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O Brasil tem realizado, nos últimos anos, avanços significativos na promoção da segurança alimentar e nutricional (SAN) e na realização do direito humano à alimentação, com a superação da situação de pobreza e miséria de milhões de famílias e o fortalecimento da agricultura familiar.
O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) tem sido fundamental para a concretização destes avanços. O programa, que envolve vários ministérios, visa garantir a oferta de alimentos da agricultura familiar para grupos sociais em situação de insegurança alimentar, fortalecendo a agricultura familiar, povos e comunidades tradicionais, e garantindo o acesso a alimentos de qualidade para as pessoas mais pobres.
Graças ao seu sucesso no Brasil, comprovado por muitos estudos independentes e por muitos documentos de organizações beneficiárias, o PAA é reconhecido internacionalmente, e é referência para diversos programas similares em outros países, da América Latina e da África. Atualmente o programa adquire alimentos de mais de 185 mil agricultores familiares, beneficiando 19.681 entidades recebedoras dos alimentos, com a distribuição de 529 mil toneladas de alimentos por ano. O PAA já beneficiou, ao longo dos seus 10 anos, 2.352 municípios em todos os estados do Brasil. A Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), através da Diretoria de Política Agrícola e Informações, dirigida por Silvio Porto, tem cumprido papel determinante na efetivação do programa.
Recentemente a Polícia Federal deflagrou a operação denominada de “agrofantasma”, que investiga supostas irregularidades e desvios de recursos no programa. Tal operação chamou a atenção pelo aparato policial utilizado e pela repercussão desproporcional do fato nos meios de comunicação. Tal operação resultou na detenção de 10 agricultores e do funcionário da Conab no Paraná, Valmor Bordin, bem como no indiciamento policial do Diretor de Política Agrícola e Informações da Conab, Silvio Porto.
Os movimentos sociais e organizações da sociedade civil aqui representados repudiam os procedimentos utilizados, bem como a forma distorcida e pouco clara que as informações sobre a operação foram divulgadas por grande parte dos meios de comunicação. Vale destacar que mesmo o processo correndo em sigilo, alguns meios de comunicação contavam com informações privilegiadas no dia da realização da operação policial. Os procedimentos da operação policial e sua divulgação contribuem para criminalizar as organizações da agricultura familiar e deslocam a atenção da sociedade da necessária apuração de irregularidades na execução do programa para um tratamento meramente policial de um programa fundamental para a realização do direito humano à alimentação. É importante salientar que estes mesmos canais de comunicação divulgam muito pouco ou quase nada os resultados positivos do programa em todas as regiões do Brasil.
O PAA é implementado há 10 anos, ao longo dos quais foram criados e aprimorados mecanismos de gestão e controle social do programa. Sua execução é acompanhada por centenas de conselhos municipais e estaduais de segurança alimentar e nutricional, assistência social e desenvolvimento rural. A busca pela transparência e pela responsabilidade no trato do recurso público tem sido permanente nos espaços de gestão e acompanhamento do programa, seja no seu Grupo Gestor, Comitê Consultivo, ou no Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea). Este aprimoramento tem se orientado pela transparência e pela busca da adequação de seus procedimentos à realidade da agricultura familiar e povos e comunidades tradicionais, segmentos da população que, embora responsáveis pela maior parte dos alimentos consumidos pela população brasileira, foram historicamente excluídos das políticas agrícolas.
Defendemos a apuração de toda e qualquer irregularidade, da mesma forma que defendemos o amplo direito à defesa das pessoas que se encontram detidas e indiciadas. Manifestamos nosso repúdio à forma como a ação policial foi realizada, efetivando detenções de
agricultores e funcionários da Conab que vinham colaborando com as investigações.
Os movimentos sociais e as organizações aqui representadas reafirmam a relevância do Programa de Aquisição de Alimentos e exigem sua continuidade e ampliação, nos marcos que vem sendo discutidos em suas instâncias de gestão e controle social. Reafirmamos a importância da Conab como órgão executor do PAA e o nosso reconhecimento e plena confiança no seu Diretor de Política Agrícola e Informações, Silvio Porto, gestor público reconhecido pela sua ética e retidão no exercício da função pública e dotado de uma história de vida pública na área do abastecimento e segurança alimentar e nutricional que lhe confere idoneidade e capacidade técnica e gerencial para a implementação e gestão do PAA. Repudiamos as tentativas de “linchamento” político dos gestores públicos da Conab e de lideranças de organizações beneficiárias.
Assinam:

AARJ – Articulação de Agroecologia do Rio de Janeiro
ABRA – Associação Brasileira de Reforma Agrária
ACTIONAID Brasil
ANA – Articulação Nacional de Agroecologia
ANA – Amazônia
ANC – Associação de Agricultura Natural de Campinas e Região
AOPA – Associação para o Desenvolvimento da Agroecologia
APTA – Associação de Programas em Tecnologias Alternativas
ASA – Articulação Semiárido Brasileiro
AS-PTA – Agricultura Familiar e Agroecologia
ASSOCIAÇÃO AGROECOLÓGICA TIJUPÁ
CÁRITAS Brasileira
CAA – Centro de Agricultura Alternativa do Norte de MG
CENTRO ECOLÓGICO
CONAQ – Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq)
CONTAG – Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadores na Agricultura
CNS – Conselho Nacional das Populações Extrativistas
CPT – Comissão Pastoral da Terra
ECONATIVA – Cooperativa Regional de Produtores Ecologistas do Litoral Norte
do RS e Sul de SC
FASE – Federação de Órgãos para a Assistência Social e Educacional
FBSSAN – Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional
FEAB – Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil
FESANS-RS – Fórum Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável do Rio Grande do Sul
FETRAF – Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar
Fórum de Segurança Alimentar e Nutricional do Paraná
FOSAN-ES – Fórum de Segurança Alimentar e Nutricional do Espírito Santo
GESAN – Grupo de Estudos em Segurança Alimentar e Nutricional
IBASE – Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas
MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens
MCP – Movimento Camponês Popular
MMC – Movimento de Mulheres Camponesas
MPA – Movimento dos Pequenos Agricultores
MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
PESACRE – Grupo de Pesquisa e Extensão em Sistemas Agroflorestais do Acre
Rede de Mulheres Negras pela Segurança Alimentar e Nutricional
REDE ECOVIDA DE AGROECOLOGIA
SASOP – Serviço de Assessoria às Organizações Populares Rurais
UNICAFES – União Nacional de Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária
VIA CAMPESINA

 
Sem terra marcha pela Reforma Agrária Nesta quarta-feira, 25, marcha dos sem terra na capital Aracaju. A concentração foi no trevo da entrada de Aracaju, a partir das 8h, de onde os trabalhadores rurais saem em caminhada pelo Centro da cidade. A mobilização marca o 25 de Julho – Dia do Trabalhador Rural e reúne acampados e assentados de todas as regiões do Estado. A atividade é reuniu mais de 20 mil sem terra. A mobilização encerrou às 16 horas, com ato na praça General Valadão.

Ato pela Reforma Agrária  reúne sem terra de todo o estado

Movimento dos Sem Terra promoveu ontem, 25, a maior manifestação do grupo no Estado. Mais de 20 mil pessoas fizeram parte da ação, que teve como objetivo pressionar o Governo Federal a agilizar o processo de reforma agrária em Sergipe. Atualmente existem mais de 200 acampamentos e 11 mil famílias para serem assentadas.

Aracaju foi tomada por diversas famílias de assentamentos e acampamentos sergipanos que passaram o dia comemorando o 25 de Julho e discutindo as reivindicações. Eles fizeram uma marcha de aproximadamente 15 quilômetros, da entrada da capital em direção à praça do Cemitério da Cruz Vermelha, onde foi servido almoço para os sem terra e para quem estava no local.

“Esse é um momento muito importante para o MST, pois esta é a maior manifestação do país. A previsão para este ano é de que apenas 550 famílias sejam assentadas. Precisamos de assentamento para 11 mil famílias, se o governo Federal continuar nesse ritmo levaria décadas para assentar todos”, explica o coordenador estadual e nacional do MST, Esmeraldo Leal.

