Posts Tagged ‘2014’

 

Joaquim Barbosa será convidado para disputa presidencial pelo Partido Militar

O nome do ministro Joaquim Barbosa, atual presidente do STF (Superior Tribunal Federal), lidera a lista de prováveis candidatos à presidência da República pelo PMB (Partido Militar Brasileiro), legenda que está em processo final de legalização junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A informação foi confirmada pelo idealizador do partido, Capitão Augusto Rosa, no início da semana. Segundo ele, Barbosa possui todos os requisitos necessários para assumir o cargo por sua competência e senso e justiça. “A postura do ministro diante de grandes escândalos, como no caso do Mensalão, por exemplo, comprova a intolerância de Barbosa quanto à corrupção. Essa postura vem ao encontro aos ideais do PMB, que está em busca de candidatos que possam resgatar a moralidade na política nacional”, enfatizou Rosa.

A candidatura de Joaquim Barbosa já ganhou apoio popular. Existe até um site “lançando” o ministro a presidente da República. No ar desde oito de outubro de 2012, a página usa o slogan “Somos brasileiros que acreditam que o Brasil só achará seu caminho com um presidente sério” e traz diversas informações como biografia, fotos, charges e dezenas de depoimentos elogiosos ao relator do Mensalão. O site, criado por um grupo de jornalistas do Rio de Janeiro, pode ser acessado pelo endereço joaquimbarbosapresidente.com.br.

Esse tipo de manifestação, segundo o idealizador do Partido Militar, expressa a vontade da população por uma verdadeira revolução no cenário político, que se encontra em total descrédito. “Político no Brasil virou sinônimo de piada, de avacalhação. Até quando isso vai continuar? Enquanto não houver pessoas sérias no comando, o país vai permanecer nessa desordem. A população precisa voltar a acreditar e respeitar o Brasil e os seus representantes legais”, ressaltou Augusto Rosa.

O convite oficial para pré-candidatura do ministro deverá ser feito nas próximas semanas em audiência a ser marcada na capital federal. Para lançar candidatos às eleições de 2014, o PMB – que já possui CNPJ aprovado – precisa entregar até o mês de setembro 485 mil assinaturas de apoio à sua criação ao TSE. Para atingir a meta, a militância do partido está promovendo uma grande mobilização pelo país. De acordo com a direção do PMB, mais de 300 mil pessoas já manifestaram apoio à legenda.

 

Fonte:  http://www.partidomilitar.com.br/?p=880

Blog do Zé

Fernando Henrique
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso torna-se o primeiro em seu partido a reconhecer que os tucanos estão longe do povo, ou nem sequer sabem o que é povo. Em sua participação num congresso estadual do PSDB paulista no início de semana, o ex-presidente afirmou que o seu partido precisa de um “banho de povo”.

“Andei muito com o (governador Franco) Montoro por São Paulo e pelo Brasil. Montoro falava pouco e direto: 1, 2, 3. A nossa mensagem tem que ser simples, tem que ser direta e pegar na população. O PSDB precisa de um banho de povo. Precisamos do povo. Temos que ouvir o povo”, pregou FHC.

O ex-presidente considerou “consolidada” a candidatura do senador Aécio Neves (PSDB-MG) ao Palácio do Planalto em 2014, lançada por ele na virada do ano. FHC fala para ele mesmo e para a elite do tucanato. Ele faz de conta que o partido não está dividido e que o senador Aécio é candidato, quando a realidade é outra.

O povo é quem vê o PSDB como o partido dos ricos

O PSDB pediu três vezes para o povo eleger seu candidato a presidente e três vezes o povo elegeu o candidato do PT – o presidente Lula em 2002 e em 2006 e a presidenta Dilma Rousseff em 2010. Se isso não é a vontade popular, é preciso saber o que FHC entende por povo.

O líder tucano também negou que o PSDB seja um partido de “ricos”. Ora, quem diz que o PSDB é um partido de ricos e da elite é o povo nas pesquisas e não o PT. É o povo, nestes levantamentos de opinião pública, quem também aponta que o PSDB é o partido dos banqueiros, dos juros altos e das privatizações.

O ex-presidente tucano, ao considerar consolidada a candidatura Aécio Neves, finge esquecer que para se consolidar ela continua a enfrentar o mesmo problema que tinha na origem, a resistência do PSDB paulista, maior seção do partido no país. Enfrenta a oposição das bancadas tucanas estadual e federal, do ex-governador José Serra, que viajou para o exterior e nem sequer acompanhou Aécio em seu giro de quatro dias na capital paulista, e do governador Geraldo Alckmin.

