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Nos dias 15 e 16 deste mês, cerca de 30 pessoas vão se reunir em Jales
para debater a diversidade na sexualidade humana e temas como homofobia, direitos humanos e história do movimento LGBT.

 

Criar e fortalecer articulações e organizações que trabalhem a dignidade e os direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT): esse é o objetivo do Projeto Tecendo Laços, que realiza sua próxima de Jales.

Durante os dois dias, serão debatidos temas como gênero e capacitação em Direitos Humanos e Política LGBT, dias 15 e 16 de abril, na cidade sexualidade, homofobia, vulnerabilidade, direitos humanos e história do movimento LGBT. A abertura será na Câmara Municipal de Jales e contará com a participação de autoridades.

 

O CORSA – Cidadania, Orgulho, Respeito e Amor, que entidade com sede na capital paulista desenvolve o projeto, espera que cerca de 30 pessoas, entre eles militantes LGBT e aliados que moram e atuam em Jales e na região Noroeste Paulista, participem da capacitação. “É um momento de reflexão e conscientização sobre os problemas enfrentados pela população LGBT na perspectiva de diálogo com a sociedade para superação dos preconceitos”, explica Lula Ramires, coordenador do CORSA.

 

O evento é realizado em parceria com a OSCIP A REDE DA CIDADANIA, que atua na região. “Já trabalhamos por uma sociedade mais justa e igualitária, com a vinda do Tecendo Laços nossa atuação ampliará mais no campo LGBT, aproveitaremos para realizar o II Encontro da Diversidade Sexual do Noroeste Paulista”, afirma Murilo Pohl, coordenador do Centro de Formação Permanente para Conselheiros, Educadores, Gestores e Militantes Sócias do Noroeste Paulista.

Sobre o Tecendo Laços – Identificar e promover capacitação para lideranças LGBT em Direitos Humanos no Estado de São Paulo é o intuito maior do projeto Tecendo Laços, desenvolvido pelo Corsa desde maio de 2010.

Para isso, o projeto leva militantes experientes e especialistas ligados à temática para dialogar com pessoas interessadas em conhecer melhor e se juntar ao movimento LGBT. No âmbito local, o projeto visa incentivar a criação ou fortalecer a formação de grupos e entidades (ONGs) que atuem na defesa dos direitos da comunidade LGBT em suas regiões.

O projeto, por seu caráter itinerante já passou pelos municípios de Embu das Artes, São Carlos, Rio Claro, Limeira e Jandira além da capital. E já está agendado para seguir para, Itápolis, Bauru e Presidente Prudente nos próximos meses.

Sobre o Corsa – O Corsa – Cidadania, Orgulho, Respeito, Solidariedade e Amor – é uma organização não governamental que, desde 1995, atua na defesa dos direitos civis e humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. Sediada na cidade de São Paulo, atua também em âmbito estadual e nacional participando intensamente de seminários, encontros e conferências que tratem das questões LGBT. Desenvolve ações nas áreas de educação (formação de professores em diversidade sexual na escola) e de prevenção às DST/Aids.

Serviço

Capacitação sobre Direitos Humanos e Políticas Públicas LGBT

Data: 15 e 16 de abril

Dia 15, abertura na Câmara de Vereadores de Jales às 19h30

Dia 16, II Encontro LGBT de Jales e Região – Capacitação Tecendo Laços.

As inscrições são gratuitas, mas é necessária a prévia inscrição com o objetivo de que se possa garantir a infra-estrutura necessária. As fichas de inscrição podem ser encaminhadas pessoalmente para a sede da A REDE da Cidadania (Rua Dois, 1947 – Jales) pelo ou Correio (CEP 15.704-192). Você pode baixar a ficha pela internet no site http://arededacidadania.wordpress.com ou enviadas para o e-mail arededacidadania@yahoo.com.e ainda serem entregues na abertura, sexta feira, no Plenário Tancredo Neves da Câmara Municipal de Jales. Vagas limitadas.

Mais informações pelo fone (17) 9774-9576

As comemorações pelo 100º Dia Internacional da Mulher, em 2011, coincidiram com o início do governo da primeira mulher a presidir o Brasil. O governo da presidente Dilma Rousseff terá como meta prioritária promover a autonomia econômica, política e social das mulheres brasileiras, conforme afirma em entrevista ao CLAM a ministra da Secretaria de Política para as Mulheres, Iriny Lopes, substituta de Nilcéia Freire no cargo.

Índices elevados de violência doméstica, restrição de direitos sexuais e reprodutivos, pobreza, baixa representatividade feminina nos espaços políticos e diferenças salariais em relação aos homens são alguns dos problemas que o Brasil apresenta. Na entrevista ao CLAM, a ministra lista ações e traça planos para enfrentar esse cenário.

A senhora afirmou recentemente que a feminização da pobreza é um problema concreto no Brasil. Que ações e medidas estão nos planos da Secretaria de Políticas para as Mulheres para incrementar a situação econômica das mulheres, tendo em vista que elas ainda recebem salários menores do que os homens?

