Posts Tagged ‘Homofobia’

Se você não entendeu a piada de Rafinha Bastos afirmando que para a mulher feia o estupro é uma benção, tranquilize-se.

O teólogo Luiz Felipe Pondé acaba de fornecer uma explicação recheada da mais alta filosofia: a mulher enruga como um pêssego seco se não encontra a tempo um homem capaz de tratá-la como objeto.

Se você também considerou a deputada-missionária-ex-atriz Myriam Rios obscurantista ao ouvi-la falando sobre homossexualidade e pedofilia, o que dizer do ilustrado João Pereira Coutinho que comparou a amamentação em público com o ato de defecar ou masturbar-se à vista de todos?

Nas bancas ou nas melhores casas do ramo, neo-machistas intelectuais estão aí para nos advertir que os direitos humanos nada mais são do que o triunfo do obtuso, a igualdade é uma balela do enfadonho politicamente correto e não há futuro digno fora da liberdade de cada um de expressar a seu modo, o mais profundo desrespeito ao próximo.

O moderno reacionário é um subproduto do alargamento da cidadania. São quixotes sem utopias, denunciando a patrulha de quem se atreve a contestar seu suposto direito líquido e certo a propagar um bom e velho preconceito.

Pondé já havia expressado a angústia de uma classe média ressentida, ao afirmar o asco pelos aeroportos-rodoviárias, repletos de gente diferenciada. Também dera razão em suas tortuosas linhas à xenofobia europeia.

De modo que dizer que as mulheres – e só elas – precisam se sentir objeto, para não se tornarem lésbicas, nem devia chamar nossa atenção.

Mas chamar a atenção é justamente o mote dos ditos vanguardistas. Detonar o humanismo sem meias palavras e mandar a conta do atraso para aqueles que ainda não os alcançaram.

No eufemismo de seus entusiasmados editores, enfim, tirar o leitor da zona de conforto.

É o que de melhor fazem, por exemplo, os colunistas do insulto, que recheiam as páginas das revistas de variedades, com competições semanais de ofensas.

O presidente é uma anta, passeatas são antros de maconheiros e vagabundos, criminosos defensores de ideais esquerdizóides anacrônicos e outros tantos palavrões de ordem que fariam os retrógrados do Tea Party corarem de constrangimento.

Não é à toa que uma obscura figura política como Jair Bolsonaro foi trazida agora de volta à tona, estimulando racismo e homofobia como direitos naturais da tradicional família brasileira.

E na mesma toada, políticos de conhecida reputação republicana sucumbiram à instrumentalização do debate religioso, mandando às favas o estado laico e abrindo a caixa de Pandora da intolerância, que vem se espalhando como um rastilho de pólvora. A Idade Média, revisitada, agradece.

Com a agressividade típica de quem é dono da liberdade absoluta, e o descompromisso com valores éticos que consagra o “intelectual sem amarras”, o cântico dos novos conservadores pode parecer sedutor.

Um bad-boy destemido, um lacerdista animador de polêmicas, um livre-destruidor do senso comum.

Nós já sabemos onde isto vai dar.

O rebaixamento do debate, a política virulenta que se espelha no aniquilamento do outro, a banalização da violência e a criação de párias expelidos da tutela da dignidade humana.

O reacionário moderno é apenas o ovo da serpente de um fascismo pra lá de ultrapassado.

Publicado originalmente no Sem Juízo

Do Blog Conversa afiada

O autor do atentado em Oslo, na Noruega, se diz fundamentalista cristão, contra os imigrantes, e membro de uma organização de extrema direita.

Algumas das vítimas participavam de um encontro de uma organização de trabalhistas.

Nos Estados Unidos, o New York Times fez imediatamente essa leitura política do gesto enlouquecido e deixou claro que se tratava de um cristão de extrema direita.

O que, associado à xenofobia, pode contaminar a Europa.

El País da Espanha enfatiza o caráter xenófobo, antimuçulmano do assassino.

Na página da BBC online, se sabe:

O assassino participava de um fórum neonazista na internet.

Ele acredita que os muçulmanos querem colonizar a Europa Ocidental.

E culpa as idéias “multiculturalistas” e do “Marxismo cultural” por incentivar isso.

