a primeira geração de suas famílias a obterem educação formal e viverem em cidades. Kepel identifica neles uma série de aspirações econômicas, traduzidas na idéia de que é justo “melhorar de vida” e lutar por isso. São pessoas que, em outros países, são naturalmente captadas para o ativismo social, em ONGs, ou político, nos partidos. Entretanto, a fragilidade dessas instituições na sociedade civil de muitos países islâmicos torna frágil o recrutamento, abrindo o caminho para o fortalecimento dos flancos terroristas.

    Isso não seria possível, claro, sem uma leitura do Islã que não só permita, mas incentive as atividades violentas. Essa referência tem origem na idéia de missão islâmica, chamada de “da’wa”, a qual glorifica a Jihad e o martírio como caminhos para a transformação mundana e a redenção divina. Um dos berços das práticas e valores islâmicos mais conservadores é a Arábia Saudita, terra natal de Osama Bin Laden. Hoje, porém, essa vertente da religião já se espalhou pela Ásia e África e não é à toa que entre os principais líderes identificados como da Al-Qaeda estão egípcios e líbios.

    Votando a Jason Burke, os anos mais intensos do terrorismo islâmico –e das “Guerras do 11 de Setembro”, como ele denomina esse período– ocorreram em 2005 e 2006, ano do ataque ao metrô de Londres. O jornalista lembra que, nesse período, a estratégia da Al-Qaeda, de confronto com o Ocidente, parecia funcionar, tamanho o grau de mobilização que exigiu dos governos dos países ricos. Mas, desde então, a capacidade de mobilização da entidade arrefeceu. A morte de Osama Bin Laden acentuou esse fenômeno.

    Para Burke, um outro fator que enfraquece as conexões da Al Qaeda tem relação à própria maneira de os mulçumanos enxergarem a organização. Segundo o jornalista, quando a Al-Qaeda foi criada, uma de suas mais explícitas estratégias era executar grandes atentados terroristas com o objetivo de demonstrar às populações islâmicas no mundo que derrubar governos patrocinados pelo Ocidente era possível.

    A idéia funcionou bem quando ocorreu em lugares distantes, seja nos Estados Unidos, na Europa ou no meio do mar. Quando, porém, a maioria dos atentados passou a ocorrer em ruas movimentadas de cidades como Bagdá, a população passou a ver com mais restrições os grupos terroristas.

    O que concluir de tudo isso? A fase pós-Bin Laden da militância islâmica no mundo exige dos observadores um olhar para a realidade e para além dos discursos dos governos e das próprias redes terroristas. Histórias nacionais e objetivos específicos explicam muito mais sobre a existência desses grupos, seu modo de atuação e mesmo suas ações mais violentas do que uma análise global do Islamismo radical. Kabul e Bagdá estão muito mais distantes do que o mapa da Ásia pode revelar.”

    FONTE: escrito por Marcel Gomes e publicado no site “Carta Maior” (http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18439).

  7. Pois é… Será que a Al Qaeda existe mesmo??

    Eu, particularmente, acredito que ela existe, eu só não acredito que a AlQaeda é uma organização terrorista… Senão, como eu classificaria os IANQUES??? Ou a GALERA da OTAN… a TCHURMA do AIPAC… os BILDERBERGs… a CIA… o SAS… ou o MOSSAD????

    Abre teus OLHOS Madame ROUSSEFF, O BASTARDO não é MINISTRO, é SINISTRO.
    O BASTARDO é um ESCOTEIRO do CARLOS SLIM e do RUPERT MURDOCH.

    Só quem gosta do BASTARDO é o LUIZ MARINHO, a CORJA de São Bernardo, os ENTREGUISTA da FIESP e, a TCHURMINHA ELITISTA do ALOIZIO MERCADANTE!!!

    Franklin de Sousa Martins já!!!!!

    Venício A Lima já!!!!!!!!!!!

    – – – – –

    11/09/2011: A Líbia e a “revolução” de Murdoch

    Por John Pilger, no sítio português Resistir:

    Em 13 de Setembro é inaugurada em Londres uma das maiores feiras de armas do mundo, com o apoio do governo britânico. Em 8 de Setembro, a Câmara de Comércio e Indústria de Londres apresentou uma antevisão intitulada “Médio Oriente: Um mercado vasto para companhias britânicas de defesa e segurança”. O patrocinador foi o Royal Bank of Scotland, um grande investidor em bombas de estilhaçamento (cluster).

