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O Vaticano, no seu empenho em eliminar o comunismo, fez alianças durante a Segunda Guerra Mundial com diversas sociedades secretas, grupos fascistas e agências de espionagem, e desde aquela época mantém esses contatos.

O vínculo com os fascistas

Além do rigoroso fundamentalismo religioso, o Opus Dei sempre se alinhou aos setores mais direitistas e fascistas. Durante a Guerra Civil Espanhola, deflagrada em 1936, Escrivá deu ostensivo apoio ao general golpista Francisco Franco contra o governo republicano legitimamente eleito. Temendo represálias, ele se asilou na embaixada de Honduras, depois se internou num manicômio, “fingindo-se de louco”, antes de fugir para a França. Só retornou à Espanha após a vitória dos golpistas. Desde então, firmou sólidos laços com o ditador sanguinário Francisco Franco. “O Opus Dei praticamente se fundiu ao Estado espanhol, ao qual forneceu inúmeros ministros e dirigentes de órgãos governamentais”, afirma Henrique Magalhães.

Há também fortes indícios de que Jose María Escrivá nutria simpatias por Adolf Hitler e pelo nazismo. De forma simulada, advogava as idéias racistas e defendia a violência. Na máxima 367 do livro Caminho, ele afirma que seus fiéis “são belos e inteligentes” e devem olhar aos demais como “inferiores e animais”. Na máxima 643, ensina que a meta “é ocupar cargos e ser um movimento de domínio mundial”. Na máxima 311, ele escancara: “A guerra tem uma finalidade sobrenatural… Mas temos, ao final, de amá-la, como o religioso deve amar suas disciplinas”. Em 1992, um ex-membro do Opus Dei revelou o que este havia lhe dito: “Hitler foi maltratado pela opinião pública. Jamais teria matado 6 milhões de judeus. No máximo, foram 4 milhões”. Outra numerária, Diane DiNicola, garantiu: “Escrivá, com toda certeza, era fascista”.

O poder no Vaticano

Josemaría Escrivá faleceu em 1975. Mas o Opus Dei se manteve e adquiriu maior projeção com a guinada direitista do Vaticano a partir da nomeação do papa polonês João Paulo II. Para o teólogo espanhol Juan Acosta, “a relação entre Karol Wojtyla e o Opus Dei atingiu o seu êxito nos anos 80-90, com a irresistível acessão da Obra à cúpula do Vaticano, a partir de onde interveio ativamente no processo de reestruturação da Igreja Católica sob o protagonismo do papa e a orientação do cardeal alemão Ratzinger”. Em 1982, a seita foi declarada “prelazia pessoal” – a única existente até hoje -, o que no Direito Canônico significa que ela só presta contas ao papa, que só obedece ao prelado (cargo vitalício hoje ocupado por dom Javier Echevarría) e que seus adeptos não se submetem aos bispos e dioceses, gozando de total autonomia.

Pouco antes de morrer, Josemaría Escrivá realizou uma “peregrinação” pela América Latina. Ele sempre considerou o continente fundamental para sua seita e para os negócios espanhóis. Na região, o Opus Dei apoiou abertamente várias ditaduras. No Chile, participou do regime terrorista de Augusto Pinochet. O principal ideólogo do ditador, Jaime Guzmá, era membro ativo da seita, assim como centenas de quadros civis e militares. Na Argentina, numerários foram nomeados ministros da ditadura. No Peru, a seita deu sustentação ao corrupto e autoritário Alberto Fujimori. No México, ajudou a eleger como presidente seu antigo aliado, Miguel de La Madri, que extinguiu a secular separação entre o Estado e a Igreja Católica.

Em depoimento à Justiça Militar, em 1970, quando tinha 22 anos, Dilma afirmou ter sido ameaçada de novas torturas por dois militares chefiados por Lopes. Ao perguntar-lhes se estavam autorizados pelo Poder Judiciário, recebeu a seguinte resposta: “Você vai ver o que é o juiz lá na Operação Bandeirante” (um dos centros de tortura da ditadura militar).

Maurício Lopes Lima foi apontado pelo Ministério Público Federal (MPF), em ação civil pública ajuizada em novembro de 2010, como um dos responsáveis pela morte ou desaparecimento de seis pessoas e pela tortura de outras 20 nos anos de 1969 e 1970. Segundo o MPF, o militar foi “chefe de equipe de busca e orientador de interrogatórios” da Operação Bandeirante (Oban) e do DOI/Codi.