Para ele não há um único país em que muçulmanos vivam em paz com não-muçulmanos.

E isso sempre tem consequências catastróficas, diz ele.

Ele se considera cristão, conservador, adepto da musculação e da Maçonaria.

É fã do presidente russo Vladimir Putin.

Nos Estados Unidos, esse extremismo de direita, xenófobo, se acolhe no leito macio no movimento Tea Party que tem como símbolo mais exuberante, hoje, a deputada republicana por Minnesota,Michele Bachmann.

Ela é homofóbica, xenófoba, não votará na ampliação do teto para endividamento dos Estados Unidos em hipótese alguma, considera o aquecimento global uma fraude, e acha que uma das opções para negociar com o Irã é jogar uma bomba atômica.

Bachmann pertence a uma denominação luterana e, com o marido, dirige uma clinica de aconselhamento psicológico, que, entre outras atividades comerciais, se propõe a converter homossexuais ao heterossexualismo.

Quem aqui no Brasil, segundo o professor Wanderley Guilherme dos Santos, se apropriou da doutrina da extrema direita ?

Quem explorou o aborto e chamou o Papa para a campanha ?

Quem foi a cultos evangélicos passar a mão da cabeça (a outra mão empunhava a Bíblia) de manifestantes homofóbicos ?

Quem pôs nos bolivianos a culpa pela tragédia da cocaina e do crack ?

Quem disse que a baixa qualidade da educação em São Paulo se deve aos “migrantes” ?

Quem trouxe o Irã para a campanha presidencial e criticou uma política de envolvimento e negociação ?

Quem foi ao Clube da Aeronáutica do Rio denunciar a marxista Dilma Roussef ?

Quem ?

É preciso dar nome aos bois.

Na Noruega, ele se chama Anders Behring Breivik.

Nos Estados Unidos, Michele Bachmann.

No Brasil, José Serra.

Paulo Henrique Amorim

 

Fonte: R7 (via @lularamires)

 

Um funcionário chamado de “viadinho” na frente dos colegas de trabalho conseguiu na Justiça provar o preconceito e foi indenizado em R$ 50 mil por danos morais. O juiz José Saba Filho, da 73ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, obrigou a Sul América Cia Nacional de Seguros a indenizar o empregado por ter sido xingado pelo gerente da empresa, com palavras ofensivas e depreciativas por ser homossexual. A decisão ainda cabe recurso.

– É evidente que os atos reiterados do gerente, no ambiente de trabalho, ridicularizando o subordinado, chamando-o pejorativamente de ‘viadinho’, revelam discriminação, preconceito e desprezo em relação à pessoa do acionante e, assim, certamente afetaram a sua imagem, o íntimo, o moral, resultando em prejuízo moral que deve ser reparado.

De acordo testemunhas, o gerente chamava com frequência o subordinado de “viadinho” na frente de outros empregados. Para Saba Filho, o poder diretivo do empregador não autoriza que seus prepostos se prevaleçam de posição hierárquica superior para dar tratamento não condizente com as regras de boa conduta e de relacionamento pessoal, com ofensas a seus subordinados.

Segundo ele, é dever do empregador zelar por um ambiente de trabalho dentro dos bons costumes, sadio e sem que a relação interpessoal rompa os limites legais

Nos dias 15 e 16 deste mês, cerca de 30 pessoas vão se reunir em Jales
para debater a diversidade na sexualidade humana e temas como homofobia, direitos humanos e história do movimento LGBT.

 

Criar e fortalecer articulações e organizações que trabalhem a dignidade e os direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT): esse é o objetivo do Projeto Tecendo Laços, que realiza sua próxima de Jales.

Durante os dois dias, serão debatidos temas como gênero e capacitação em Direitos Humanos e Política LGBT, dias 15 e 16 de abril, na cidade sexualidade, homofobia, vulnerabilidade, direitos humanos e história do movimento LGBT. A abertura será na Câmara Municipal de Jales e contará com a participação de autoridades.

 

O CORSA – Cidadania, Orgulho, Respeito e Amor, que entidade com sede na capital paulista desenvolve o projeto, espera que cerca de 30 pessoas, entre eles militantes LGBT e aliados que moram e atuam em Jales e na região Noroeste Paulista, participem da capacitação. “É um momento de reflexão e conscientização sobre os problemas enfrentados pela população LGBT na perspectiva de diálogo com a sociedade para superação dos preconceitos”, explica Lula Ramires, coordenador do CORSA.

