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19/08/2010

Pagar cinquenta reais para que o aluno volte para a escola e participe de um programa de “reforço” em matemática é sem dúvida a admissão da falência não só do sistema escolar, mas da imaginação do governante que propôs algo assim. Independentemente da medida trazer ou não o jovem para mais alguns dias de aula, o que o Estado de S. Paulo está realizando ao por essa idéia em prática é, novamente, um desserviço à educação pública brasileira.

De modo algum sou daqueles filósofos vindos do seminário ou do marxismo que diz que odeia dinheiro e que acha que o “consumismo” é o mal do mundo. Pagar para o aluno da escola pública estudar deveria ser algo normal, corriqueiro. Aliás, o PMDB, nas mãos de Quércia, criou uma bolsa para o magistério em nível médio, dentro dos CEFAMs, que foi um sucesso. O êxito foi tão grande que não deixaram durar.  Mário Covas, quando entrou para o governo, para não deixar de nos lembrar o que é o PSDB, destruiu os CEFAMs (literalmente, inclusive os prédios!). Mas, o problema dessa medida de agora, que dá os “cinquentinha” pela matemática, é que estamos diante da mesma idéia do bônus dado ao professor. Resumindo ao máximo minha crítica: não se trata de uma política educacional de longo ou médio alcance, capaz de gerar uma cultura a respeito de direitos e deveres em educação, mas uma esmola para um serviço pontual que, exatamente por ser pontual, serve apenas para pulverizar recursos e criar vícios.

O bônus ao professor não veio para complementar salário, ele surgiu para fazer do salário algo sobre o qual não se mexe, uma vez que se pode dar a esmola do bônus com critérios aleatórios, mutáveis, desvinculados da carreira. Os cinquenta reais para o aluno ficar “reforçado” em matemática é a mesma coisa, ou talvez pior: “tome lá seus cinquentinha, agora, compareça às aulas chatas de matemática que você nunca quis ir”.

Do mesmo modo que as elites passam nas ruas e oferecem seus sapatos para os engraxates que estão cheirando cola, o Estado de São Paulo distribui cinquenta reais para mãos que se erguem, e que retribuirão indo a umas aulinhas de matemática – as mesmas que já haviam sido oferecidas e que não serviram para o aluno que, afinal, acabou precisando do “reforço”. É só. Nada mais do que isso. Por que com o cinqüentinha o aluno aprenderia em poucos dias o que não aprendeu antes?

Mas o problema não é só este. A questão aqui, no caso, é mais complexa, mais ultrajante. Eu explico.

Que o Sílvio Santo jogue notas esparsas em um auditório previamente escolhido (as antigas “colegas de trabalho”), não vejo problema. Que o governo de São Paulo, por meio da sua secretaria de Educação, faça assim com o alunado da rede pública, é algo humilhante, degradante e, do ponto de vista de política educacional, um enorme erro. Estudantes que recebem bolsas para estudar, com o critério associado entre mérito intelectual e nível sócio-econômico, deveria ser uma prática da rede pública. Tal prática, acoplada à política de professores bem pagos, resolveria de vez a maior parte dos problemas de nosso ensino. Transformaria o Brasil em poucos anos. Mas essa minha idéia simples é completamente diferente de um “topa tudo por dinheiro” feito com menores de idade. No limite, essa atitude do governo deveria ser tomada como criminosa, quase que um tipo de prostituição de menores. Um país sério colocaria o governador do Estado de São Paulo, o ex-comunista Alberto Goldman, vice de José Serra, sob suspeita merecedora de uma investigação por parte da Corregedoria do Estado.

É estranho que esse tipo de ação populista, antes posta em prática só com adultos, agora se dirija sem eira nem beira também às crianças. Mais estranho ainda é ela ser anunciada quando o Estado parou de chamar professores concursados sob o argumento de que acabou o dinheiro para pagar o cursinho de ingresso destes, uma idéia criada pela própria secretaria de Educação do Estado de São Paulo. Ou seja, não há dinheiro para pagar o cursinho já planejado, mas há dinheiro para jogar às crianças, visivelmente como esmola, para que elas possam ficar mais horas na escola. O que se quer com isso? Populismo agregado ao aumento de número de horas aulas na escola. Dois tipos de lucros podem ser obtidos disso, para os governantes: o populismo dá voto, o tempo na escola dá cacife para empréstimos no exterior e, depois de uns anos, também é número para se apresentar dentro das “conquistas do governo”. Agora, em termos de lucro para a população e para os alunos, garanto, não há nenhum.

