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A agência RIA Novosti informa, citando declarações de Seguei Ladygin, representante da estatal russa de armamento Rosobonexport, dadas ontem na SITDEF 2013, exposição de armas que está sendo realizada em Lima, no Perú, que a Rússia teria comunicado ao governo federal que estaria disposta a transferir ao Brasil, sem restrições, cem por cento  da tecnologia  de fabricação dos caças Sukhoi SU-35, de quinta geração, e dos sistemas anti-aéreos Pantzir, independente da conclusão da licitação do Programa FX-2, de compra de caças pela aeronáutica.

O Sukhoi Su-35 pertence a uma classe caças de ataque e superioridade aérea pesados, de longo alcance e multi-função. Com autonomia de 3.600 a 4.600 quilômetros (com tanques externos) e velocidade de 2.700 quilômetros por hora, ele pode atingir rapidamente qualquer região do território nacional.

É equipado com uma variedade melhorada de óptica passiva do sistema de radar N035 Irbis, e com  um radar de retaguarda adicional montado no seu aguilhão da cauda encurtada. Conta também com um radar N035 melhorado com pico mais poderoso e melhores características ECM e com um sistema de guerra eletrônica e auto-contramedidas de defesa eletrônica Khibiny L175M. O cockpit conta com duas telas de LCD e compatibilidade com HMD. O software do Su-35BM tem acrescentada compatibilidade com novos sistemas de armas e outros  aviônicos que incluem informações de longo alcance de alvos e datalink com capacidade de resistência à JAM, além de um sistema de reconhecimento eletrônico.

Texto publicado originalmente em Mauro Santayana

Parlamentar petista é o relator do projeto que cria a Amazônia Azul Tecnologias e Defesa S.A

Está tramitando na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 3538/12, do governo federal, que cria Amazônia Azul Tecnologias e Defesa S.A (Amazul).

Segundo o relator do projeto, deputado Edson Santos (PT/RJ) o objetivo é dar condição ao governo de fomentar e desenvolver pesquisas voltadas para construção do reator nuclear. “Esse reator será o motor do submarino nuclear que está sendo planejado pela marinha brasileira”.

Edson Santos explicou que essa nova empresa é a melhor forma para o gerenciamento dos recursos humanos.

“A Amazul nos dará condição de qualificar os trabalhadores e remunerá-los de forma a inibir sua saída dos projetos para outros países retendo assim o conhecimento no setor”, avaliaou.

O governo pede urgência na aprovação do texto para garantir um quadro de pessoal qualificado.

Edson Santos destaca que o Brasil precisa proteger sua plataforma continental não só por causa da soberania nacional e do petróleo que vai ser explorado no pré-sal.

“A Amazônia Azul tem cerca de 4 milhões e meio de km² é uma Amazônia com toda a diversidade como também minerais depositados no fundo do mar, como ouro, manganês, diamante e ferro”, afirmou .

(Fabricia Neves e Neide Freitas – Portal do PT)

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As infiltrações de homens armados e material bélico a partir da Turquia e do Líbano prosseguem na Síria, denunciam as autoridades, quando a ONU exige que o país detenha as operações de defesa da segurança cidadã e nacional. 
A mais recente tentativa de penetração armada ocorreu nesta quinta-feira (5) a partir do território libanês próximo ao povoado fronteiriço sírio de Halat, na zona de Talkalakh, na província de Homs, a 162 quilômetros a noroeste de Damasco, conforme reportaram as autoridades, e foi difundido nesta sexta (6) pelos meios nacionais.

“Um terrorista foi preso enquanto que o restante fugiu para o Líbano”, informou a agência de notícias Sana.

Ele acrescentou que “autoridades dessa província central advertiram que nas últimas 72 horas as forças sírias conseguiram frustrar cinco tentativas de infiltração de grupos armados a partir do solo libanês para Homs”.

Por essa mesma área, no dia 1º, data em que os autodenominados Amigos da Síria se reuniam em Istambul, foi abortada outra infiltração de homens armados com os quais foram apreendidas potentes metralhadoras do modelo Dushka, entre outras armas no arsenal que portavam.

E no dia 3 foi frustrada outra tentativa similar, esta a partir da Turquia, pela fronteira entre Khirbet e Al-Jouz, na província de Idleb, a 330 quilômetros de Damasco. Entre os equipamentos que tentavam introduzir estavam 1.500 detonadores elétricos para serem usados em bombas, mostraram as autoridades provinciais.

Nesse mesmo dia em Beirute, o jornal a Al-Akhbar divulgou declarações do ministro da Defesa do Líbano, Fayez Ghosn, que admitiu que o Exército desse país incrementava seus esforços para impedir o tráfico de armamento para a Síria, mas que este era intenso porque havia muito dinheiro no meio.

Não obstante, as autoridades libanesas conseguiram alguns resultados, e no começo desta semana, o Tribunal Militar em Beirute apresentou acusações contra nove pessoas, seis sírios e três libaneses acusados de tráfico e contrabando de armas através da zona fronteiriça de Al-Qaa, informou a agência de informação desse país.

Terroristas

Quatro dos sírios indiciados já estão presos, da mesma forma que dois dos libaneses, detalha a fonte. Ao capturá-los, o Exército libanês confiscou dois caminhões carregados de armamento, munições e explosivos que preparavam para introduzir em solo sírio.

A imprensa síria informa nesta sexta-feira (6) que forças da ordem enfrentaram-se na quinta (5) com grupos terroristas armados que viajavam em três veículos entre a cidade de Homs e o povoado da Al-Qseir, choque no que morreram vários dos foragidos, enquanto outros ficaram feridos e suas armas foram apreendidas.

Enquanto isso, na cidade de Hama, capital da província homônima, no centro do país, a 209 quilômetros ao norte de Damasco, as autoridades acharam um esconderijo de armas e explosivos, e militares conseguiram desativar duas bombas preparadas para explodir por controle remoto, informou a agência de notícias Cham Press.

Em Aleppo, província norte-ocidental a 355 quilômetros da capital, bandas armadas sabotaram usinas e equipamentos de irrigação, além de poços, deixando perdas de mais de cinco milhões de libras sírias, uns 85 mil dólares aproximadamente, informou à imprensa o engenheiro Abdul-Majid a al-Misri.

Na quinta-feira (5) a Síria enterrou 11 soldados entre militares e policiais, incluídos o coronel Ali Hassan Suleiman e o primeiro tenente Ali Mohammad al-Taweel, além de quatro sargentos e um suboficial. Na quarta-feira (4), foram 16.

Ao mesmo tempo em que estas ações armadas e terroristas continuam em solo sírio, na ONU anunciou-se que o Governo de Damasco aceitou o plano de Kofi Annan que estipula que seja colocado um fim a seus movimentos e operações militares contra essa violência.

Inclusive, as autoridades sírias propuseram o próximo 10 de abril, informação que circula em Damasco, como data para detê-la, mas ainda não há um compromisso dos que atiçam, equipam e financiam essas bandas armadas, que, segundo Annan, deteriam a violência no dia 12.

Fonte: Prensa Latina