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Enviado por luisnassif

Por Weden

 

Na pesquisa do Datafolha sobre confiança nas instituições, os resultados são reveladores da sinuca em que a mídia partidarizada está se metendo.

O percentual de pessoas que “confiam muito” despencou quase 10 pts., caindo de 31 para 22%. O período de queda coincide com a cobertura do julgamento do “Mensalão”.

O percentual daqueles que “confiam um pouco” oscilou levemente para baixo: caiu de 51 para 50%.

Enquanto que a taxa daqueles que “não confiam” de jeito nenhum subiu de 18 para 28%, que é um percentual maior do que os que “confiam muito”.

Analisando, poderíamos dizer que, aproximadamente, só um a cada cinco brasileiros confia plenamente na imprensa. A ampla maioria ou não confia (um a cada três) ou confia com reservas (um a cada dois).

Como as perguntas estão no contexto de uma pesquisa sobre aprovação política pode-se considerar que a desconfiança com relação á imprensa é em relação à cobertura política. Mas este dado precisaria ser melhor explicitado.

O desempenho da imprensa é pior do que o da Presidência em todos os níveis, ficando acima apenas de “Congresso” e “Políticos”.

Por robertog

Duas coisas: 1) não omitiram os números desfavoráveis à imprensa; 2) tampouco comentaram essa variação, que foi a mais significativa aritmeticamente. Podem achar que os leitores são sempre idiotas, mas uma vez publicado, é difícil justificar a omissão do comentário. Salta demais à vista.

Não é por nada não. Mas acho que quem publicou não se deu conta na hora do ouro que estava entregando aos seus inimigos (ou pelo menos do seu patrão). E, coisa feita, agora deve estar amargando uma bronca boa ou, pelo menos, a paura do que vai escutar amanhã…

