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Em entrevista ao Portal do PT-SP, o presidente Edinho Silva avaliou o resultado eleitoral e apontou as perspectivas para o partido no próximo período. Em sua opinião, o PT precisa ter uma agenda que dialogue e resgate a relação com os setores médios da sociedade paulista, mesmo na oposição ao governo Alckmin. Temas como tecnologia, trânsito, segurança pública, cultura, lazer, meio ambiente e desenvolvimento sustentável devem nortear a construção dessa agenda.

Por Cezar Xavier
Leia a seguir a íntegra da entrevista:

Edinho, qual é a contribuição de São Paulo à campanha da Dilma?

O PT do estado de São Paulo cumpriu um belíssimo papel na eleições de 2010. Nós saímos para elas numa situação desfavorável. É verdade que o PT no estado de São Paulo vem mobilizando as bases, os dirigentes e os movimentos sociais, desde 2009, com a organização das caravanas. Nós debatemos a conjuntura fizemos um debate de programa de governo em cada região do estado. Portanto nós chegamos a 2010 já com boa parte da nossa formulação pronta. Mas também é verdade que, por conta da construção da tática eleitoral nacional, nós ficamos aguardando para nos posicionarmos. Com isso, acabamos retardando a decisão da nossa candidatura ao governo do estado, inclusive das nossas candidaturas ao Senado. Mesmo assim, conseguimos construir uma boa tática eleitoral. Onze partidos apoiaram a candidatura de Mercadante. Conseguimos construir uma boa chapa ao Senado e também organizamos uma boa base de sustentação com as candidaturas de deputados federais e estaduais.

Conseguimos obter um resultado extremamente positivo e o Mercadante cumpriu um belíssimo papel nesse sentido. Ele conseguiu representar esse projeto alternativo para São Paulo, que passava pela melhoria da educação, da saúde, da segurança pública, da política de pedagiamento, que se tornou um limitador para o desenvolvimento regional. Conseguimos debater as questões de trânsito e transporte, os problemas das regiões metropolitanas. E deixamos de ir para o segundo turno com a candidatura de Mercadante por algo em torno de 40 mil votos. Essa candidatura foi fundamental para a construção do palanque da Dilma em São Paulo. E nós ficamos apenas três pontos percentuais da candidatura da Dilma atrás da candidatura do Serra.

O Serra é o a dversário da Dilma que é daqui do estado e tem uma base muito forte no estado. Podia ter sido um fiasco essa eleição…

Nós conseguimos ainda obter esse resultado eleitoral enfrentando a máquina do governo estadual. É verdade. Eles com dezesseis anos no governo do estado. Com a máquina enraizada, com uma política de alianças bem construída por estarem presentes na máquina já terem uma base de sustentação na Assembleia Legislativa. Por eles terem uma aliança com o prefeito da capital de São Paulo, o Kassab. Enfim…

Uma mídia forte…
Nós conseguimos, mesmo nessa situação adversa, fazer com que o Mercadante tivesse esse resultado. Saímos da eleição com a bancada federal tendo crescido, elegendo a Marta senadora e com a maior bancada de deputados da Assembleia Legislativa. A maior bancada de deputados, hoje, em São Paulo, é a bancada do PT. Dos cinco milhões de votos de legenda que o PT teve no Brasil inteiro, São Paulo deu dois milhões. Portanto, acertamos também na política de valorização da marca do PT.

O PT sai maior?

O PT sai maior do que entrou nessas eleições, tanto como representação, como com base orgânica, a política de alianças que nós construímos, o apoio das centrais sindicais e dos movimentos sociais. No segundo turno, eles acreditavam que São Paulo faria a diferença desequilibrando o pleito nacional aqui em São Paulo. E não é verdade. Nós fortalecemos as regiões em que havíamos sido vitoriosos e onde tínhamos mais condições de crescer. E perdemos as eleições por oito pontos percentuais em São Paulo. Portanto, aquela avalanche de votos que eles achavam que teriam sobre nós em São Paulo não aconteceu.