Quando assumimos a Secretaria de Políticas para as Mulheres, recebemos da presidenta Dilma a tarefa prioritária de promover a autonomia econômica, política e social das mulheres brasileiras, pois enfrentar as desigualdades de gênero passa por erradicar a pobreza. O Brasil tem hoje 8,9 milhões de miseráveis, a maioria são mulheres, e dentre elas estão as negras com seus filhos e filhas. Portanto, a pobreza e a miséria têm sexo e cor. Essa iniquidade tem que acabar. Isso é pressuposto de um Brasil com igualdade, solidário e verdadeiramente democrático.

O primeiro passo foi dado pela presidenta Dilma, ao dar reajuste de 45% aos beneficiários do Bolsa Família com filhos de até 15 anos de idade (o aumento médio ficou em 19,4%). A maioria dos usuários do cartão Bolsa Família (93%) são mulheres. Estamos atuando em frentes que se complementam, na perspectiva de erradicar a pobreza e a miséria, seja na ampliação do acesso das mulheres ao mercado de trabalho formal em empreendimentos de infraestrutura, como as obras do PAC II, Copa de 1014 e Olimpíadas. Paralelamente, trabalhamos com ações para possibilitar formação e qualificação profissional para as mulheres, através de cursos de qualificação nos institutos federais e no sistema S (Sesi, Senai, Sesc, Sebrae, Senar, Sest Senat etc.). Nesta mesma direção, vamos ampliar a estrutura de apoio que facilite a presença das mulheres no mercado de trabalho, ampliando o número de creches, além de aumentar o tempo de permanência das crianças nas unidades de educação infantil. A instalação de restaurantes, cozinhas e lavanderias comunitárias para que elas possam permanecer no trabalho sabendo que seus filhos estão acolhidos e bem tratados é outra medida, e vem atender especialmente a população em situação de vulnerabilidade. Ainda nesta perspectiva, estamos articulando a criação de linhas de créditos específicos, destinados às micro e pequenas empreendedoras, cooperativas e associações de mulheres.

Na área de saúde, está sendo articulada a rede de atendimento ao parto (Rede Cegonha) e a ampliação da rede de diagnóstico e tratamento do câncer de mama e de colo uterino, dentre outras ações articuladas com todos os setores do governo de forma transversal. São ações de políticas públicas que devem ser institucionalizadas e incorporadas em todas as instâncias em nível federal, nos estados e municípios.

O número de mulheres com título de doutorado ultrapassou o de homens, segundo dados divulgados ano passado do Ministério da Ciência e Tecnologia. Essa qualificação, no entanto, contrasta com outro dado: o de que as mulheres predominam nas estatísticas sobre desemprego no país e de baixos salários. Qual a sua avaliação sobre essa contradição?

As mulheres representam 41% da força de trabalho, mas ocupam somente 24% dos cargos de gerência. O rendimento delas, em média, é 63% menor do que dos homens. Embora as mulheres sejam mais qualificadas intelectualmente, considerando que têm mais tempo de estudos, elas não possuem as mesmas oportunidades no mundo do trabalho. Reverter essa realidade é um desafio para toda a sociedade. É necessário superar valores, práticas e posturas que estão enraizadas na cultura machista, sexista e discriminatória em relação às mulheres. E um dos espaços importantes para romper com essas posturas é a educação. Vamos qualificar meio milhão de professoras e professores no programa Gênero e Diversidade na Escola. No mundo do trabalho, vamos incentivar e promover programas de equidade de gênero nas empresas e instituições públicas, ampliando a cobertura das ações já existentes. E, no campo da cultura, queremos promover a expressão cultural e de identidades das mulheres, assim como a visibilidade das diferenças e diversidades.

O país vive um momento inédito com a eleição da presidenta Dilma Rousseff e a nomeação de 9 ministras para seu governo. Nunca o Brasil teve tantas mulheres nos postos mais altos do Executivo. A sra. acredita que haverá repercussões na cultura política de poder masculino dos partidos e que os debates sobre a participação política das mulheres terão mais importância na reforma política?

Elegermos uma Presidenta é um marco histórico sem precedentes, especialmente em se tratando de uma mulher que chegou à Presidência não trazida por uma história política ‘agregada’ à elite ou a uma tradição oligárquica. Sua eleição vem por mérito próprio, com uma biografia de afirmação da liberdade, da igualdade e defesa da democracia e direitos. Ela vem suceder um operário oriundo das lutas populares. É um marco simbólico, político e histórico que põe luz sobre a força da mulher brasileira e sua capacidade para acabar com um conjunto de práticas discriminatórias, a começar com a pobreza, a violência, a ausência de participação política e autonomia econômica.

Uma mulher na Presidência muda a forma de entender e de operar as políticas, especialmente para as mulheres. Abre perspectivas e as estimula a ampliar sua presença nos espaços de poder e decisão e aponta para as possibilidades de qualificar os marcos jurídicos ainda discriminatórios, como a Legislação Eleitoral, que não contempla a equidade de gênero. Estamos vivendo um momento muito especial na história da luta das mulheres por igualdade e equidade de gênero. Nesse sentido, a presidenta Dilma é uma referência sem precedentes, que repercute na vida das mulheres em todas as áreas, com um sentido profundo de afirmação dos seus valores, de que as mulheres podem.

Apesar da eleição da primeira mulher presidente na história do país, na Câmara dos Deputados a bancada feminina encolheu de 47 para 43 parlamentares em relação ao pleito de 2006. No Senado, foram eleitas 8 mulheres, que se juntaram às 4 que já estavam na Casa. O que pode ser feito para aumentar a representação da mulher na política nacional?