Candidatura Aécio consolidada?

Serra e Alckmin preparam o troco para Aécio, que os derrotou em Minas quando eles disputaram a Presidência da República. E um levantamento feito pela Folha de S.Paulo esta semana mostra que dos 35 deputados estaduais e federais tucanos paulistas, só oito já definiram apoio à candidatura Aécio nas eleições do ano que vem.

Nesta enquete, 12 dos parlamentares do PSDB no Estado dizem que Aécio é um bom nome, mas não fecham questão sobre a candidatura. Outros 15 não dizem quem apoiam. O senador ficou de 6ª feira da semana passada até a 3ª feira desta semana em São Paulo, conversando, tentando aparar arestas para contornar esse quadro.

Foi embora de São Paulo com o governador Alckmin se mantendo reticente quanto a apoiá-lo nessa disputa e sem que o ex-governador José Serra anunciasse apoio à sua candidatura. Serra, como eu disse, nem recebeu Aécio, nem foi ao congresso estadual tucano, viajou para o exterior.

(Foto: Renato Araújo/ABr)

Por Vandson Lima, Cristiane Agostine e Guilherme Soares Dias | De São Paulo

Valor Econômico

O PSDB de São Paulo reagiu ao lançamento do senador tucano Aécio Neves (MG) à Presidência da República em 2014 e tenta adiar a escolha do candidato do partido. O governador do Estado, Geraldo Alckmin, e o ex-governador José Serra, até então alijados do processo, querem participar da definição do nome. Às vésperas do desembarque de Aécio em São Paulo, aliados de Alckmin defendem o nome do governador como o um dos pré-candidatos do PSDB para a sucessão presidencial.

Aécio deve apresentar sua pré-candidatura aos tucanos paulistas em visita a São Paulo, planejada para acontecer nas próximas duas semanas, segundo a assessoria do senador. Alckmin e seus aliados, no entanto, deixaram claro que consideram o momento inadequado para o lançamento da pré-candidatura. Tucanos próximos a Serra reforçam o coro contra a antecipação da escolha.

Ontem, o governador de São Paulo mostrou seu desconforto com a falta de participação dos tucanos paulistas na definição. Ao ser questionado se o melhor nome seria o de Aécio, respondeu: “Você tem algo contra os paulistas? Por que isso exclui os paulistas”. Rindo, completou: “Sou candidatíssimo: à presidência do Santos Futebol Clube”, brincou o governador, em entrevista no Aeroporto de Guarulhos, onde lançou edital para a construção de trem que vai ligar o aeroporto a São Paulo.

Braço direito de Alckmin, o secretário estadual de Desenvolvimento Metropolitano, Edson Aparecido, afirmou ao Valor que o governador não deve ser visto como carta fora do baralho. “O governador é uma liderança nacional do partido, foi candidato a presidente (em 2006), teve 50 milhões de votos. Claro que é um nome, vai ser sempre um nome lembrado. Mas como ele mesmo diz, “tudo a seu tempo””. Aparecido comandou a campanha de Serra à Prefeitura de São Paulo neste ano.

O governador e seus aliados defendem que é preciso escolher o futuro presidente do partido, no primeiro semestre de 2013, para depois pensar em quem será o candidato presidencial. “Primeiro tem que eleger os diretórios municipais. Depois, os delegados definem o estadual e, depois, o nacional”, afirmou Alckmin, indicado que há etapas a serem cumpridas.

O secretário reconhece que o senador mineiro reúne hoje melhores condições para a disputa presidencial de 2014. No entanto, coloca Serra no mesmo patamar do mineiro para comandar o processo de renovação partidária. “Temos essas duas figuras nacionais, com condições e visibilidade de fazer uma articulação nacional do partido. Não se pode prescindir de alguém como o Serra nessa articulação”, disse Aparecido.

Para o aliado de Alckmin, o comando do PSDB dará uma “tribuna importantíssima” a Aécio para viabilizar sua eventual candidatura. O secretário, no entanto, desconversou sobre possíveis dificuldades que o senador mineiro poderá enfrentar para viabilizar-se caso Serra esteja à frente do partido. “Não sei por qual motivo… Cada problema a seu tempo”.