Claro, temos, agora, que entender o resultado das urnas. Temos que entender principalmente a complexidade das disputas políticas em São Paul o, sua formação socioeconômica e como podemos dialogar com esses setores. Esse é o desafio, mas eu não tenho dúvida que o balanço é muito positivo.

Edinho, dá pra fazer um balanço dessas eleições, mais regionalizado? Existem regiões onde o PT se saiu muito bem e regiões onde precisa fazer um trabalho melhor?

O que aconteceu no Brasil, aconteceu em São Paulo, com uma dimensão maior, devido a sua formação socioeconômica. O PT teve muita dificuldade de diálogo com os setores médios. Boa parte do primeiro turno, começamos com os setores médios dialogando conosco, mas tendo as crises políticas de 2005 e 2006 debaixo do braço. Em São Paulo, a Dilma chegou a abrir uma margem significativa de votos sobre o Serra.

Quando veio o “Caso Erenice”, toda a crise política foi ressuscitada e virou o grande fato da conjuntura política. Muito mais do que o aborto e os ataques que nós sofremos, principalmente, na internet. Muito mais do que a tendência de setores na imprensa. O que definiu a eleição no final do primeiro turno foi eles terem criado essa conjuntura política. Um governo bem avaliado cria condições para a transferência de votos. O presidente Lula mostrou essa força. Nunca antes nós havíamos registrado numa campanha tanta capacidade de transferência de votos. A aprovação de um governo abre a capacidade na sociedade para que haja um diálogo.

Mas o que define a eleição é a conjuntura. Nossos adversários criaram um fato no final do primeiro turno que ressuscitou a crise de 2005 e os setores médios migraram da nossa candidatura. Eu não tenho dúvida que esse foi o fator que impediu que o Mercadante fosse ao segundo turno. Porque as nossas pesquisas também mostravam uma curva acentuada de crescimento do Mercadante, freada ao final do segundo turno. Os setores médios no Brasil foram migrando da candidatura da D ilma. O fato teve muito peso na definição do primeiro turno e perdurou no segundo turno.

O que temos que entender é que, hoje, nós temos uma resistência significativa dos setores médios. Essa resistência é real e essas eleições deixaram isso muito claro. Em São Paulo, isso teve mais peso que no Brasil. É só olhar o mapa eleitoral das cidades, e nós vamos ver que onde a classe média é mais extensa, nós tivemos dificuldades eleitorais. Em São Paulo, isso se acentua porque é o estado onde você tem a classe média mais extensa do Brasil.

É importante que se pondere que não é a classe média ascendente criada no governo Lula. Essa classe média se abre para nós e quer discutir conosco. É aquela classe média histórica que, uma parte dela, já teve simpatia pelo PT. Em eleições anteriores, como em 2002, nós tínhamos muita mais capacidade de diálogo nas classes médias, e dificuldade nos setores populares. Essa classe média mais esclarecida, mais politizada, uma classe média de centro esquerda… Com o governo Lula, nós nos fortalecemos muito nos setores populares, que sentiram diretamente os benefícios do governo Lula e, de 2005 pra cá, nós tivemos resistência nesses setores.

Em São Paulo, uma parte desses setores médios sempre foram se referenciando historicamente no ademarismo, no malufismo, depois no quercismo, e com o declínio do malufismo e do quercismo, no governo Covas. Com a ascensão do governo FHC, o PSDB faz um giro pra centro-direita e hegemoniza uma parte significativa desses setores médios, criando um campo político hegemônico muito forte aqui em São Paulo. Temos que fazer essa leitura, até para que a gente possa pensar os passos futuros.

Por outro lado, o PSDB tem uma resistência muito forte nos setores populares que são uma grande parcela da população. Tem essa classe media ascendente que vê muito m ais simpatia no PT e no governo Lula. Qual é o tamanho do impacto sobre o PSDB, já que eles estão comemorando a conquista de governos e a passagem para o segundo turno?

