JOSÉ MARIA TOMAZELA – Agência Estado

O MST da Base, dissidência do Movimento dos Sem-Terra (MST) criada por José Rainha Júnior, deu início hoje {a jornada de ocupações conhecida como “janeiro quente” com a invasão da fazenda Rio Feio, no município de Bento de Abreu, no oeste do Estado de São Paulo. Cerca de 300 militantes cortaram a corrente da porteira e entraram na propriedade com caminhões e carros no início da noite. A fazenda estava com gado de corte, mas isso não impediu que os sem-terra rasgassem as pastagens com um trator. De acordo com o militante Luciano de Lima, outras áreas serão ocupadas durante o final de semana. As ações devem continuar durante todo o mês. Em janeiro de 2011, grupos aliados a José Rainha invadiram 38 fazendas no oeste paulista. O dono da propriedade, Ariovaldo José Correa, não foi localizado pela reportagem.

O líder sem-terra está preso desde junho deste ano por suspeita de desvio de verbas públicas. Lideranças ligadas a ele assumiram os acampamentos da região e decidiram retomar a luta por novos assentamentos, segundo Lima. Entre as reivindicações está a posse imediata de oito fazendas já desapropriadas na região e ainda a destinação à reforma agrária de terras devolutas do Pontal do Paranapanema. “O Zé (José Rainha Júnior) está preso por perseguição política e decidimos dar continuidade à luta dele pela reforma agrária”, disse o militante Luciano de Lima. Ele reclamou que, durante todo o ano de 2011, não foram criados novos assentamentos na região. “A presidente Dilma assinou decretos de desapropriação de terras para a reforma agrária em 13 Estados, mas São Paulo ficou de fora”, disse.

A prisão de José Rainha e de outras lideranças do MST da Base ocorreu em junho do ano passado, durante a Operação Desfalque da Polícia Federal. Vários recursos pedindo a libertação do líder foram negados pela Justiça. No último dia 30, o advogado Juvelino Strozake, da Rede Social de Direitos Humanos, entrou com pedido de habeas corpus em favor de José Rainha no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Ayres Britto, no exercício da presidência, pediu informações ao juiz federal de Presidente Prudente, que determinou a prisão, e ainda vai decidir sobre o pedido.

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