A presença das mulheres na política não é uma questão de número ou de comparação entre homens e mulheres, mas de igualdade de gênero, requisito necessário para alcançarmos a democracia plena e o desenvolvimento com justiça. E é também uma questão de qualidade, pois as mulheres na política trazem com mais profundidade o debate sobre questões importantes para o desenvolvimento, como a erradicação da pobreza e miséria, a promoção do pleno emprego e renda, saúde, educação, o enfrentamento à violência e às desigualdades, segurança alimentar, dentre outros. Elegemos uma presidenta, subimos para nove o número de ministras, e a nomeação de mulheres para os cargos do segundo escalão cresceu 75%. Mas, apesar dos avanços, as mulheres ainda têm pouca presença: se formos comparar com os dados dos Legislativos, que têm em média 10% de presença feminina, e o Judiciário, com apenas 15%, veremos que estamos ainda muito longe de alcançar a equidade e a igualdade de gênero nos altos escalões. Reverter essa situação passa pela reforma eleitoral, que contemple a equidade de gênero nas listas de candidatos, possibilitando às mulheres as mesmas oportunidades. Estamos dialogando neste sentido com a bancada feminina no Congresso Nacional.

Assim que foi escolhida para o cargo, no final de dezembro do ano passado, a senhora afirmou que não via obrigação de uma mulher ter um filho que ela não se sentia em condições de ter. Houve forte reação de setores conservadores (inclusive na classe política), demonstrando mais uma vez que o tema do aborto está inserido em um contexto de permanente embate político e ideológico. Como a senhora pretende lidar com esse cenário para ampliar os direitos reprodutivos e sexuais das mulheres?

Estamos tratando com serenidade e tranqüilidade essa questão. Por orientação da presidenta Dilma Rousseff, a questão do aborto será tratada de acordo com a lei. E nenhuma mulher deve correr o risco de morte por falta de atendimento. Para isso, a rede de atenção à saúde integral da mulher tem a atribuição de acolher e atender as mulheres que necessitam de atendimento nesses casos. Ampliar e defender os direitos reprodutivos e sexuais das mulheres não é só atribuição do Estado. Toda a sociedade deve debater a questão ouvindo as diversidades e a pluralidade de opiniões, opções e culturas, de forma a contemplar todos os setores.

A violência contra a mulher permanece como um fenômeno freqüente e grave. A aplicação da Lei Maria da Penha, passados mais de cinco anos de sua implementação, ainda está vulnerável à interpretação dos juízes, que muitas vezes tomam decisões que deixam desprotegidas mulheres vítimas de agressões. O que o Executivo federal pode fazer para garantir o cumprimento pleno da lei?

A Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06), que tipifica e pune os atos de violência contra a mulher, é uma vitória para os direitos das mulheres. A lei incorporou o avanço legislativo internacional e se transformou no principal instrumento legal de enfrentamento à violência doméstica contra a mulher no Brasil. É uma legislação reconhecida internacionalmente. A presidenta Dilma afirmou que a Lei Maria da Penha deve ser aplicada com rigor, e é assim que o governo federal está tratando a questão. A tentativa de revisão de alguns dos artigos e o questionamento da lei pode representar um retrocesso na sua implementação e aplicabilidade. Após estes cinco anos de existência, é necessário ampliar o seu alcance, assegurando todos os mecanismos e instrumentos nela previstos e garantindo que todas as mulheres em situação de violência tenham seus direitos e sua cidadania respeitados.

Nesse processo de mobilização em defesa da Lei Maria da Penha, a SPM conta com grande apoio dos Ministérios Públicos Federal e Estaduais, que têm defendido a aplicabilidade da lei. Firmamos uma parceria com o Ministério Público Federal, o Ministério da Justiça e o Colégio dos Procuradores Gerais da Justiça, através de um Protocolo de Cooperação para aprimorar a proteção às mulheres que são vítimas de violência doméstica e para efetivar a punição dos seus ofensores, nos termos da Constituição e da Lei Maria da Penha.

Segundo pesquisa recente da Fundação Perseu Abramo, a cada dois minutos, cinco mulheres são agredidas. A cada dia, 10 mulheres são assassinadas. Somente nos últimos 12 meses, um milhão e trezentas mil mulheres acima de 15 anos foram agredidas. Por esses dados podemos avaliar que a Lei Maria da Penha não só é importante para punir com rigor os agressores, mas é um instrumento de reconhecimento histórico de que mais da metade da população do Brasil, composta por mulheres, deve ter sua integridade protegida. O Estado reconhece que a violência doméstica, uma face cruel das desigualdades entre homens e mulheres na sociedade, deve ser erradicada. É o reconhecimento de que as mulheres brasileiras têm quem as proteja. Modificar essa lei, ou negá-la, é um retrocesso em relação aos direitos das mulheres e negação da sua condição de igualdade

www.clam.org.br

Segundo representante dos alunos, ambiente universitário deve ser ‘aberto à diversidade’

Carlos Lordelo – Estadão.edu

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Presbiteriana Mackenzie discorda do manifesto escrito pelo líder religioso da instituição, Augustus Nicodemus Gomes Lopes, que orienta a comunidade acadêmica a se posicionar contra a aprovação do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006 – conhecida como ‘lei anti-homofobia’.