Ao justificar o adiamento da escolha do candidato à Presidência, Aparecido afirmou que o partido está desestruturado, é cartorial e precisa repensar seu rumo antes de lançar um candidato. “O PSDB perdeu ao longo do tempo interlocução com a sociedade e isso foi dramático, porque de alguma maneira nos afastou da opinião pública. Você não tem no intervalo entre as campanhas esse contato da sociedade com o partido, a não ser pelas lideranças que estão no governo”, afirmou.

Assim como Alckmin, o secretário disse não ver sentido em escolher o candidato à Presidência antes de o PSDB decidir seu comando e resolver suas contradições internas. “Primeiro é preciso redefinir o discurso do partido, dar mais consistência. Segundo, fazer um processo de autocrítica. A eleição municipal deixou claras algumas dessas deficiências”.

Com as convenções partidárias marcadas para 2013, Aparecido analisou este período como fundamental para o PSDB se acertar. “Há uma consciência em relação à necessidade de modernizar o discurso, de aproximá-lo da sociedade, de rever o programa. O PSDB tem que ter coragem de botar o dedo nessas feridas, deixa de ser cartório e passar a ter vida efetiva”.

Aparecido disse que a composição do novo comando nacional do PSDB “não poderá excluir ninguém”. “Se a nova direção for a síntese do partido, do Fernando Henrique Cardoso, Aécio, Alckmin, Serra, dos senadores, prefeitos de capital e governadores, começaremos o projeto da candidatura à Presidência com o pé direito”.

 

:  

Ele passa pela economia e a batalha do setor elétrico é o pretexto para condenar a suposta “mão pesada do Estado”; de acordo com essa retórica, as boas intenções de Dilma, como o desejo de reduzir a conta de luz, atropelariam leis de mercado e não seriam suficientes para garantir o crescimento; oponente Aécio Neves levanta argumentos para apontar caos na infraestrutura

 

247 – O caso Rosemary, crise já debelada na raiz pelo Palácio do Planalto, é café pequeno na preparação para a disputa presidencial de 2014. O discurso que começa a ser construído pela oposição ao governo Dilma passa pela economia e pretende apontar uma suposta mão pesada do Estado. Em outras palavras, excesso de intervencionismo na economia, que estaria prejudicando empresas públicas e privadas.

Na última quarta-feira, antes de abrir o Jornal da Globo, o âncora William Waack leu um editorial cantando a pedra. Disse o seguinte:

“Boa noite. A gente já volta a falar de futebol lá da Argentina. Por enquanto, vamos à economia: as ações de uma das maiores empresas brasileiras, a Eletrobras, elas estão afundando na Bolsa. As ações de outra gigante, a Petrobras, também sofreram nos últimos tempos. E as causas da perda de valor são políticas. É aquilo que os economistas chamam de excessiva intervenção do Estado nas empresas. No caso da Petrobras, obrigando a gigante a segurar o preço da gasolina e no caso da Eletrobrás obrigando-a a aceitar tarifas de energia mais baixas. Por enquanto os acionistas pagam o preço. Mais tarde o resto do país pagará também”.

Neste fim de semana, a revista Veja deu andamento ao discurso, na reportagem “Um jogo de risco elevado”, com o subtítulo “Movido pela boa intenção de incentivar o crescimento, o governo se mete demais na economia e dilapida o patrimônio das estatais”. O texto aponta prejuízos à Eletrobras, à Petrobras e ao BNDES, repetindo a argumentação de William Waack.

Curiosamente, tanto a Globo como a Abril, grupos que apoiaram com ênfase o processo de privatização, hoje defendem o patrimônio de empresas estatais para combater o suposto intervencionismo de Dilma. E a tese que se tenta construir é de que a presidente, embora bem intencionada, estaria atropelando regras da economia de mercado.

Este discurso está alinhado com a estratégia eleitoral do senador Aécio Neves, que vem sendo orientado também pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Ambos pretendem defender a legitimidade das privatizações, ao contrário do que Geraldo Alckmin e José Serra fizeram nas últimas eleições.  Aécio já pediu até a seus assessores que levantem dados sobre a lentidão da melhoria na infraestrutura brasileira.