    Segundo a Amnistia Internacional, as vítimas de bombas de estilhaçamento são 98 por cento civis e 30 por cento crianças. O Royal Bank of Scotland recebeu £20 milhões de dinheiro público. No anúncio para a festa de armas do banco lê-se: “O Médio Oriente é uma das regiões com o maior número de oportunidades para companhias britânicas de defesa e segurança. A Arábia Saudita… é o principal importador de defesa do mundo, tendo gasto US$56 mil milhões em 2009… uma região muito valiosa a visar”.

    Tais são as prioridades do governo de Cameron depois da grande vitória “humanitária” na Líbia. Como declarou outrora Margaret Thatcher: “Alegrem-se!” E como os banqueiros e mercadores de armas aumentam a graduação dos seus óculos, não vamos esquecer os heróicos pilotos da RAF que tornaram a Líbia nossa outra vez pela incineração de incontáveis “elementos pró Kadafi” nos seus lares, camas e clínicas, nem os desconhecidos apoiantes da indústria britânica de drones em Menwith Hill , Yorkshire , que, antes e depois do almoço, providenciam a informação de alvos dos drones de modo a que mísseis Hellfire possam arrasar lares e sugar o ar para fora de pulmões, uma especialidade. E aclamações para o sítio de teste de drones da QuinetiQ , em Aberporth, e para a UAV Engines Limited, em Lichfield.

    A missão humanitária do ocidente não está totalmente terminada. Cerca de seis meses depois de conseguir uma resolução das Nações Unidas autorizando “a [proteção] de civis e áreas populadas civis sob a ameaça de ataque”, a NATO está a despejar bombas de fragmentação sobre Sirte populada por civis e outro “redutos de Kadafi” onde, diz um repórter do Channel 4 New, “até que cortem a cabeça da cobra, os líbios não se sentem seguros”. Cito isto não pela sua qualidade Orwelliana mas como um exemplo do papel do jornalismo em justificar antecipadamente os “nossos” banhos de sangue.

    Isto é a Revolução de Rupert, afinal de contas. Nestes dias a imprensa de Murdoch já não utiliza a palavra “insurgentes” como pejorativa, como fazia antes. A ação na Líbia, diz The Times, é “uma revolução… tal como as revoluções costumavam ser”. Que isto é um golpe de uma ganga de ex-comparsas e espiões de Muammar Kadafi em conluio com a NATO dificilmente é notícia. O auto-designado “líder rebelde”, Mustafa Abdul Jalil, era o temido ministro da Justiça de Kadafi. A CIA dirige ou financia a maior parte do resto, incluindo velhos amigos da América, os mujadeen islâmicos que desovaram a al-Qaeda.

    Contam aos jornalistas só o que eles precisam saber: que Kadafi estava prestes a cometer “genocídio”, do que não há evidência, ao contrário da abundante evidência de massacres “rebeldes” de trabalhadores negros africanos falsamente acusados de serem mercenários. A transferência secreta feita por banqueiros europeus do Banco Central da Líbia de Tripoli para a Bengazi “rebeldes” a fim de controlar os milhares de milhões do petróleo do país foi um roubo gigantesco de pouco interesse.

    A totalmente previsível acusação a Kadafi perante o “tribunal internacional” em Haia evoca a charada do agonizante “bombista de Lockerbie”, Abdelbaset Ali Mohmed al-Megrahi, cujo “crime odioso” foi posicionado para promover as ambições do ocidente na Líbia. Em 2009, Al-Megrahi foi devolvido à Líbia pela autoridades escocesas não por razões misericordiosas, como foi relatado, mas porque o seu há muito aguardado recurso teria confirmado a sua inocência e descrito como ele foi tramado pelo governo Thatcher, como revelou o memorável desmascaramento de Paul Foot. Como antídoto para a propaganda actual, insto-o a ler uma demolidora perícia forense da “culpa” de el-Melgrahi e seu significado político em Dispatches from the Dark Side: on torture and the death of justice (Verso) da eminente advogada de direitos humanos Gareth Peirce.