Tudo que é feito pelo PSDB tem esse problema de nascer sob o signo da fuga da política institucionalizada. Tudo é feito de modo a desorganizar a ação do Estado diante da responsabilidade de manter serviços públicos.  Tudo no PSDB caminha com esse rosto estranho, sarcástico, do próprio José Serra, do Paulo Renato e, é claro, do Fernando Henrique. Nunca o Brasil teve uma elite tão irresponsável como esta, que se fixou no PSDB.

©2010 Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo, escritor e professor da UFRRJ

Por: Cremilda Teixeira

Pesquisas exaustivas e reiteradas, falam que os pais que sofreram violência na infância, são pais agressores na maioria das vêzes. Se não é agressão física, ele agride os filhos de alguma forma, mas na maioria das vêzes é agressão física mesmo.
A desculpa de pais agressores é que se ele foi criado assim então assim é o certo.
Muitos saudosistas alegam que no tempo em que os pais e os professores podiam livremente espancar a educação era melhor.
Esquecem que a violência, a drogadição que vivemos hoje é o resultado da educação pelo medo e pela violência que nós fomos criados ontem.
Como não fomos educados, fomos domesticados provisóriamente, somos adultos e velhos que apoiamos a violência contra filhos e alunos. Não conhecemos e não acreditamos na educação pelo exemplo.
Como tudo começa e termina na escola pública, vemos a violência contra aluno defendida por alguns pais e principalmente pela imprensa.
Lei para proibir os pais de espancarem os filhos precisa ser extendida para a escola pública também.
Se o pai não pode, os professores também não podem.
Vemos apresentadores de emissoras de grande porte como a Luciana Liviero, Reinaldo Gotino, Percival de Souza da Rede Record defendendo professores agressores e investindo contra a família. A Globo também como o Luis Carlos Prates defendendo o castigo físico e o rebaixamento da idade penal. Incitando os pais para “endurecer e usar a pedagogia do cinto”.
Professores que espancam aluno são endeusadas, defendidas e até incentivadas pela imprensa. Aluno que revida a agressão são transformados em bandidos perigosos, onde já se viu querer reagir a uma agressão de um professor ?? Lei, regras e critérios, só são boas se foram para todos….
Temos uma cultura de violência e só podemos reverter esse quadro pela educação.
Se os pais não podem, professores também não devem poder.
Lei que proibe pai de bater nos filhos, mas que tolera que professor bata é outra lei que não vai pegar.
Assim sendo
A cultura da não violência só pode ser revertida se for colocada na escola também. 

Marçal Rogério Rizzo*
Ano de 2010, ano de eleições e mais uma vez os planos mirabolantes que ressuscitarão a educação ressurgem. Gostaríamos de que chegasse o tempo em que a sociedade assumisse a posição de defesa real da educação. Afinal, sabe-se que ela é pré-requisito para as mudanças necessárias que recolocariam a sociedade nos trilhos. Países como o Japão, a China e a Coréia do Sul já colocaram isso em prática e estão colhendo bons frutos.

O Brasil vive um momento conturbado diante de tantos problemas, como a violência, a droga, a corrupção, a falta de saúde, a ausência de saneamento básico, a piora da educação, entre tantos outros.

