Arquivo de 13/04/2012

Eugênio Kishi

 

O lider do PT no senado, Walter Pinheiro (BA), começará a colher assinaturas para abrir a CPI do Cachoeira no Senado.

Já existe um pedido idêntico na Câmara feito pelo deputado Protógenes Queiroz (PCdoB/SP).

A Câmara só pode abrir 5 CPI’s simultaneamente, e o próprio Protógenes chegou a avaliar que dificilmente seria viável abrir a CPI do Cachoeira e da Privataria Tucana simultanemente na casa. O Senado não tem essa limitação.

Deslocando a CPI do Cachoeira para o Senado, melhora as condições para instalar a da Privataria na Câmara, pois o caminho fica mais livre.

Mas o motivo alegado pelo líder do PT não foi esse. O STF disse que não pode atender ao pedido dos senadores para terem acesso ao inquérito sobre Demóstenes por estar sob sigilo de justiça. Só uma CPI poderá ter esse acesso. Com isso, sem ter acesso amplo aos diálogos entre Demóstenes e Cachoeira, os senadores entendem que fica prejudicado um julgamento no Conselho de Ética, pois estariam julgando com base em vazamentos parciais na imprensa, que não são oficiais. Isso facilitaria a defesa de Demóstenes.

Candidatura de Serra é usada para inibir CPI da Privataria

Tucanos estão acusando a CPI da Privataria Tucana de ser usada eleitoralmente, o que leva muita gente boa a admitir que esta CPI deva ser instalada após as eleições.

Por outro lado há forte suspeita de que um dos motivos de José Serra sair candidato foi justamente para bloquear esta CPI.

É fácil entender o cálculo demotucano.

Se ele não saísse candidato, e a CPI da Privataria fosse instalada, a carreira política dele iria a pique e em 2014 só teria condições de concorrer a Deputado Federal, igual a Paulo Maluf.

Saindo candidato agora, ele tenta bloquear a instalação da CPI antes das eleições. Se conseguir, tem dois caminhos:

Se perder a prefeitura, sua carreira política naufraga, com ou sem CPI.

Se ganhar a prefeitura (coisa difícil), fortalecido, continuará usando o mesmo argumento o tempo todo para continuar bloqueando a CPI: dirá que é por interesse político contra ele, por ser prefeito de oposição e por se tornar o principal nome tucano para candidatar-se a presidente em 2014.

Por: Zé Augusto

O Diário Oficial da União publicou nesta segunda-feira (9) portaria estabelecendo afastamento por 30 dias do superintendente regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) do Distrito Federal e Entorno, Marco Aurélio Bezerra da Rocha.

Rocha é citado em relatório da Polícia Federal por suposto favorecimento do grupo do empresário Carlos Cachoeira, preso após a Operação Monte Carlo, em processo de regularização fundiária da Fazenda Gama, próxima à Brasília.

Documento da PF aponta Rocha como suposto “responsável pela agilidade do processo” ou como quem ocupava cargo que o colocava “na posição de apontar o responsável pelo processo no órgão que dirige”.

A decisão do afastamento do superintendente foi tomada na semana passada pela direção nacional do Incra. Em nota, o órgão informou que “desde setembro de 2011” tem conhecimento da “existência de processos de certificação de imóveis rurais com suspeitas de irregularidades no âmbito da Superintendência do Incra” e que “o imóvel está, inclusive, inibido no Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR) para fins de fiscalização cadastral”.

Além do afastamento, o Incra abriu processo de sindicância investigativa para apurar o caso. O afastamento de Marco Aurélio Bezerra da Rocha vale para o exercício do cargo efetivo de agente de portaria e do cargo em comissão de superintendente regional do Distrito Federal e Entorno, “sem prejuízo da remuneração, como medida cautelar com o fim de que não venha a influir na apuração das irregularidades”, conforme estabelece a portaria.

Fonte: Agência Brasil