No segundo momento, por volta das 15h30min, a multidão partiu em caminhada para a Praça General Valadão onde distribuíram panfletos e conversaram com a população sobre suas reivindicações. Gileno Damascena, da coordenação do MST, argumenta que já houve muitas conquistas, mas ainda há muito a avançar.

“Sergipe foi o primeiro a ter o convênio em terra estadual, no qual 1.200 famílias foram beneficiadas. Isso foi exemplo para outros estados. Mas, além de festejar nossas conquistas, ainda temos muito que reivindicar. Estamos longe de afirmar que temos uma política de reforma agrária, precisamos de um programa de agroindustrialização”, destaca o militante.

De acordo com Gileno, a agroindustrialização é importante para o desenvolvimento da vida econômica dos “Sem Terra”. “Conquistamos muito como educação e infraestrutura, foram mais de 10 mil famílias assentadas em 28 anos, agora o MST nacional já discute com o governo federal sobre o programa, ele precisa abraçar a causa. Isso é importante para a evolução das famílias. Em Sergipe, há um ano nossas lideranças conversaram com o governador, ainda esperamos uma audiência oficial. Se ele nos apoiar será um grande passo”, explica.

Um ato na Praça General Valadão finalizou as atividades do “Dia do Trabalhador Rural”.

Foto: Ronaldo Sales

Pequenos produtores recebem apoio e respondem com aumento da produção, melhoria na qualidade, gerando trabalho renda e riqueza no Piauí.  A comercialização entretanto continua em mãos de meia dúzia exigindo maior atenção das políticas públicas governamentais.

Veja a notícia publicada no portal Meio Norte

Do terceiro para o primeiro lugar em apenas um mês. Em junho, o Piauí passou a ser o maior exportador de mel do país, com 595 toneladas e US$ 1,9 milhão, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (19) pelo Sebrae. Já São Paulo fechou o mês com 479 toneladas e US$ 1,5 milhão, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 237 t e US$ 736,9 mil, e Ceará, com 136 t e US$ 445 mil.

O diretor-geral da Central das Cooperativas Apícolas do Semi-Árido (Casa Apis), Antônio Leopoldo, atribui à ascensão do Piauí o momento de melhoria do estado e o crescimento dos pequenos produtores. “O mel produzido no estado ganhou reconhecimento lá fora não só pela qualidade, mas também devido à estabilidade da produção, o que abriu novas portas no mercado”, acredita Leopoldo.

Outro fator, segundo o diretor da Casa Apis, é o investimento em programas de capacitação. Os pequenos produtores de mel no Piauí participam de certificações e projetos desenvolvidos pela Central e pela Cooperativa Mista dos Apicultores da Microrregião de Simplício Mendes (Comapi).

O Sebrae apoia e capacita todos os produtores da Casa Apis com ações de tecnologia, mercado e certificação. Com o objetivo de aumentar a produção e a comercialização na apicultura, a instituição também realiza ações para o fortalecimento do cooperativismo, modernização da gestão, inovação tecnológica co ntínua do processo produtivo e ainda certificações em produção orgânica.

De janeiro a junho deste ano, as exportações brasileiras de mel alcançaram US$ 40 milhões, resultado quase 38% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado (US$ 29,1 milhões). Em volume, foram comercializadas 12,3 mil toneladas este ano, contra 10,1 mil t em 2011.

Apesar do bom resultado no semestre, as vendas para o exterior em junho recuaram 29,54% em peso e 28,20% em valor em relação a maio. Foram exportados US$ 5,8 milhões e 1,83 mil tonelada. Porém, o preço médio pago, de US$ 3,22/Kg, foi 1,9% maior comparado ao mês anterior e de 10,65% ao mesmo período do ano passado.

De acordo com a coordenadora de Apicultura do Sebrae, Fátima Lamar, duas hipóteses podem ter gerado essa queda nas exportações. “Supõe-se que os estoques de mel estejam baixos ou que o consumo interno tenha aumentado, pois, apesar da queda das exportações, o preço médio pago aumentou”, justifica Lamar.

