Ao contrário do que afirma a matéria “Petrobras não quer mais refinaria em parceria com PDVSA” (Parte 1 e parte 2), de 15/9, a Petrobras reitera que segue em negociação com a PDVSA e que os prazos estão em andamento.

Está sendo discutida a data limite para que a empresa venezuelana adquira 40% das ações da Refinaria Abreu e Lima S.A., assumindo 40% da dívida contraída junto ao BNDES em 2009, o que inclui cumprir as garantias exigidas pelo banco. Essas garantias contratuais são negociadas entre PDVSA e BNDES. As informações sobre a entrada da empresa venezuelana na sociedade com a Petrobras serão oportunamente divulgadas, de acordo com a legislação brasileira.

Fonte: PETROBRÁS

Anúncios
Comentários
  1. Eugênio diz:

    O que representa a Venezuela em NO$$O $aldo Comercial

    04/06/2011

    Desequilíbrio comercial pró-Brasil desafia relação Dilma-Chávez

    Disposta a manter contatos frequentes com Hugo Chávez como fazia o antecessor, Dilma Rousseff terá pela frente o desafio de enfrentar a pressão do vizinho por um comércio mais equilibrado entre os dois países. Na última década, Brasil lucrou mais de US$ 20 bilhões nas transações com a Venezuela. Só no ano passado, as compras do parceiro sustentaram 15% de todo superávit brasileiro com o resto do mundo. Desequilíbrio disparou com Lula.

    André Barrocal

    BRASÍLIA – A presidenta Dilma Rousseff tem a intenção de manter a proximidade brasileira estabelecida pelo antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, com a Venezuela de Hugo Chávez, a partir do primeiro encontro deles nesta segunda-feira (06/06). Quando Chávez telefonou para Dilma em janeiro para se solidarizar pelas centenas de mortes por chuvas no Rio, conta um auxiliar da presidenta, ele perguntou se os dois poderiam se encontrar uma vez por semestre, e ela respondeu que preferia reuniões a cada três ou quatro meses, como ocorria com Lula.

    A relação estreita entre os países causa polêmica porque há quem enxergue pouco apreço pela democracia na Venezuela – assim como há os que defendem o contrário, citando as inúmeras eleições e consultas populares realizadas por lá. Do ponto de vista comercial, no entanto, não há motivo para reclamação. A Venezuela é um parceiro generoso. Toma prejuízos sistemáticos há dez anos e financia uma fatia nada desprezível do lucro brasileiro no comércio exterior.

    Nas últimas duas décadas, de 1990 a 2010, o Brasil ganhou 19 bilhões de dólares nas transações com a Venezuela, quase 6% de todo o superávit comercial que o país acumulou no período, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Apenas no ano passado, o saldo favorável ao Brasil em negócios com a terra de Chávez foi de 3 bilhões de dólares, 15% de tudo o que o país obteve no comércio com o mundo.

    O superávit a favor do Brasil na casa de 3 bilhões anuais tem sido registrado desde 2006. De acordo com um diplomata brasileiro, é uma situação desafiadora para a relação entre Brasil e Venezuela, porque não interessa um comércio com este nível de desequilíbrio. Daí que o foco da primeira visita de Chávez a Dilma Rousseff será “comércio”.

    O desequilíbrio disparou no governo Lula. De 2003 a 2010, o Brasil ganhou US$ 21,5 bilhões em transações com a Venezuela, revertendo perdas que, de 1990 a 2002, somavam US$ 2 bilhões. Com Lula, o peso venezuelano na pauta exportadora brasileira subiu ano a ano (movimento interrompido pela crise financeira mundial em 2008), enquanto a fatia deles nas nossas importações caía para um terço do que era.

    A visita de Chávez estava prevista originalmente para 10 de maio, mas foi adiada porque, na véspera, agravara-se um problema que o venezuelano tem no joelho, e ele foi aconselhado por médicos a evitar viagens. Durante a prepração para aquela visita, houve uma reunião de empresários e autoridades comerciais dos dois países para discutir formas de incentivar as vendas de um lado (sobretudo venezuelano) para o outro (brasileiro).

    http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17876

  2. Eugênio diz:

    O que representa os PIRATAS em NO$$O $aldo Comercial

    16/03/2011

    Deficit comercial com EUA é desafio em visita de Obama ao Brasil

    Obama viajará ao Brasil acompanhado de vários ministros

    Em um momento em que o Brasil amarga um deficit de US$ 8 bilhões em sua balança comercial com os Estados Unidos, o presidente Barack Obama chega a Brasília neste sábado disposto a promover novos negócios e a fomentar ainda mais as exportações americanas.