 

O evento é realizado em parceria com a OSCIP A REDE DA CIDADANIA, que atua na região. “Já trabalhamos por uma sociedade mais justa e igualitária, com a vinda do Tecendo Laços nossa atuação ampliará mais no campo LGBT, aproveitaremos para realizar o II Encontro da Diversidade Sexual do Noroeste Paulista”, afirma Murilo Pohl, coordenador do Centro de Formação Permanente para Conselheiros, Educadores, Gestores e Militantes Sócias do Noroeste Paulista.

Sobre o Tecendo Laços – Identificar e promover capacitação para lideranças LGBT em Direitos Humanos no Estado de São Paulo é o intuito maior do projeto Tecendo Laços, desenvolvido pelo Corsa desde maio de 2010.

Para isso, o projeto leva militantes experientes e especialistas ligados à temática para dialogar com pessoas interessadas em conhecer melhor e se juntar ao movimento LGBT. No âmbito local, o projeto visa incentivar a criação ou fortalecer a formação de grupos e entidades (ONGs) que atuem na defesa dos direitos da comunidade LGBT em suas regiões.

O projeto, por seu caráter itinerante já passou pelos municípios de Embu das Artes, São Carlos, Rio Claro, Limeira e Jandira além da capital. E já está agendado para seguir para, Itápolis, Bauru e Presidente Prudente nos próximos meses.

Sobre o Corsa – O Corsa – Cidadania, Orgulho, Respeito, Solidariedade e Amor – é uma organização não governamental que, desde 1995, atua na defesa dos direitos civis e humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. Sediada na cidade de São Paulo, atua também em âmbito estadual e nacional participando intensamente de seminários, encontros e conferências que tratem das questões LGBT. Desenvolve ações nas áreas de educação (formação de professores em diversidade sexual na escola) e de prevenção às DST/Aids.

Serviço

Capacitação sobre Direitos Humanos e Políticas Públicas LGBT

Data: 15 e 16 de abril

Dia 15, abertura na Câmara de Vereadores de Jales às 19h30

Dia 16, II Encontro LGBT de Jales e Região – Capacitação Tecendo Laços.

As inscrições são gratuitas, mas é necessária a prévia inscrição com o objetivo de que se possa garantir a infra-estrutura necessária. As fichas de inscrição podem ser encaminhadas pessoalmente para a sede da A REDE da Cidadania (Rua Dois, 1947 – Jales) pelo ou Correio (CEP 15.704-192). Você pode baixar a ficha pela internet no site http://arededacidadania.wordpress.com ou enviadas para o e-mail arededacidadania@yahoo.com.e ainda serem entregues na abertura, sexta feira, no Plenário Tancredo Neves da Câmara Municipal de Jales. Vagas limitadas.

Mais informações pelo fone (17) 9774-9576

‘Eu não estaria exercendo um bom papel’, disse defensor de suspeito.
Câmeras de segurança gravaram quando vítima foi golpeada

Depois de ver as imagens gravadas por câmeras de segurança que mostram como foi a agressão contra um jovem na Avenida Paulista, na manhã de domingo (14), um dos advogados de defesa abandonou o caso. Ele disse que a versão contada pelo adolescente é diferente da que aparece nas cenas.

“Todo advogado precisa ter convicção daquilo que vai defender. No dia que eu não tiver convicção daquilo que eu for defender, eu faço questão de sair do caso. Antes até que me tirem, porque eu não estaria exercendo um bom papel”, disse Orlando Machado da Silva Jr.

As imagens da agressão foram encaminhadas nesta sexta-feira (19) ao Ministério Público. Na semana que vem, a polícia vai ouvir o rapaz agredido.

A polícia ouviu nesta sexta o segurança que socorreu o rapaz agredido . Ele diz que foi um caso de preconceito e que reconhece o adolescente agressor.

As cenas mostram quando três jovens caminham calmamente pela Avenida Paulista. No sentido contrário, um grupo de adolescentes se aproxima. O garoto carrega duas lâmpadas.

