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Do UOL Eleições
Em São Paulo

Serra é atingido na cabeça após confronto entre petistas e tucanos no RJ

O tumulto causado por militantes petistas e tucanos na tarde de ontem (20), no Rio de Janeiro, em que o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, foi atingido na cabeça por um objeto não claramente identificado, é um dos assuntos mais comentados no Twitter na manhã desta quinta-feira (21). Em uma versão inicial, o objeto seria um rolo de fita crepe, mas um vídeo mostrou algo parecido com uma bola de papel.

Às 10h50, #serrarojas aparecia em sétimo lugar entre as dez hashtags (símbolo que define um assunto) mais citadas pelos usuários do serviço de microblog. No ranking brasileiro, a hashtag ocupava a sexta posição.

A palavra “Rojas”, que acompanha o sobrenome do candidato, faz referência ao goleiro chileno Roberto Rojas e um episódio que ocorreu em 1989, nas eliminatórias para o Mundial da Itália. Na época, o goleiro aproveitou um rojão lançado por uma torcedora brasileira para cair no gramado e simular um ferimento supostamente causado pelo sinalizador.

Outra hashtag que ganhou destaque, ocupando a segunda posição entre as mais citadas, no microblog é #boladepapelfacts, que também faz brincadeiras com o fato. A expressão se refere ao vídeo de uma reportagem divulgada ontem pelo SBT Brasil que aponta que o candidato foi atingido por uma espécie de bola de papel.

Entre as mensagens publicadas, a maioria ironiza o fato. O usuário @marcopsc, por exemplo, diz: “#Serrameerra decreta: folhas A4 apenas com porte de arma, A3 será restrito às Forças Armadas”. Já @Diogo_Justino brinca: “Especialista de Harvard diz que lesões causadas por bolas de papel podem deixar sequelas irreversíveis”. @oobservadorbr cita Paulo Preto, engenheiro envolvido em escândalo de desvio de verbas de campanha tucana: “Sacanagem! Estão dizendo q na bolinha de papel estava escrito: “Não me deixem só!!” Assinado Paulo Preto”.

Sobre a agressão, Serra postou a seguinte mensagem em seu perfil no microblog no final da manhã desta quinta: “Muito obrigado a todos vocês que se preocuparam comigo. Estou bem, mas por recomendação médica tive que parar por 24hs”.

 do Brasília Confidencial

Lula SC    O presidente Lula afirmou ontem que, diferentemente de governos anteriores, seu governo tem combatido duramente a corrupção. Foi durante discurso pronunciado em Criciúma, no sul de Santa Catarina, ao inaugurar trechos duplicados da BR-101. 

    “Quando tem roubo, a gente pega. Vocês viram o que aconteceu agora no Amapá. Só tem um jeito de bandido não ser preso neste país: é ele não ser bandido. Porque, se for bandido e a gente descobrir, a gente pega”.

    Segundo o presidente, nem sempre o governo federal combateu tão duramente a corrupção.

    “Houve um tempo em que não era assim. Era mais fácil levantar o tapete e jogar para baixo. Agora, não”.

    Além de inaugurar mais um trecho da BR-101, Lula anunciou a liberação de R$ 1,09 bilhão para que sejam concluídas as obras de duplicação no estado. O presidente também participou de cerimônia de inauguração da primeira etapa das obras de recuperação do Porto de Itajaí.

 

“PRECISAMOS EXTIRPAR O DEM”

    À noite, em comício para 4.000 pessoas numa praça de Joinville, Lula acusou o DEM de alimentar ódio e apontou a necessidade de “extirpar” o partido da política brasileira. A disputa pelo governo catarinense, segundo as pesquisas, é liderada pelo senador Raimundo Colombo, do Democratas, com apoio do PSDB, da dissidência peemedebista ligada ao ex-governador Luiz Henrique e da tradicional família Bornhausen. 

    “Eu não quero crer que esse povo extraordinário de Santa Catarina vá pensar em colocar no governo alguém de um partido que alimenta ódio, que entrou na Justiça para acabar com o ProUni, como o DEM entrou”, disse Lula.

    Ele citou como necessário acabar com o DEM e criticou os maiores expoentes da agremiação no estado – o ex-senador e ex-presidente nacional do Democratas, Jorge Bornhausen, e o filho dele, Paulo, líder da bancada na Câmara.

    “Nós já aprendemos demais e sabemos que os Bornhausen não podem vir disfarçados de carneiros, porque já sabemos quem são os Bornhausen, já conhecemos as histórias deles. Quando Luiz Henrique foi eleito governador, pensei que ele ia mudar, mas ele trouxe de volta o clã Bornhausen para Santa Catarina, trouxe de volta o DEM, que nós precisamos extirpar da política brasileira”.

 

ENCHENTES

    Também no comício em Joinville, com as candidatas do PT à Presidência, Dilma Rousseff, e ao governo catarinense, Ideli Salvatti, o presidente anunciou que pedirá investigação sobre o destino do dinheiro que seu governo mandou a Santa Catarina para socorrer populações e reconstruir cidades atingidas pelas enchentes de 2008.