Em entrevista em 2003 ao jornalista Luiz Maklouf Carvalho, Dilma foi perguntada de quem apanhava quando estava presa e respondeu: “O capitão Maurício sempre aparecia”.

Dilma, que era uma das líderes da VAR-Palmares, foi presa em 16 de janeiro de 1970. Ela foi brutalmente torturada e seviciada, submetida a choques e pau-de-arara durante 22 dias. No depoimento à Justiça Militar, em Juiz de Fora, em 18 de maio, cinco meses depois de ser presa, Dilma deu detalhes da tortura no Dops. “Repete-se que foi torturada física, psíquica e moralmente; que isso de seu durante 22 dias após o dia 16 de janeiro (dia em que foi presa)”, diz trecho do depoimento.

Maya Fernández Allende será prefeita da cidade de Ñuñoa.
Candidato derrotado era prefeito do município desde 1996.

 

Uma das netas do falecido presidente Salvador Allende, Maya Fernández Allende, foi eleita prefeita de um município da região metropolitana de Santiago no domingo (28), segundo confirmou o Serviço Eleitoral chileno.
Em uma apertada disputa nas eleições municipais, Maya, do Partido Socialista, foi eleita com uma diferença de apenas 92 votos. O outro candidato, Pedro Sabat, era prefeito de Ñuñoa desde 1996. “Sempre estarei disposto a ajudá-la”, disse Sabat
Maya Fernández Allende, de 41 anos, é filha de um diplomata cubano, Luis Fernández Oña, e de Beatriz Allende. Sua mãe se suicidou em 1997 enquanto a família vivia exilada em Cuba, onde Maya viveu até os 21 anos.
Maya Fernández Allende, neta de Salvador Allende, foi eleita prefeita de município próximo a Santiago, no Chile (Foto: Divulgação)Maya Fernández Allende, neta de Salvador Allende, foi eleita prefeita de município próximo a Santiago, no Chile (Foto: Divulgação)
A neta do presidente Salvador Allende (1970-1973), que assumirá suas funções em dezembro, não é a única integrante da família que está imersa na política: sua tia, Isabel Allende, é senadora, também pelo Partido Socialista.
Precisamente, um dos fatos mais curiosos de domingo aconteceu quando os mesários de uma seção no município de Estación Central se depararam, no registro de eleitores, com o nome do Salvador Allende, morto durante o golpe militar de 1973.
Segundo os responsáveis pela zona eleitoral, o erro provém do Serviço de Registro Civil, órgão que forneceu ao Serviço Eleitoral (Servel) informações necessárias para a elaboração de um novo censo, após a reforma que estabeleceu a inscrição automática e o voto voluntário.
Outra vitória que teve muita repercussão foi a de Carolina Tohá, ex-porta-voz do governo de Michelle Bachelet, que dedicou seu triunfo em Santiago Centro a seu pai, José Tohá, ministro de Allende, falecido em 1974 durante a ditadura de Augusto Pinochet.
A justiça investiga a possibilidade de a morte de Tohá não ter sido provocada por suicídio (enforcamento), mas sim por um homicídio (estrangulamento), já que foi achado em um Hospital Militar dentro de um armário, pendurado com seu cinto, apesar de medir 1,92m.
Em Providência, a socióloga Josefa Errázuriz, líder comunitária que se apoiou nos movimentos sociais, conseguir vencer o coronel aposentado Cristián Labbé, que foi chefe de segurança de Pinochet e buscava seu quinto período à frente do município.
Labbé, que ao ir votar foi alvo de uma manifestação por seu passado como agente da Polícia secreta na época da ditadura, rotulou sua rival como ‘serpente do paraíso’ e anunciou que não a felicitaria.
Além disso, no município de Huechuraba, o candidato da oposição Carlos Cuadrado Prats, neto do general Carlos Prats, comandante do Exército de Allende e assassinado em 1974 em Buenos Aires por agentes da polícia secreta da ditadura, foi eleito com 46,74% dos votos.

 

Há duas efemérides marcantes neste domingo, 11 de setembro.