José Ribamar Bessa Freire
Diário do Amazonas

[] Nelson Rodrigues só se deslumbrou com “a psicóloga da PUC” porque não
conheceu “a antropóloga da Folha “. Mas ela existe. É a Kátia Abreu. É
ela quem diz aos leitores da Folha de São Paulo , com muita autoridade,
quem é índio no Brasil. É ela quem religiosamente, todos os sábados, em
sua coluna, nos explica como vivem os ” nossos aborígenes “. É ela quem
nos ensina sobre a organização social, a distribuição espacial e o modo
de viver deles.
Podeis obtemperar que o caderno Mercado , onde a coluna é publicada, não
é lugar adequado para esse tipo de reflexão e eu vos respondo que não é
pecado se aproveitar das brechas da mídia. Mesmo dentro do mercado, a
autora conseguiu discorrer sobre a temática indígena, não se intimidou
nem sequer diante de algo tão complexo como a estrutura de parentesco e
teorizou sobre “aborigenidade”, ou seja, a identidade dos “silvícolas”
que constitui o foco central de sua – digamos assim – linha de
pesquisa.
A maior contribuição da antropóloga da Folha talvez tenha sido
justamente a recuperação que fez de categorias como ” sílvicola” e
“aborígene”, muito usadas no período colonial, mas lamentavelmente já
esquecidas por seus colegas de ofício. Desencavá-las foi um trabalho de
arqueologia num sambaqui conceitual, que demonstrou, afinal, que um
conceito nunca morre, permanece como a bela adormecida à espera de
alguém que o desperte com um beijo. Não precisa nem reciclá-lo. Foi o
que Kátia Abreu fez.
Com tal ferramenta inovadora, ela estabeleceu as linhas de uma nova
política indigenista, depois de fulminar e demolir aquilo que chama de
“antropologia imóvel” que seria praticada pela Funai. Sua abordagem vai
além do estudo sobre a relação observador-observado na pesquisa
antropológica, não se limitando a ver como índios observam antropólogos,
mas como quem está de fora observa os antropólogos sendo observados
pelos índios. Não sei se me faço entender. Mas em inglês seria algo
assim como Observing Observers Observed.
Os argonautas do Gurupi
Todo esse esforço de abstração desaguou na criação de um modelo teórico,
a partir do qual Kátia Abreu sistematizou um ousado método etnográfico
conhecido como abreugrafia que, nos anos 1940, não passava de um
prosaico exame de raios X do tórax, uma técnica de tirar chapa
radiográfica do pulmão para diagnosticar a tuberculose, mas que foi
ressignificado. Hoje, abreugrafia é a descrição etnográfica feita com o
método inventado por Kátia Abreu, no caso uma espécie de raio X das
sociedades indígenas.
Esse método de coleta e registro de dados foi empregado na elaboração
dos três últimos artigos assinados pela antropóloga da Folha: Uma
antropologia imóvel (17/11), A Tragédia da Funai (03/11/) e Até abuso
tem limite (27/10) que bem mereciam ser editados, com outros, num livro
intitulado “Os argonautas do Gurupi”. São textos imperdíveis, que deviam
ser leitura obrigatória de todo estudante que se inicia nos mistérios da
antropologia. A etnografia refinada e apurada que daí resulta quebrou
paradigmas e provocou uma ruptura epistemológica ao ponto de
não-retorno.
A antropóloga da Folha aplicou aqui seu método revolucionário – a
abreugrafia – que substituiu o tradicional trabalho de campo, tornando
caducas as contribuições de Boas e Malinowski. Até então, para estudar
as microssociedades não ocidentais, o antropólogo ia conviver lá, com os
nativos, tinha de “viver na lama também, comendo a mesma comida, bebendo
a mesma bebida, respirando o mesmo ar” da sociedade estudada, numa
convivência prolongada e profunda com ela, como em ‘Lama’, interpretada
por Núbia Lafayette ou Maria Bethania.
A abreugrafia acabou com essas presepadas. Nada de cantoria. Nada de
anthropological blues. Agora, o antropólogo já não precisa se deslocar
para sítios longínquos, nem viver um ano a quatro mil metros de altura,
numa pequena comunidade nos Andes, comendo carne de lhama, ou se
internar nas selvas amazônicas entre os huitoto, como fez um casal de
amigos meus. E tem ainda uma vantagem adicional: com a abreugrafia, os
antropólogos nunca mais serão observados pelos índios.
Em que consiste, afinal, esse método que dispensa o trabalho de campo? É
simples. Para conhecer os índios, basta tão somente pagar
entrevistadores terceirizados. Foi o que fez a Confederação da
Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) que, por acaso, é presidida por
Kátia Abreu. A CNA encomendou pesquisa ao Datafolha que, por acaso,
pertence à empresa dona do jornal onde, por acaso, escreve Kátia. Está
tudo em casa. Por acaso.
Terra à vista
Os pesquisadores contratados, sempre viajando em duplas – um homem e uma
mulher – realizaram 1.222 entrevistas em 32 aldeias com cem habitantes
ou mais, em todas as regiões do país. Os resultados mostram que 63% dos
índios têm televisão, 37% tem aparelho de DVD, 51% geladeira, 66% fogão
a gás e 36% telefone celular. “A margem de erro” – rejubila-se o
Datafolha – “é de três pontos percentuais para mais ou para menos”.
“Eu não disse! Bem que eu dizia” – repetiu Kátia Abreu no seu último
artigo, no qual gritou “terra à vista”, com o tom de quem acaba de
descobrir o Brasil. O acesso dos índios aos eletrodomésticos foi exibido
por ela como a prova de que os “silvícolas” já estão integrados ao modo