    Obama viaja acompanhado de vários ministros da área e de uma comitiva de empresários em busca de oportunidades de comércio e investimento, especialmente nas áreas de energia, turbinada pelas descobertas de petróleo na camada do pré-sal; de infra-estrutura, com a expectativa em torno da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos em 2016; e de alta tecnologia.

    O governo americano, que em casa luta para acelerar o ritmo da recuperação econômica pós-crise e baixar a taxa de desemprego, atualmente em 9%, já avisou que pretende ampliar o comércio com a América Latina e, em especial, o Brasil.

    “Essa viagem é fundamentalmente sobre a recuperação dos Estados Unidos, as exportações dos Estados Unidos, e a relação crucial que a América Latina tem em nosso futuro econômico e na criação de empregos aqui”, disse nesta terça-feira o vice-conselheiro de segurança nacional para assuntos de economia internacional do governo americano, Mike Froman.

    Do lado brasileiro, o desejo de reforçar os laços comerciais vem acompanhado da cobrança por mais equilíbrio na balança. “É claro que queremos mais comércio, mas também queremos um comércio bem equilibrado”, disse o embaixador brasileiro em Washington, Mauro Vieira.

    Balança

    A diferença de US$ 8 bilhões representa o maior deficit brasileiro e o quinto maior superavit dos Estados Unidos, que no ano passado perderam para a China o posto de principal parceiro comercial do Brasil.

    De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, em 2010 o Brasil exportou US$ 19 bilhões para os Estados Unidos, e importou US$ 27 bilhões.

    O deficit foi agravado pela crise econômica nos Estados Unidos, que freou as exportações brasileiras para o mercado americano, e pela valorização do real frente ao dólar. Aliado a esses fatores está o plano agressivo de Obama de dobrar as exportações até 2014, como forma de impulsionar a recuperação da economia doméstica e gerar empregos.

    Alguns analistas afirmam ainda que o foco na América Latina é também fruto de uma preocupação com a crescente influência chinesa, relação negada pelo governo americano, que diz também ter presença marcante na região.

    Segundo dados do governo americano, as exportações dos Estados Unidos para o Brasil dobraram nos últimos cinco anos, tornando o Brasil o oitavo principal mercado para os americanos. Só no ano passado, o crescimento foi de 35%.

    “As exportações para o Brasil mantêm 250 mil empregos nos Estados Unidos”, disse Froman.

    Se no âmbito político a visita de Obama vem cercada de simbolismo, com a promessa de um recomeço nas relações bilaterais após dois anos marcados por divergências durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na área econômica o objetivo é ampliar os laços comerciais.

    “A eleição de Dilma Rousseff nos dá uma oportunidade de nos engajarmos com o novo governo e marcar um bom início em economia e outros temas”, afirmou Froman, ao lembrar que o Brasil saiu da crise mundial “mais forte e estável” e hoje é a sétima maior economia do mundo, com crescimento de 7,5% em 2010.

    “Metade de sua população é considerada de classe média agora, e isso cria uma grande oportunidade para nos engajarmos e vendermos nossos produtos e criarmos uma relação econômica mais profunda”, disse o conselheiro de Obama.

    Subsídios

    Froman rejeita a sugestão de que o deficit brasileiro seja um problema. “Eu não acho que nós vemos o deficit ou superavit comercial em qualquer ponto como um problema específico”, disse, ao ressaltar que isso demonstra o potencial para reforçar os laços comerciais entre os dois países.

    No entanto, empresários brasileiros, ao mesmo tempo que estão otimistas com as perspectivas de ampliar os negócios e investimentos, esperam que o presidente americano ofereça algo em troca.

    “Há uma certa polêmica. O superavit é em favor dos Estados Unidos, e o presidente Obama quer vender mais”, disse nesta terça-feira o presidente da Câmara de Comércio Americana para o Brasil, Gabriel Rico, em visita a Washington.