Sem motivo aparente, estoura uma delas no rosto da vítima. Depois volta e bate de novo com a outra lâmpada. A vítima reage. O segurança de uma loja corre para apartar a briga. Os agressores se afastam, mas um deles ainda comemora.

Na delegacia, os acusados contaram que a briga começou porque eles foram paquerados pelos rapazes e, por isso, reagiram. O delegado não acredita nessa possibilidade.

“A imagem realmente demonstra que não houve provocação alguma, tanto é que uma das vítimas foi agredida com a lâmpada fluorescente. Ela se assustou com a pancada que levou no rosto.”

O advogado do único maior de idade entre os agressores disse que o cliente dele é o que aparece no meio do grupo de camiseta branca. Para o defensor, o rapaz não participou da agressão.

Fonte: G1

Segundo representante dos alunos, ambiente universitário deve ser ‘aberto à diversidade’

Carlos Lordelo – Estadão.edu

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Presbiteriana Mackenzie discorda do manifesto escrito pelo líder religioso da instituição, Augustus Nicodemus Gomes Lopes, que orienta a comunidade acadêmica a se posicionar contra a aprovação do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006 – conhecida como ‘lei anti-homofobia’.

Segundo o secretário geral da gestão Hybridaº, o estudante do 6º semestre de Jornalismo Gustavo Di Lorenzo, de 20 anos, o DCE considera “um erro” do chanceler “colocar sua opinião como sendo a da universidade”. “O manifesto vai de encontro ao que pensam os alunos e até mesmo os professores do Mackenzie. O ambiente universitário, como palco do desenvolvimento social e cultural, tem de ser aberto à diversidade”, afirmou.

Os alunos devem se reunir ainda nesta quarta-feira, 17, para deliberar se realizam atos de protesto. Na rede social Facebook, internautas já combinam uma manifestação às 16h30 da próxima quarta-feira, 24, em frente ao câmpus do Mackenzie na região central de São Paulo.

“Somos a favor da aprovação do PL 122. Qualquer manifestação preconceituosa e contrária à diversidade deve ser punida”, disse Di Lorenzo.

Enviado por luisnassif, qua, 17/11/2010 – 09:38

Por ex wilson yoshio 

Nassif, a manchete foi atenuada, a universidade e o Mackenzie.

Do Yahoo

Universidade de São Paulo irrita comunidade gay ao se posicionar contra lei anti-homofobia

Ter, 16 Nov, 07h26

Por Redação Yahoo! Brasil

A Universidade Presbiteriana Mackenzie, uma das maiores instituições particulares de ensino em São Paulo, causou a revolta de membros da comunidade gay por causa de um artigo assinado pelo seu chanceler e reverendo Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes.

O texto, publicado no site do Mackenzie nesta terça (16) e retirado logo depois, diante da polêmica no Twitter, se mostra contra a aprovação da lei “anti-homofobia” – ou seja, pleiteia o direito de continuar se posicionando contra o homossexualismo.

Gomes Lopes diz que a comunidade presbiteriana respeita “todas as pessoas”, mas que também defende o direito de poder criticar estilos de vida que estejam em desacordo com as ideias da igreja. 

A assessoria de imprensa do Mackenzie não soube explicar o motivo de o texto ter sido retirado do site poucas horas depois de publicado, limitando-se a dizer, em nota: “O Mackenzie se posiciona contra qualquer tipo de violência e descriminação (sic) feitas ao ser humano, como também se posiciona contra qualquer tentativa de se tolher a liberdade de consciência e de expressão garantidas pela Constituição.”

Intitulado “Manifesto Presbiteriano sobre a Lei da Homofobia”, o texto assinado pelo reverendo Gomes Lopes se propõe a “servir de orientação à comunidade acadêmica.” Ele se baseia no Salmo 1, que, “juntamente com outras passagens da Bíblia, mostra que a ética da tradição judaico-cristã distingue entre comportamentos aceitáveis e não aceitáveis para o cristão.”