de vida urbano, ao contrário do que pretende a Funai, com sua
“antropologia imóvel” que “busca eternizar os povos indígenas como
primitivos e personagens simbólicos da vida simples”. A antropóloga da
Folha, filiada à corrente da “antropologia móvel”, seja lá o que isso
signifique, concluiu:
– “Nossos tupis-guaranis, por exemplo, são estudados há tanto tempo
quanto os astecas e os incas, mas a ilusão de que eles, em seus sonhos e
seus desejos, estão parados, não resiste a meia hora de conversa com
qualquer um dos seus descendentes atuais”.
Antropólogos da velha guarda que persistem em fazer trabalho de campo
alegam que Kátia Abreu, além de nunca ter conversado sequer um minuto
com um índio, arrombou portas que já estavam abertas. Qualquer aluno de
antropologia sabe que as culturas indígenas não estão congeladas, pois
vivem em diálogo com as culturas do entorno. Para a velha guarda, Kátia
Abreu cometeu o erro dos geocêntricos, pensando que os outros estão
imóveis e ela em movimento, quando quem está parada no tempo é ela,
incapaz de perceber que não é o sol que dá voltas diárias em torno da
terra.
No seu artigo, a antropóloga da Folha lamenta que os índios “continuem
morrendo de diarreia”. Segundo ela, isso acontece, não porque os rios
estejam poluídos pelo agronegócio, mas “porque seus tutores não lhes
ensinaram que a água de beber deve ser fervida”. Esses tutores
representados pela FUNAI – escreve ela – são responsáveis por manter os
índios “numa situação de extrema pobreza, como brasileiros pobres”. Numa
afirmação cuja margem de erro é de 3% para mais ou para menos, ela
conclui que os índios não precisam de tutela.
– Quem precisa de tutela intelectual é Kátia Abreu – retrucam os
antropólogos invejosos da velha guarda, que desconhecem a abreugrafia.
Eles contestam a pobreza dos índios, citando Marshall Sahlins através de
postagem feita no facebook por Eduardo Viveiros de Castro:
‎”Os povos mais ‘primitivos’ do mundo tem poucas posses, mas eles
não são pobres. Pobreza não é uma questão de se ter uma pequena
quantidade de bens, nem é simplesmente uma relação entre meios e fins. A
pobreza é, acima de tudo, uma relação entre pessoas. Ela é um estatuto
social. Enquanto tal, a pobreza é uma invenção da civilização. Ela
emergiu com a civilização…”
[] Miss Desmatamento
A conclusão mais importante que a antropóloga da Folha retira das
pesquisas realizadas com a abreugrafia é de que os “aborígenes”, já
modernizados, não precisam de terras que, aliás, segundo a pesquisa, é
uma preocupação secundária dos índios, evidentemente com uma margem de
erro de três pontos para mais ou para menos.
– ” Reduzir o índio à terra é o mesmo que continuar a querer e
imaginá-lo nu” – escreve a antropóloga da Folha, que não quer ver o
índio nu em seu território . “Falar em terra é tirar o foco da realidade
e justificar a inoperância do poder público. O índio hoje reclama da
falta de assistência médica, de remédio, de escola, de meios e
instrumentos para tirar o sustento de suas terras. Mais chão não dá a
ele a dignidade que lhe é subtraída pela falta de estrutura sanitária,
de capacitação técnica e até mesmo de investimentos para o cultivo”.
A autora sustenta que não é de terra, mas de fossas sépticas e de
privadas que o índio precisa. Demarcar terras indígenas, para ela,
significa aumentar os conflitos na área, porque “ocorre aí uma
expropriação criminosa de terras produtivas, e o fazendeiro,
desesperado, tem que abandonar a propriedade com uma mão na frente e
outra atrás” .
Ficamos, então, assim combinados: os índios não precisam de terra, quem
precisa são os fazendeiros, os pecuaristas e o agronegócio. Dados
apresentados pela jornalista Verenilde Pereira mostram que na área
Guarani Kaiowá existem 20 milhões de cabeças de gado que dispõem de 3 a
5 hectares por cabeça, enquanto cada índio não chega a ocupar um
hectare.
Um discípulo menor de Kátia Abreu, Luiz Felipe Pondé, também articulista
da Folha, tem feito enorme esforço para acompanhar a produção
intelectual de sua mestra, usando as técnicas da abreugrafia, sem
sucesso, como mostra artigo por ele publicado com o título Guarani
Kaiowá de boutique (9/11), onde tenta debochar da solidariedade recente
aos Kaiowá que explodiu nas redes sociais.
[] Kátia Regina de Abreu, 50 anos, empresária, pecuarista e senadora
pelo Tocantins (ex-DEM,atual PSD), não é apenas antropóloga da Folha. É
também psicóloga formada pela PUC de Goiás, reunindo dois perfis que
deslumbrariam Nelson Rodrigues.
Bartolomé De las Casas, reconhecido defensor dos índios no século XVI,
contesta o discurso do cronista do rei, Gonzalo Fernandez de Oviedo,
questionando sua objetividade pelo lugar que ele ocupa no sistema
econômico colonial:
– “Se na capa do livro de Oviedo estivesse escrito que seu autor era
conquistador, explorador e matador de índios e ainda inimigo cruel
deles, pouco crédito e autoridade sua história teria entre os cristãos
inteligentes e sensíveis”.
O que é que nós podemos escrever na capa do livro “Os Argonautas do
Gurupi” de Kátia Abreu, eleita pelo movimento ambientalista como Miss
Desmatamento? Que crédito e autoridade tem ela para emitir juízos sobre
os índios? O que diriam os cristão inteligentes e sensíveis
contemporâneos? Respostas em cartas à redação, com a margem de erro de
3% para mais ou para menos.