Já o diretor-geral da Casa Apis acredita que os números são um reflexo do mercado internacional. Segundo ele, há uma grande oferta de mel indiano nos Estados Unidos, com preço mais baixo, porém, de pior qualidade. “Isso acaba interferindo no mercado, mas esse mel é de péssima qualidade, apenas para puxar o preço para baixo”, explica.

Antônio Leopoldo sugere ainda que a China possa estar por trás das exportações indianas para os Estados Unidos. “As características desse produto são iguais as características do mel produzido pela China, o que supõe que este país está tentando exportar mel para os Estados Unidos através da Índia”, conta Leopoldo.

Os Estados Unidos foram o principal destino do mel brasileiro em junho, com um total de US$ 3,5 milhões, respondendo por 60,6% da receita das exportações e pagando o preço de US$ 3,17/kg. A Alemanha ficou em segundo, com receita de US$ 1,6 milhão, o equivalente a 28,41%, pagando US$ 3,26/kg. O Reino Unido absorveu US$ 247,3 mil dessas vendas, oferecendo US$ 3,00/kg. E o quarto destino das exportações foi o Canadá (US$ 210 mil) pagando o melhor preço, US$ 3,54/Kg. Outros países importadores de mel do Brasil foram Espanha, Bélgica, China, México, Japão, Paraguai, Bolívia e Peru.

Vinte e sete empresas exportaram mel no primeiro semestre de 2011. Somente três empresas responderam por 51% do valor das exportações de mel do Brasil, no primeiro semestre deste ano: duas de São Paulo e uma de Santa Catarina. Outras oito empresas responderam por 35% da receita de exportação, através dos seguintes estados: três do Piauí, duas do Rio Grande do Norte, uma do Ceará, uma do Paraná e uma do Rio Grande do Sul.

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Está disponível para consulta e/ou impressão o Manual Orientador da 4ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. O documento contém informações, sugestões e orientações para as diversas etapas que compõem o processo da IV Conferência, incluindo conferências municipais e estaduais, com propostas de atividades e sugestões para a elaboração dos documentos finais.

O Manual mostra também uma linha do tempo sobre a segurança alimentar no Brasil, apresenta o marco legal do Sistema Nacional e aborda os diversos aspectos da 4ª Conferência, como lema, data, local, objetivos, eixos temáticos, prazos e outras informações básicas.

“A IV Conferência está sendo convocada num momento particularmente relevante na já longa mobilização social pelo direito humano à alimentação adequada e saudável e pela soberania e segurança alimentar e nutricional no Brasil”, avalia o presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Renato S. Maluf.

“Além dos avanços já obtidos em razão de firme decisão política e intensa participação social, temos o direito à alimentação inscrito na Constituição Federal e um Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional em fase de elaboração”, afirma ele, na apresentação do documento.

Para Renato S. Maluf, “é muito importante que esse processo promova a mobilização social, a construção de conhecimento e a proposição de prioridades para a agenda nacional”. Para isso, afirma, “é decisivo o envolvimento dos conselhos estaduais e municipais, bem como das três esferas de governo”.

O Manual Orientador está disponível na página do Consea na Internet. Para obter a íntegra, manual-orientador

Fonte: Assessoria de Comunicação do CONSEA

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As atividades do deputado estadual Marcelino Galo (PT) nos acampamentos Margarida Alves (Itabela) e Guaita (Guaratinga) reuniu mais de mil famílias de trabalhadores e trabalhadoras do campo. O parlamentar está na região desde o domingo (10) visitando colônias e associações de pescadores, comunidades quilombolas e assentamentos e acampamentos do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) para ouvir as reivindicações e apresentar um balanço dos trabalhos na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). O encontro em Itabela e Guaratinga aconteceu durante todo o dia de ontem, quinta-feira (14), culminando com uma plenária na Câmara de Vereadores de Itabela, que contou com lideranças políticas da região.