A menos relevante para nós  é aquela que a mídia colonizada trombeteia ad nauseam: o décimo aniversário de um atentado nebuloso nos EUA, com grande possibilidade de ter sido urdido ou, ao menos, consentido pelos que depois surfaram na onda da indignação provocada. Algo como uma versão atualizada do incêndio do Reichstag.
O certo é que deu pretexto para o desencadeamento de uma escalada repressiva/intervencionista que fez lembrar a intolerante e paranóica década de 1950 — aqueles anos terríveis do macartismo e da guerra fria.
Os efeitos da pirotecnia atribuída a Osama Bin Laden, contudo, pouco se fizeram sentir no Brasil — ao contrário dos de um atentado que golpeou duramente as aspirações dos povos latino-americanos, destruindo um dos mais generosos experimentos socialistas do século passado.

Deixando de lado a pauta da imprensa espiritualmente satelizada pelo Império (*), eu quero mesmo é reverenciar um dos maiores heróis da nossa sofrida América Latina: Salvador Allende, o  compañero presidente.

Que nunca pretendeu, no poder, ser nada além de outro militante revolucionário, como todos os seus companheiros de jornada na luta por um Chile com liberdade e justiça social.
E que, naquele terrível 11 de setembro de 1973, não aceitou curvar-se aos tiranos, preferindo a morte digna à fuga indigna que lhe ofereceram.
Então, as palavras que endereçou ao povo pelo rádio, na iminência do martírio, inspirarão para sempre os combatentes por um mundo redimido do pesadelo capitalista:

Colocado numa transição histórica, pagarei com minha vida a lealdade do povo. E lhes digo: tenho certeza de que a semente que entregaremos à consciência de milhares e milhares de chilenos não poderá ser extirpada definitivamente. Trabalhadores de minha Pátria! Tenho fé no Chile e em seu destino. Outros homens se levantarão depois deste momento cinza e amargo em que a traição pretende se impor. Sigam vocês sabendo que, bem mais cedo do que tarde, vão abrir-se de novo as grandes alamedas por onde passará o homem livre, para construir uma sociedade melhor.

* E que ninguém venha me falar em números redondos e quebrados: aposto até meu último centavo que, em 11 de setembro de 2013, a mídia servil dará muito mais destaque aos 12 anos do atentado ao WTC do que aos 40 anos da morte de Allende.

 

Por: Redação da Rede Brasil Atual

São Paulo – O presidente do Chile, Sebastián Piñera, recebeu, nesta semana, relatos sobre 32 mil novos casos de violações de direitos humanos ocorridos durante o governo militar de Augusto Pinochet (1973-90).

O relatório é fruto de um desdobramento da Comissão da Verdade e Reconciliação daquele país, iniciada logo após o fim do regime repressivo, e ao mesmo tempo simboliza o fim dos trabalhados inaugurados há mais de duas décadas, com o estabelecimento de um total de 2.279 casos de desaparecidos e executados políticos.

A atual etapa, chamada de Comissão Valech, teve um período de duração de 18 meses e obteve relatos sobre 9,8 mil novos casos de tortura e 30 sobre desaparições ou execuções. Segundo a vice-presidenta executiva da comissão, Maria Luisa Sepúlveda, o presidente Piñera se comprometeu a fazer uma avaliação do material antes de torná-lo disponível a todo o país. “Não nos resta dúvida de que este é um passo na abordagem em políticas públicas que o Estado do Chile teve em relação às violações dos direitos humanos”, agregou a ex-secretária nacional de Direitos Humanos.

A nova apuração foi aberta durante o governo de Michelle Bachelet para abarcar casos que não foram investigados no período anterior, encerrado em 2005. Houve uma série de situações em que não foi possível provar uma motivação política direta por falta de provas. Mireya García, dirigente da Agrupação de Familiares de Detidos Desaparecidos, considerou muito alto o número de mortes que não foram esclarecidas. “São cifras aberradoras. Pode haver casos que não cumprem com os requisitos, mas que sejam quase 70% do total. É um absurdo, é ilógico.”

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Por Eric Nepomuceno

Na noite da quinta-feira passada, dia 11, uma discreta mesa de um restaurante de Puerto Madero, a região de Buenos Aires preferida pelos turistas endinheirados e os empresários enfastiados, abrigou dois senhores bem vestidos. Eles pediram um cardápio nada original: provoleta, aquela grossa fatia de provolone levemente derretida na grelha e coberta de azeite e orégano, um inevitável asado, salada e vinho de Mendoza.