http://www.taquiprati.com.br

coimbra

do Poder Online via blog do Esmael Morais

Marcos Coimbra.Para o presidente do Instituto Vox Populi, o sociólogo Marcos Coimbra, o Datafolha produziu resultados de encomenda em sua última pesquisa de opinião sobre os sentimentos da população acerca do julgamento do Mensalão.

Segundo o jornal “Folha de São Paulo” divulgou no domingo, o levantamento do Datafolha apontava que 73% da população defendem cadeia para os acusados de participar do escândalo.

Em artigo intitulado “Resultados de encomenda”, publicado hoje no jornal “Correio Braziliense”, Marcos Coimbra afirma:
“A pesquisa abusou de perguntas indutivas, que tendiam a conduzir os entrevistados a determinadas respostas. Como diz a literatura em língua inglesa, fornecendo-lhes ‘pistas’ sobre as respostas ‘corretas’. Leia a íntegra do artigo de Marcos Coimbra: por Marcos CoimbraVia Correio Braziliense

Na primeira aula do curso de pesquisa de opinião, o aluno aprende as coisas básicas da profissão. Uma é ter cuidado com as perguntas indutivas.

É esse o nome que se dá às que são formuladas com um enunciado que oferece informação ao entrevistado antes que ele responda.
Há diversos tipos de indução, alguns dos quais muito comuns.

Quem não conhece, por exemplo, a pergunta chamada de “voto estimulado”, feita habitualmente nas pesquisas eleitorais? Ela pede ao respondente que diga em quem votaria, tendo em mãos uma lista com o nome dos candidatos.
É claro que, assim procedendo, avalia-se coisa diferente do “voto espontâneo”.

Para diminuir o risco de que a indução conduza os entrevistados a uma resposta, recomenda-se evitar que o pesquisador leia nomes. Mesmo inadvertidamente, ele poderia sugerir alguma preferência, seja pela ordem de leitura, seja por uma possível ênfase ao falar algum nome.

Daí, nas pesquisas face a face, o uso de cartões circulares, onde nenhum vem antes. Essa cautela — e outras parecidas — decorre da necessidade de ter claro o que se mede. Sem ela, podemos confundir o significado das respostas.

Dependendo do nível de indução, o resultado da pesquisa pode apenas refletir a reação ao estímulo. Em outras palavras, nada nos diz a respeito do que as pessoas genuinamente pensam quando não estão submetidas à situação de entrevista.Para ilustrar, tomemos um exemplo hipotético.

Vamos imaginar que alguém quer saber se as pessoas lamentaram a derrota da equipe de vôlei masculino na disputa pela medalha de ouro na Olimpíada. A forma “branda” de perguntar talvez fosse começar solicitando que dissessem se souberam do resultado e como reagiram — sem informar o placar.

Outra, de indução “pesada”, seria diferente. A pergunta viria a seguir a um enunciado do tipo “O Sr./A Sra. ficou triste ao saber que o Brasil perdeu para a Rússia, depois de liderar o jogo inteiro e precisar apenas um ponto para se sagrar campeão olímpico?”

Nessa segunda formulação, ela não somente induz um sentimento (mencionando a noção de “tristeza”), como oferece um motivo para ele (a ideia de ter estado perto de alcançar algo desejável).

