Archive for the ‘ENERGIA’ Category

SAO PAULO, 27 Mar (Reuters) – A Justiça Federal declarou inválida a licença de instalação da usina hidrelétrica Teles Pires expedida pelo Ibama, e suspendeu as obras do empreendimento, em especial as detonações de rochas naturais na região do Salto Sete Quedas, segundo a decisão ocorrida na segunda-feira.

A suspensão atendeu ao pedido do Ministério Público, que alegou que o Ibama emitiu as licenças prévia e de instalação do empreendimento “sem consulta livre, prévia e informada aos povos indígenas”. Além disso, o MP alega que a obra viola áreas consideradas sagradas para os povos indígenas.

Na decisão, a juíza substituta da 2a Vara Federal de Mato Grosso, Célia Regina Ody Bernardes, fixou multa diária de 100 mil reais pelo descumprimento da suspensão das obras.

O Consórcio Teles Pires já foi notificado e disse que vai recorrer da decisão, segundo a assessoria de imprensa do grupo, composto por Neonergia (50,1 por cento), Eletrosul (24,5 por cento), Furnas (24,5 por cento) e Odebrecht (0,9 por cento).

A empresa ressaltou que foram realizados vários encontros com lideranças indígenas de várias etnias, a fim de preservar locais históricos das comunidades da região e o respeito aos aspectos culturais e religiosos dos povos.

“A manutenção desta decisão judicial coloca em risco o emprego de cerca de 2.300 trabalhadores alocados para instalação do empreendimento, a suspensão de outros contratos com fornecedores de bens e serviços, além da interrupção de todos programas ambientais e sociais”, disse o consórcio em comunicado.

O Ibama informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que recebeu a notificação nesta terça-feira. Além disso, o órgão ambiental está analisando as alegações do processo e estudando as medidas jurídicas cabíveis.

A usina Teles Pires terá 1.820 megawatts (MW) e está incluído no Programa de Aceleracao do Crescimento (PAC).

Autor: (Por Anna Flávia Rochas; com reportagem adicional de Leonardo Goy, em Brasília, e Fábio Couto, no Rio de Janeiro)

Por Cláudia Schüffner | Valor

RIO – A Petrobras descobriu um reservatório de óleo e gás quando perfurava poço apelidado como Leste do Igarapé Chibata, a 25 quilômetros da província de Urucu, na bacia do Solimões, no Amazonas.

Segundo a empresa, os testes indicaram a capacidade de produzir 1.400 barris de óleo de altíssima qualidade, com 41 graus na escala da Associação Americana de Petróleo (API na sigla em inglês) e 45 mil metros cúbicos (m3) de gás.

O poço perfurado atingiu uma profundidade final de 3.295 metros, chegando até a formação geológica Juruá. A Petrobras tem 100% da área.

Trata-se da segunda descoberta no bloco SOL-T-171, onde a Petrobras também descobriu o reservatório Igarapé Chibata, que está em fase de avaliação de descoberta desde 2010 e que já produz através de um teste de longa duração (TLD).

“Se for confirmada a viabilidade econômica das descobertas, será criado um novo polo produtor de petróleo e gás natural na Bacia do Solimões”, informou a empresa em comunicado divulgado na noite de sexta-feira.

Atualmente a estatal brasileira produz no Amazonas 53 mil barris de petróleo, 11 milhões de metros cúbicos de gás natural e 1.300 toneladas de gás liquefeito de petróleo (GLP) por dia.

(Cláudia Schüffner | Valor)

22/09/2011 12:19:02 por Eugênio Nascimento em Economia

Do jornal “O Globo”, edição desta quinta-feira, dia 21 de setembro

“Especialistas dizem que a

província petrolífera que se esboça

no horizonte sergipano

pode transformar o estado “no

próximo Espírito Santo”, em

termos de produção. E não se

descarta uma produção de 200

mil barris/dia, que levaria Sergipe

ao clube dos grandes”.

 

 

Divisão da riqueza

Descoberta de petróleo em Sergipe muda ‘tabuleiro’ de royalties

Publicada em 21/09/2011 às 23h21m

Vivian Oswald (vivian.oswald@bsb.oglobo.com.br)

BRASÍLIA – A confirmação da presença de petróleo e gás em águas profundas na bacia Sergipe-Alagoas, anunciada ontem pela Petrobras, pode mudar o xadrez da distribuição dos royalties. A descoberta revela que outros estados podem passar a ser grandes produtores de petróleo no mar, além de Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo. Assim, terão de se dispor a dividir as riquezas do futuro A reação foi imediata. O secretário de Desenvolvimento do ES, Marcio Félix, mandou ainda pela manhã um tweet para o governador de SE, Marcelo Deda: “Sergipe poderá não ganhar os royalties da importante descoberta de Barra com as mudanças nas regras sobre royalties”.