    “Vou pedir uma investigação porque o dinheiro saiu do governo federal. Quero saber onde esses recursos foram usados”.

    As inundações causaram a morte de 135 pessoas e desabrigaram 70.000. Destas, aproximadamente 2.000 ainda vivem em moradias provisórias

AYRTON CENTENO

    O Brasil assiste pasmo, no horário eleitoral, algo nunca antes visto em qualquer campanha eleitoral. Não só ninguém ataca o atual presidente da República como quatro candidatos, todos disputando o privilégio de sentar-se na sua cadeira, expõem-se junto à figura presidencial na televisão. O mais importante é que, de todos, somente um é o real candidato de Lula, é de seu partido e pertence à situação: Dilma Roussef. Os demais portam-se como se fosse impossível resistir à força centrípeta que tudo e todos atrai. Como se fosse inevitável submeter a natureza de cada um aos desígnios deste eixo poderoso da campanha eleitoral de 2010.  

    Dos três restantes, um está à direita de Lula, do governo e do PT. Seu partido fez-lhe oposição durante sete anos e meio, mas, de repente, o que era feio virou bonito, o que era água virou vinho e o que era erro virou acerto. Errado, portanto, estava o PSDB, partido de José Serra, durante os últimos sete anos e meio. Antes distante, Serra tornou-se tão próximo de Lula que virou Zé, o Zé da Moóca. No programa de seu maior adversário, Lula é elevado ao pedestal dos grandes homens onde, para a surpresa geral da nação, encarapita-se também o Zé.

    Os demais são opositores pela esquerda. Pelo PSol, Plínio de Arruda Sampaio não esqueceu de incluir nas suas aparições os velhos tempos de PT e o ex-companheiro de caminhada. Uma deferência à inegável história das lutas partilhadas pelos dois até determinado momento, uma elegância que nem de longe remete à ferocidade udenista e apoplética da Heloísa Helena de 2006.  Mais notável ainda é o irascível PSTU, surgido de outra costela do PT, reservar à estampa de Lula alguns instantes de seu precário tempo de TV. Zé Maria – este um Zé de verdade e não de plástico – apareceu junto a Lula nos remotos tempos de sindicato. Claro que, tanto com Plínio quanto com Zé Maria, Lula é visto como alguém que tomou rumos diferentes daqueles que seriam os desejados pela classe trabalhadora, que se aproximou dos políticos tradicionais, dos banqueiros etc. Mas, em ambos, a imagem do adversário como parceiro – mesmo que seja ex-parceiro — revela uma força própria e até certa reverência.

    Presidentes em fim de mandato não costumam ser populares. Em 1989, no primeiro confronto presidencial em 25 anos, José Sarney foi esquartejado no horário nobre. Não houve ninguém, nem Ulysses Guimarães, candidato do seu PMDB, que se dignasse a citar, muito menos a defender o ainda presidente e seu governo agonizante.

    São lições que não foram esquecidas. Hoje, enquanto Lula sobrepaira o horário eleitoral como santo de devoção, um ente fantasmagórico perambula pelos desvãos da campanha. Toca, mas não é tocado; ouve, mas não é ouvido; vê, mas não é visto. Anseia por uma palavra, uma imagem, uma lembrança. Nada. Para seus amigos de fé, irmãos, camaradas, ele é uma abstração. Não existe, talvez nunca tenha mesmo existido. É o passado. “E quem quer falar do passado?”, indagam a quem pergunta pelo morto-vivo.

    Ninguém quer saber de FHC. É tratado como um estorvo, uma anomalia que a família oculta para não assustar as visitas e para que não a julguem pelo proscrito. A ele ninguém pede um apoio, uma frase, um sorriso para a câmera, por favor. Porém, para horror dos seus próximos, FHC e seus oito anos de poder também assombram 2010 por conta da comparação entre os dois mandatos, o que vai terminar este ano e o que terminou em 2003. Ele pode continuar vagando como um ectoplasma, mas o julgamento que se fará em outubro não deixará de alcançar sua obra e todos os seus pares.

O candidato José Serra vem enfrentando grande dificuldade de fazer campanha pelo país, pois fora de São Paulo o tucano é um estrangeiro e não entende os diferentes acentos e maneirismos do povo brasileiro. Serra só entende mesmo o “paulistês”, principalmente aquele falado pelos empresários, que soa como música a seus ouvidos. 

por Brizola Neto, em seu blog Tijolaço

Serra não entende o português falado em Goiás, Pernambuco e Minas Gerais, como conta a repórter Juliana Cipriani, do Estado de Minas, uma das vítimas do elitismo do candidato tucano. Cipriani se dirigiu por três vezes a José Serra lhe perguntando sobre uma declaração de Lula, na entrevista do presidente a Isto É, na qual disse que o tucano deu azar ao ser candidato contra ele, em 2002, e contra Dilma, agora.

É lógico que Serra não gostou da pergunta, mas para não respondê-la usou um recurso que vem se repetindo em vários estados. “Essa fala mineira de vocês eu não entendo. Eu tenho que prestar atenção”, disse Serra, deixando o local sem responder à repórter, como relata o blog da Bertha, da jornalista dos Diários Associados, Bertha Maakaroun.

