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30/06/2010 – 21:19

O ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, lança nesta quinta-feira (1º), às 14 horas, em Brasília (DF), a campanha nacional de Responsabilidade Social contra a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

O objetivo é mobilizar a iniciativa privada para o tema e contar com campanhas de conscientização nas empresas para o enfrentamento desta grave violação aos direitos humanos de meninas e meninos. O trabalho é resultado de parceria entre a SDH e da ONG Terra dos Homens.

A campanha será divulgada em veículos de grande circulação nacional. Entre outros materiais, serão produzidos cartazes, banners e anúncios para chamar a atenção para a causa e conscientizar os empregados no ambiente corporativo.

 A apresentação da campanha acontece na abertura dos trabalhos do Seminário a Política de Direitos Humanos da Criança e do adolescente e o Pacto Federativo. O encontro é voltado para gestores públicos de estados e municípios de todo o Brasil que atuam na área. O objetivo das oficinas é socializar as metodologias criadas no âmbito dos dois programas junto a este público para a ampliação da utilização e aperfeiçoamento do conjunto.

Banco de Dados

No evento, o ministro Vannuchi e o reitor da Universidade de Brasília (UnB), José Geraldo de Sousa Júnior, assinarão acordo de cooperação para a continuidade da alimentação da Matriz Intersetorial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, levantamento de dados utilizado como subsidio na formulação de políticas públicas de superação do problema no País.

“A “Matriz” é um forte instrumento para o aprimoramento das políticas públicas federais estaduais e municipais para a garantia da proteção dos direitos humanos de crianças e adolescentes brasileiros”, afirma Carmen Oliveira, subsecretária nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente da SDH, Carmen Oliveira. Ela participa da atividade, que integra o compromisso do governo federal pelo enfrentamento da violência contra crianças e adolescentes e em colaboração com os municípios, estados e o Distrito Federal.

Veja aqui a programação completa

Seminário a Política de Direitos Humanos da Criança e do adolescente e o Pacto Federativo – Oficinas Temáticas do Programa de Enfrentamento a Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes e do Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte

Data: 1º e 2 de Julho de 2010

 Horário: 14 horas

Local: Hotel Nacional, Setor Hoteleiro Sul, Quadra 1, Bloco A,  Brasília (DF)

O fenômeno do cangaço “independente”, que começou na segunda metade do século XIX e durou até cerca de 1940, tendo sido extensamente estudado por diversos autores. No entanto, boa parte destas obras é de caráter basicamente narrativo e por vezes, escrita em linguagem quase literária.

O historiador Luiz Bernardo Pericás foi além da constatação desta lacuna bibliográfica. O resultado desse trabalho é agora publicado pela Boitempo no livro Os cangaceiros – ensaio de interpretação histórica , no qual analisa as bases históricas e a atuação dos grupos do cangaço, como aqueles chefiados por Antonio Silvino, Sinhô Pereira, Corisco e Lampião.

Para o historiador João José Reis, “há tempos precisávamos de um livro que fizesse um balanço exaustivo do que se escreveu sobre este fascinante fenômeno social e cultural do Brasil no século passado. Luiz Bernardo Pericás revira uma vasta bibliografia sobre o cangaço para estabelecer uma certa ordem, e um método, na discussão e compreensão do mundo de Lampião e outros cangaceiros… O livro eleva a análise do cangaço a um patamar superior e serve como inspiração para se pensar outros tipos de banditismo, inclusive nos dias que correm”.

O tema – já retratado de forma literária por autores como Graciliano Ramos e José Lins do Rego – é desenvolvido à luz de uma abordagem multidimensional, que toma a estrutura agrária sertaneja “como um forte elo entre a base econômica mais ampla e a superestrutura”, mas não se atém somente a uma interpretação economicista, investigando outros níveis para traçar um quadro complexo do banditismo rural nordestino.

Como aponta na orelha o também historiador Lincoln Secco, na história do Nordeste brasileiro “o cangaço apareceu como a forma pela qual se moviam as contradições típicas de uma sociedade formada por populações errantes, pobres e vitimadas pelo mandonismo local e marcada pela instabilidade”. Segundo Secco, “as vivas descrições geográficas revelam que o autor realmente percorreu o sertão nordestino”, relatando “os casos de violência, torturas, as relações amorosas, o cotidiano, o papel das mulheres e das crianças, a questão racial, os hábitos alimentares, as relações políticas, o coronelismo, as formas de combate, os armamentos e até as malogradas tentativas dos comunistas em dar uma direção programática para aquela forma de banditismo”.