A proposta apresentada pelo governo na semana passada e a do senador Wellington Dias (PT-PI) se concentram justamente na divisão dos royalties no mar entre as unidades da federação.

LEIA TAMBÉM: Espírito Santo discorda da proposta em debate sobre divisão de royalties

Especialistas dizem que a província petrolífera que se esboça no horizonte sergipano pode transformar o estado “no próximo Espírito Santo”, em termos de produção. E não se descarta uma produção de 200 mil b

Os estados produtores já haviam apresentado como argumento, para sensibilizar as outras unidades da federação, um mapa com o potencial de novas descobertas nas bacias sedimentares do país. Diziam que optar agora pela divisão dos royalties por igual poderia limitar o potencial de receitas de estados e municípios no futuro sobre a exploração de novas áreas.

Já o governador Sérgio Cabral disse nesta quarta-feira ser covardia o que está sendo feito com o Rio na divisão dos royalties do petróleo. Aceitar o acordo proposto no momento seria ceder e abrir mão de receitas novamente, afirmou. É a primeira vez que Cabral se manifesta de maneira tão incisiva desde o fim de 2010 quando, ao reagir à aprovação da Emenda Ibsen – que divide os royalties em parcelas iguais entre os estados – chorou.

Leia a íntegra no Globo Digital (exclusivo para assinantes)

Escrito por PT Senado

anibal_1409Com a presença do coordenador da bancada federal do Acre, senador Aníbal Diniz (PT), senadores, governadores e prefeitos das regiões Norte e Nordeste decidiram nesta quarta-feira, em reunião no Senado, intensificar os esforços para a votação do projeto do senador Wellington Dias (PT-PI) que faz uma nova distribuição dos royalties gerados pela exploração de petróleo.

Foi decidido que os parlamentares e apoiadores da partilha dos royalties farão uma coleta de assinaturas entre os parlamentares para incluir o projeto pauta do Senado em regime de votação de urgência urgentíssima – o que garantirá sua prioridade na pauta. A intenção, segundo os senadores, é “fazer pressão” para que o projeto seja votado após o recesso parlamentar. O texto servirá de base para a elaboração do substitutivo ao PLC 16/10 , que trata da partilha dos royalties do pré-sal.

O projeto apresentado pelo senador Wellington Dias, em parceria com o deputado federal Marcelo Castro (PMDB-PI), propõe a distribuição dos royalties do petróleo extraído no mar da seguinte forma: 40% do montante para a União e 60% para estados e municípios. Para os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, os chamados estados produtores, haveria uma compensação baseada na atual arrecadação dos estados.

“Em nome da bancada federal do Acre, informo que os parlamentares acreanos aprovavam unanimemente o projeto. Estamos de pleno acordo que façamos sim uma pressão e que busquemos também um entendimento”, disse o senador Aníbal Diniz.

Em favor da divisão dos royalties com os chamados estados não produtores, o senador Aníbal Diniz a argumentou que “se nós, da Amazônia, temos a responsabilidade de zelar pelo equilíbrio climático do Brasil, com preservação, a população do Rio também deve perceber os royalties do petróleo, e especialmente o pré-sal, não são exclusividade do Rio de Janeiro. É preciso buscar um entendimento que permita a construção de um consenso. Do contrário, tem de prevalecer o voto”, defendeu o senador.

Proposta – Tomando como exemplo o ano de 2011, a previsão é de distribuição de cerca de R$ 25 bilhões de royalties. Nesse caso, cerca de R$ 9 bilhões ficariam com os chamados estados produtores, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Dos R$ 16 bilhões restantes, R$ 6,4 bilhões (40%) seriam destinados à União (que pode se ressarcir das eventuais diferenças no Fundo Social), R$ 4,8 bilhões destinados aos estados e R$ 4,8 bilhões destinados aos municípios, aplicando-se o critério do Fundo de Participação dos Estados e do Fundo de Participação dos Municípios.

