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Chávez

“Invejo você Nicolás, os golpistas do Paraguai te consideraram persona no grata”. A ironia é do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ante a acusação descabida dos golpistas paraguaios que agora querem fazer crer que o chanceler venezuelado, Nicolás Maduro, tentou promover um racha nas Forças Armadas do Paraguai.

María Liz García, nova ministra da Defesa do governo Federico Franco, chegou inclusive a acusar Maduro de ter incentivado os militares paraguaios a se rebelarem contra o golpe. Como “prova” dessas acusações, uma televisão do país divulgou um vídeo – editado, frise-se – que mostrava Maduro ao lado de membros das forças armadas paraguaias pouco antes do processo de impeachment.

Não demorou, porém, e a armação caiu por terra quando a TeleSur divulgou a íntegra dessas imagens. Maduro não estava sozinho com os militares coisa nenhuma – como insinuava o vídeo editado – mas acompanhado de seus pares da UNASUL, como a ministra de Relações Exteriores da Colômbia, María Ángela Holguín, e do Equador, Ricardo Patiño; além de Alí Rodríguez, secretário-geral do bloco.

Em seu pronunciamento na Assembleia Nacional venezuelana, Chávez não apenas ironizou as acusações, como denunciou que os senadores paraguaios exigiram dinheiro em troca da aprovação da entrada de seu país no MERCOSUL. “Por causa disso os mandei para o inferno”, contou.

Ele também traçou um paralelo do golpe contra Lugo com aquele que sofreu em fevereiro de 2002. “Aqui aconteceu exatamente o mesmo que no Paraguai; agora no Paraguai os golpista são Lugo e Nicolás!”, ironizou.

Mais um factóide

Está mais do que evidente que esta “denúncia” dos golpistas no Paraguai é um factóide, uma tentativa de desviar a atenção mundial do golpe parlamentar contra o presidente Fernando Lugo, legitimamente eleito no país. Na prática, essas declarações tratam-se de uma nova forma de golpe. Mas, as imagens da Telesur e as declarações insuspeitas da ministra das relações exteriores da Colômbia desmascararam a denúncia descabida e descabelada.

A chanceler da Colômbia garantiu que não viu o chanceler venezuelano reunido com ninguém em particular. “No lugar em que nós estávamos reunidos havia pessoas das forças militares. Se você me perguntar se eu vi Maduro se reunir com alguém, não. Ele estava onde todos nós estávamos e foram muitas horas e ninguém estava verificando o que fazia o vizinho”.

O fato é que o golpe foi dado e os autores deixaram sua assinatura. Agora, porém, para consolidar o poder, querem cassar os senadores que apoiam Lugo, por meio de declarações políticas. Querem romper relações com os países que apoiavam o governo constitucional de Lugo como a Venezuela, para garantir a continuidade dos golpistas no poder.

Publicado originalmente no blog do Zé

Comentários
  1. Eleonara diz:

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