    Não se deve minimizar a ditadura odiosa de Kadafi, um destino para as “rendições” do MI6 como ficamos agora a saber. Mas o seu ódio não tem relação com a violação do seu país por caricaturas imperiais tais como Nicholas Sarkozy, um islamófobo napoleónico cujos serviços de inteligência quase certamente montaram o golpe contra Kadafi. Telegramas diplomáticos dos EUA divulgados pelo WikiLeaks revelam o pânico do ocidente sobre a recusa de Kadafi a entregar a maior fonte de petróleo na África e as suas aberturas à China e à Rússia.

    A propaganda confia não só em Murdoch como também em vozes aparentemente respeitáveis que induzem à amnésia histórica. The Observer, o qual ainda tem de pedir desculpas pela sua catastrófica promoção de não existentes armas de destruição em massa no Iraque, está sob o domínio da “honrosa intervenção” de Sarkozy e Cameron e dos seus motivos “humanitários e emotivos”. Seu colunista político Andrew Rawnsley completa um impressionante feito duplo. Como nos recorda o Media Lens, em 2003 Rawnsley escreveu acerca do Iraque: “A portagem da morte não foi tão alta como fora amplamente receado”. Um milhão de iraquianos mortos depois, Rawnsley insiste em que, na Líbia “a Grã-Bretanha actuou bem” e “o número de baixas civis infligidas pelos ataques aéreos parece ter sido misericordiosamente ligeiro”. Conte isso aos líbios com seres amados aniquilados pelos Hellfires amigos das corporações.

    A NATO atacou a Líbia para conter e manipular um levantamento geral árabe que apanhou os dominadores do mundo de surpresa. Ao contrário dos seus vizinhos, Kadafi chegou ao poder pela negação do controle ocidental das riquezas naturais do seu país. Por isto, ele nunca foi esquecido e a oportunidade para o seu fim foi agarrada da maneira habitual, como mostra a história. O historiador americano William Blum tem mantido o registo. Desde a segunda guerra mundial, os Estados Unidos esmagaram ou subverteram movimentos de libertação nacional em 20 países e tentaram derrubar mais de 50 governos, muitos deles democráticos, e lançaram bombas sobre 30 países, e tentaram assassinar mais de 50 líderes estrangeiros.

    Alegrem-se!

    http://altamiroborges.blogspot.com/2011/09/libia-e-revolucao-de-murdoch.html

  8. Eu nem gosto mais de discutir e, nem de conversar determinados assuntos, em muito, até comigo mesmo…

    Mas, não seriam esses aviões do 11/09 VANTs ou DRONEs ou UAVs??? Ou seja, não seriam esses aviões TELE-GUIADOS por CONTROLE REMOTO pela própria CIA???

    Afinal, quem é realmente o terrorista: O AIPAC e a CIA? Ou a Al Qaeda??

    P.S. Até o PHA questiona hoje…

    – – – – –

    Afinal, quem é realmente o terrorista:

    Os BILDERBERGs?? Ou o TALIBAN???

    O que é mais NOJENTO: Ver civis inocentes serem dizimados em guerras… ou pela FOME?????

    P.S. Iraque?????

    Bagdá: o Iraque espera retomar as conversações com grandes petrolíferas este mês em um plano de bilhões de dólares do campo petrolífero de multi injeção de água após a discordância em relação aos custos suspendeu o projeto por meses, um funcionário sênior do petróleo, disse.

    ExxonMobil foi escolhido em nome de empresas de petróleo estrangeiras para liderar o projeto de injeção de água-mega, necessários para aumentar as taxas de produção de petróleo dos campos petrolíferos do sul do Iraque.

    Companhias petrolíferas internacionais que ganharam contratos em campos petrolíferos do sul incluem Real holandesa Shell, Lukoil, BP PLC e ENI da Itália.

    http://gulfnews.com/business/oil-gas/iraq-to-resume-oilfield-water-injection-talks-soon-1.863887
    http://gulfnews.com/business/oil-gas/iraq-to-resume-oilfield-water-injection-talks-soon-1.863887

    Por aquelas bandas o povão vive “tranqüilo” e “feliz”, na podridão dos efeitos da guerra e na miséria provocada pela soberba e usura dos PIRATAS de sempre.

    • Bom dia Eugênio:
      Acabo de ler alguns textos publicados no antigo blog do sergio amadeu (agora ele escreve no 300),
      Estou certo de que os militantes do Partido Pirata ficariam muito indignados com a comparação feita ao “Império”,
      Abraço fraterno,

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