    “É claro que, para isso, ele deverá oferecer alguma concessão. E essa concessão deve ser relacionada com os subsídios à agricultura”, afirmou.

    Os subsídios aos produtores agrícolas americanos – assim como tarifas, barreiras não-tarifárias e cotas – provocam reclamações do lado brasileiro.

    Em 2009, depois de uma disputa de sete anos, a OMC (Organização Mundial do Comércio) autorizou o Brasil a retaliar os Estados Unidos em US$ 829 milhões por conta dos subsídios concedidos aos produtores de algodão. No ano passado, os dois países acabaram firmando um acordo para buscar uma solução que evite a retaliação.

    O subsídio ao etanol, aliado a uma tarifa de importação de US$ 54 centavos de dólar (equivalente a 3,78 litros), que acaba sobretaxando o produto brasileiro, é outra reclamação antiga.

    A eliminação dos subsídios, porém, depende de aprovação Congresso americano – atualmente dividido, com a oposição republicana no comando da Câmara dos Representantes – e enfrenta resistência de vários setores.

    Apesar de admitir que Obama não tem o poder de decisão sobre o tema, Rico diz que o presidente americano deveria “mostrar um compromisso de exercer sua liderança no Congresso para eliminar os subsídios”.

    Acordos A agenda econômica e comercial deverá dominar o primeiro dia da visita ao Brasil, no sábado, em Brasília. Obama deverá participar de um fórum de líderes empresariais de ambos os países e também de uma cúpula de negócios Brasil – Estados Unidos.

    Segundo Steven Bipes, diretor-executivo do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos, ligado à Câmara de Comércio dos Estados Unidos, 60 empresas americanas vão marcar presença no Brasil.

    Encerrada a visita presidencial, muitos desses emprresários permanecerão no Rio, na segunda-feira, para analisar as perspectivas nas áreas de petróleo e gás, além de passarem por São Paulo antes de embarcarem de volta aos Estados Unidos.

    Como demonstração da importância da área comercial na agenda da viagem, a comitiva de Obama inclui os secretários do Tesouro, Timothy Geithner, do Comércio, Gary Locke, e de Energia, Steven Chu.

    Também acompanham o presidente o representante de Comércio dos Estados Unidos, Ron Kirk, a chefe da Agência de Proteção Ambiental (EPA), Lisa Jackson, e o presidente do Ex-Im Bank, Fred Hochberg.

    Empresários afirmam que, mais do que negociar acordos ou resolver barreiras pontuais, o tom da visita é o de promover negócios. Apesar disso, há a expectativa de assinatura de um Tratado de Cooperação Econômica e Comercial (Teca, na sigla em inglês).

    Esse tratado não significa uma liberalização do comércio ou compromisso de abertura de mercado, mas cria um processo para negociar questões comerciais. “Resulta na criação de um fórum inestimável para abordar barreiras ao comércio e aos investimentos”, diz o Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos.

    Outra demanda do setor empresarial é avançar no acordo bilateral na área de tributação e em outro na área de investimentos. No entanto, mesmo que não haja grandes anúncios imediatos durante o fim de semana, a expectativa do setor empresarial é de que a visita de Obama abra caminho para aprofundar o diálogo comercial.

    “Eu não acho que o Brasil e os Estados Unidos irão assinar muitos acordos bilaterais importantes durante esta visita. Mas estou certo de que os dois governos irão estabelecer as bases para uma nova relação, um novo clima, que vai acelerar as negociações”, disse Rico.

    “Temos grandes expectativas para essa viagem. E mesmo que não tenhamos muitas ações concretas imediatas, não vai significar que a viagem não funcionou.”

    http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2011/03/16/deficit-comercial-com-eua-e-desafio-em-visita-de-obama-ao-brasil.jhtm

  3. Eugênio diz:

    Como pensam e agem os PIRATAS em NO$$O $aldo Comercial

    Auxiliar de Obama desdenha rombo comercial do Brasil com EUA

    O vice-conselheiro de segurança, dos EUA, Mike Froman, responsável por assuntos econômicos internacionais do governo americano, abriu o jogo na teraç-feira (15) ao falar sobre as reais intenções da viagem de Barack Obama ao Brasil. “Essa viagem é fundamental para a recuperação econômica e para as exportações americanas”, disse o funcionário da Casa Branca. Ou seja, além do olho gordo no petróleo do pré-sal, Obama está vindo ao Brasil com o objetivo de aprofundar o já desequilibrado comércio do país com os EUA.