Para 2012, a previsão das receitas do petróleo extraído do Mar é de R$ 29 bilhões. Rio de Janeiro e Espírito Santo ficariam com R$ 12,1 bilhões. Dos R$ 16,9 bilhões restantes caberia à União 40% (R$ 6,76 bilhões), e aos estados e municípios 60%. Ou seja, R$ 10,14 bilhões, dos quais 50% para os estados e 50% para os municípios (R$ 5,07 bilhões).

“Estamos tentando pactuar um texto base como alternativa à votação do veto presidencial. A estratégia é buscar uma solução logo”, explicou o senador Wellinton Dias ao apresentar a proposta aos representantes dos estados e municípios. “O objetivo é votar nossa proposta nas comissões e no plenário do Senado até o dia 15 de agosto e em seguida, na Câmara, até 15 de setembro, onde a decisão é terminativa. Tudo isso antes da votação do veto”, acrescentou.

O veto presidencial trata da emenda que divide os recursos arrecadados com a exploração do petróleo entre todos os estados, independentemente de serem produtores ou não. Porém, a União terá de compensar os valores que os estados produtores perderiam em decorrência da aprovação da lei, algo estimado em R$ 10 bilhões.

Assessoria do Senador Aníbal Diniz

reuniao bancada1309_D1O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, esteve reunido nesta terça-feira (13) com a bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados. O encontro teve como pauta principal o plano de investimentos da empresa e a valorização do conteúdo nacional produzido e utilizado pela estatal.

Diante de um plenário lotado, com quase toda a bancada petista, Gabrielli apresentou os detalhes do novo Plano de Negócios da Petrobras, que terá grande impacto no desenvolvimento do País, em vários setores e, sobretudo, em âmbito regional e local.

Para o período 2011-2015 a Petrobras prevê investir 224,7 bilhões de dólares, montante que é três vezes superior ao Plano Marshall – apoio econômico dos EUA para a reconstrução da Europa após a II Guerra – e maior também do que os investimentos da Nasa, agência aeroespacial norte-americana, na corrida espacial que levou o homem à lua.

“O plano da Petrobras é, provavelmente, o maior programa de investimento entre todas as empresas do mundo. Desses 224,7 bilhões de dólares, 95% serão investidos no Brasil e, desse total, 65% serão fornecidos por empresas brasileiras. Nós estimamos que esse programa sustentará, a cada ano, a criação de um milhão de novos postos de trabalho”, declarou o presidente Gabrielli.

Para o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) a Petrobras é fundamental para fortalecer o Brasil no atual momento de turbulência internacional. “Agora, no momento de crise, os investimentos da Petrobras serão decisivos para que o desenvolvimento brasileiro não seja afetado pela crise internacional”, afirmou Teixeira.

O líder ainda enalteceu o papel estratégico da estatal durante os governos petistas. “No governo Lula e agora no governo Dilma a Petrobras só tem crescido e ampliado a sua importância no mundo, ao contrário do que aconteceu no governo FHC, quando quiseram até privatizá-la”, ressaltou Paulo Teixeira.

Recursos humanos e desenvolvimento regional – Vários deputados elogiaram a Petrobras e destacaram pontos do Plano de Negócios da estatal. O deputado José Guimarães (PT-CE), vice-líder do Governo na Câmara, por exemplo, comemorou os investimentos da empresa na região Nordeste, que chegarão a 45,4 bilhões de dólares até 2015. “São cinco novas refinarias, sendo três no Nordeste, e além da construção das refinarias, os investimentos terão impacto decisivo no PIB de cada estado”, disse Guimarães, na tribuna da Câmara.

Entre 2010 e 2014 a Petrobras pretende qualificar mais de 212 mil pessoas através de cursos de formação técnica, o que implicará investimentos de R$ 554 milhões.

A preocupação com a formação de recursos humanos foi exaltada pelo deputado Carlinhos Almeida (PT-SP). “A Petrobras investe na formação e treinamento de pessoal. Em São José dos Campos a Petrobras tem uma parceria com o governo federal para termos a nossa escola técnica federal. Nós vivemos esse processo na nossa região, mas existe no Brasil todo”, elogiou Almeida.

O deputado Geraldo Simões (PT-BA) foi outro que discursou na tribuna e lembrou que “a nossa frota passará de 287 navios para 568, o número de plataforma passará de 44 para 94, o número de sondas, de 15 para 65. É uma empresa que nos deixa orgulhosos”.
Confira link abaixo a apresentação de José Sérgio Gabrielli sobre o Plano de Negócios da Petrobrás (2011-2015):

petrobras20112015.pdf

Rogério Tomaz Jr.