 

“Tanto o Margarida Alves quanto o Guaita são acampamentos fruto do Abril Vermelho e já estão começando a colher o que plantaram durante a ocupação. Milho, abóbora, melancia, mandioca, feijão de corda, são alguns dos cultivos que já estão gerando renda e alimentos para as famílias acampadas, além de comercializarem boa parte dessa produção para as feiras-livres da região”, afirma Galo.

 

Com 920 barracos de lona e cerca de 600 famílias, o acampamento Margarida Alves é um símbolo de luta recente pela resistência e afirmação da importância do Brasil realizar uma reforma agrária ordenada e com acompanhamento técnico. “Assim que ocupamos tivemos a preocupação de construir um prédio escolar e hoje o acampamento está com grande produção de alimentos. Arrancamos o eucalipto e plantamos alimentos para a sobrevivência dessas famílias acampadas”, declara o diretor estadual do MST, Luciano Pereira, que ainda informa que o acampamento de Guaita possui 120 famílias e já tem iluminação e água encanada.

 

As atividades do deputado Marcelino Galo foram concluídas com uma plenária na Câmara de Vereadores de Itabela, que reuniu membros do PT, além do prefeito municipal Osvaldo Caribé, do vice Adailton, dos vereadores Marksonei Vasconcelos (Max), Lúcio França, Renaldo Porto, secretários municipais como Aldair Almeida (Agricultura), Regilmar (Obras), além do chefe de gabinete Rubem Vieira, do presidente do PT local, Valtim Lima. Participaram também da atividade no acampamento Guaita, o presidente do PC do B de Guaratinga, Inocêncio Pinheiro, que também é o secretário de Desenvolvimento Agrário do município.

Qua, 13 de Julho de 2011
Tomou posse nesta segunda-feira (11), na sede da autarquia em Natal, o novo superintendente regional do Incra no Rio Grande do Norte, o educador Valmir Alves da Silva.

Cerca de 300 pessoas, entre servidores e servidoras, representantes do governo do estado, demais órgãos públicos, entidades civis, associações de trabalhadores assentados, movimentos sociais e sindicatos rurais lotaram o pátio central do Incra/RN. Após o ato, foi servido um coquetel.

Potiguar, natural da cidade de Antônio Martins, Valmir Alves, 52 anos, ocupou no último período a função de delegado federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) no estado. Também atuou em cooperativa de assessoria técnica, social e ambiental e na Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte, como Diretor Administrativo do Hospital Regional na cidade de Mossoró. Foi, ainda, da executiva da Central Única dos Trabalhadores (CUT/RN), quando na década de 1990 apoiou diversas lutas do campo.

Valmir afirmou que fará a reforma agrária nos termos da necessidade do estado, tanto dos que precisam de terra para morar e trabalhar, quanto dos que precisam de estabilidade demográfica rural, produção de alimentos e paz no campo. “Teremos como orientação aprofundar a reforma agrária com fortalecimento do Incra em articulação com a dinâmica territorial e com os demais órgãos dos três níveis do governo e instituições públicas que se vinculam ao processo de desenvolvimento que o país está vivendo”, afirmou.

Concluiu sua fala informando que o momento é de buscar valorizar o que foi feito e promover ações que insiram os assentados em uma dinâmica produtiva e dentro de um novo contexto econômico e político. “A prioridade é investir da melhor maneira o recurso público, apurar a capacidade de obter terras para as três mil famílias acampadas no estado, com qualidade e em permanente diálogo com os movimentos sociais que atuam no campo e que desempenham um papel fundamental pela luta da reforma agrária no país.

AGRO-PECUáRIA – BRASIL  –
Mato Grosso do Sul
“Muitos não teriam acesso ao alimento, não fosse o Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA), considerado por vários países um exemplo de sucesso”, afirmou a secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Maya Takagi, na abertura da oficina nacional com prefeitos e gestores municipais do PAA, que ocorre quinta a sexta-feira (30 e 1º), em Brasília.Maya disse que o encontro com os prefeitos pretende unir esforços para o Plano Brasil Sem Miséria. “É um grande comprometimento na busca ativa, na inclusão produtiva, na geração de renda e no acompanhamento das famílias”, declarou.