Perante esse quadro, somente um bom nível educacional poderia contribuir para transformar as bases da sociedade. Atente-se, no entanto, para o fato de que boa parte dos nossos políticos e da própria elite parece não fazer questão de revitalizar a educação, porque, dessa forma, continuarão dominando muitos com poucas migalhas. Preferem deixar as coisas como estão para trocar as possíveis “soluções remediadoras” por votos. Ludibriar um povo bem educado e bem informado seria tarefa difícil. Até mesmo o nível da política se aprimoraria, já que a possibilidade de termos melhores políticos se ampliaria. Uma sociedade educada cobraria melhorias nos serviços públicos, como saúde, educação, infraestrutura, segurança, entre outros.
Crer nos políticos tem sido, todavia, uma missão impossível. O Jornal do Brasil (edição de 26-06-2010) apresentou o resultado de uma pesquisa realizada no último mês de março pela empresa alemã GfK, que entrevistou mil brasileiros e constatou que os políticos formam a classe de profissionais menos confiável, com apenas 11% de credibilidade. Esse percentual revela, entretanto, que eles estão conseguindo piorar, já que, no ano de 2009, eram considerados confiáveis por 16%. Os destaques foram os bombeiros, com 98% de credibilidade, os carteiros (92%) e os professores (87%). Essa pesquisa foi feita em 19 países, e, em âmbito internacional, os professores ultrapassaram os carteiros e conquistaram o segundo lugar no ranking. Infelizmente, os políticos continuaram ocupando a última posição. Em suma, parece que os políticos deixam a desejar em qualquer lugar do mundo e que os bombeiros e professores atendem à sociedade adequadamente, embora nem sempre sejam reconhecidos.
Já que pelos dados da pesquisa os políticos não são confiáveis e os professores o são, vamos lutar pela melhoria na educação. Nas suas entrelinhas, mostra que a população confia na educação, mas infelizmente nossos gestores públicos têm-na colocado na latrina. Uma prova do descaso com a educação ocorreu no Estado de São Paulo: distribuíram, pela rede estadual, livros didáticos que continham um mapa com dois Paraguais. Outro caso foi o livro de quadrinhos recheados de palavrões, ilustrações obscenas e linguagem chula de péssima qualidade. Como se não bastassem esses exemplos, a Folha de São Paulo informou ainda a existência de um terceiro livro, que era de poesias, uma das quais recomendava “desprezar o amor e preferir o estupro”. É muito descaso com uma área prioritária como é a educação no principal estado do Brasil.
Ainda sobre essa questão destaco as palavras de Mauro Santayana (Jornal do Brasil – edição de 29-05-2009): “É um erro entender a educação como um meio de ajustar o aluno a seu tempo, quando esse tempo é inconveniente ao homem. A educação deve ser teleológica. Os alunos têm que ser preparados não para submeter-se a uma sociedade deformada pela injustiça mas, sim, para mudá-la. A educação deve libertar o homem, e essa libertação não se encontra na banalização do sexo, no repúdio ao amor, no ódio psicopata contra a vida. As sociedades totalitárias – como a do neoliberalismo – sempre estimulam a liberdade dos costumes, a fim de distrair os povos de seus direitos reais, de sua essencial dignidade”.
Antigamente, tínhamos uma cartilha chamada “Caminho Suave”, mas atualmente não há nada de suave para os caminhos por onde anda a educação. Os muitos episódios de descaso com a educação dariam para escrever livros. Outro exemplo foram as “escolas de lata” que existiam em São Paulo. Por que justamente as escolas públicas foram construídas de lata? Educar não é adestrar para abrir mão de seus direitos e dizer amém a todos e a tudo!
Se tivéssemos uma educação de qualidade, e não essa vergonha, que nos levará ao apagão intelectual, será que esses políticos continuariam no poder (des)educando-nos? Será que não haveria uma revolta por meio de ressonância nas ruas contra os maus políticos e péssimos serviços públicos essenciais?
Outro ponto que vem chamando a atenção são os recursos humanos e materiais que envolvem a educação. Vamos juntos buscar respostas para essas questões: Por que boa parte dos prédios públicos que envolvem a área da educação está sucateada? Por que grande parte dos veículos públicos que transportam alunos está em péssimas condições? Por que a maioria do mobiliário das escolas públicas está em más condições? Por que as escolas públicas são cada vez mais violentas? Por que faltam funcionários na área da educação? Por que os professores estão desestimulados?
Parece que os valores estão distorcidos, não interessando aos “demagogos de plantão” que a sociedade inverta a situação para arquitetar uma sociedade bem educada, crítica e reivindicatória. A educação liberta!
* Economista e professor universitário.
E-mail: marcalprofessor@yahoo.com.br

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O Texto, de leitura fácil e agradável, é recheado de informações que todos deveríamos ter. Boa leitura!

Postado por Dolphin di Luna em 16 abril 2010 às 16:30 Enviar mensagem Exibir blog de Dolphin di Luna

Hoje em dia é quase impossível resolver qualquer questão num banco sem enfrentar filas e enquanto espero, gosto de aproveitar para colocar minhas leituras em dia.

desses, lendo um livro na fila do banco fui obrigada a ouvir uma conversa em que duas pessoas diziam que o Presidente Lula, em sua campanha, “prometeu mundos e fundos” para a educação, mas depois de eleito e reeleito, nada fez. Dizia que para o PT a educação era prioridade, mas depois de dois mandatos a educação continuava a mesma.

