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Eu estou nesse momento elaborando uma carta endereçada à primeira mulher presidenta (como ela prefere ser chamada) do Brasil, Senhora Dilma Roussef. Até hoje ainda não tinha me comunicado com nossa Presidenta e será esse o nosso primeiro papo.

Ocorre que estou chegando de Imperatriz-MA e foi impossível não notar a construção de 4 passarelas na cidade de Miranorte-TO, fato esse que seria muito positivo se os sintomas negativos desta ação não estivessem vindo na contrapartida da realidade e dos fatos.

Como me julgo influente no DNIT, já que obtive alguns sucessos em denúncias e incursões no departamento – que foram prontamente resolvidas -, como no caso da instalação de semáforo para a liberação no posto de pesagem após a Serra de São Vicente, próximo à Cuiabá; também enviarei uma cópia dessa missiva por lá.

Miranorte é uma pequena cidade do Tocantins com cerca de 12 mil habitantes, como qualquer outra das muitas cidades cortadas e dependentes do progresso gerado pela BR-153, a Transbrasiliana. Tem uma extensão de mais ou menos uns 2 Km cortados pela BR, sendo que quase a totalidade da área urbana está do lado direito (no sentido Palmas/Estreito), com pequenos estabelecimentos comerciais (geralmente os ligados ao atendimento da BR) e urbanos ficando do lado esquerdo.

Nós aqui nem sabemos da existência de Miranorte. Mero desconhecimento desatencioso nosso, pois consumimos muito um produto cultivado fartamente lá. Acontece que Miranorte é uma das principais regiões produtoras de abacaxi no Brasil e tendo em vista que a nossa vizinha Frutal (aqui na região do triângulo mineiro) diminuiu muito sua produção do produto em virtude da quase ocupação total da sua área na monocultura canavieira, certamente os abacaxis que estamos consumindo por aqui estão vindo de Miranorte, assim como boa parte dos consumidos nos estados de SP, MG e RJ.

O DENIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), que recentemente passou por um processo de limpeza nos seus quadros por ordem da Presidenta Dilma, parece que resolveu aumentar demasiadamente a produção de abacaxis em Miranorte.

Apenas para me cercar de dados reais nos apontamentos que faço, na minha volta de Imperatriz, voltei contabilizando os abacaxis, digo, as passarelas nas outras cidades cortadas pela BR-153, nesta mesma rota.

Araguaina tem uma população de mais de 150 mil habitantes espalhados nos 5 ou 6 Km da BR que corta o seu trajeto, e tem somente uma passarela para atender esta população que transita de um lado para o outro da cidade.

Gurupi tem quase 100 mil habitantes espalhados também nos 5 ou 6 Km da BR que corta o seu trajeto, com uma grande faculdade da região nas margens da BR, e não tem nenhuma passarela para atender a população que atravessa de um lado para o outro em meio ao pesado trânsito de caminhões da região.

Desta mesma forma acontecendo com pequenas e médias cidades de Goiás como Porangatu, Campinorte, Uruaçú, Jaraguá e outras, que não possuem passarelas para travessia de pedestres na BR-153 em seus referidos perímetros urbanos.

Anápolis tem quase 350 mil habitantes e é uma região industrial muito vigorosa cortada pela BR-153, mas só tem uma passarela em funcionamento, estando uma segunda ainda em construção e nenhuma das duas está na referida área industrial, que deveria ser preferencial para a instalação desses dispositivos de travessia segura para pedestres.

Goiânia e Aparecida de Goiânia somam uma população de quase 2 milhões de pessoas, sendo que possuem juntas um trajeto de mais ou menos uns 25 Km cortados pela BR-153. Estão à disposição dessa população 7 passarelas, sendo 1 em Aparecida de Goiânia e 6 em Goiânia, salvo qualquer engano mínimo.