Segundo o secretário geral da gestão Hybridaº, o estudante do 6º semestre de Jornalismo Gustavo Di Lorenzo, de 20 anos, o DCE considera “um erro” do chanceler “colocar sua opinião como sendo a da universidade”. “O manifesto vai de encontro ao que pensam os alunos e até mesmo os professores do Mackenzie. O ambiente universitário, como palco do desenvolvimento social e cultural, tem de ser aberto à diversidade”, afirmou.

Os alunos devem se reunir ainda nesta quarta-feira, 17, para deliberar se realizam atos de protesto. Na rede social Facebook, internautas já combinam uma manifestação às 16h30 da próxima quarta-feira, 24, em frente ao câmpus do Mackenzie na região central de São Paulo.

“Somos a favor da aprovação do PL 122. Qualquer manifestação preconceituosa e contrária à diversidade deve ser punida”, disse Di Lorenzo.

Enviado por luisnassif, qua, 17/11/2010 – 09:38

Por ex wilson yoshio 

Nassif, a manchete foi atenuada, a universidade e o Mackenzie.

Do Yahoo

Universidade de São Paulo irrita comunidade gay ao se posicionar contra lei anti-homofobia

Ter, 16 Nov, 07h26

Por Redação Yahoo! Brasil

A Universidade Presbiteriana Mackenzie, uma das maiores instituições particulares de ensino em São Paulo, causou a revolta de membros da comunidade gay por causa de um artigo assinado pelo seu chanceler e reverendo Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes.

O texto, publicado no site do Mackenzie nesta terça (16) e retirado logo depois, diante da polêmica no Twitter, se mostra contra a aprovação da lei “anti-homofobia” – ou seja, pleiteia o direito de continuar se posicionando contra o homossexualismo.

Gomes Lopes diz que a comunidade presbiteriana respeita “todas as pessoas”, mas que também defende o direito de poder criticar estilos de vida que estejam em desacordo com as ideias da igreja. 

A assessoria de imprensa do Mackenzie não soube explicar o motivo de o texto ter sido retirado do site poucas horas depois de publicado, limitando-se a dizer, em nota: “O Mackenzie se posiciona contra qualquer tipo de violência e descriminação (sic) feitas ao ser humano, como também se posiciona contra qualquer tentativa de se tolher a liberdade de consciência e de expressão garantidas pela Constituição.”

Intitulado “Manifesto Presbiteriano sobre a Lei da Homofobia”, o texto assinado pelo reverendo Gomes Lopes se propõe a “servir de orientação à comunidade acadêmica.” Ele se baseia no Salmo 1, que, “juntamente com outras passagens da Bíblia, mostra que a ética da tradição judaico-cristã distingue entre comportamentos aceitáveis e não aceitáveis para o cristão.”

Leia abaixo a carta na íntegra, que foi retirada do site do Mackenzie pouco depois de sua publicação:

“Manifesto Presbiteriano sobre a Lei da Homofobia

Leitura: Salmo
O Salmo 1, juntamente com outras passagens da Bíblia, mostra que a ética da tradição judaico-cristã distingue entre comportamentos aceitáveis e não aceitáveis para o cristão. A nossa cultura está mais e mais permeada pelo relativismo moral e cada vez mais distante de referenciais que mostram o certo e o errado. Todavia, os cristãos se guiam pelos referenciais morais da Bíblia e não pelas mudanças de valores que ocorrem em todas as culturas.

Uma das questões que tem chamado a atenção do povo brasileiro é o projeto de lei em tramitação na Câmara que pretende tornar crime manifestações contrárias à homossexualidade. A Igreja Presbiteriana do Brasil, a Associada Vitalícia do Mackenzie, pronunciou-se recentemente sobre esse assunto. O pronunciamento afirma por um lado o respeito devido a todas as pessoas, independentemente de suas escolhas sexuais; por outro, afirma o direito da livre expressão, garantido pela Constituição, direito esse que será tolhido caso a chamada lei da homofobia seja aprovada.

A Universidade Presbiteriana Mackenzie, sendo de natureza confessional, cristã e reformada, guia-se em sua ética pelos valores presbiterianos. O manifesto presbiteriano sobre a homofobia, reproduzido abaixo, serve de orientação à comunidade acadêmica, quanto ao que pensa a Associada Vitalícia sobre esse assunto:

“Quanto à chamada LEI DA HOMOFOBIA, que parte do princípio que toda manifestação contrária ao homossexualismo é homofóbica, e que caracteriza como crime todas essas manifestações, a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre o homossexualismo como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos.