Pareceriam dois senhores num típico jantar sem outra razão que a rotina e o protocolo, num restaurante acostumado a misturar novos ricos espalhafatosos e empresários discretos, se não fosse observado um detalhe: eram os ministros de Economia mais poderosos da América do Sul, o argentino Amado Boudou e o brasileiro Guido Mantega. O jantar foi, na verdade, uma espécie de ensaio final para ajustar os detalhes do que seria discutido no dia seguinte, durante a reunião de ministros de Economia e dos presidentes dos bancos centrais da Unasul, a União de Nações Sul-americanas, nome do bloco nascido em 2008 e que reúne os doze países sul-americanos.

Durante toda aquela quinta-feira técnicos das equipes econômicas dos governos da região esmiuçaram diferenças e divergências procurando limar os pontos mais ásperos e diminuir atritos no encontro da sexta-feira. A proposta da cúpula de ministros era estabelecer uma ação comum para que os países da região consigam enfrentar sem maiores danos a descabelada crise que sacode as economias, derrete as bolsas e espalha o pânico entre os países mais ricos do planeta.

A jornada seguinte – sexta-feira, 12 de agosto – foi extenuante. Apesar dos esforços dos técnicos, algumas divergências continuavam agudas. Afinal, um dos que mais insistiram na convocação do encontro havia sido o presidente da Colômbia, o conservador Juan Manuel Santos, cujo governo ainda vê com desconfiança as políticas econômicas de quase toda a região e continua vendo com bons olhos as diretrizes de um neoliberalismo que causou cataclismos num tempo não tão remoto da América do Sul.

Encontrar pontos de convergência entre os integrantes do bloco não é nada fácil, mas havia e há evidente boa vontade para que se chegue a bom porto.

No final, um balanço positivo: o Conselho de Economia da Unasul conseguiu superar diferenças ideológicas e avançar em acordos técnicos. O discurso de Mantega, perfeitamente afinado com o de Boudou, se manteve firme: a América do Sul está preparada para enfrentar a crise, em condições ainda melhores que as de 2008, e precisa buscar suas próprias armas e defesas para não se deixar levar de roldão.

Pondo de lado os difíceis detalhes da estratégia a ser traçada, um dado deve chamar a atenção: a Unasul, que até agora tinha mostrado eficácia em episódios políticos pontuais (quando contribuiu de maneira decisiva para evitar desdobramentos de ameaças golpistas no Equador de Rafael Correa e na Bolívia de Evo Morales), pode avançar, no campo econômico, mais do que qualquer outra instituição regional jamais conseguiu. Diante do vendaval da crise que varre as economias centrais, os países sul-americanos parecem ter se lançado a sério na busca de proteções próprias, sem ficar à espera de decisões alheias. Pela primeira vez, e apesar das diferenças e distâncias que separam os próprios integrantes do bloco, todos parecem em melhores condições do que os países centrais sacudidos pela crise. O grande desafio dos governos da América do Sul é, a partir de agora, sair da área dos discursos e declarações e passar à prática.

O primeiro passo a ser dado é encontrar equilíbrio entre políticas tão dispares como as conservadoras, aplicadas pelos governos do Chile e da Colômbia, e as radicais, defendidas pela Venezuela, a Bolívia e o Equador. E é aí que deve-se ressaltar a importância mediadora e o peso específico dos governos aos quais pertencem aqueles dois senhores que, na noite da quinta-feira, véspera do encontro, se contentaram com um cardápio prosaico num lugar de novos ricos.

Oxalá – o jantar e a escolha do lugar, e não o que disseram no dia seguinte – tenha sido um mero disfarce para suas verdadeiras intenções.

Voce tambem poderá gostar de ler >>> É ou não é fraquinho este tal de Eric Nepomuceno????

Eric Nepomuceno é FRACO!!!A maior vitória do UNASUL foi LULA jogar o Néstor Kirchner para resolver o Impasse Colômbia X Venezuela, e ele, Eric Nepomuceno, nem citou.

O Golpe de Mestre foi o Eduardo Correa e o Lula sugerirem a COLOMBIANA María Emma Mejía para Secretária Geral do UNASUL. A COLÔMBIA é a ÚNICA nação que não assinou o Tratado de Adesão ao Bloco e, na Colômbia tem os fatores: Bases Americanas e as FARCs, e ele, Eric Nepomuceno, nem citou.

Os nomes mais influentes para consolidar o UNASUL são: O Secretário Geral do MERCOSUL, Samuel Pinheiro Guimarães e, o Ministro da Defesa do Brasil, Celso Amorim, e ele, Eric Nepomuceno, nem citou… Para ler o texto completo clique no balão ao lado do título deste post (com o número) e abra os comentários.