Leia abaixo a carta na íntegra, que foi retirada do site do Mackenzie pouco depois de sua publicação:

“Manifesto Presbiteriano sobre a Lei da Homofobia

Leitura: Salmo
O Salmo 1, juntamente com outras passagens da Bíblia, mostra que a ética da tradição judaico-cristã distingue entre comportamentos aceitáveis e não aceitáveis para o cristão. A nossa cultura está mais e mais permeada pelo relativismo moral e cada vez mais distante de referenciais que mostram o certo e o errado. Todavia, os cristãos se guiam pelos referenciais morais da Bíblia e não pelas mudanças de valores que ocorrem em todas as culturas.

Uma das questões que tem chamado a atenção do povo brasileiro é o projeto de lei em tramitação na Câmara que pretende tornar crime manifestações contrárias à homossexualidade. A Igreja Presbiteriana do Brasil, a Associada Vitalícia do Mackenzie, pronunciou-se recentemente sobre esse assunto. O pronunciamento afirma por um lado o respeito devido a todas as pessoas, independentemente de suas escolhas sexuais; por outro, afirma o direito da livre expressão, garantido pela Constituição, direito esse que será tolhido caso a chamada lei da homofobia seja aprovada.

A Universidade Presbiteriana Mackenzie, sendo de natureza confessional, cristã e reformada, guia-se em sua ética pelos valores presbiterianos. O manifesto presbiteriano sobre a homofobia, reproduzido abaixo, serve de orientação à comunidade acadêmica, quanto ao que pensa a Associada Vitalícia sobre esse assunto:

“Quanto à chamada LEI DA HOMOFOBIA, que parte do princípio que toda manifestação contrária ao homossexualismo é homofóbica, e que caracteriza como crime todas essas manifestações, a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre o homossexualismo como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos.

Visto que: (1) a promulgação da nossa Carta Magna em 1988 já previa direitos e garantias individuais para todos os cidadãos brasileiros; (2) as medidas legais que surgiram visando beneficiar homossexuais, como o reconhecimento da sua união estável, a adoção por homossexuais, o direito patrimonial e a previsão de benefícios por parte do INSS foram tomadas buscando resolver casos concretos sem, contudo, observar o interesse público, o bem comum e a legislação pátria vigente; (3) a liberdade religiosa assegura a todo cidadão brasileiro a exposição de sua fé sem a interferência do Estado, sendo a este vedada a interferência nas formas de culto, na subvenção de quaisquer cultos e ainda na própria opção pela inexistência de fé e culto; (4) a liberdade de expressão, como direito individual e coletivo, corrobora com a mãe das liberdades, a liberdade de consciência, mantendo o Estado eqüidistante das manifestações cúlticas em todas as culturas e expressões religiosas do nosso País; (5) as Escrituras Sagradas, sobre as quais a Igreja Presbiteriana do Brasil firma suas crenças e práticas, ensinam que Deus criou a humanidade com uma diferenciação sexual (homem e mulher) e com propósitos heterossexuais específicos que envolvem o casamento, a unidade sexual e a procriação; e que Jesus Cristo ratificou esse entendimento ao dizer, “desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher” (Marcos 10.6); e que os apóstolos de Cristo entendiam que a prática homossexual era pecaminosa e contrária aos planos originais de Deus (Romanos 1.24-27; 1Coríntios 6:9-11).

A Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a aprovação da chamada lei da homofobia, por entender que ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos, ao mesmo tempo em que minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna e pela Declaração Universal de Direitos Humanos; e por entender que tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais.

Portanto, a Igreja Presbiteriana do Brasil reafirma seu direito de expressar-se, em público e em privado, sobre todo e qualquer comportamento humano, no cumprimento de sua missão de anunciar o Evangelho, conclamando a todos ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo”.

Rev. Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes
Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie”

http://br.noticias.yahoo.com/s/16112010/48/manchetes-universidade-sao-paulo-irrita-comunidade.html

 

novembro 7th, 2010 by mariafro

Por: Regina Helena Alves da Silva, na Carta Capital
30 de outubro de 2010

Depois das semanas finais do primeiro turno das eleições presidenciais, quando vimos uma intensa produção e divulgação de vídeos no YouTube que compunham o cenário de divulgação de temas polêmicos com tom religioso como foco principal da campanha, agora temos novas ações na internet.