Juro que tentei me concentrar no meu livro para não me meter na conversa, mas não consegui. Pedi desculpas por ter ouvido a conversa, que não era comigo (embora eles insistissem em falar tão alto que a fila inteira – que não era pequena – ouvir) e perguntei se eles sabia o que significava a sigla PDE.

Silêncio na fila. Como nenhum dos dois soube me responder o significado da sigla, expliquei que significava Plano de Desenvolvimento da Educação e que se tratava um conjunto de ações estratégicas, lançadas em 2008 pelo Governo Lula para ampliar o acesso e a qualidade da educação no Brasil, em todos os níveis, etapas e modalidades.

Esse conjunto de ações estratégicas encontramos mais de 40 programas, organizados em quatro eixos:

Educação Básica,

 Educação Superior,

Educação Profissional,

Tecnológica e  Alfabetização e

Educação Continuada.

Disse a eles que para fazer uma crítica responsável, principalmente quando essa crítica é feita em local público, para uma grande platéia, como era o caso ali, as pessoas precisavam apresentar dados verdadeiros, pesquisados e comprovados em fontes confiáveis. Que muitas pessoas não acompanhavam as políticas desenvolvidas pelo governo e criticavam por “ouvir falar” ou mesmo por “não ouvir falar”, o que se configura numa leviandade. Dei alguns dados do PDE, pedi desculpas mais uma vez pela intromissão e disse onde poderiam encontrar maiores informações.

Depois desse episódio fiquei pensando na importância de nós, que apoiamos o Presidente Lula e a Ministra Dilma refletirmos se estamos conscientes das políticas desenvolvidas pelo governo, para enfrentarmos tais debates, em filas de bancos, nos ônibus, táxi, metrô, em todos os espaços possíveis e imaginários. E não resisti á tentação de aproveitar a oportunidade desse texto para mostrar alguns dados do PDE.

É importante frisar que são dados de março de 2010.

Na Educação Básica, conseguimos muitos avanços.

A Universidade Aberta do Brasil é um sistema integrado por universidades públicas que oferece cursos de nível superior para camadas da população que têm dificuldade de acesso à formação universitária, por meio do uso da metodologia da educação a distância. O público em geral é atendido, mas os professores que atuam na educação básica têm prioridade de formação, seguidos dos dirigentes, gestores e trabalhadores em educação básica dos estados, municípios e do Distrito Federal. O Sistema UAB foi instituído pelo Decreto 5.800, de 8 de junho de 2006, para “o desenvolvimento da modalidade de educação a distância, com a finalidade de expandir e interiorizar a oferta de cursos e programas de educação superior no País”. Fomenta a modalidade de educação a distância nas instituições públicas de ensino superior, bem como apóia pesquisas em metodologias inovadoras de ensino superior respaldadas em tecnologias de informação e comunicação. Além disso, incentiva a colaboração entre a União e os entes federativos e estimula a criação de centros de formação permanentes por meio dos pólos de apoio presencial em localidades estratégicas. Assim, o Sistema UAB propicia a articulação, a interação e a efetivação de iniciativas que estimulam a parceria dos três níveis governamentais (federal, estadual e municipal) com as universidades públicas e demais organizações interessadas, enquanto viabiliza mecanismos alternativos para o fomento, a implantação e a execução de cursos de graduação e pós-graduação de forma consorciada. Ao plantar a semente da universidade pública de qualidade em locais distantes e isolados, incentiva o desenvolvimento de municípios com baixos IDH e IDEB. Desse modo, funciona como um eficaz instrumento para a universalização do acesso ao ensino superior e para a requalificação do professor em outras disciplinas, fortalecendo a escola no interior do Brasil, minimizando a concentração de oferta de cursos de graduação nos grandes centros urbanos e evitando o fluxo migratório para as grandes cidades . Entre 2006 e 2009 foram implantados 557 pólos e ampliada a meta para 950 pólos até 2011.

Uma das mais antigas bandeiras dos educadores no nosso país é a valorização do magistério e uma das políticas desenvolvidas pelo governo nesse sentido é o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – PIBID

O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) foi criado com a finalidade de valorizar o magistério e apoiar estudantes de licenciatura plena, das instituições municipais públicas e comunitárias, sem fins econômicos, de educação superior. Em 2010, acontece a terceira edição do programa que oferece bolsas para aprimorar a formação docente e contribuir para elevação do padrão de qualidade da educação básica.

