Posts Tagged ‘IBOPE’

Mesmo com queda nas preferências partidárias em geral, PT se mantém com quatro vezes mais apoiadores que PMDB e PSDB, ao passo que tucanos caem à metade no Sudeste

Por: Redação da Rede Brasil Atual

Pesquisa confirma PSDB como partido associado a ricos e em quedaMesmo dominando os governos de São Paulo e de Minas Gerais, o PSDB viu a preferência no Sudeste minguar à metade (Foto: Marcello Casal Jr. Agência Brasil)

São Paulo – Pesquisa do Ibope divulgada hoje (19) confirma a tendência sentida nas urnas pelo PSDB, de se transformar em um partido associado aos mais ricos e em queda no total das preferências do eleitorado. Segundo a sondagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, os tucanos são apontados como a sigla preferida de 23% dos entrevistados com renda familiar superior a dez salários mínimos.

Neste estrato, o PT foi de 23% em 1995 a 35% em 2001, caindo a 13% em outubro do ano passado, mês em que foi realizado o levantamento. No geral, porém, os petistas se mantêm bem à frente dos adversários, e os tucanos demonstram queda acentuada em todas as regiões. 24% dizem ter como sigla o Partido dos Trabalhadores, contra 6% do PMDB, em recuo desde a redemocratização, em 1985, e 5% do PSDB. Por região, o PT é indicado como partido preferido de 27% dos nordestinos, e tem 26% entre os moradores do Sudeste, 22% no Sul e 11% no Norte e no Centro-oeste.

Quando se leva em conta os dados econômicos, a pesquisa Ibope simplesmente confirma a tendência flagrada pelo cientista político André Singer, professor da Universidade de São Paulo (USP). Singer vem demonstrando que após a chegada ao Palácio do Planalto o PT passou a conquistar a simpatia entre os estratos mais baixos de renda, ao passo que o caso do “mensalão”, em 2005, significou um afastamento das classes mais altas.

No final do ano passado, 56% dos brasileiros diziam não nutrir preferência por nenhuma sigla. Na primeira pesquisa, feita 24 anos antes, 61% dos entrevistados indicavam predileção por algum partido. No geral, todos apresentaram queda. O PT caiu nove pontos desde 2010, segundo o Ibope, quando 33% afirmaram preferência pela legenda do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O PSDB, porém, foi o que apresentou a queda mais dramática nas preferências. De 1995 a 2012, foi de 14% para 7% no Sudeste, tradicional reduto de políticos tucanos alçados ao plano nacional, especialmente São Paulo e Minas Gerais. Ainda assim, estes estados parecem continuar concentrando a base mais importante para a sigla de Fernando Henrique Cardoso, já que os patamares de preferência baixam a 5% no Norte e no Centro-oeste, 4% no Nordeste e 3% no Sul.

Em entrevista ao Congresso em Foco, diretora do instituto reconhece erro na amostragem de eleitores nas capitais baiana e amazonense e promete olhar mais crítico nessas duas cidades no segundo turno

Na avaliação de Marcia Cavallari, os dois casos mais preocupantes de discrepância entre a pesquisa e o resultado da eleição foram Manaus e Salvador

O eleitor brasileiro se empolga menos com as eleições e, preocupado em não repetir erros de votações anteriores, decide cada vez mais na última hora em quem votar. Captar para onde vão os votos dos indecisos, nesse cenário, é o principal desafio dos institutos de pesquisa nestas eleições, segundo a diretora-executiva do Ibope Inteligência, Márcia Cavallari. Essa é apontada pelo instituto como a principal causa de erros que aconteceram nos levantamentos de intenção de voto feitos no primeiro turno.Em entrevista exclusiva ao Congresso em Foco, Márcia reconhece que o instituto errou a boca de urna em três capitais – Salvador, Curitiba e Manaus –, mas nega que os casos que ficaram fora da margem de erro, como ocorreu em outras oito capitais, possam ser classificados também como erros. “Algumas vão ficar fora da margem de de erro. Não tem jeito”, afirma a executiva. “Conseguimos prever 95% dos votos corretos do primeiro turno, entre os dias 5, 6 e 7. É o mesmo índice de 2008. Não houve diferença na performance”, acrescenta. Levantamento feito pelo Congresso em Foco mostrou que , das onze capitais que foram pesquisadas, houve erro na pesquisa de boca de urna em oito, considerada a margem de erro.