Visto que: (1) a promulgação da nossa Carta Magna em 1988 já previa direitos e garantias individuais para todos os cidadãos brasileiros; (2) as medidas legais que surgiram visando beneficiar homossexuais, como o reconhecimento da sua união estável, a adoção por homossexuais, o direito patrimonial e a previsão de benefícios por parte do INSS foram tomadas buscando resolver casos concretos sem, contudo, observar o interesse público, o bem comum e a legislação pátria vigente; (3) a liberdade religiosa assegura a todo cidadão brasileiro a exposição de sua fé sem a interferência do Estado, sendo a este vedada a interferência nas formas de culto, na subvenção de quaisquer cultos e ainda na própria opção pela inexistência de fé e culto; (4) a liberdade de expressão, como direito individual e coletivo, corrobora com a mãe das liberdades, a liberdade de consciência, mantendo o Estado eqüidistante das manifestações cúlticas em todas as culturas e expressões religiosas do nosso País; (5) as Escrituras Sagradas, sobre as quais a Igreja Presbiteriana do Brasil firma suas crenças e práticas, ensinam que Deus criou a humanidade com uma diferenciação sexual (homem e mulher) e com propósitos heterossexuais específicos que envolvem o casamento, a unidade sexual e a procriação; e que Jesus Cristo ratificou esse entendimento ao dizer, “desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher” (Marcos 10.6); e que os apóstolos de Cristo entendiam que a prática homossexual era pecaminosa e contrária aos planos originais de Deus (Romanos 1.24-27; 1Coríntios 6:9-11).

A Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a aprovação da chamada lei da homofobia, por entender que ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos, ao mesmo tempo em que minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna e pela Declaração Universal de Direitos Humanos; e por entender que tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais.

Portanto, a Igreja Presbiteriana do Brasil reafirma seu direito de expressar-se, em público e em privado, sobre todo e qualquer comportamento humano, no cumprimento de sua missão de anunciar o Evangelho, conclamando a todos ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo”.

Rev. Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes
Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie”

http://br.noticias.yahoo.com/s/16112010/48/manchetes-universidade-sao-paulo-irrita-comunidade.html

Na foto, José Serra, o herói da Direita Cristã

Numa entrevista ao Caderno ‘Sexta-Feira e Fim de Semana’, do jornal Valor Econômico, o professor e filósofo Vladimir Safatle, da USP, mostrou de forma brilhante o sinistro legado que José Serra deixou para a política brasileira: a criação de uma corrente de diretia radical que, nos EUA, se chama de Direita Cristã e, no momento, paralisa o sistema político americano com o movimento Tea Party.

O sinistro do legado da campanha calhorda – como diria o Ciro Gomes – do aborto é, segundo o Safatle, que Serra destampou um monstro que a habilidade política brasileira escondia no armário.

Irresponsavelmente, Serra abriu o armário e trouxe esse segmento político para a cena brasileira e, de lá, ela não vai sair.

Serra fez o papel que George Bush desempenhou nos EUA: transformou cristãos católicos de direta em personagens irremovíveis do sistema político.

É isso o que ele representa.

É essa a sua única obra.

Leia o professor Safatle:

A candidatura Serra, durante todo o primeiro turno, nunca empolgou eleitoralmente. Não cresceu. Começou a crescer de verdade quando o Serra resolveu flertar com setores conservadores da sociedade brasileira, ou seja, os setores mais conservadores da igreja – teve votação expressiva no chamado cinturão do agronegócio – e também com a fina flor do pensamento conservador. Isso poderia parecer uma estratégia eleitoral. De fato, mostrou uma coisa que a gente não sabia: existe um pensamento conservador forte no Brasil e esse pensamento tem voto. Pode ser mobilizado por questões relativas à modernização dos costumes. Um exemplo, ainda no governo Fernando Henrique, quando José Gregori era secretário dos Direitos Humanos, aprovaram o PNDH 2 [Programa Nacional de Direitos Humanos], em 2002. E se você for ver, por exemplo, no capítulo sobre o aborto, ele é idêntico, fora uma ou duas palavras, ao PNDH 3, que foi criticado durante a campanha eleitoral. Parece que foi um processo deliberado, problemático, que coloca questões sobre o que vai ser sua candidatura daqui para a frente. Terminou prometendo que seria contra a lei da homofobia em encontro com pastores evangélicos. Com isso, Serra destampou uma franja eleitoral que estará presente no debate nos próximos quatro anos. Esse tipo de pauta não vai desaparecer. Vai voltar em vários momentos. A primeira questão é saber como isso vai se configurar. Até porque existe uma tendência mundial de construir um pensamento conservador que tem forte densidade eleitoral. A gente vê isso nos EUA, na Europa, e vai ver no Brasil de uma maneira ou de outra.

– A questão do aborto foi um dos pontos mais baixos da história recente da política brasileira. Discordo terminantemente de que tenha sido um movimento espontâneo da sociedade civil. Ao que tudo indica, e a própria imprensa investigou isso, o candidato da oposição disparou por meio da central de boatos da internet toda essa questão. Existia um acordo tácito entre os dois grandes partidos políticos brasileiros, PT e PSDB, de que essa questão não seria posta em debate, porque vem de aspectos dos mais arcaicos da sociedade brasileira, e nenhum dos partidos queria jogar isso contra o outro justamente por esse arcaísmo. Quando o papa João Paulo II veio ao Brasil, houve um desconforto porque Ruth Cardoso [ex-primeira-dama] tinha se declarado a favor da legalização do aborto. E de repente temos a mulher do candidato da oposição [Monica Serra] dizendo que Dilma é a favor de matar criancinhas!
– De fato meu lado perdeu, com muita clareza. Não sou filiado ao PT nem a partido algum. Todos aqueles para quem a modernização dos costumes é fundamental no interior do desenvolvimento das sociedades democráticas perderam. Não foi simplesmente uma questão ligada ao aborto. Foi uma maneira que o pensamento conservador encontrou de pautar a agenda do debate político neste país. Mostraram que têm força, têm voto e conseguem bloquear a discussão. E agora não vão sair, vão ficar. Havia uma espécie de ilusão de que não havia espaço para um partido que conseguisse mobilizar o pensamento conservador no Brasil. Isso não é verdade, eles demonstraram que têm força. Quando Serra colocou essa questão no debate, com clareza e todas as palavras, cobrando da adversária que ela se posicionasse, ele criou uma situação que, daqui por diante, é uma questão da política brasileira e todos vão ter de se posicionar a respeito.