Nacionalmente, não interessa ao governo Dilma, ao Brasil, e à sociedade, que comecemos a organizar o terceiro turno. Seria um desastre politicamente pra nós e muita falta de habilidade, um desastre para o Brasil. Temos que chamar a oposição para o diálogo. Claro, a oposição tem a sua identidade, tem seu espaço político, tem sua plataforma programática. É bom para o Brasil que tenha. Mas eu não tenho dúvida nenhuma que nós temos que fazer uma ponte política com a oposição e chamá-la para o diálogo e tentar construir uma agenda conjunta que interesse ao Brasil. Essa tem que ser a posição do PT e do governo Dilma. Se a oposição quiser fazer outro movimento, que isso fique claro para a sociedade brasileira. Claro que o Governo Dilma é maior do que ess a agenda que seja capaz de unificar a oposição. E nós temos que continuar fazendo avançar o Governo Lula e tudo aquilo que nós construímos, mas temos que sentar com a oposição e ver onde é que tem acordo em torno de uma agenda nacional.

Em São Paulo, é a mesma coisa. Para que a gente possa quebrar esse bloqueio que os setores médios têm em relação a nós, e possamos ampliar a nossa base social e, portanto, vislumbrar vitórias futuras, primeiro nós temos que propor uma agenda que dialogue com os setores médios. Temos que propor uma agenda que trata dos problemas enfrentados pelos setores médios em São Paulo. que passe pelas regiões metropolitanas, pelas questões de trânsito e transporte, pela segurança pública, pela geração de emprego de qualidade para os filhos da classe média. Que passe pela nossa capacidade de retomar o diálogo com a juventude da classe média debatendo a questão da perspectiva de futuro, da cultura, do lazer, do modelo de desenvolvimento que seja sustentável. O governo do presidente Lula é o que tem mais legitimidade para construir uma agenda de sustentabilidade para o Brasil, pois foi o governo que mais combateu o desmatamento, que mais se preocupou com as questões ambientais, que levou a Copenhague uma agenda pautando o mundo. O governo da Dilma terá legitimidade para isso.

Aqui em São Paulo, somos um partido de oposição, temos que valorizar nossas bandeiras, nossa plataforma programática, mas temos que assumir um papel de oposição mais propositiva em São Paulo. A sociedade está olhando para nós. Os setores médios estão olhando para nós para saber qual será a nossa postura. Temos que criar uma agenda que dialogue com os setores médios levando para a Assembleia propostas que tratem dessas questões e, com isso, comecem a romper com essa resistência em relação ao PT. Temos que ter habilidade para manter um campo político aqui no Estado que dê sustentação a essa construção que temos que fazer para movimentos futuros.

Aqui eu entro na seguinte questão: nacionalmente, a Dilma fez uma grande aliança e o Mercadante fez uma aliança um tanto quanto inédita. Qual é o saldo? O que fica dessa aliança com tantos partidos?

O governo da Dilma tem que ser sustentado por uma coalizão. Nós temos que construir um governo de coalização para enfrentar a agenda futura. A agenda futura passa pela reforma política, que tem que ser prioridade para o PT. A reforma tributária; a questão de uma reforma no modelo de saúde brasileiro; uma reforma profunda no modelo de segurança pública; o aprofundamento da regulamentação do pré-sal… Alguns pontos, você tem que tentar construir uma unidade com a oposição, porque você só consegue avançar se tiver um governo de coalizão. Então, essa política de aliança tem que se refletir num govern o que represente uma coalizão política.

Em São Paulo, é a mesma coisa. Nós não somos governo, mas temos que criar um campo político de diálogo permanente, dentro dessa agenda propositiva. Não só temos que manter a nossa base social, porque a Dilma vai continuar governando pra ela, mas temos que, em São Paulo, criar esse espaço para construção dessa agenda e levar à Assembléia Legislativa propostas que se traduzam em políticas públicas.