O momento que ficou conhecido como “bolinhagate” mostrou novamente a imensa batalha de imagens em nome de uma pretensa “verdade” que estas eleições trouxeram. Inicialmente temos uma reportagem no Jornal Nacional da Rede Globo, onde as imagens de um cinegrafista mostram cenas que foram interpretadas como uma grave agressão ao candidato José Serra. A reportagem acompanhava o candidato em uma caminhada em uma região da cidade do Rio de Janeiro. Em meio a um tumulto de pessoas andando em torno de José Serra, vemos cenas de pessoas com bandeiras vermelhas do PT e bandeiras com o nome da candidata Dilma Rousseff. As imagens mostram momentos de tensão entre as duas correntes de apoiadores. De repente vemos uma pequena bolinha de papel atravessar nossa tela e atingir a cabeça de José Serra. Ele passa a mão na cabeça e continua a andar. As cenas mostradas apresentam apenas uma bolinha de papel atingindo a cabeça do candidato, mas uma voz em off diz que, momentos depois, o candidato foi atingido por um objeto e teve que recorrer a um socorro médico.

No dia seguinte na internet estava postada e com grande número de acessos uma reportagem do SBT “desmentindo” essa versão dos fatos e apresentando uma outra. Agora tínhamos imagens mostrando que o candidato foi atingido apenas pela bolinha e nas cenas seguintes não havia nada que comprovasse qualquer outra ação com relação a objetos atirados rumo ao candidato.

A reação veio logo depois, quando a Rede Globo mais uma vez diz que não tinha todas as imagens porque seu cinegrafista estava acompanhando outros acontecimentos em torno da caminhada do candidato. Mas a Globo conseguiu imagens de um repórter da Folha de São Paulo feitas com um celular. Assim passamos a assistir a uma edição de imagens entre as feitas pela Globo que foram coladas as registradas pelo celular do repórter da Folha. Nesta edição, aparece em imagens de baixa definição algo enevoado perto da cabeça do candidato. Neste momento a reportagem da Globo lança mão de seu perito para casos polêmicos, Ricardo Molina. Molina confirma “com certeza” que o candidato havia sido atingido por um objeto “transparente”.

Assim a Globo esperava ter restabelecido a “verdade” dos fatos: um discurso técnico autorizado afirmava que existia um objeto e mesmo que não conseguíssemos vê-lo na imagem um perito nos afirmava que não podíamos ver nada porque o objeto era transparente.

Pouco tempo depois a internet já mostrava outra versão: a decodificação da montagem feita pela Globo nos mostrava como as imagens tinham sido “cortadas e coladas” de forma a nos mostrar algo transparente atingindo a cabeça do candidato. Com todos os detalhes alguém que não sabemos quem é mostrava como foi feita a edição falsa pelo Jornal Nacional.

A partir daí o assunto sumiu dos jornais televisivos e a batalha de imagens permaneceu na internet com apoiadores de Serra usando a segunda edição do Jornal Nacional para desqualificar a reportagem do SBT e os apoiadores de Dilma usando a desconstrução da edição da Globo para mostrar como a candidatura Dilma tem sido atacada por determinados órgãos de imprensa e reafirmar que a baixaria vem da campanha de José Serra.

Ainda no calor da batalha das imagens do “bolinhagate” começam a sair pesquisas de intenção de votos apontando o inicio da subida da candidata Dilma Rousseff e as pesquisas mostrando um aumento na popularidade do presidente Lula.

Toda a polêmica em torno da edição dessas imagens acabou por deixar em segundo plano a intenção por detrás da construção deste fato: o reforço nas tentativas de demonização dos militantes petistas. Como não tem sido eficaz atacar toda a candidatura Dilma, passaram a distinguir agora os apoiadores do partido da candidata. É acionado com o “bolinhagate” o eterno medo dos petistas tantas vezes usando nas campanhas de Lula.

O medo passa a ser disseminado em vídeos que satanizam o PT e essas imagens se ligam a propaganda eleitoral na televisão, onde a campanha de José Serra edita imagens de confrontos entre militantes em greves e campanhas políticas. A encenação da bolinha é apenas para trazer à tona a pretensa agressividade, raiva e violência dos petistas.

Aparecem na televisão e no YouTube cenas editadas colocando alguns momentos onde militantes excederam em campanhas junto com cenas de manifestações grevistas formando uma sequência cenográfica atemporal, nas quais a violência é a tonica da atuação política dos militantes petistas.

