Bancada cobra que Marta cumpra acordo no Senado

Posted: 25/01/2012 in acompanhamento parlamentar, DEMOCRACIA PARTICIPATIVA, ELEIÇÕES 2012, MARTA SUPLICY, PODER LEGISLATIVO, RUMOS DO PT - DEBATE, SENADO
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Autor(es): Por Raquel Ulhôa | De Brasília
Valor Econômico – 25/01/2012
Integrantes da bancada do PT no Senado cobram atuação da executiva nacional do partido para a solução do impasse entre os senadores Marta Suplicy (SP) e José Pimentel (CE) em torno da primeira vice-presidência da Casa.

Irritados com a disposição de Marta de descumprir acordo de rodízio no cargo feito com Pimentel, colegas de bancada dizem que, se ela não renunciar, ficará isolada e dificilmente será indicada para ocupar outro espaço do partido no Senado nos seis anos que restarem de mandato, após deixar o cargo na Mesa. “Ela estará trocando um ano por seis”, afirma um deles.

O PT de São Paulo e setores da executiva nacional gostariam de ver Marta prestigiada e com visibilidade, porque ela, ex-prefeita de São Paulo, será importante na campanha de Fernando Haddad a prefeito. Temem que, insatisfeita, ela não se envolva na campanha ou tome alguma atitude que prejudique Haddad. A senadora foi preterida na escolha do candidato a prefeito e, por enquanto, não há sinais de que ocupará um ministério.

Mas a bancada petista do Senado tem outras preocupações. A avaliação é que, se o acordo feito há um ano for descumprido, a convivência ficará difícil. A não ser que Pimentel desista da vaga. Ninguém pode obrigá-la a renunciar, um ato unilateral.

Em fevereiro de 2011, Marta e Pimentel disputavam a vice-presidência. O então presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, participou dos entendimentos e deu aval ao acordo de revezamentos entre os dois. Marta cumpriria o primeiro ano e Pimentel, o segundo. A senadora tinha a expectativa de disputar a prefeitura. Mas o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff optaram por Haddad.

Agora, Marta avisou ao líder da bancada, Humberto Costa (PE), e ao presidente do partido, Rui Falcão, que não pretende renunciar à vice-presidência. Um dos argumentos a seu favor é o fato de Pimentel ter sido nomeado líder do governo no Congresso. Ou seja, em dois anos de mandato no Senado ele ocuparia dois cargos importantes. E ela sairia para ficar sem nada.

Mas o principal motivo alegado para a desistência da renúncia seria a decisão do líder do DEM, Demóstenes Torres (GO), de pedir abertura de processo por quebra de decoro parlamentar contra ela. Em questão de ordem apresentada em plenário, na eleição dos integrantes da Mesa, ele disse que o mandato é fixado pela Constituição em dois anos e que um acordo reduzindo-o pela metade seria inconstitucional.

Para senadores petistas, esse é apenas “um argumento jurídico que Marta usa para justificar sua posição política”. Eles dizem duvidar que um senador perca o mandato por renunciar a um cargo, e que o STF interfira em questão interna do Senado.

Haverá também rodízio nas comissões presididas pelo PT. Delcídio Amaral (MS) cederia o comando da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) a Eduardo Suplicy (SP). Paulo Paim (RS) seria substituído na Comissão de Direitos Humanos por Ana Rita (ES). Também haverá troca de líder. Disputam Walter Pinheiro (BA) e Wellington Dias (PI).

O Valor procurou a senadora, por meio da assessoria, mas ela não respondeu ao pedido de entrevista.

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