Essa campanha criou uma central de boatos. Você, Edinho, demonstrou uma preocupação particular com a democracia. Deu resultado essa central de boatos? Ela volta nas próximas eleições?

Espero que não. O que vivenciamos nessas eleições, não tem precedentes na história política brasileira. Felizmente, esse método não foi vitorioso. O método do debate no submundo da política, nas trevas, nas sombras, a política sendo feita no anonimato, nos ataqu es sem autoria. Se esse método sai vitorioso, daqui pra frente ninguém segura mais as campanhas eleitorais, porque nós iríamos passar uma mensagem para o Brasil de que campanha se ganha no vale-tudo, no pode-tudo, no submundo. Aquilo que está no submundo enfraquece as instituições, o que enfraquece a democracia. Felizmente, esse método foi derrotado e o que prevaleceu foi o método do debate de idéias e propostas. Foi uma mensagem positiva que passamos para o Brasil: que se ganha eleição quando se debate propostas. Espero que tenhamos condições políticas de criar uma regulamentação eleitoral, de tal forma, que não exista mais brechas para isso que aconteceu em 2010. Que a gente possa virar a página desse tipo de prática que se instituiu nas eleições desse ano. Uma prática nociva e ruim e que passa uma péssima mensagem para a sociedade.

Houve uma tentativa da campanha adversária de desgastar a relação do partido com os religiosos. Como fica essa relação?

O que existiu foi uma tentativa de manipulação de consciência utilizando a religião. Felizmente, isso também não foi vitorioso. Eu penso que a Dilma tem que estabelecer com as igrejas uma relação de estadista. Fortalecer esse nosso papel histórico do Estado Laico. É só vermos as experiências terríveis que temos no mundo quando se cruza estado e religião. No Brasil, a nossa cultura é de um estado laico, em que as pessoas têm liberdade de opção religiosa, de pensamento, de expressão. A Dilma tem que retomar esse debate imediatamente. Dialogar com as igrejas de forma republicana, fortalecendo o papel de cada religião, mas de cada religião como opção do indivíduo, e não do estado.

Qual a expectativa do estado de São Paulo com o governo da Dilma?

A expectativa é a melhor possível, porque nós vamos reforçar a cultura do Governo do pres idente Lula, que foi uma cultura republicana de valorização dos entes federados, tanto do Estado, como dos municípios. Essa vai ser a tônica da Dilma, e nós vamos com isso aprofundar uma cultura política que é muito benéfica, onde você desenvolve programas e projetos para a sociedade, independente do partido do agente político que está empossado.

A Dilma vai construir a infraestrutura necessária para a Copa do Mundo e depois para as Olimpíadas. Isso vai ter reflexos no estado de São Paulo…

Essa vai ser a grande agenda do momento. Além do PAC 1 e 2, do Minha Casa, Minha Vida 1 e 2, nós teremos aí a Copa do Mundo e as Olimpíadas. As Olimpíadas vão acontecer no Rio de Janeiro, mas a cadeia produtiva que se fomenta com as Olimpíadas é muito grande e São Paulo vai se beneficiar, porque aqui tem o maior parque têxtil do Brasil, a capacidade de produzir equipamentos para as Olimpíadas, as principais escolas para capacitação pra prestação de serviços. A Copa do Mundo vai mobilizar o Brasil inteiro. E o mais importante é que a herança que nós vamos receber tanto da Copa do Mundo, quanto nas Olimpíadas é algo significativo. Foi assim em todos os países que tiveram a oportunidade de sediar uma Copa e uma Olimpíada. Então, é uma agenda extremamente promissora.

Pela primeira vez, a internet e as redes sociais ocuparam um papel central numa campanha eleitoral. Parece que o Mercadante saiu vitorioso nessa disputa. Que avaliação você faz disso, Edinho?