Na revista Exame, outra publicação da Editora Abril, o mesmo discurso também reverbera. “A bolha imobiliária americana nasceu de uma boa intenção – dar casa própria a mais gente”. Ao lado, uma foto de Dilma e outra de uma agência da Caixa Econômica Federal. Por essa lógica, reduzir os juros, lutar para diminuir a conta de luz e segurar os preços da Petrobras seriam medidas intervencionistas que, lá na frente, cobrariam seu preço.

No entanto, construir um discurso contra Dilma pela economia não será tão simples assim. Em outubro, a taxa de desemprego apontada pelo IBGE foi a menor dos últimos dez anos. O volume de Investimentos Estrangeiros Diretos é recorde e o crescimento, embora tenha sido pífio nos dois primeiros anos, já dá sinais de melhora. A taxa atual, projetada para 12 meses, garantiria uma expansão próxima a 4%. Além disso, a inflação, ao contrário da cenário alardeado por muitos críticos, não disparou e continua rodando dentro da margem de tolerância da meta de 4,5% ao ano.

Independentemente disso, já começa a ficar claro que, depois de duas derrotas com discurso centrado apenas na questão ética, a oposição começa a se armar com outros argumentos. O que é saudável.

altamiro-borges1
As eleições municipais sempre foram o terreno propício para as escaramuças políticas. Os partidos tentam se firmar, ganhar mais espaço no campo institucional, cacifar-se para as próximas contendas estaduais e nacional. O pragmatismo nas alianças vira regra. Faz parte do jogo na democracia liberal. Neste sentido, a recente disputa entre PT e PSB, ambos da base de apoio do governo Dilma Rousseff, é natural. O que chama atenção, porém, é a postura da mídia demotucana, que tenta atiçar ao máximo esta divisão.
Animados, os jornais O Globo, Estadão e Folha já decretaram o enterro definitivo da aliança entre petistas e socialistas. Eles contabilizam as fraturas ocorridas, principalmente, nas disputas para as prefeituras de Belo Horizonte (MG), Recife (PE) e Fortaleza (CE). O que se especula é que o PSB, presidido pelo governador pernambucano, já teria definido um plano próprio para as eleições presidenciais. “Cresce entre os socialistas a tese de Eduardo Campos disputar o Planalto já em 2014”, garante Christiane Samarco, do Estadão.
Os partidários do racha
A mídia dá espaço exatamente aos que sempre pregaram este racha. “O resultado das eleições deste ano pode determinar a nossa alforria”, festeja o deputado Júlio Delgado, do PSB de Minas Gerais, que nunca escondeu suas relações com o tucano Aécio Neves. Setores mais sectários e hegemonistas do PT também torcem pelo divórcio entre as duas legendas, sem levar em conta os estragos que isto pode causar à gestão da presidenta Dilma Rousseff e às próprias alianças do gelatinoso campo progressista no futuro.
Neste sentido, vale registrar o alerta do ex-ministro José Dirceu, que sempre teve uma visão mais estratégica da disputa em jogo. “O fim da aliança em Belo Horizonte, depois de ter ocorrido o mesmo em Recife e Fortaleza, põe em risco o acordo nacional entre os dois partidos”, afirmou, advertindo para o perigo do afastamento entre as duas siglas e culpando os tucanos pelo acirramento da divisão. O presidente do PSB, Eduardo Campos, também já teria entrado em campo para apagar o incêndio e evitar o pior.
O desejo da direita nativa
É certo que a mídia demotucana não inventa; ela apenas manipula e amplifica as dificuldades que são reais nas relações entre PT e PSB. Nas eleições municipais de 2008, os socialistas apoiaram candidatos petistas em dez capitais. Neste ano, a coligação só vingou em cinco. Sentindo-se mais fortalecimento, principalmente no Nordeste, o PSB lançou agora candidaturas próprias em 11 capitais – quatro a mais do que em 2008. Estes dados, segundo a mídia demotucana, indicariam que o racha entre PSB e PT é inevitável.
Mas a dinâmica política difere do desejo da mídia demotucana. Os dois partidos são aliados, não estão casados indissoluvelmente, e tem projetos próprios. Cada um tenta se cacifar para a natural batalha pela hegemonia na sociedade. Esta disputa, porém, tem que ser travada com cuidado, sob o risco de colocar a perder tudo o que foi construído pelo campo democrático e popular desde a primeira vitória presidencial de Lula. Neste caso, o bloco neoliberal-conservador e sua mídia teriam, de fato, muito a comemorar.