Escrito por yesicaleila

Desde que empezó la intervención y masacre al pueblo libio por parte de la OTAN en contubernio con los Rebeldes de Benghazi, se repitió continuamente en todos los medios occidentales que Gadafi estaba pagando ingentes cantidades de dinero reclutando a mercenarios negros venidos de países limítrofes.

Esta idea pareció extenderse como la pólvora hasta instalarse en el imaginario social occidental de tal forma que la imágenes que veíamos en ocasiones sobre capturas y asesinatos a sangre fría de supuestos soldados negros leales al gobierno de Gadafi parecía tratarse de esto mismo: mercenarios negros contratados por Gadafi.

Sin embargo existe otra historia. Una historia cruda y despiadada que contradice esa misma versión mediática occidental. En este caso, estaríamos hablando de la posibilidad de una auténtica limpieza étnica por parte de algunos grupos rebeldes y un profundo racismo.

En un país con 6 millones de habitantes, una tercera parte son negros (el grupo más oprimido del país). Estamos hablando de millones. Pero no forman parte de la Rebelión. Es esta última una llamada “rebelión árabe”. Por el contrario, los negros libios no se unen a la rebelión sino que huyen aterrorizados. ¿No sería más fácil para los Rebeldes, ya que estamos hablando del grupo más oprimido del país, llamar a su solidaridad y unirse a las filas Rebeldes?

Es conocido el racismo árabe en Libia hacia los negros, pero curiosamente no parece provenir de Gadafi, quien durante décadas no hizo más que luchar contra este flagelo. Prueba de ello lo da la propia Unión Africana y el mismísimo Mandela. Lo que deja a la población negra de libia como una aliada natural del líder libio. Y al mismo tiempo nos da una de las respuesta a la pregunta que nos hacemos en este artículo. ¿Mercenarios? No, libios negros y aparentemente leales naturales de Gadafi, lo cual es un problema para la OTAN y para los propios Rebeldes.

En Monthly Review uno de sus editores, Yoshie Furuhashi, escribió:

“Los trabajadores africanos negros viven ahora atemorizados en los territorios en manos de los rebeldes en Libia. Algunos han sido atacados por turbas, otros han sido encarcelados y algunas de sus casas y talleres han sido incendiados. Numerosos trabajadores africanos dicen que se sentían más seguros bajo el régimen de Gadafi”

En el mes de Marzo, un periodista del Daily Mail británico estuvo en Benghazi informando sobre los “mercenarios” e informó:

“Los africanos que vi variaban entre uno de 20 años y otro de cuarenta y muchos, con una barba entrecana. La mayoría llevaba puesta ropa informal. Cuando se dieron cuenta de que yo hablaba inglés estallaron en protestas”.

“No hicimos nada”, me dijo uno, antes de que lo silenciaran. “Somos todos obreros de la construcción de Ghana. No dañamos a nadie”.

Otro de los acusados, un hombre en overoles verdes, mostró la pintura en sus mangas y dijo: “Este es mi trabajo. No sé cómo disparar un arma”

Abdul Nasser, de 47 años, protestó: “Mienten sobre nosotros. Nos sacaron de nuestra casa de noche, cuando estábamos dormidos”. Mientras se seguían quejando, se los llevaron.

El mismo día, la BBC informó que un obrero turco de la construcción decía:

“Teníamos entre 70 y 80 personas de Chad trabajando en nuestra compañía. Los cortaron en pedazos con podaderas y hachas; los atacantes decían: ‘Suministráis tropas a Gadafi’. Los sudaneses también fueron masacrados. Lo vimos nosotros mismos”.

International Business Times publicó un artículo el 2 de marzo que dice:

“Según los informes, más de 150 africanos negros de por lo menos una docena de países diferentes escaparon de Libia en avión y aterrizaron en el aeropuerto de Nairobi, Kenia, con horribles historias de violencia”.“Fuimos atacados por gente del lugar que dijo que éramos mercenarios que mataban a la gente. Quiero decir que no querían ver negros” dijo a Reuters Julius Kiluu, un supervisor de construcciones de 60 años.

Los Angeles Times publicó recientemente un artículo que decía:

“Funcionarios de la oposición en Benghazi, cuyas amplias redadas para detener a presuntos partidarios de Gadafi han sido criticadas, llevaron a periodistas en una gira estrictamente controlada a centros de detención. Muchos de los detenidos dicen que son trabajadores inmigrantes y niegan que hayan combatido por Gadafi”.