A pergunta que estou formulando para nossa querida Presidenta e que também enviarei cópias ao Superintendente do DNIT e ao Ministério dos Transportes é: O que Miranorte tem de especial para merecer 4 passarelas de uma só vez (todas já com estrutura de cimento prontas e em fase de montagem da parte metálica)??? Principalmente tendo em vista que todas serão completamente desnecessárias na região, pois muito pouco é o desenvolvimento do lado esquerdo de Miranorte, pelo menos nesses últimos 20 anos que passo freqüentemente por lá, onde além dos deliciosos abacaxis disponíveis no “shopping do abacaxi” (mercado popular de barracas de pau a pique onde se vende abacaxis diretos da roça no varejo) muito pouco se empreende por ali. Esqueci de relatar que houve sim um grande empreendimento na cidade, pois algum lunático resolveu montar um grande posto de combustível nesse lado esquerdo da cidade. Mas pelo visto o pobre já nasceu morto, pois vender óleo diesel com preço superior aos praticados na BR em R$ 0,06 o litro e sem nenhuma estrutura que justifique a disparidade comercial, será mais um posto fantasma entre os muitos da região dominada por grupos fortes como Décio, Marajó e Tabocão.

Outro ponto relevante que precisa ser levado em consideração é que: Para que as passarelas realmente sejam usadas pelos pedestres é preciso que outra obra seja empreendida, já que é do conhecimento de todo mundo vegetal, animal e mineral que para que a população se utilize das passarelas é necessário se construir uma barreira que impeça o trânsito dos pedestres pelo caminho mais fácil, que é justamente a perigosa travessia pelo leito da BR. Nesta lógica é bem provável que a meia-dúzia de pedestres que atravessam diariamente a BR-153 em Miranorte também estejam p. da vida com quem autorizou a instalação das desnecessárias e inexplicáveis referidas passarelas na cidade.

Provavelmente o prefeito e políticos da região de Miranorte irão contestar essa minha missiva endereçada à Presidenta Dilma e demais autoridades do setor. Talvez até resolvam fazer um tour por aqui nas Brisas, logicamente bancados pelo erário público (bem típico de políticos) e também sairão tecendo comentários sobre nossa exuberância no quesito praças e outras faraônices bancadas pelo governo federal aqui em nossa cidade.

Mas, a pergunta ainda permanecerá – Quem se servirá das 4 passarelas em Miranorte???

Espero que alguém me responda…

O prefeito de Miranorte é do PMDB e a julgar pela facilidade com que conseguiu a instalação de 4 desnecessárias passarelas na cidade, tudo indica que a pasta do transporte saiu das mãos corruptas do PR e virou feudo universal novamente do PMDB. Em termos de safadezas e espertezas esse partido tem muito mais know-how!!!

Enquanto incompetentes e ladrões se divertem com dinheiro público, nós o povo, sofremos para nos enquadrar a tanta incompetência e tanto descaso de ações que realmente poderiam estar salvando vidas se os recursos fossem aplicados corretamente onde necessários.

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250911_kaiowaAgência Brasil – [Gilberto Costa] 24 de setembro de 2011. Cerca de 40 famílias de índios Guarani-Kaiowá, aproximadamente 150 indígenas da comunidade Laranjeira Nhanderú, tentam desde fevereiro de 2008 ocupar uma reserva legal no fundo da Fazenda Santo Antônio da Nova Esperança, em Rio Brilhante, sul de Mato Grosso do Sul. Conforme o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), instituição ligada à Igreja Católica, os índios acreditam que ali é sua terra ancestral.


Um dos proprietários da fazenda, Júlio César Cerveira, disse à Agência Brasil que as terras pertencem à sua família desde o final da década de 1960 e que há, na região, títulos datados do século 19. “Nunca teve índio ali”, assegurou. Júlio César é um dos seis integrantes da família que alega ser proprietária da fazenda. Eles conseguiram na 2ª Vara da Justiça Federal em Dourados a reintegração de posse da área reivindicada pelos indígenas.

A ordem, do juiz federal substituto Márcio Cristiano Ebert, estabelecida no dia 27 de julho, é para que os índios desocupassem a área até o final de agosto. Segundo o juiz, cabe à Fundação Nacional do Índio (Funai) comunicar a decisão aos afetados pela medida, bem como providenciar o transporte dos índios para um terreno público, oferecido pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Dois técnicos da Funai estiveram na última esta sexta-feira (23) na área ocupada.

Conforme o coordenador do Cimi em Mato Grosso do Sul, Flávio Vicente Machado, a área ofertada não serve para acolher os indígenas. “Não tem mata, não tem água. Ir para aquele lugar não é uma hipótese que os índios considerem”, avaliou. O terreno foi oferecido pelo Dnit, em setembro de 2009, quando os índios estavam acampados às margens da BR-163, após terem sido despejados pela primeira vez da Fazenda Santo Antônio da Nova Esperança. Os índios voltaram para a fazenda após o Dnit conseguir na Justiça que fossem removidos da beira da estrada.