Durante esta campanha centenas de vídeos foram postados no You Tube como forma de propagar uma campanha de demonização do PT. Um mesmo canal – “Brasil dos Brasileiros” – postou em um dia 6 vídeos com mensagens sobre o perigo do PT. Desde um vídeo que mostra uma maquete branca da esplanada dos ministérios com o Palácio do Planalto e o congresso federal sendo pintados com uma tinta vermelha que escorre como sangue até uma figura masculina com a faixa presidencial segurando seis cães rottweilers nas mãos. Esse último vídeo faz a distinção entre Lula e Dilma. Uma voz em off diz que Lula em seu governo conseguiu conter a ferocidade dos petistas, mas termina a cena com uma pergunta: “se Dilma for eleita, ela conseguirá o mesmo?”. Neste momento as mãos soltam os cães e eles avançam no espectador.

Enquanto a polêmica da bolinha de papel mostrou como podemos editar verdades e tentar impor a idéia do BEM contra o MAL, vemos agora surgir com força total o sequestro final da história.

Voltam a ser disseminadas imagens de punhos erguidos nos moldes dos desenhos do realismo soviético com sangue escorrendo acompanhadas de uma voz em off dizendo de como os comunistas enganaram os russos primeiro oferecendo soluções para a miséria e a pobreza e depois com Stalin dominaram a todos e passaram a perseguir, torturar e matar os inimigos. Os petistas, os vermelhos, são estes que enganam a todos em um primeiro momento e depois mostram sua ferocidade e violência. É neste momento que a campanha de José Serra na internet busca seu caminho final, que é a transformação da adversária em uma pessoa perigosa que trata a todos como inimigos.

Assim é reacendida na cena pública o eterno medo dos brasileiros àquilo que não entendem e que nunca pode ser discutido: o período da ditadura militar. Dilma passa a ser a perigosa guerrilheira assassina e assaltante de bancos que lançara o país em uma ditadura pior que a stalinista.

A campanha de José Serra finaliza nosso período eleitoral com dois vídeos-força: um onde a ditadura aparece como vitima, vitima de uma mulher que espalhou corpos de militares mortos. O vídeo é acompanhado por uma enxurrada de e-mails com termos como

“a senhora e seus comparsas queriam implantar o regime de Cuba no Brasil e estes que estão aí , mortos pelo seu bando , foram alguns dos obstáculos que impediram que alcançasse o seu objetivo de implantar uma DITADURA COMUNISTA NO BRASIL.”

A ditadura militar passa a ser corporificada nesses homens que foram “traídos” por uma mulher que, esta sim, queria uma ditadura.

Assim o passado passa a ser um momento de alerta e a campanha de José Serra apresenta uma nova versão da história: tivemos um “período militar” onde alguns homens se sacrificaram para que uma mulher perigosa não tomasse o poder e transformasse nosso país em uma…. ditadura.

Como ações deste tipo não reverteram as intenções de votos e as pesquisas continuam mostrando o aumento das intenções de voto em Dilma Rousseff, a campanha de José Serra passa a tentar construir nosso futuro.

Postaram e estão disseminando agora um vídeo onde editam o que vai acontecer, uma construção em tons de documentário e referências ao filme 2012- O Ano da Profecia, onde arquitetam a figura de José Serra como o salvador do Brasil após o caos que se instalará com a eleição de uma mulher como Dilma.

As cenas apresentam o argumento de que como ela é a mãe dos dossiês esta será sua primeira ação como presidenta: preparar dossiês para perseguir os apoiadores do candidato derrotado. Perseguido mais uma vez, Serra foge do país e vai se exilar nos EUA. O Brasil vai se transformando lentamente em um país conflagrado e em uma ditadura comandada pela mulher-presidente. Em pouco tempo Lula se volta contra Dilma e comanda a oposição e depois de uma “guerra civil” na qual os parlamentares conseguem destituir Dilma do poder aparece a cena final com a volta do redentor da nação: José Serra desce do avião que o traz de volta ao Brasil e todos agora poderão se redimir do erro de ter votado em Dilma Rousseff.