 Objetivos: Um dos objetivos do Pibid é a elevação da qualidade das ações acadêmicas voltadas à formação inicial de professores nos cursos de licenciatura das instituições de educação superior. Assim como a inserção dos licenciandos no cotidiano de escolas da rede pública de educação, o que promove a integração entre educação superior e educação básica. O programa visa também proporcionar aos futuros professores participação em experiências metodológicas, tecnológicas e práticas docentes de caráter inovador e interdisciplinar e que busquem a superação de problemas identificados no processo de ensino-aprendizagem. Além de incentivar as escolas públicas de educação básica a tornarem-se protagonistas nos processos formativos dos estudantes das licenciaturas, mobilizando seus professores como co-formadores dos futuros professores.

Proponentes: Podem apresentar proposta, as instituições municipais públicas e comunitárias, sem fins econômicos, de educação superior, que possuam cursos de licenciatura plena legalmente constituídos e que tenham sua sede e administração no país.

Bolsas: São quatro modalidades de concessão de bolsas: bolsistas de iniciação à docência, para estudantes dos cursos de licenciatura plena, bolsistas de supervisão, para professores das escolas públicas estaduais ou municipais e bolsistas coordenadores institucionais de projeto e coordenadores de área de conhecimento, para docentes das instituições municipais públicas e comunitárias, sem fins econômicos, de educação superior.

Inscrições: A proposta deverá ser submetida à Capes pela Instituição tanto em formato impresso quanto em formato eletrônico para os endereços presentes no Edital. Para isso, o Reitor deverá enviar para o endereço eletrônico pibid2010@capes.gov.br o formulário de solicitação de senha assinado e carimbado, indicando o coordenador institucional do projeto. O prazo para as inscrições vai até o dia 14 de maio . Entre 2007 e 2009 o governo concedeu 11.215 bolsas de iniciação à docência, com nova meta de 20 mil bolsas até 2012.

No governo anterior ao de Lula, foi criado o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), que vigorou de 1997 a 2006, priorizando apenas o Ensino Fundamental. Em janeiro de 2007 o Governo Lula criou o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) atende toda a educação básica, da creche ao ensino médio. O Fundeb aumenta em dez vezes o volume anual dos recursos federais, Além de materializar a visão sistêmica da educação, uma vez que financia todas as etapas da educação básica, reservando recursos para os programas direcionados a jovens e adultos. Isto se configura num importante compromisso da União com a educação básica .

A complementação da União para o Fundeb em 2009 foi de R$ 5,1 bi de (7,6% da contribuição dos estados e municípios), com meta: 10% de participação da União de 2010 a 2020.

Um outro fundo criado para incentivar a participação da comunidade na captação de recursos, apoia programas de entidades de amparo às crianças e adolescentes carentes e portadores de necessidades especiais, legalmente cadastradas e com projetos aprovados nos Conselhos Municipais, Estaduais ou Federal dos Direitos da Criança e do Adolescente. É o PróInfância.

Entre 2007 e 2009 esse fundo conveniou 1.722 creches e tem meta de conveniar mais 800 unidades em 2010. Em abril de 1997, através da Portaria nº 522/MEC, de 9 de abril de 1997, O MEC criou o Programa Nacional de Tecnologia Educacional (ProInfo), um programa educacional criado pela para promover o uso pedagógico de Tecnologias de Informática e Comunicações (TICs) na rede pública de ensino fundamental e médio. Entre 2008 e 2009 foram adquiridos 54.749 laboratórios de informática e temos meta de mais 18.750 laboratórios em 2010.

O Proinfo – banda larga conectou 42.688 escolas entre 2008 e 2009, apresentando meta de 22 mil conexões/ano. O Ministério da Educação no Governo Lula tem uma política educacional voltada para a INCLUSÃO. Desse modo, apoia os sistemas de ensino na implantação de salas de recursos multifuncionais, com materiais pedagógicos e de acessibilidade, para a realização do atendimento educacional especializado, complementar ou suplementar à escolarização, em escolas das redes estaduais e municipais de educação, em que os alunos com essas características estejam registrados no Censo Escolar MEC/INEP. É um trabalho que visa o atendimento com qualidade alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, matriculados nas classes comuns do ensino regular.