    De um superávit de US$ 1,7 bilhão em 2008, a balança de comércio Brasil/EUA passou a ser deficitária em US$ 4,4 bilhões em 2009 e atingiu um rombo de US$ 7,7 bilhões em 2010. Isso pelos números brasileiros, porque pelos dados do governo americano o rombo já estaria na casa dos US$ 11 bilhões. Somente nos dois primeiros meses deste ano, o saldo do Brasil com os EUA já está negativo em US$ 1,25 bilhão, ou 93,8% acima do mesmo período do ano anterior. Mas o vice-conselheiro não está satisfeito com isso. Ele quer aumentar esse déficit porque os EUA “estão em dificuldades”.

    Mike Froman explicou que “as exportações para o Brasil geram 250 mil empregos nos Estados Unidos”. Além disso, ele lembrou que “metade da população do Brasil é hoje considerada classe média”. “Isso cria uma grande oportunidade para nós vendermos nossos produtos lá”, avaliou. Não importa que a enxurrada dos produtos americanos entrando no país estejam provocando problemas para as indústrias brasileiras. O que fica claro nessas declarações é que o que interessa a eles é resolver o problema lá, mesmo que isso signifique quebrar o Brasil. O chefe do Conselho de Assessores Econômicos de Obama, Austan Goolsbee deixou claro que os EUA estão se lixando para os problemas que a sua guerra cambial possa estar causando à economia do Brasil. Para ele, a meta dos EUA “é aumentar as exportações dos atuais US$ 1,57 trilhão para US$ 3,14 trilhões em 2014”. Em suma, querem sair da crise inundando o mundo inteiro, inclusive o Brasil, com seus produtos.

    A presidenta Dilma Rousseff já manifestou que não está satisfeita com esses números e tudo indica que ela aproveitará a vinda de Obama para cobrar maior equilíbrio no comércio entre os dois países.

    Indiferente às pressões tanto de empresários como do governo brasileiro, o vice-conselheiro americano ironiza a situação e provoca. “Superávits e déficits sobem e descem o tempo todo”, disse. “Nós não vemos o déficit ou o superávit comercial como um problema, e sim como um potencial para aprofundar nossos laços econômicos”, acrescentou. Não é por acaso que ele usou termos como “laços” e “aprofundar”, ao falar sobre o comércio com o Brasil. Seu objetivo é estrangular a produção local para poder desovar os seus produtos.

    E o açodamento é tão intenso que, ao ser questionado sobre um possível adiamento da viagem por conta de crise do Japão e também por estar havendo uma votação importante sobre o orçamento que pode parar os EUA caso não seja realizada, o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, foi categórico: “A viagem está de pé”. “O crescimento econômico é a maior prioridade do presidente e essa viagem é muito focada nas oportunidades econômicas e comerciais dos EUA. Por isso ele vai manter a viagem”, justificou.

    Os números divulgados na quarta-feira (16), referentes ao comércio exterior, confirmam que a economia dos EUA, ao contrário do que apregoavam alguns apressa-dinhos, está indo de mal a pior. O rombo na balança comercial americana subiu de US$ 506 bilhões em 2009 para US$ 647 bilhões em 2010. As exportações subiram de US$ 1,068 tri em 2009 para US$ 1,289 tri em 2010. Só que as importações subiram mais que as exportações e o déficit se agravou. Elas foram de US$ 1,57 tri em 2009 para US$ 1,936 tri em 2010. Em suma, como disse o cineasta Michael Moore, recentemente, os EUA sofreram um verdadeiro “golpe de estado financeiro”. Por isso o país entrou na pior crise desde a Grande Depressão 1929 e sua produção está estagnada. E é bom que durante a visita ao Brasil, tanto Barack Obama quanto esses seus espaçosos funcionários percebam que o Brasil não está nem um pouco disposto a sacrificar a sua produção e os empregos de seus trabalhadores para corrigir a lambança que os banqueiros de Wall Street fizeram com a economia americana.

    http://www.horadopovo.com.br/2011/marco/2942-18-03-2011/P3/pag3c.htm

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s