Evento que relembraria o golpe de 64 acaba em pancadaria e cusparadas

Posted: 30/03/2012 in IMPUNIDADE, Justiça, Memória histórica, VIOLENCIA
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Written By ronaldo – livreiro

Jornal do Brasil

Maria Luisa de Melo+A-AImprimir

Uma manifestação, contra o evento que relembrava no Clube Militar o Golpe de 1964, assustou quem passava pela Avenida Rio Branco, no Centro do Rio, na tarde desta quinta-feira (29). Com a chegada de militares ao prédio – entre eles um general – muitos manifestantes cuspiram contra os participantes do evento, além de gritarem xingamentos como “torturadores” e “assassinos”. No protesto estavam estudantes e integrantes do grupo Ocupa Rio, que chegaram a fechar a avenida.

Com a aglomeração de manifestantes obstruindo a passagem dos militares, homens do Batalhão de Choque foram chamados e, ao disparar bombas de efeito moral e tiros de bala de borracha, feriram dois manifestantes e um cinegrafista da Globonews. Algumas pessoas foram levadas pela polícia, mas liberadas em seguida.

Segundo testemunhas que acompanharam o episódio na Cinelândia, o enfrentamento entre manifestantes e militares deu-se não apenas na entrada do grupo no prédio do Clube Militar, mas também na saída. Neste momento, ao se depararem com os xingamentos dos que aguardavam do lado de fora, militares debocharam jogando beijos e pedindo “paz e amor”.

A atitude causou ainda mais revolta aos estudantes, que, segundo testemunhas, perseguiram alguns militares. Houve quem só conseguisse deixar o prédio com escolta policial.

De acordo com o site do clube, o evento “1964- A Verdade” estava marcado para as 15h desta quinta, no Salão Nobre da sede. Os painelistas convidados eram o jornalista Aristóteles Drummond, Dr. Heitor De Paola e o general Luiz Eduardo Rocha Paiva, com mediação de Ricardo Salles.

“Nosso objetivo era constranger estes militares assassinos que nunca foram punidos pelas mortes que têm nas costas. Este evento do qual vieram participar é uma afronta à sociedade. A verdade sobre 1964 todos já sabemos”, esbravejava uma estudante da Universidade Federal do Rio de Janeiro em frente do Edifício Marechal Duque de Caxias.

Comentários
  1. ‎”…A situação era tensa. As crianças, emboladas, berrando palavras de ordem e bordões contra a ditadura e a favor da Comissão da Verdade. Frases como “Cadeia Já, Cadeia Já, a quem torturou na ditadura militar”.

    Faces jovens, muito jovens, imberbes até. Nomes de desaparecidos pintados em alguns rostos e até nas roupas. E eles num entusiasmo, num ímpeto, num sentimento. Como aquilo me tocou!
    Manifestantes mais velhos com eles, eram poucos. Umas senhoras de bermudas, corajosas militantes. Alguns senhores de manga de camisa. Mas a grande maioria, a entusiasmada maioria, a massa humana, era a garotada. Que belo!

    Eram nossos jovens patriotas clamando pela abertura dos arquivos militares, exigindo com seu jeito sem modos, sem luvas de pelica nem punhos de renda e sem vosmecê, que o Brasil tenha a dignidade de dar às famílias dos torturados e mortos ao menos a satisfação de saberem como, de que forma, onde e por quem foram trucidados, torturados e mortos seus entes amados. Pelo menos isso. Não é pedir muito, será que é?

    Hildegard Angel

    http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/03/31/hildegard-no-clube-militar-ele-matou-meu-pai/

  2. OS PARAQUEDISTAS DO 1º DE ABRIL

    “O QUE FAZ UM PAPA?”

    Comentário da redecastorphoto: MILICANALHAS (Golpistas de 1964 e seus seguidores/ apoiadores atuais) NADA tem a ver com o Brasil e muito menos com o povo brasileiro. São meros jagunços corrompidos moral e materialmente além de comandados por potência estrangeira até os dias de hoje. São cânceres adestrados nos colégios e escolas militares em todo o Brasil baseados em falsa luta ideológica e em suposta TUTELA do Poder Civil. A MILICANALHICE e a MENTIRA histórica são as marcas registradas da formação dos militares latino-americanos em geral e mais evidente no nosso Brasil. Aprendem na “Escuela de las Americas”.

    Laerte Braga – A Semana

    Dois papas foram suficientes para iniciar o processo de desconstrução de dois mil anos da Igreja Católica Apostólica Romana. João Paulo II e agora o ridículo Bento XVI. Nem os Bórgias e outros tantos complicados conseguiram tal feito. João Paulo II um mero instrumento de marketing e Bento XVI uma espécie ator fracassado que vive de algo assim como “aí que loucura”, padrão Narcisa Tamborindeguy.

    A diferença é o estilo solene, o que o torna mais ridículo ainda.

    Fidel Castro matou a pau, ou seja, puxou aquele pininho de plástico que mantém o boneco cheio de ar. Murchou.

    “O que faz um papa?”. Se confrontada a pergunta de Fidel com a feita por Stalin a propósito de ameaças de excomunhão – “quantas legiões tem o papa?” – o líder cubano mostrou seu tamanho histórico diante de uma futura nota de canto de página. Bento XVI.

    O tamanho de Castro é incomensurável diante do papa. Não escreverei o chavão, um gigante diante de um anão para não ofender anões.

    O golpe militar de 1964, o maior primeiro de abril de toda a história do Brasil tenta mostrar-se vivo na reunião de vampiros dos porões das torturas, assassinatos, estupros, escorados na canalhice de um patriotismo canhestro – quem comandava era um general norte-americano – num patético cenário no Clube Militar.

    As cortinas que escondem o sangue que ainda escorre da barbárie escondem também a covardia atrás da lei da anistia.

    Chega a ser inacreditável que as forças armadas aceitem tamanha desonra a partir de “militares” sem qualquer compromisso com o País e que deveriam estar presos. Os crimes que cometeram não prescrevem, são crimes contra a humanidade.

    ÍNTEGRA no link abaixo:

    http://redecastorphoto.blogspot.com.br/2012/04/os-paraquedistas-do-1-de-abril.html

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