En un artículo de Julio en el Wall Street Journal, el periodista Sam Dagher señaló el hecho evidente de que la guerra Libia está agravando las tensiones étnicas en ese país. El artículo habla sobre el destino de Tawergha, una pequeña ciudad 25 km al sur de Misrata, habitado mayoritariamente por negros libios, un legado de sus orígenes del siglo XIX como una ciudad de tránsito en el comercio de esclavos:

Ibrahim al-Halbous, un comandante rebelde que lidera la lucha cerca de Tawergha, dice que todos los residentes que aún quedan deben desalojar la ciudad si sus combatientes la capturan. “Deben empaquetar” dijo el Sr. Halbous.“Tawergha ya no existe, sólo Misrata.” Otros líderes rebeldes piden medidas drásticas como la prohibición a los nativos de Tawergha de trabajar, vivir o enviar a sus hijos a las escuelas en Misrata.

“Casi cuatro quintas partes de los residentes del barrio de Ghoushi de Misrata eran nativos de Tawergha. Ellos han desaparecido o están en la clandestinidad, temiendo la venganza y ataques de Misrateños, en medio de informes de recompensas por su captura”.”Algunos de los odios de Tawergha tiene connotaciones racistas y estaban en su mayoría latentes antes del conflicto actual. En la carretera entre Misrata y Tawergha, consignas rebeldes como ‘la Brigada para purgar esclavos, piel negra’ han suplantado a un mural pro-Gadhafi garabateado”.

Bueno es recordar que existen cantidad de vídeos en la red, sobre todo en Youtube, con verdaderas atrocidades de este tipo tanto en Misrata como en Benghazi.

El mito de los mercenarios negros, difundido por los medios de comunicación occidentales y la portavoz de la OTAN Oana Longescu, como decíamos al inicio de este artículo, parece haber sido desmontado por los trabajadores de Amnistía Internacional en Libia.La investigadora de Amnistía Internacional, Donatella Rovera que estuvo entre el 27 de febrero y el 29 de mayo en Misrata, Benghazi, Ajabiya y Ras Lanouf, fue entrevistada por “The Standard” y dijo sobre el tema:

“Examiné esta cuestión en profundidad y no encontré pruebas. Los rebeldes difundieron estos rumores por todas partes, y tuvieron consecuencias terribles para trabajadores inmigrantes africanos: hubo una caza sistemática de los migrantes, algunos fueron linchados y muchos detenidos. Desde entonces, incluso los rebeldes han admitido que no había mercenarios; casi todos han sido liberados y han regresado a sus países de origen, como revelaron las investigaciones que sobre ellos se llevaron a cabo.”

Con respecto al tema del viagra, armado por el fiscal del CPI, Luis Moreno Ocampo, Donatella Rovera dijo:

“Nadie realmente llegó a tomarse esto en serio”. El 21 de marzo, después de los primeros ataques aéreos sobre tropas de Gadaffi fuera de Benghazi, un joven que trabajaba en el centro de medios de comunicación nos presentó muchos cuadros clínicos de la droga que afirmó haber encontrado en los tanques destruidos. Los vehículos habían sido completamente destruidos, pero no así las cajas con la viagra. No puedo creer que nadie le tomara en serio”

En estos días pudimos presenciar la toma de Trípoli por parte de las fuerzas Rebeldes y el asalto a la residencia de Gadafi. The Associated Press anunció que asesinaron a un grupo de libios negros en un campamento establecido en frente de la Jamahiriya de la residencia presidencial. Decenas de cadáveres fueron encontrados con las manos atadas a la espalda. La agencia dijo que no eran combatientes. Michel Collon y una delegación investigadora estuvieron en el lugar en julio y cuando se enteraron de lo sucedido declararon:

“Me encontré con esta gente durante mi investigación en Trípoli. Pude hablar con algunas personas. Que no eran “mercenarios”, como dicen los rebeldes y los medios de comunicación. Algunos eran de piel oscura y libios (gran parte de la población es de tipo africano, de hecho), los demás eran civiles negros de los países africanos que se quedaron en Libia desde hace mucho tiempo. Todos apoyan a Gaddafi precisamente porque se oponía al racismo y los trató como árabes y africanos en igualdad de condiciones. A diferencia de los rebeldes en Benghazi, conocidos por su racismo y los negros fueron víctimas de terribles atrocidades y sistemáticas en los primeros días de la guerra. La paradoja es que la OTAN pretende llevar la democracia con una sección libia de Al Qaeda y racistas de tipo Ku Klux Klan”