Do: www.paulohenriqueamorim.com.br

Político condenado a 21 anos de prisão por abuso sexual demoniza criança vitimizada em manifesto público. Cerca de 30 pessoas fizeram ato em defesa de ex-deputado do DEM, condenado por pedofilia.

 Manifestantes defendem Sefer em frente à Alepa

Hoje pela manhã uma manifestação em favor do ex-deputado Luiz Sefer foi realizada em frente à Assembléia Legislativa do Pará (Alepa), na rua do Aveiro, região central de Belém.

Os manifestantes portavam cartazes e gritavam palavras de ordem em defesa do ex-parlamentar, condenado a 21 anos de prisão em regime fechado na terça-feira (8), por crime de pedofilia.

A sentença de condenação e a ordem de prisão imediata foram decididas pela juíza Maria das Graças Alfaia. A ordem de prisão não durou nem 24 horas.

Ontem (9), a desembargadora Vânia Fortes, do Tribunal de Justiça do Pará, concedeu habeas corpus a Sefer, que poderá assim recorrer da setença de prisão, proferida em primeira instância, em liberdade.

O ex-deputado não chegou a ser preso enquanto perdurou a validade da ordem de prisão. Procurado pela polícia e considerado foragido da Justiça, Sefer não foi localizado.

Na manifestação de hoje, lanches foram servidos gratuitamente aos manifestantes e um panfleto intitulado “Conheça a Verdade do Caso Sefer” foi distribuído às pessoas no local. Nenhum dos manifestantes quis informar quem estava pagando pelos lanches.

O panfleto distribuído tinha o seguinte teor, transcrito abaixo na íntegra.

Conheça a Verdade do caso Sefer

Pedofilia é um crime em série, um pedófilo nunca possui uma única vítima. Sefer não possui nenhum outro processo ou acusação deste tipo.

– A menor afirma que Sefer abusava dela e de outra menor juntas, porém, exames comprovaram que a outra menor era virgem.

– A menor, por inúmeras vezes, fugia para as festas pela madrugada em companhia de seu namorado sem o conhecimento de Sefer.

– A menor foi pega pelo Conselho Tutelar em uma batida de rotina e estava na companhia de 5 rapazes maiores de idade e visivelmente alcoolizada.

– A menor possui uma irmã que era abusada pelo pai e tem filho incestuoso com o mesmo.

– A menor molestou o neto da secretária de Sefer que tinha 6 anos.

– A irmã da menor relatou que a menor era abusada pelo próprio pai.

– A menor fugiu da casa de Sefer às vésperas de voltar a morar no interior.

– Das 50 testemunhas ouvidas no processo, nenhuma acusou Sefer.

Tendo estes conhecimentos, você acha que a condução deste processo foi justa ou cedeu a pressões

Entidade aponta que são cometidos 700 crimes sexuais contra crianças na internet. Equivale a uma média de um por hora
Ernesto Braga
ernestobraga.df@dabr.com.br

 Brasília – O crescimento da internet tem contribuído para a expansão de um crime que não respeita as fronteiras: a pedofilia. De acordo com dados divulgados pela ONG SaferNnet Brasil, que recebe denúncias de pedofilia e de outros crimes cibernéticos, são registrados no país, a cada mês, cerca de 700 crimes sexuais contra crianças e adolescentes na rede mundial de computadores. Uma média de 23,3 por dia, um por hora.

A rapidez com que esse tipo de delito se difunde é uma das preocupações das organizações policiais internacionais. No Brasil, não é diferente. Em Minas Gerais, a Delegacia de Defesa Institucional (Delinst) da Polícia Federal já abriu neste ano 23 inquéritos para investigar ações de grupos internacionais de pedofilia na web. O número equivale ao total de inquéritos abertos ao longo de 2009, assim como de 2008, e comprova a tendência de crescimento desse tipo de prática criminosa.

Além do aumento do número de inquéritos abertos para investigar as redesinternacionais, as constantes operações da PF para apreender material pornográfico divulgado pela internet e prender suspeitos de pedofilia são mais uma prova de que é preciso agir com rigor para reprimir este delito. Em 27 de julho, a PF deflagrou a Operação Tapete Persa, abrangendo Distrito Federal e 10 estados. Foram presas 24 pessoas, na maior operação de combate à pedofilia já feita no Brasil, e apreendido farto material em computadores, DVDs, CDs e meios eletrônicos.

Somente nas três últimas semanas, a PF prendeu dois homens envolvidos com redes internacionais de pedofilia na internet em Minas. Pornografia infantil é crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com pena de até oito anos de cadeia. De acordo com o ECA, é proibido armazenar, oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, distribuir, publicar e/ou divulgar fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cenas de sexo explícito ou pornografia envolvendo criança ou adolescente.