É muito provável que os resultados das duas pesquisas fossem diferentes. Na primeira, teríamos a aferição da resposta espontânea — e mais real. Na segunda, a mensuração de uma reação artificialmente inflada. Em última instancia, fabricada pela própria entrevista.

É o que aconteceu com a recente pesquisa do Datafolha sobre os sentimentos da opinião pública a respeito do “mensalão” e seu julgamento.

Contrariando o que se esperaria de um instituto subordinado a um jornal, não deixa de ser curioso que decidisse fazer seu primeiro levantamento sobre o assunto 10 dias depois do início do processo no Supremo.

Dez dias depois de ter sido pauta obrigatória nos órgãos da “grande imprensa”. Dez dias depois de um noticiário sistematicamente negativo — como aferiram observadores imparciais.

Preferiu pesquisar só depois que a opinião pública tivesse sido “aquecida”. Foi à rua medir o fenômeno produzido.Não bastasse a oportunidade, a pesquisa abusou de perguntas indutivas, que tendiam a conduzir os entrevistados a determinadas respostas.

Como diz a literatura em língua inglesa, fornecendo-lhes “pistas” sobre as respostas “corretas”.Mas o mais extraordinário foi seu uso editorial, na manchete que ressaltava que a maioria desejava que os acusados fossem “condenados e presos”.

Parecia de encomenda: embora o resultado mais relevante da pesquisa fosse mostrar que 85% dos entrevistados sabiam pouco ou nada do assunto, o que interessava era afirmar a existência de um desejo de punição severa.E quem se importa com o que estabelecem as normas das boas pesquisas!

Flavia Bemfica

Direto de Porto Alegre

Pesquisa Datafolha encomendada pelo Grupo RBS e o jornal Folha de S. Paulo, divulgada nesta quinta-feira (30), confirma a liderança do petista Tarso Genro na corrida pelo governo no Rio Grande do Sul. Genro tem 45% das intenções de voto. O peemedebista José Fogaça aparece em segundo, com 25%.

A governadora Yeda Crusius (PSDB), candidata à reeleição, está em terceiro, com 15%. Pedro Ruas (Psol) aparece com 1%. Os demais candidatos não pontuaram. Brancos e nulos somam 3% e indecisos 10%.

Quando contabilizados apenas os votos válidos, Genro aparece com 52%, o que, de novo, indica a possibilidade de vitória no primeiro turno. Mas como a margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, o resultado é uma incógnita e deixa petistas e peemedebistas na expectativa de um pleito que já se coloca entre os mais disputados da história do Estado.

Quando o que é medido é a rejeição aos candidatos, Yeda continua à frente. Ela tem 41% de rejeição; Genro está com 15% e Fogaça tem 13%.

Senado
A pesquisa também mediu as intenções de voto para o Senado e para a presidência da República entre os gaúchos. No Senado, a progressista Ana Amélia Lemos, que tem 53%, segue na liderança e continua a crescer. Em segundo, aparece o senador Paulo Paim (PT), candidato à reeleição, com 49%. O peemedebista Germano Rigotto está com 39%. Abgail Pereira (PCdoB), companheira de chapa de Paim, tem 12%, enquanto Vera Guasso (PSTU) está com 2%. Os demais candidatos têm 1% ou menos cada. Brancos e nulos para uma das vagas somam 6% e, para as duas vagas, 3%. Indecisos para uma das vagas são 23% e, para as duas, 9%. Este ano os eleitores devem votar em dois candidatos para o Senado.

Para a presidência da República a pesquisa apontou mais uma vez a liderança de Dilma Rousseff (PT). A pestista tem 43%. Já José Serra (PSDB) está com 35% e Marina Silva (PV), com 10%. Plínio de Arruda Sampaio (Psol) está com 1%. Os demais candidatos não atingiram 1%.

A pesquisa foi realizada, entre os dias 28 e 29 de setembro, com 1.400 entrevistados, e está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o protocolo número 50.164/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo número 33.146/2010.