Nós fomos bem nas redes sociais e trabalhamos bem. O que temos é que entender o papel das redes sociais no processo eleitoral, inclusive para superar aquilo que nós vimos de negativo. Foram as redes sociais sendo usadas pelo anonimato. Os spams sendo construídos não com o objetivo de fazer o debate, mas para atacar, para destruir, para desconstruir image ns. Então, as redes sociais nessas eleições tiveram um papel fundamental sim, mas também representaram uma marca triste na história eleitoral do Brasil. Isso nós temos que aprimorar e aperfeiçoar para as próximas eleições. Agora, que as redes sociais democratizam o debate eu não tenho dúvida nenhuma. Fizeram e vão continuar fazendo com que as pessoas possam efetivamente participar como sujeitos do debate político.

Até porque os setores médios estão muito situados na internet. Isso torna o diálogo importante…

E os setores populares também, de uma forma ou de outra. Ou na utilização, às vezes, precária das lan houses, muitas vezes, utilizando a estrutura dos locais de trabalho, os setores populares também entraram. Eu penso que agora, com a banda larga que é prioridade para a Dilma, vamos popularizar ainda mais a internet e caminhar para o sonho da universalização da internet no Brasil.

Que apelo o PT faz à militância nas redes sociais?

Que valorize cada vez mais para o debate de idéias e o debate programático, para criar espaço de interlocução propositiva.

A militância se move, um pouco, em função das pesquisas eleitorais. As pesquisas surpreenderam no primeiro turno. Mostraram uma diferença grande com o resultado eleitoral. No segundo turno, me parece que a militância esteve mais alheia ao que a pesquisa dizia e foi à luta.

As pesquisas erraram muito no primeiro turno. Com exceção do Ibope que acabou tendo um nível de acerto grande, o Datafolha dava que nós perderíamos com mais de dez pontos de diferença em São Paulo e nós deixamos de ir para o segundo turno por causa de 40 mil votos. No segundo turno, a militância se norteou menos pelas pesquisas e muito mais por sua capacidade de fazer o debate e a defesa da candidatura Dilma. No segundo turn o, os institutos acertaram mais, mas no primeiro, eu repito, com exceção do Ibope, todos eles perderam em credibilidade.

O que o PT espera da militância para o próximo período, já que seremos oposição no estado e governo nacional?

Eu encerraria dizendo o seguinte: o desafio para o próximo período é a construção de uma agenda nacional que passe pela reforma política, reforma tributária, da saúde, uma mudança profunda no sistema de segurança pública, que passe pelo debate com a juventude de forma prioritária, com uma agenda que dialogue com os setores médios que mostre que somos capazes de responder aos desafios do futuro, o desenvolvimento tecnológico e os empregos de qualidade. Que a gente possa efetivamente mostrar para a sociedade o que representa o pré-sal, e mostrar que somos capazes de construir uma agenda do pré-sal que passe pela educação, pelo desenvolvimento tecnológico, pelo combate a miséria e a exclusão social e pela busca do modelo de desenvolvimento sustentável, que insira a questão do debate ambiental.

Em São Paulo, é repetir tudo isso, mas com uma diferença, pela extensão da classe média paulista, nós temos que fazer essa agenda ficar muito clara.

Eu vou defender isso junto à Executiva e ao Diretório Estadual. Vou propor que, no começo do primeiro semestre, possamos percorrer todo o estado de São Paulo debatendo essa agenda. Que possamos também, no segundo semestre, começar a construir um programa de governo para as eleições municipais de 2012. Temos que colocar como meta o final de 2011 não só construindo o programa de governo, incorporando essa agenda de diálogo com os setores médios, reforçando as nossas propostas de transformação social no Brasil, mas que possamos terminar 2011 com a nossa tática eleitoral construída, principalmente nas cidades com mais de 100 mil eleitores e, idealmente, em todo o estado.