Cerca de 180 pessoas participam do encontro, que pretende avaliar o programa, trocar experiências e alinhar estratégias de ação do plano. “O PAA tem sido um sucesso no meu município; motiva os produtores a continuarem produzindo, com a garantia de compra a preço justo”, definiu o prefeito de Araçatuba (SP), Cido Sério. Segundo ele, 300 pequenos agricultores comercializam sua produção para o PAA. “Em 2009 e 2010, foram R$ 2,5 milhões.”

Para Denise Colin, secretária nacional de Assistência Social do MDS, “o PAA efetiva a garantia do direito constitucional à alimentação”. Ela lembrou que se deve reconhecer a importância da ação dos municípios e que as secretarias municipais de Assistência Social serão chamadas a desenvolver ações do Brasil Sem Miséria. “São elas que têm experiência para tratar com esse público.”

Marco Antônio Leite, coordenador de Comercialização da Agricultura Familiar da Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), descreveu as ações do plano. “A assistência técnica, num primeiro momento, atenderá 20 mil pequenos agricultores. A ideia é que atue como um médico da família. O profissional vai conhecer, identificar as necessidades, acompanhar, ser um agente para buscar soluções.”

Participaram também da oficina o chefe de gabinete da Secretaria Extraordinária de Superação da Extrema Pobreza, Nabil Kadri, que apresentou o Plano Brasil Sem Miséria, e Maria Luiza da Silva, coordenadora de Agricultura Familiar do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que explicou a importância do PAA na merenda escolar.

Programa – O PAA visa contribuir para a segurança alimentar e nutricional de pessoas atendidas pela rede de equipamentos públicos de alimentação e nutrição (Restaurantes Populares, Cozinhas Comunitárias, Bancos de Alimentos) e pela rede socioassistencial, além de promover a inclusão econômica e social no campo, por meio do fortalecimento da agricultura familiar.

Os alimentos são adquiridos diretamente de agricultores familiares ou de suas organizações (cooperativas e associações), dispensada a licitação, desde que os preços sejam compatíveis com os praticados nos mercados locais e/ou regionais. Por ano, os agricultores podem vender ao programa R$ 4,5 mil.

Desde 2003, o PAA já investiu mais de R$ 3,5 bilhões na aquisição de 3,1 milhões de toneladas de alimentos de cerca de 160 mil agricultores por ano. Os produtos abastecem anualmente 25 mil entidades, beneficiando 15 milhões de pessoas. Para 2011, o orçamento do programa é de R$ 640 milhões.

Enquanto isto setores governamentais continuam a atuar na lógica da concentração, de renda, da propriedade, de capitais, buscando a “inserção competitiva” do Brasil nas disputas dos “mercados globalizados”. A mesma lógica que hoje cobra seus tributos à Grécia e outros países europeus, coordenada pelo FMI, da cobrança aos trabalhadores com a retirada de seus direitos, por benefícios competitivos ao capital transnacional, em crise, na luta entre imperialistas.

Este ano é o ano da Conferencia Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Este ano conquistamos a Diretoria Geral da FAO. É mais do urgente dar a devida centralidade do debate quanto ao significado do acesso ao alimento de qualidade e nas quantidades necessárias à manutenção da vida, vida que é direito humano univesal básico. Deste debate decorrem outros, dentre eles se a vida é mercadoria a ser inserida nos mercados competitivos mundiais, com financiamento público via BNDES.

 

 

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural se reúne nesta terça-feira (5) com o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, para discutir o processo de revisão do Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária dos Produtos de Origem Animal (Riispoa).

O atual regulamento é de 1952 e sua revisão é reivindicada por setores da pecuária nacional. Os produtores sugerem que o novo Riispoa seja mais resumido que o atual e com regras que se apliquem a todos os produtos do setor. Além disso, os pecuaristas pedem que seja concedido um prazo de adaptação de pelo menos dois anos antes das novas regras entrarem em vigor.

O debate é promovido em conjunto com a subcomissão criada para acompanhar o processo de fusão entre Perdigão e Sadia, JBS e Bertin, Marfrig e Seara, Citrosuco e Citrovita.

A reunião será realizada às 14 horas, na sala da Presidência da co