Juliana Cipriani conta que Serra já tinha escapado de uma pergunta em Goiânia, quando um repórter local o indagou sobre propostas para o estado. “Temos três problemas: estou longe (da imprensa), não estou te ouvindo direito e não estou entendendo o seu sotaque”, disse Serra para evitar a resposta, que neste caso nem lhe seria embaraçosa.

Antes ainda, em Pernambuco, numa pergunta que lhe era favorável, já que é crítico do projeto, Serra não respondeu ao editor de um jornal regional que queria saber se ele considerava o trem-bala um “tiro de festim”. “Dá para repetir? Não entendi, foi muito sotaque daqui”, replicou Serra, numa expressão que revela todo o seu preconceito, principalmente pelos nordestinos, que para ele é aquela gente que invade São Paulo e para a qual ele até paga para que retornem a seu lugar de origem.

Tiro de festim não é nenhuma expressão nordestina e qualquer pessoa é capaz de entender. O que Serra revela mesmo é desprezo pelo povo brasileiro e suas diferentes falas, que fazem nossa riqueza cultural. Revela também ser avesso à imprensa, principalmente aquela que não lhe bajula e está disposta a praticar jornalismo de verdade.

Vamos ver se não vai entender William Bonner e Fátima Bernardes quando for entrevistado amanhã, no Jornal Nacional, onde se espera que seja inquirido com a mesma severidade destinada à Dilma Rousseff.

Decisão foi tomada após conversas entre AGU, departamento jurídico da campanha e Casa Civil

15 de julho de 2010 | 20h 08

 Leandro Colon, de O Estado de S.Paulo / BRASÍLIA

Cartilhas distribuídas pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres

O Palácio do Planalto mandou nesta quinta-feira, 15, a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres interromper a distribuição do kit com cartilhas, livros e cartazes que pede voto para mulheres e inclui um discurso de seis páginas da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.

Governo promove Dilma em kit por voto em mulheres

A decisão foi tomada após conversas entre o Advogado-Geral da União, Luís Inácio Adams, o departamento jurídico da campanha de Dilma e integrantes da Casa Civil. A distribuição do kit foi revelada ontem pelo Estado.

Na manhã desta quinta-feira, o advogado da campanha de Dilma, Márcio Silva, telefonou para Luís Inácio Adams, que estava em Porto Alegre, para encontrar uma forma de apagar o incêndio político. Inicialmente, avaliaram que o melhor caminho seria recolher o material. À tarde, após conversas com a secretaria e integrantes da Casa Civil, a decisão tomada pelo governo foi orientar a pasta para Mulheres a negar intuito eleitoral e garantir que não há mais publicações para serem distribuídas – embora nesta quinta o material tenha sido entregue numa conferência sobre mulheres em Brasília.

O episódio abriu uma crise interna porque, questionada, a Secretaria de Comunicação alegou à AGU que não foi consultada anteriormente sobre o assunto pela Secretaria para as Mulheres – responsável pela elaboração e distribuição dos kits. Após a polêmica criada com a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a favor de Dilma no lançamento do edital do trem-bala, a defesa da campanha petista quer afastar qualquer risco de acusação de abuso de poder econômico. Por isso, adotou o discurso de que, além de não ter conteúdo eleitoral, o kit foi distribuído em junho, antes do início oficial da campanha. “Acabou, não tem mais. Não haverá mais distribuição. E, pelo que verifiquei, o material não é propaganda eleitoral”, disse ontem o advogado da campanha de Dilma, Márcio Silva.

Com dinheiro de um convênio com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Secretaria para Mulheres – vinculada à Presidência – mandou fazer e distribuir 215 mil cartilhas, 3 mil livros e 20 cartazes que defendem mais mulheres no poder. O material começou a ser enviado em junho, em caixas de papelão, a partidos políticos, deputados, senadores e demais candidatos nos Estados.

No livro, há um discurso de seis páginas feito por Dilma num seminário no ano passado. Já a capa da cartilha, intitulada Mais Mulheres no Poder Plataforma 2010, traz a imagem de um botão verde com a expressão “confirma” – similar ao contido nas urnas eletrônicas – e a frase “eu assumo este compromisso”. Embora o conteúdo desse material tenha sido elaborado em 2008 e o do livro em 2009, a impressão na gráfica ocorreu só em maio deste ano.

Após a revelação do episódio, a secretaria para Mulheres recebeu a ordem para retirar qualquer propaganda do governo em publicações a serem feitas ou distribuídas durante a campanha, inclusive do site “Mais Mulheres no Poder”, que está em nome de Sônia Malheiros Miguel, subsecretária de Articulação Institucional e Ações Temáticas. Ela é quem assina uma carta, com data de 18 de junho, enviada ao Congresso em que relata aos parlamentares detalhes sobre o livro e a cartilha. O site em nome de Sônia recebe recursos do governo, conforme mostra edital de contratação de consultoria para a página.