A chefe da Delinst, delegada Tatiana AlvesTorres, explica que é atribuição da PF investigar casos em que as redes de pornografia têm ramificações internacionais. “Geralmente, quando cai na internet, há essa ramificação”, ressalta, lembrando que isso dificulta mensurar a quantidade de criminosos e vítimas. “Dependendo do caso, são milhares de pessoas. Caiu na internet, o acesso é ilimitado”, explica. Segundo o senador Magno Malta (PR-ES), presidente da CPI de Combate à Pedofilia, cada pessoa que posta uma foto pornográfica a repassa a pelo menos outras 20.

Ramificado – Uma operação da PF em setembro de 2009, em Minas, São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará, constatou a ligação de pedófilos desses estados com outros de 23 países. Na ocasião, sete pessoas foram presas. À frente da Delinst desde março, a delegada Tatiana Torres se diz surpresa com a quantidade de queixas em relação ao tema. “É incrível a quantidade de sites e material oferecido na internet.”

Denuncie

Os canais de apoio da Polícia Federal são o Disque 100 (serviço telefônico), o site http://denuncia.pf.gov.br e o e-mail denuncia.ddh@dpf.gov.br

30.07.10 | 12h54 – Atualizado em 30.07.10 | 16h06
 

Eduardo Zeferino, de Dom Aquino, criou um programa infantil para se aproximar das crianças; MPE pode pedir prisão preventiva
MidiaNews


Ministério Público pode pedir a prisão preventiva do prefeito Zeferino, de Dom Aquino

  • MAYARA MICHELS
    DA REDAÇÃO 

    Em um dos casos mais graves de  pedofilia em Mato Grosso, a Polícia Civil vai descobrindo novos detalhes envolvendo o prefeito Eduardo Zeferino (PR), de Dom Aquino. Além das cinco vítimas já identificadas pela Polícia Civil, outras 11 crianças também podem ter sido molestadas por ele. De acordo com a polícia, as outras vítimas que podem ter sido vítima de abuso sexual são crianças de 7 a 11 anos que participaram de um projeto social criado pelo prefeito.

    Segundo informações de testemunhas, Zeferino formou um grupo, supostamente de assistência social, denominado “Batutinha”, do qual podiam participar apenas crianças de até 12 anos.

    As mães tinham que liberar os filhos para passear com o prefeito. “Ele acariciava as crianças, pedia para elas acariciar o corpo dele”, contou, em entrevista à TV Centro América (Globo/4), a mãe de uma das uma das meninas, que foi molestada quando tinha 8 anos.

    De acordo com as informações do delegado que acompanha o caso, Victor Hugo Teixeira, as investigações sobre o crime cometido pelo político ainda estão no início.

    “Estamos investigando esse projeto criado por Eduardo Zeferino. Temos a informação de que o crime teria sido praticado, também, antes de ele ser eleito. O grupo de crianças visitava a casa dele para almoçar, lanchar e brincar, além de participar passeios que ele oferecia”, contou o delegado.

    Ao MidiaNews, o delegado informou que já começou a tomar o depoimento das meninas e dos pais de cada uma delas.

    Ameaça de morte

    Segundo as informações, o prefeito estaria ameaçando de morte as famílias das vítimas. “Estamos com muito medo. Ele ameaçou a minha família… Tá gerando uma insegurança de sair de casa, de deixar as crianças sozinhas. Temos medo de deparar com alguém que pode nos matar”, afirmou uma das mães, que não não identificada por questões de segurança, em entrevista à TVCA.

    O prefeito de Dom Aquino deve ser intimado para prestar depoimento ainda nesta semana. Além de se defender das acusações de abuso sexual, ele também vai ter que responder perguntas sobre supostas ameaças, que teriam sido feitas aos pais das crianças.

    “Eu sugeri para o procurador-geral de Justiça que peça a prisão preventiva deste prefeito, porque ele tem poder político e tem poder econômico”, afirmou o promotor da Infância e da Juventude, José Antonio Borges.

    Segundo o delegado Victor Hugo Teixeira, a previsão de conclusão do inquérito é de 30 dias. O prefeito continua trabalhando normalmente na cidade. Segundo o delegado, ele nega todas as acusações.

    Outro lado

    A reportagem tentou novamente, nesta sexta-feira (30), entrar em contato com Eduardo Zeferino, porém ele não foi localizado.

    A assessoria de imprensa da Prefeitura informou que ele está na cidade, mas não dá expediente na prefeitura

     http://www.midianews.com.br/?pg=noticias&cat=3&idnot=28092

  • Quem recebe a notícia de que está com HIV, em geral, tem toda a vida desestruturada. Mas, depois que a poeira baixa, quem segue um tratamento adequado pode viver uma situação bem melhor. De acordo com pesquisa da Casa da Aids do Hospital da Clínicas de São Paulo, a maioria das pessoas que descobriram a doença há dez anos ou mais hoje está num relacionamento estável, trabalha e mantém uma vida social ativa.

    Para a diretora da Casa da Aids, Eliana Gutierrez, os dados são surpreendentes. “A gente realmente não imaginava”, diz. Em números, são 75% dos pacientes trabalhando, 68% vivendo com família ou amigos e 59% em relações amorosas estáveis. Destes, dois terços fazem sexo com quem não tem o vírus e 90% contaram ao parceiro que são portadores do HIV.