Simon de Beer, historiador e investigador que formó parte de esta delegación con Michel Collon dijo:

“Miles de africanos que viven en Libia son negros. Tuve la oportunidad de hablar con muchos de ellos, incluido el campamento de Bab al-Aziziya. Para la mayoría Gadafi es uno de los padres de África. No dudan en compararlo a Lumumba y Sankara. Esto puede parecer sorprendente, desde el extranjero, pero nunca debemos olvidar que en el continente más pobre, Libia es una excepción: con una expectativa de vida de 75 años, agua, electricidad, atención de la salud y educación gratuitos, incluyendo el costo total de poco más de un dólar … Es por eso que gran parte de los millones de africanos apoyan a Gaddafi. Me quedé perplejo al saber de la muerte brutal de los que, en solidaridad con el régimen, pacíficamente acamparon fuera de la residencia de Gadafi. Su asesinato es un acto de barbarie y de forma gratuita. ¿Cómo podemos siquiera atrevernos a describir a las fuerzas rebeldes como “democráticas”?

Tony Busselen, un periodista del semanario Solidaridad, asistió a la misma misión y agregó:

“Nuestras fotos muestran que estas personas eran civiles desarmados, había muchas mujeres y niños. Me dijeron que se movilizaron muy en contra de la guerra y no entendían lo que Europa quería. Ellos me dijeron: “Pero aquí es un país que funciona, los logros son mucho mejores que en África, es muy bueno para nosotros, y Europa está bombardeando! es incomprensible. “Ellos estaban muy motivados por defender Libia, ya que pueden comparar con sus países de origen. En realmente una barbarie esta masacre y atarles las manos a la espalda, eran personas simples, trabajadores que llegaron espontáneamente a defender su nueva patria. Es realmente de miedo y vi fotos de los mismos actos cometidos en Benghazi por los “rebeldes”, el terror es real. Así que cuando veo a la gente en Trípoli “aplaudir” a los rebeldes, creo que están aterrorizados. La OTAN trae el terror”.

Ilse Grieten de INTAL, dijo:

“Cuando lo veo, no me lo puedo creer. Ya habíamos escuchado tantas historias de las atrocidades cometidas por los rebeldes, y son ellos los que apoyamos y armamos? Estoy enfadado de nuevo, y todos los días! Estas personas eran tan honestos, cientos representan a muchos países africanos, todos ellos dentro y alrededor de sus tiendas de campaña durante meses, convencidos de que debían apoyar a Gaddafi y Libia como un ejemplo para África. Todavía puedo oír decir: “Libia es la madre de África.” Ellos nos mostraron en la práctica la unidad africana. Todos querían hablar con nosotros y entender de qué se trataba de un ataque en contra de África y sus materias primas. Libia es la puerta de África. Espero que sus voces sean escuchadas finalmente. ¿Por qué la OTAN y los rebeldes se negaban a las propuesta de paz de la Unión Africana (53 países)? ¿Por qué nunca hemos oído hablar de esto? Para ellos, Gaddafi es un símbolo de la Unidad Africana, el hombre que protege del pillaje neocolonial contra el saqueo. El hombre que ha hecho más por África que sus propios líderes”

Video: http://www.youtube.com/watch?v=r4oOAjCbXUg&feature=player_embedded

http://rompiendo-muros.blogspot.com/2011/08/limpieza-etnica-y-racismo-en-las-filas.html

Em 2020, a Petrobras vai  estar produzindo no Brasil 4,9 milhões de barris por dia. Vamos exportar 2,3 milhões de barris. A produção total da Líbia hoje é 2 milhões de barris. Nós investíamos, em 2003, em torno de US$ 5 bi. Hoje, estamos investindo US$ 45 bi por ano (…) US$ 224 bilhões até 2015 (…) mais de R$ 2,3 mil por segundo, nos próximos cinco anos.(…) Para evitar o risco da doença holandesa, é absolutamente fundamental intensificar o investimento na cadeia produtiva de suprimento de bens e serviços para petróleo e gás (…) Se não houver o crescimento dessa produção no Brasil, e nós vamos precisar de alguns equipamentos críticos que não tem capacidade de produção mundial, podemos ter problemas com o desenvolvimento brasileiro. Só para fazer uma conta: 2,3 milhões de barris por dia de exportação, a US$ 80 o barril, são 67 bilhões de dólares de exportação. Sabe o que impacta isso no câmbio?