Trecho da obra
Para se entender toda a complexidade da dinâmica social do Sertão e do Agreste nordestinos, o surgimento e o fim do cangaço “independente” e as implicações que ele exerceu sobre as populações locais é necessário abordar os diferentes fatores de aparentes “imobilidades” e sobrevivências de resquícios culturais, como também as rupturas e modificações conjunturais e estruturais na região. A compreensão dos distintos traços característicos do modus vivendi local, do misticismo, do fanatismo, das superstições, da religiosidade, do “coronelismo”, das disputas familiares, da estrutura política e administrativa sertaneja e agrestina, e a presença de jagunços e coiteiros dentro da chamada “Civilização do Couro” são fundamentais, assim como um levantamento e uma análise do surgimento e da expansão das ferrovias, estradas de rodagem, movimento operário nas capitais em contraposição a um suposto isolamento (ou pelo menos, um maior distanciamento) das populações das áreas mais afastadas, a superestrutura jurídica estadual e federal, a entrada de capitais e investimentos nos diferentes estados nordestinos, as políticas dos governos federal e estaduais em relação ao banditismo rural, o mercado de trabalho, os ciclos de secas, o ambiente físico, as migrações populacionais, a industrialização do país, a economia nacional, as mudanças e modernização do Estado brasileiro, entre outros fatores. Ou seja, uma combinação de todos esses elementos. Explicações simplistas, exclusivistas, não conseguem compreender satisfatoriamente o fenômeno, que deve ser discutido a partir de uma realidade multidimensional.

Sobre o autor
Luiz Bernardo Pericás é formado em História pela George Washington University, doutor em História Econômica pela USP e pós-doutor em Ciência Política pela FLACSO (México). Foi Visiting Scholar na Universidade do Texas. É também autor de Che Guevara: a luta revolucionária na Bolívia (Xamã, 1997), Um andarilho das Américas (Elevação, 2000), Che Guevara and the Economic Debate in Cuba (Atropos, 2009) e Mystery Train (Brasiliense, 2007).

Ficha técnica
Título: Os cangaceiros
Subtítulo: Ensaio de interpretação histórica
Autor: Luiz Bernardo Pericás
Orelha: Lincoln Secco
Quartacapa: João José Reis
Páginas: 301
Preço: 54,00
ISBN: 978-85-7559-161-1
Editora: Boitempo

A Cartillha SaferDic@s foi elaborada pela equipe da SaferNet Brasil com o propósito de contribuir para a promoção da utilização da Internet de forma mais segura e ética. Com uma linguagem simples, ilustrações inéditas e diagramação lúdica, a Cartilha pretende atingir públicos de diferentes faixas etárias, classes sociais e níveis educacionais

 O conteúdo foi desenvolvido a partir de pesquisas sobre conceitos, termos e novas linguagens usadas na Internet e no mundo digital. O objetivo deste material pedagógico é estimular os brasileiros, principalmente crianças e adolescentes, a aproveitar todo o potencial da rede, sem esquecer de adotar os cuidados necessários neste novo espaço público, seguindo as dicas de segurança.

 Cada vez mais cedo, a Internet passa a ocupar um lugar privilegiado na vida social e afetiva de crianças e adolescente. As agressões, abusos e violências praticadas por meio da Internet também geram graves consequências psicossociais às vítimas, mesmo sem contato físico. Orientação, diálogo e conscientização continuam sendo as melhores práticas para evitar que mais meninos e meninas tenham os seus direitos violados por pessoas mal intencionadas na Internet.

 Como contribuição para a conscientização dos internautas, disponibilizamos para toda a sociedade uma versão online da Cartilha, com possibilidade de download para quem quiser imprimir, distribuir ou guardar como referência. Basta acessar o nosso portal http://www.denunciar.org.br/

Desejamos que educadores, estudantes, pesquisadores, pais e toda a sociedade brasileira tenham acesso e divulguem o conteúdo da Cartilha, especialmente elaborada para potencializar o uso saudável e responsável da Internet. Esta é uma iniciativa da área de Prevenção e Atendimento da SaferNet Brasil.

Desejamos que este material ajude significativamente na elaboração de novos materiais e atividades que fortaleçam ações efetivas para garantia dos direitos das crianças e adolescentes também na Internet.

Forte abraço,

Thiago Tavares Nunes de Oliveira – Presidente da SaferNet

Rodrigo Nejm – Diretor de Prevenção e Atendimento SaferNet

http://www.safernet.org.br/site/

Participe

Um ano após a morte do Pe. Gisley, assessor nacional do Setor Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), propõe-se um dia D contra a violência e o extermínio de jovens. A iniciativa é da coordenação carioca da Campanha Nacional Contra a Violência e o Extermínio de Jovens.

http://www.pauloteixeira13.com.br/?p=6013