    O que explica os bons resultados, segundo a diretora da instituição, é o tratamento. “Estas pessoas estão usufruindo hoje dos benefícios da medicação”, conta. O fato de terem recebido o diagnóstico há bastante tempo também é importante. “O diagnóstico tem um poder de desorganização de todos os domínios da vida que não é pequeno. Essas pessoas já passaram pela fase do choque do diagnóstico”, afirma a diretora.

    Para ela, um dos méritos da pesquisa é mostrar o que pode acontecer com um soropositivo após esse choque inicial. “Muitas vezes, quando as pessoas recebem o diagnóstico e iniciam o tratamento, não conseguem enxergar o que vai acontecer dali alguns anos. Nós estamos mostrando o que pode ocorrer com pessoas que já têm diagnóstico há muitos anos e já estão em tratamento”, diz.

    Quem tem HIV também está envelhecendo. A média de idade dos pacientes da Casa da Aids é de 44 anos. “É possível envelhecer com Aids, envelhecer mesmo, ir ficando velho. Muitos dos meus pacientes já têm netos, e eu ainda não tenho. Está acontecendo um envelhecimento da epidemia e um dos fatores é que as pessoas que vivem com HIV e fazem o tratamento estão sobrevivendo muito tempo”, afirma Eliana.

    O outro fator que explica este envelhecimento não deve ser comemorado. A diretora da Casa da Aids explica que, diferente dos jovens, que cresceram ouvindo sobre a importância dos preservativos, as pessoas mais velhas não têm o hábito de usá-los. O resultado é que quem tem mais idade está contraindo o vírus.

    Por Mariana Desidério, no Terra Magazine

    Revista revela ‘noites selvagens dos padres gays’ em Roma e Vaticano reage

    a Igreja pesca os próprios filhos no ambiente homossexual

    BBC Brasil – 23/07/10

    O Vaticano acusou uma revista italiana de provocar um escândalo e desacreditar a Igreja Católica ao publicar nesta sexta-feira uma reportagem sobre sacerdotes homossexuais.

    Destaque na capa do semanário Panorama, de tendência conservadora, o artigo intitulado As Noites Selvagens dos Padres Gays diz que padres da capital italiana teriam uma vida dupla ao rezar missas pela manhã e freqüentar festas e ambientes homossexuais à noite.

    Durante 20 dias um repórter, cujo nome não foi publicado pela revista, percorreu bares e discotecas romanos frequentados por homossexuais. Com uma câmera escondida, ele documentou o comportamento dos supostos sacerdotes, inclusive durante relações sexuais.

    Algumas das fotos foram publicadas para ilustrar o artigo, que traz declarações de sacerdotes e seminaristas cuja identidade foi mantida em sigilo.

    Segundo o artigo, um dos pontos de encontro dos padres homossexuais da capital seria a discoteca Gay Village, onde um seminarista teria declarado ao repórter que “a Igreja pesca os próprios filhos no ambiente homossexual“.

    ‘Dor e surpresa’

    “A finalidade do artigo é evidente: criar escândalo, difamar todos os sacerdotes com base na declaração de um dos entrevistados, segundo a qual 98% dos sacerdotes que ele conhece são homossexuais, e desacreditar a Igreja”, diz uma nota divulgada pelo Vigariado de Roma sobre a reportagem.

    “Os fatos contados provocaram dor e surpresa na comunidade eclesiástica de Roma, que conhece bem seus sacerdotes. Eles conduzem uma vida feliz e coerente com a vocação de testemunhar o Evangelho e o modelo de moral para todos.”

    O diretor da revista, Giorgio Mulè, se defendeu das criticas do Vaticano, dizendo que a reportagem é bem documentada.

    Ele declarou ao jornal Il Giornale que pode fornecer nome completo e endereço dos padres que foram filmados durante ato sexual.

    Estrangeiros

    Na nota do Vigariado, o Vaticano defende os cerca de 1,3 mil sacerdotes de Roma da acusação de vida dupla. Segundo as autoridades eclesiásticas, eles se dedicariam a testemunhar o Evangelho.

    Por outro lado, o Vaticano lança dúvida sobre a comunidade de padres estrangeiros que vivem na capital italiana, para onde vêm sobretudo para estudar em Universidades Católicas.

    Em Roma vivem muitas centenas de padres provenientes de todo o mundo para estudar, mas que não são do clero romano nem estão empenhados na pastoral”, afirma a nota.

    Recentemente, o Vaticano anunciou que iria fazer uma inspeção junto aos sacerdotes estrangeiros da capital, sem oferecer mais explicações sobre o motivo de tal verificação.

    A carta do Vigariado pede que os padres homossexuais assumam seu comportamento e deixem o sacerdócio, ao mesmo tempo em que promete maior vigor no controle do clero.

    “Ninguém os obriga a permanecer padres, desfrutando apenas dos benefícios. Deveriam ser coerentes e se expor. Não queremos seu mal, mas não podemos aceitar que por causa do comportamento deles a honra de todos os outros seja lesada.”

    http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2010/07/23/revista-revela-noites-selvagens-dos-padres-gays-em-roma-vaticano-reage-917225571.asp