Cidadania e judicialização dos movimentos sociais

Posted: 16/10/2011 in Uncategorized

Pedro Maciel Neto faz palestra sobre movimentos sociais

 

  Os estudantes do curso de Direito assistiram, ontem, dia 18, na Cidade Universitária, à palestra “Cidadania e judicialização dos movimentos sociais”, ministrada pelo advogado e professor Pedro Maciel Neto, doutor em Direito pela PUC-SP.

 

O tema teve como proposta levar os estudantes a refletir sobre a ação cidadã, segundo a organizadora do evento, a professora Ana Angélica Marinho Rodrigues, do curso de Direito.  O palestrante chamou a atenção para o exercício da cidadania, que não se restringe apenas ao voto, direitos e deveres, mas envolve também a participação na sociedade, buscando resolver conflitos sem precisar dos meios judiciais e mobilizando o interesse público.

 

Para Maciel Neto, somente através de movimentos para a resolução de conflitos sociais as pessoas poderão aperfeiçoar as relações e se tornarão cidadãs efetivamente, exercendo a ação política.

 

De acordo com o professor Moacyr Pereira Mendes, do curso de Direito, o que dificulta os movimentos sociais espontâneos atualmente é a falta de “tempo” e de “disponibilidade” da sociedade para discutir as questões. “Nossa educação formal não tem a visão transformadora, mas formadora de profissionais de sucesso para o mercado de trabalho”, afirma.

 

O estudante Vanderson Ivo Beraldo Rosa, do quinto período de Direito, diz que não havia pensado sobre o poder que temos quando exercemos a cidadania, manifestando opiniões e desejos, através de ações e manifestações. “Costumamos pensar o Poder Judiciário como o responsável pelas questões de justiça, enquanto que o Legislativo e o Executivo cumpririam seu papel de atender o povo”, destaca.

 

Cristina Honorato, também do quinto período, acredita que não há na política responsabilidade social, pois os representantes do povo, estando em situação confortável e cômoda, não querem se envolver em questões polêmicas. “Todos preferem transferir a responsabilidade para os jovens, chamando-os de futuro do país, revolucionários”.

 

Monica Pereira, do terceiro período de Direito, considera as redes sociais um caminho eficaz para que, cada vez mais, a sociedade se mobilize. “É muito cômodo só reclamar e esperar a reação de outra pessoa ou de uma autoridade responsável”, finaliza.

 

Texto e fotos: Agência de Jornalismo (AgênciaJor / UNISO)

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