Para o advogado do Cimi, Rogério Batalha Rocha, “o Judiciário não está ponderando a demora da Funai em concluir o processo de identificação de terras indígenas em Mato Grosso do Sul”, disse referindo-se aos estudos de identificação e demarcação de seis terras indígenas nas bacias dos rios Apa, Dourados, Brilhante, Ivinhema, Iguatemi e Amambaí. Segundo ele, o processo de demarcação deveria ter sido concluído no primeiro trimestre deste ano.

De acordo com a Procuradoria Regional da República da 3ª Região (Ministério Público Federal), os estudos em curso indicam que “a parte da Fazenda Santo Antônio da Nova Esperança é área de ocupação tradicional do grupo que ali se instalou pelo que os direitos daquela comunidade restam intactos, porquanto imprescritíveis e podem ser exercidos desde já”.

A fazenda está arrendada para terceiros que se dedicam à lavoura de arroz e à pecuária. A propriedade tem cerca de 450 hectares e a área reivindicada pelos índios tem uma área estimada em 30 hectares. Para Cerveira, um dos donos do imóvel, é impossível o convívio com os índios. “Eles incomodam.”

Em Mato Grosso do Sul, vivem cerca de 45 mil índios das etnias Guarani-Kaiowá e Guarani-Nhandéwa. Cerca de 3 mil índios vivem em 22 acampamentos de beira de estrada nas rodovias do estado.

Publicado originalmente em Diário Liberdade

Até 2025, segundo o planejamento do governo federal, 29% de todo o transporte brasileiro será efetuado por hidrovias. 


A conclusão das obras das eclusas de Tucuruí, que será acompanhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (30), além de ser considerada uma dasmaiores obras de infraestrutura logística do país, é politicamente simbólica para o governo federal. Viabilizada pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com investimento de R$ 1 bilhão, a obra teve início há quase 30 anos e foi diversas vezes interrompida nas administrações anteriores.

“É uma vitória do trabalho sério e da persistência sobre a falta de vontade política, que havia paralisado os serviços diversas vezes desde que a obra começou em 1981”, comemora o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot.

Em 1989, a primeira paralisação – Inicialmente comandada pela extinta Portobras, aconstrução das eclusas teve andamento normal até 1984, quando o ritmo foi reduzido gradativamente até a interrupção em 1989. Nove anos depois, em 1998, os serviços foram reiniciados, mas houve nova desaceleração por determinação do Tribunal de Contas da União. Reativadas mais uma vez em 2004, as obras seguiram até outubro de 2005. Somente em março de 2007, após a inclusão no PAC e a assinatura do contrato de delegação firmado entre o Dnit e a Eletronorte, foi possível retomar a construção.

25 Maracanãs – A obra impressiona pela grandiosidade. O volume de concreto usado na obra seria suficiente para construir 25 estádios de futebol do tamanho do Maracanã. São duas eclusas, com 210 metros de largura e 33 metros de comprimento cada – ligadas por um canal intermediário de 5,5 quilômetros – que permitirão apassagem de comboios de até 19 mil toneladas. Assim, esses comboios farão, sem dificuldade, o percurso de 445 quilômetros entre os portos paraenses de Vila do Conde e Marabá.
Até agora, estes comboios carregados de minério precisavam navegar de Marabá a Tucuruí. Lá, realizavam o transbordo para caminhões e, logo depois do desnível de 74 metros, a carga voltava a ser transportada pelo rio até os portos de Belém e Vila do Conde.

Transporte hidroviário – Com a conclusão das eclusas, o transbordo deixa de ser necessário e a viagem ficará mais curta. O que resulta em redução de custos, além de viabilizar a implantação da siderúrgica Aços Laminados do Pará (Alpa). A Alpa representa um investimento de R$ 3,3 bilhões e a logística está inteiramente baseada no modal hidroviário.

Até 2025, segundo o planejamento do governo federal, 29% de todo o transporte brasileiro será efetuado por hidrovias, meio que polui menos e reduz custos de transporte, tornando os produtos mais competitivos no exterior. Atualmente, apenas 13% da carga no país é transportada por via fluvial.

Fonte: Brasília Confidencial