A Secretaria de Educação Especial oferece equipamentos, mobiliários e materiais didático-pedagógicos e de acessibilidade para a organização das salas de recursos multifuncionais, de acordo com as demandas apresentadas pelas secretarias de educação em cada plano de ações articuladas (PAR). Entre 2005 e 2009, foram oferecidas 15.551 salas de recursos multifuncionais, distribuídas em todos os estados e o Distrito Federal, atendidos 4.564 municípios brasileiros – 82% do total e 5 mil salas estão em licitação. Para 2010 a meta é de 20 mil salas.

Em 2007 o Governo Lula criou o programa Caminho da Escola, com o objetivo de renovar a frota de veículos escolares, garantir segurança e qualidade ao transporte dos estudantes e contribuir para a redução da evasão escolar, ampliando, por meio do transporte diário, o acesso e a permanência na escola dos estudantes matriculados na educação básica da zona rural das redes estaduais e municipais. O programa também visa à padronização dos veículos de transporte escolar, à redução dos preços dos veículos e ao aumento da transparência nessas aquisições. Desde sua criação em 2008 até fevereiro de 2010, o Caminho da Escola atendeu 2.697 municípios. No total, foram adquiridos 5.721 ônibus escolares, com meta de 15 mil até 2011.

É bom demais ver que hoje o Brasil tem 132 novas escolas técnicas federais em funcionamento e o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) prevê, até o final de 2010, a instalação de 214 escolas técnicas. A previsão é de 53 mil matrículas no primeiro semestre de 2010, totalizando 244 mil matrículas no País. Somente em fev/2010 foram inauguradas simultaneamente 100 unidades.

O Brasil tinha, até 2003, 140 unidades de educação profissional e tecnológica, que ofertavam 160 mil vagas em cursos técnicos e tecnológicos. Mais especificamente, em março/10 13 escolas estavam concluídas e não funcionando; 102 funcionando em instalações definitivas; 87 em obras (26 funcionando em instalações provisórias e 4 funcionando em instalações definitivas); 12 em ação preparatória.

Importante a criação do Programa Brasil Profissionalizado, que estimula o ensino médio integrado à educação profissional no contexto dos arranjos produtivos locais . No período compreendido entre 2008 e 2009 foram feitos convênios com 18 estados, para construção, reforma e ampliação de escolas, com investimento total de R$ 1,2 bilhão. Neste momento, 20 escolas estão em obras. 14 novas universidades federais e 105 novos campi já funcionam.

A expansão do ensino superior, aliada ao Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), está ampliando a oferta e garantindo a permanência de alunos nas instituições de educação superior. O número de vagas em graduação presencial aumentou de 106,8 mil em 2003 para 186,9 mil em 2009. Serão ao todo 59 universidades federais e 282 campi até o final de 2010.

Em 2004, o Governo Federal, através do Ministério da Educação, criou o Programa Universidade para Todos (ProUni) que concede bolsas integrais e parciais de estudo para estudantes de baixa renda em instituições privadas de ensino superior. Desde 2005, quando foi institucionalizado, até 2009, foram concedidas 596 mil bolsas em 1.252 municípios. Mais de 72 mil bolsistas já concluíram seus cursos. Entre 2005 e 2009 o ProUni ocupou 596.034 bolsas. E até 2011 tem meta de 720 mil bolsas.

No Programa de Financiamento Estudantil – Fies, entre 2003 e 2009 foram firmados 351.643 contratos. E a meta é de 100 mil contratos/ ano. O Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) financia até 100% da mensalidade paga pelo estudante, que tem até o triplo do tempo da graduação para quitar o pagamento. Os juros baixaram de 9% para 3,5% ao ano. No período de 2003 a 2009 foram firmados 351 mil contratos e emprestados R$ 3,6 bilhões.

O programa de Alfabetização e Educação Continuada teve 10.010.611 alfabetizandos inscritos entre 2003 e 2008). Foram 1.124.804 alfabetizandos em turmas ativas para o ciclo 2009 até fev/2010. A meta é 1,6 milhão de alfabetizandos/ano.

Como já devem ter observado, são dados bastante significativos que justificam minha indignação ao ouvir a tal conversa da fila do banco que citei no início do texto. E estes são apenas alguns dados, que não interessa à nossa mídia golpista mostrar, isto é fato, mas há bastante fonte de consulta nos sites do Governo Federal. É só buscar. E VOCÊ, JÁ CONHECIA ESTES DADOS. JÁ OUVIU FALAR?

Regina Rocha é Mestre em Educação pela UFRJ