(Carta Maior; Domingo, 28/08/ 2011)
Publicado por AFIN
Hoje é o PETRÓLEO Líbio. Se amanhã for o Nióbio, ou o Pré-sal brasileiros ? Estamos preparados para resistir ?
Os rebeldes líbios ganham posições a caminho da capital, enquanto os bombardeamentos da NATO atingem o aeroporto e o quartel-general de Kadafi. A Liga Árabe condenou a ingerência externa e apela ao ditador para abandonar o poder.
Artigo | 21 Agosto, 2011 – 19:15
Os duros combates que atravessaram a Líbia nos últimos meses estão a atingir a fase decisiva com a chegada dos rebeldes à capital.

Os duros combates que atravessaram a Líbia nos últimos meses estão a atingir a fase decisiva com a chegada dos rebeldes à capital. Foto Gerard Van der Leun/Flickr

A voz de Kadafi fez-se ouvir numa gravação transmitida pela televisão estatal no domingo, num apelo aos líbios para libertarem Tripoli do avanço dos opositores e a repetida promessa de que não se renderá. O conflito armado que opõe há meses o regime de Kadafi e a oposição que o quer derrubar parece aproximar-se da fase decisiva, com a batalha por Tripoli a ter início este fim de semana.

Segundo a al-Jazeera, a NATO bombardeou este domingo o quartel-general de Kadafi e o aeroporto de Tripoli. “Planeámos esta operação com a NATO e com os nossos rebeldes em Tripoli”, disse ao canal Al-Jazeera o líder dos rebeldes Mustafa Abdel-Jalil.

Nalguns bairros da cidade houve combates protagonizados pelos opositores de Kadafi, animados pela notícia do avanço das tropas rebeldes, que na tarde de domingo estavam a poucos quilómetros de Tripoli, após a conquista de cidades importantes como  Zlitan, Surman e Brega. Os relatos dos jornalistas estrangeiros falam de um “pânico controlado”, com todos eles a vestir coletes protectores de balas a caminho de lugares seguros, diz o repórter da CNN no Twitter, após os confrontos entre tropas leais a Kadafi e rebeldes mesmo em frente do hotel Rixos.

Na tarde de domingo, a vizinha Tunísia anunciou que passa a reconhecer o Conselho Nacional de Transição dos rebeldes como o governo legítimo, em mais um sinal do isolamento do regime do Kadafi. Outro é a notícia da captura ou deserção, nos últimos dias, de nomes importantes da “Revolução Verde”, como Abdel-Salam Jalloud, o antigo número dois do ditador, que abandonou o país e se encontra agora em Itália.

Publicado originalmente em ESQUERDA.NET

O velho Brizola dizia que as agências reguladoras criadas por Fernando Henrique era como um menino rodando uma marimba – para quem não sabe, marimba é aquela linha com uma pedra amarrada na ponta . Só que o menino é franzino e a pedra, enorme. E aí, é a pedra que roda o menino.

É assim no caso da ANP. Com as devidas ressalvas em relação a seu corpo técnico, o espírito político da autarquia foi “possuído” pelas grandes petroleiras de quem ela, como o menino, acaba entrando em órbita. E o pensamento de lucro rápido, que é natural nas empresas, mas não numa instituição pública, “toma conta deste corpo que não lhe pertence”.

Hoje, no jornal O Globo, o diretor da Agência Nacional do Petróleo, Helder Queiroz diz que tanto a agência reguladora como as empresas estão “loucas” pela realização da rodada, que a Presidenta Dilma, felizmente, segurou.

A turma da ANP, que sai em dezembro, deve mesmo estar louca. Com a descoberta do pré-sal, Lula e Dilma disseram: “opa, muita calma nessa hora”. Claro, se temos um mar de petróleo na nossa costa – dentro e fora do pré-sal, como são as áreas desta rodada ansiada pela ANP – não podemos sair entregando a qualquer um, a qualquer preço, como quem está morto de fome.

Ainda mais que a grande empresa nacional está diante de imensos desafios e compromissos para extrair aquilo que já foi descoberto e refinar em quantidade suficiente para acabar com a nossa necessidade de importação de derivados. E mais ainda com os sinais de agravamento da crise mundial, que espalhou pelo mundo lobos de capital salivando por oportunidades.