Fonte: Portal Terra

 

DE SÃO PAULO

O Datafolha aponta que Ana Amélia Lemos (PP) e Paulo Paim (PT) consolidaram a lideranla na disputa pelo Senado no Rio Grande do Sul. A pepista soma 53% das intenções de voto, e o petista, 49%.

Em terceiro lugar aparece o ex-governador Germano Rigotto (PMDB), com 39%.

Considerando só os votos válidos, Ana Amélia teria 33%, ante 31% de Paim. O peemedebista somaria 25%.

A pesquisa foi feita com 1.400 eleitores, em 56 municípios, nos dias 28 e 29 de setembro. A margem de erro é de três pontos. O número do registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é 33146/2010.

Brasília Confidencial

Dilma e Lula em Curitiba    Dez dias antes do primeiro turno de votação para a eleição presidencial, a candidata do PT, Dilma Rousseff, tinha ontem vantagem de 21 pontos percentuais sobre José Serra (PSDB) e de 7 pontos percentuais sobre todos os adversários. Em números absolutos, a distância de Dilma para Serra equivale a 28,5 milhões, enquanto a vantagem dela sobre a soma dos índices de todos os candidatos é de 9,5 milhões. 

    De acordo com o instituto Datafolha, em pesquisa realizada terça e quarta-feira, com mais de 12.000 eleitores, Dilma obteve 49% das intenções de voto, contra 28% de Serra e 13% de Marina Silva (PV). Comparados esses resultados aos apurados pelo mesmo Datafolha na semana passada, o índice de cada candidato oscilou dentro da margem de erro – Dilma perdeu 2 pontos, Serra ganhou 1 e Marina ganhou 2.

 

Na média nacional, Dilma tem 50%, contra 27% de Serra e 11% de Marina.

Foram realizadas 11.660 entrevistas em 414 municípios nos dias 8 e 9.
Do G1, em São Paulo

Pesquisa Datafolha Presdiência por sexo e região 10 de setembroImagem: Editoria de arte/G1

Uma nova pesquisa Datafolha de intenção de voto para a Presidência da República foi divulgada na sexta-feira (10). Os principais resultados foram publicados no mesmo dia pelo G1. Além dos números gerais, o instituto calculou os percentuais de intenção de voto dos presidenciáveis por segmentos do eleitorado como sexo, regiões do país e estados.

O quadro ao lado mostra o desempenho de Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV), nas sete últimas pesquisas nacionais do Datafolha. O último levantamento, divulgado na sexta, mostra Dilma com 50%, Serra com 27% e Marina com 11%. Dos demais candidatos, nenhum atingiu 1%. Brancos e nulos somaram 4%, e os indecisos, 6%.

Homens e mulheres
Dilma alcança 54% das intenções de voto dentre os homens, mesmo patamar da pesquisa anterior, contra 26% de Serra e 11% de Marina. No levantamento realizado no início do mês, o tucano tinha 28%, e a candidata do PV, 9%.

Entre as mulheres, a petista passou de 46% para 47% nesta pesquisa. Serra tinha 29% e agora tem 28%. Marina oscilou de 10% para 12%.

Regiões
No Sudeste, a candidata do PT tinha 44% na pesquisa anterior e agora tem 46%. O tucano oscilou de 33% para 29%, e Marina passou de 12% para 13%. No Sul, Serra passou de 31% para 35%, enquanto Dilma oscilou de 44% para 43%. Marina se manteve em 9%.

No Norte/Centro-Oeste, Dilma saiu de 51% e foi para 47%, e Marina passou de 10% para 14%. Serra se manteve em 29%. No Nordeste, a petista oscilou de 61% para 63% nesta pesquisa, enquanto o tucano passou de 20%, no levantamento anterior, para 18%. Marina oscilou de 6% para 8%.