Assim, depois de reeditar nosso passado colocando uma mulher como responsável pelo mal em um período tenebroso de nossa história que a campanha de Serra chama de “período militar” apontam um futuro de rompimento da nação insuflado por esta mesma mulher.

Nesta “arquitetura da destruição” da historia brasileira a campanha de José Serra usa os mesmos elementos de sempre: a demonização da figura feminina como a grande responsável pela perda do paraíso na terra, como a mãe assassina de seus filhos ainda fetos, como a que sempre trai, como a que a engana e envolve o homem, como aquela que pode nos colocar uns contra os outros.

Como na propaganda nazista, tanto do período de Hitler na Alemanha como o de Bush nos EUA, é importante sempre buscar elementos nos nossos medos mais escondidos e os potencializar até os limites do terror. A campanha de Serra, é claro, não consegue ainda este tipo de acionamento apenas demonizando a figura da mulher Dilma, mas o que se pretende não é mais o presente. O que se pretende agora é plantar um futuro onde o passado arquitetado por esta campanha possa fazer sentido e assim mais uma vez teremos constituída a figura do salvador da pátria que esteve tão perto de nós, mas não conseguimos compreendê-la.

Neste sequestro da história promovido pela campanha de José Serra os inimigos não são só a mulher que agora decide pelo seu corpo, a mulher que “não foge a luta”, mas também os homossexuais que “destroem a família”, os negros que “querem o privilegio da universidade a todo preço”, os pobres “que são vagabundos e vivem as custas do Estado”, enfim esses e muitos outros que já foram chamados de minorias e lutaram por seus direitos neste país.

O alvo principal da campanha de José Serra na internet foi sempre este: os direitos humanos. É isso que o incomoda, é a confirmação de nossos direitos que “atrapalha” o país. É assim que as conquistas da população brasileira são vistas nos vídeos veiculados por esta campanha na internet. Em um destes vídeos aparece uma figura masculina, vestida de padre gritando: “querem transformar crime em direito”.

Esta é uma cena-síntese do que esta campanha espalhou em suas ondas virtuais: os direitos humanos como o que nos levará ao inferno. Esta é a grande proposta de José Serra agora consolidada por sua fala em um encontro de pastores evangélicos (que pode ser encontrada no YouTube): nós não temos direito a ter direitos. Porque ter direito é um crime.

Do sequestro da história com a construção fascista do passado e do futuro, a campanha de José Serra nos legou as imagens virtuais de um presente assustador.

*Regina Helena Alves da Silva é professora do departamento de História da Universidade Federal de Minas Gerais

HOJE, hoje, Hoje, hOJE

Ciclo de debates

 Debate põe na mesa os prazeres sexuais menos admitidos e expressos . No dia 25, a exibição do curta “Sexo e claustro” abre as discussões

A exibição do curta “Sexo e Claustro”, de Claudia Priscilla, começa às 18h30. O documentário, feito na Cidade do México, aborda uma singular personagem e seus sentimentos a respeito de sexo e religião.

A primeira mesa será às 19 horas, com o tema “Entre transar e fazer amor: sexo entre mulheres”, que terá coordenação de Michelle Alcântara de Camargo, mestre em Antropologia Social pela Unicamp com atuação nos temas de gênero, feminismo e estética corporal. Para debater, a mesa contará com a participação de Regina Facchini, pesquisadora colaboradora do Pagu – Núcleo de Estudos de Gênero da Unicamp, e de Guilherme Almeida, professor do PURO/UFF e doutor em Saúde Coletiva.

 Às 20h30 começa a segunda mesa, com o tema “Sado-Masoquismo”. Regina Facchini coordenará os debates, com presença de Jorge Leite Júnior, professor da Universidade Federal de São Carlos, com pesquisas nas áreas de sexualidade e gênero, Marco de Tubino Scanavino, responsável pelo Ambulatório de Impulso Sexual Excessivo do Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex) e do Programa Ambulatorial Integrado dos Transtornos do Impulso (ProAMITI) do Instituto de Psiquiatria do Hospiatal das Clínicas (IPq-HC) da FMUSP, e de Mistress Bela, do Clube Domina.

Local: Auditório da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania.

Pátio do Colégio, 148/184 (estação Sé do metrô)

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