Mas o Dr. Hélder, que se confessa tão louco quanto as petroleiras para fazer logo a licitação, nem liga. Diz que não, que a ANP fez a segunda rodada de licitações – no governo FHC – e que correu tudo bem.

A indústria de petróleo trabalha sempre com o longo prazo. Quando teve a primeira rodada da agência, o preço do petróleo tinha caído para US$ 11, e todo mundo falava em adiar a rodada. A agência acabou fazendo. Em 2000, o preço do petróleo também estava baixo, e teve a rodada de Tupi. Então, o ciclo desde o leilão até a entrada em produção é muito longo”.

Na “rodada de Tupi”, Dr. Hélder, a sua agência colocou como valor mínimo para o Bloco BM-S-11, onde hoje é o megacampo de Tupi (estimado entre cinco e oito bilhões de petróleo de alta qualidade) a quantia de R$ 300 mil. O senhor esqueceu? Pode ir conferir lá no documento oficial da ANP, nas páginas 24 e 33, que a gente já reproduz aqui para facilitar.

E o poço saiu, com o ágio obtido no leilão, a R$ 15 milhões. Graças a Deus (e ao conhecimento técnico da empresa) a Petrobras ficou com 65% da área. BG Group (25%) e Galp Energia (10%) ficaram com o resto. É só fazer a conta: R$ 15 milhões, divididos por 5 bilhões de barris, dá tres milésimos de centavo (R$ 0,0003) como valor de bônus de assinatura.

Que as petroleiras estejam loucas po um negócio assim, é compreensível. Mas que a ANP, que deveria cuidar dos interesses do país, esteja “louquinha” para fazer o leilão até o fim do ano, quando muda sua direção, não dá para compreender.

Por: Fernando Brito

Publicado originalmente no Projeto Nacional

Em reunião da bancada do PT na Câmara dos Deputados, realizada na manhã desta quinta-feira (11), o líder da bancada, deputado Paulo Teixeira (PT-SP) anunciou a criação de dois grupos de trabalho que acompanharão e promoverão o debate de dois temas considerados prioritários para a bancada neste semestre.
São eles: a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e a regulamentação da divisão dos royalties do petróleo a ser extraído da camada pré-sal.

Na avaliação do líder da bancada,  os grupos de trabalho cumprirão função importante no debate e na articulação política com os atores sociais envolvidos com a questão. Sobre o GT que debaterá a redução da jornada ele anunciou encontro com entidades sindicais. “Vamos nos reunir com a CUT no próximo dia 25 e com todas as outras centrais sindicais posteriormente para debatermos e negociarmos ajustes na proposta de redução da jornada de trabalho. O grupo de trabalho terá um papel fundamental nesse processo, inclusive elaborando a nossa estratégia para encaminhar esta matéria”, destacou Teixeira.

O deputado Vicentinho (PT-SP) será o coordenador do grupo que debaterá a proposta de redução da jornada de trabalho e defendeu a sua aprovação ainda este ano. “Essa é uma bandeira histórica do PT e do movimento sindical brasileiro e há diversos estudos científicos pelo mundo que comprovam os benefícios de uma jornada não superior a 40 horas semanais, tanto em termos de bem estar e saúde do trabalhador, quanto até mesmo na sua produtividade. Portanto, temos convicção da necessidade de aprovação desta proposta não apenas para os trabalhadores, mas para a economia do País como um todo”, declarou Vicentinho.

Já o grupo de trabalho que tratará dos royalties do pré-sal terá o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) na sua coordenação.

Ambos os GTs  estão abertos à participação de mais parlamentares petistas (entrar em contato com a Liderança).

Confira a composição atual dos grupos criados na reunião desta quinta:

Grupo de Trabalho da jornada de 40 horas:
– Vicentinho (SP) – coordenador
– Arlindo Chinaglia (SP)
– Benedita da Silva (RJ)
– Carlinhos Almeida (SP)
– Janete Rocha Pietá (SP)
– Newton Lima (SP)
– Policarpo (DF)
– Ricardo Berzoini (SP)
– Rui Costa (BA)

Grupo de Trabalho Comissão dos royalties do pré-sal:
– Arlindo Chinaglia (SP) – coordenador
– Alessandro Molon (RJ)
– Assis Carvalho (PI)
– Assis do Couto (PR)
– Eliane Rolim (RJ)
– Fernando Marroni (RS)
– Luci Choinacki (SC)
– Marcio Macedo (SE)
– Newton Lima (SP)
– Zé Geraldo (PA)

(Da Liderança do PT)