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247 – Depois de dez anos e diversos adiamentos, o governo confirmou na tarde desta quarta-feira 18 a escolha pela compra dos caças Gripen NG, da empresa sueca Saab, para a Força Aérea Brasileira (FAB). O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, em coletiva de imprensa. “Em breve teremos aviões à altura da necessidade do País”, declarou o ministro. Os novos caças substituirão os Mirage 2000, que serão aposentados na próxima sexta-feira 20.

Segundo Celso Amorim, pesou para a escolha da aquisição das 36 aeronaves três critérios. “Nós iniciamos agora uma fase de negociação do contrato. A escolha, que foi objeto de estudos e ponderações, levou em conta performance, transferência efetiva de tecnologia, e custo, não só de aquisição mas de manutenção. A escolha é o melhor equilíbrio desses três fatores”, explicou. “Hoje é um dia histórico para a Força Aérea Brasileira”, segundo nota da instituição.

Um dos argumentos mais fortes para a decisão partiu do prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, conforme apurou 247. Apoiado por Lula, Marinho lembrou junto a Dilma que a Saab tem longo histórico de relacionamento com o Brasil. A partir da compra dos Gripen, defendeu Marinho, o Brasil poderá remodelar todo o seu parque nacional voltado para a indústria de defesa. A cidade de São Bernardo tende a se tornar o epicentro desta retomada, com a criação de milhares de novos empregos diretos.

Dilma anunciou hoje mais cedo, durante confraternização de fim de ano com as Forças Armadas, que o resultado da concorrência seria anunciado às 17h pelo ministro Celso Amorim. Os finalistas na disputa eram, além do Gripen NG, da Saab, o F-18 Super Hornet, da norte-americana Boeing, e o Rafale, da francesa Dassault. Executivos da Saab se reunirão com autoridades brasileiras ainda no fim desta tarde.

O programa, conhecido como FX-2, foi iniciado em maio de 2008 e tem o objetivo de adquirir inicialmente 36 novos caças para a FAB, que substituirão a atual frota, que está obsoleta. As recentes denúncias de espionagem da Agência de Segurança Nacional dos EUA a empresas e cidadãos brasileiros e até mesmo às comunicações pessoais de Dilma colocaram em xeque as chances da fabricante norte-americana Boeing.

Desde o início do FX-2, as autoridades brasileiras têm insistido que a transferência de tecnologia seria um dos principais fatores a serem considerados na escolha. Ao anunciar em seu discurso que a decisão seria divulgada nesta quarta, Dilma acrescentou que também seriam divulgadas “parcerias” a serem feitas no programa FX-2. Empresa brasileira com presença nos mercados de defesa aérea domésticos e externos, a Embraer pode ser uma das beneficiárias dessas parcerias.

247 com informações da Reuters

UOL

A empresa brasileira de engenharia militar e civil Avibras, que produz foguetes e mísseis, virou sócia da fabricante de aviões Embraer e da também brasileira AEL Sistemas (fabricante de produtos eletrônicos, militares e civis). A Avibras agora possui uma parte da Harpia Sistemas, empresa formada pela Embraer e AEL para fabricar aviões não tripulados. Essas aeronaves são usadas para patrulhar fronteiras, reconhecer alvos e participar de ações militares.

Com o acordo, a Avibras assumiu 9% de participação na Harpia, reduzindo a fatia da AEL Sistemas para 40%. A Embraer Defesa e Segurança permanece como acionista majoritária, com 51% das ações.

A entrada da Avibras na sociedade vai permitir que a Harpia fique com o projeto do avião não tripulado Falcão em sua linha de produtos. A aeronave está sendo desenvolvida pela Avibras para uso pelas Forças Armadas brasileiras. O avião tem como objetivo ser capaz de realizar missões de reconhecimento e vigilâncias terrestre e marítima, entre outras tarefas.

Shlomo Erez, presidente da AEL diz que a Avibras traz elementos para colaborar no desenvolvimento de aviões não tripulados de última geração, “que atenderão às necessidades do país”.

Fundada em 1961, a Avibras é uma empresa nacional, especializada em engenharia, que projeta, desenvolve e fabrica produtos para os mercados militar e civil.

Sua linha de produtos de defesa inclui sistemas de foguetes de artilharia, mísseis autônomos e guiados, sistemas de defesa antiaérea, sistemas de armamento para aeronaves, veículos militares blindados e aeronaves remotamente pilotadas.

A AEL Sistemas é uma empresa brasileira com sede em Porto Alegre. Fabrica produtos eletrônicos, militares e civis, para aplicações em veículos aéreos, marítimos e terrestres, tripulados e não tripulados. Em 2001, a AEL Sistemas tornou-se uma subsidiária da Elbit Systems, a maior empresa fabricante de produtos de defesa de Israel. Em 2011, a Embraer Defesa e Segurança adquiriu 25% de participação acionária na AEL Sistemas.