Estados
O Datafolha também verificou o desempenho dos candidatos no DF e em alguns estados. Na comparação das duas últimas pesquisas, os resultados de Dilma, Serra e Marina, respectivamente, foram:

SP – 44%, 36%, 11% (2 e 3.set) – 41%, 35%, 14% (8 e 9.set)
RJ – 46%, 23%, 13% (23 e 24.ago) – 49%, 21%, 16% (8 e 9.set)
MG – 48%, 29%, 10% (23 e 24.ago) – 51%, 24%, 11% (8 e 9.set)
RS – 43%, 39%, 7% (23 e 24.ago) – 43%, 38%, 8% (8 e 9.set)
PR – 43%, 34%, 9% (23 e 24.ago) – 46%, 33%, 8% (8 e 9.set)
BA – 60%, 22%, 7% (23 e 24.ago) – 64%, 18%, 8% (8 e 9.set)
PE – 62%, 21%, 5% (23 e 24.ago) – 67%, 18%, 6% (8 e 9.set)
DF – 44%, 25%, 16% (23 e 24.ago) – 51%, 16%, 24% (8 e 9.set)                       

Sobre a pesquisa
A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo”. Foram realizadas 11.660 entrevistas em 414 municípios na quarta-feira (8) e na quinta (9). A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 28809/2010.

Pesquisa do Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (03) em Minas Gerais:

Hélio Costa (PMDB): 40%
Anastasia (PSDB): 35%

Na disputa para o Senado:

Aécio Neves (PSDB): 64% (caiu 6 pontos)
Itamar Franco (PPS): 44%
Fernando Pimentel (PT): 30% (subiu 5 pontos)

A queda de Aécio coincide com a exposição dele no horário eleitoral gratuíto para presidente, fazendo uma declaração de apoio a José Serra (PSDB).

A pesquisa Datafolha entrevistou 1.652 pessoas.
Foi realizada entre os dias 31 de agosto e 1º de setembro.
A margem de erro é de dois pontos percentuais.

DILMA ABRE 20 PONTOS DE VANTAGEM SOBRE SERRA

Petista alcança 55% dos votos válidos

Dilma Rousseff (PT) mantém tendência de crescimento e abre 20 pontos de vantagem sobre José Serra (PSDB) na disputa pela presidência da República. É o que mostra pesquisa Datafolha realizada nos dias 23 e 24 de agosto junto a 10948 eleitores em todas as unidades da Federação. Comparando-se os dados atuais com levantamento realizado na sexta-feira da semana passada, nota-se que a petista oscilou positivamente dois pontos percentuais em três dias.

Na ocasião, a ex-ministra tinha 47% das intenções de voto. Já o tucano, no mesmo período, oscilou um ponto negativo, passando de 30% para 29%. Marina Silva (PV) manteve o mesmo percentual – 9%. Os demais candidatos não pontuaram. As taxas dos que pretendem votar em branco ou anular o voto (4%) e a dos que permanecem indecisos (8%) ficaram estáveis.

No cálculo de votos válidos, onde a taxa de votos brancos, nulos e indecisos é distribuída proporcionalmente segundo o percentual de intenção de voto de cada candidato, Dilma alcança 55%, o que seria suficiente para elegê-la presidente já no primeiro turno.

A novidade deste levantamento porém encontra-se na liderança da petista em segmentos até aqui dominados pelo tucano. Entre os que possuem renda superior a 10 salários mínimos Dilma cresceu 12 pontos percentuais e consegue agora 40% das intenções de voto nesse estrato contra 34% de Serra. Na semana passada, esses índices correspondiam a 28% e 41%, respectivamente.

O mesmo acontece na Região Sul, onde até o início do horário eleitoral, verificava-se um dos melhores desempenhos do tucano. Na pesquisa anterior, a petista empatou com Serra entre os habitantes da região e agora abre vantagem de sete pontos percentuais nesse mesmo estrato.

Mudanças significativas também são observadas no desempenho da ex-ministra de Lula nos estados onde o Datafolha expande sua amostra para estudar a eleição de governador. Dilma passa a liderar nos oito estados com amostra expandida, inclusive naqueles onde, antes do início da campanha na TV, Serra era o favorito. É o caso, por exemplo, do Rio Grande do Sul, do Paraná e São Paulo. Em todos eles, o ex-governador aparecia na frente há 12 dias. Agora, a petista lidera com quatro pontos de vantagem no Rio Grande do Sul, nove no Paraná e cinco em São Paulo.

Datafolha conteudo completo baixe aqui em PDFintvoto_pres_26082010