Leia a íntegra da entrevista de Márcia Cavallari: “Pesquisa não é infalível”
Veja a autoavaliação do Ibope onde houve boca de urna

Márcia admite que o Ibope vai ter um olhar mais “crítico” em relação às capitais baiana e amazonense. Ela acredita que houve erro na seleção da amostragem para a boca de urna nessas duas cidades. “Manaus e Salvador são os casos mais preocupantes por causa da validação da amostragem. Vamos ter um olhar mais crítico nessas cidades. Na verdade, vamos olhar bem em todas que tiverem segundo turno. Mas tem uma variável que nos ajuda agora que é o resultado da amostra”, diz a diretora do instituto.

Como mostrou o Congresso em Foco no domingo (7), as divergências mais acentuadas entre os resultados previstos pelo instituto e os números da votação aconteceram em três das 11 cidades pesquisadas na boca de urna: Curitiba, Salvador e Manaus.

Subestimados e superestimada

Na capital paranaense, Curitiba, a pesquisa indicava segundo turno entre Ratinho Júnior (PSC) e Luciano Ducci (PSB). Ducci acabou superado por Gustavo Fruet (PDT) por uma diferença de 4 mil votos. Na capital da Bahia, Salvador, a disputa também foi acirrada, mas ACM Neto (DEM) ficou à frente de Nelson Pelegrino (PT), ao contrário do que mostrava o instituto. Já na capital amazonense, não houve divergência quanto à colocação dos dois candidatos que avançaram ao segundo turno. Mas a votação atribuída a Vanessa Grazziotin (PCdoB) foi superestimada.

“Em Curitiba, não conseguimos apontar o segundo candidato, porque não captamos a velocidade de recuperação dele. A gente ficou um ponto fora da margem de erro”, diz Márcia. “Em Salvador, a gente não teve essa precisão. Em Manaus, a hipótese é a questão de a abstenção ter uma clivagem diferenciada, que acabou superestimando a Vanessa Grazziotin (PCdoB). Essa diferença foi pulverizada entre os demais candidatos. Foi um pouquinho para cada um. Como eram vários candidatos, ficou concentrado nela”, acrescenta.

Em outras cinco capitais, a votação ficou fora da margem de erro, embora os desvios tenham sido menos gritantes: Porto Alegre, Rio de Janeiro, Goiânia, Recife e Fortaleza.

Explicações

A diretora do Ibope afirma que as pesquisas boca de urna não podem prever a totalidade dos votos corretamente. Segundo ela, três hipóteses podem justificar os desvios em relação ao resultado das urnas: problema no sorteio das amostras, dificuldade de obter declaração de voto de eleitores de um determinado candidato e elevada abstenção.

“O sorteio das amostras de escolas pode não ser tão representativo do conjunto. Caiu uma escola a mais numa área em que um candidato foi melhor que outro. Há risco de não conseguirmos entrevistar ou haver recusas de entrevista de um perfil de eleitor de determinado candidato. A terceira hipótese é a própria abstenção. Em Manaus, por exemplo, a gente via clivagem social entre os dois candidatos. Se há abstenção que não se distribui de maneira igual, pode haver diferença”, avalia.

Divergências

A divergência entre os números finais das eleições e os apontados pelos principais institutos de pesquisa causou polêmica esta semana. Apesar da disparidade mais gritante em três capitais, a boca de urna do Ibope antecipou com precisão o resultado mais aguardado destas eleições municipais: a definição dos dois adversários que se enfrentarão no segundo turno em São Paulo. E acertou, dentro da margem de erro, na boca de urna, os percentuais de votação de José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT) e a queda de Celso Russomanno (PRB). Na véspera da eleição, o instituto havia captado o triplo empate entre Serra, Haddad e Russomanno.

Nas pesquisas da semana que antecedeu a votação, o Datafolha ainda apontava para um segundo turno entre os candidatos do PRB e do PSDB. O Datafolha, que não fez pesquisa de boca de urna no dia da votação, também indicou que haveria segundo turno em Recife. Mas Geraldo Júlio (PSB) venceu a eleição para prefeito em primeiro turno, conforme antecipou o Ibope.

Leia a íntegra da entrevista de Márcia Cavallari

Saiba mais sobre o Congresso em Foco

Arquivos anexos

IBOPE e TSE.pdf (1)

application/pdf

 

O candidato ao governo de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) venceria no primeiro turno nas eleições com 48% das intenções de voto na corrida eleitoral, segundo pesquisa Ibope, encomendada pela Rede Globo e divulgada no SPTV nesta sexta-feira (17). Em segundo, vem Aloizio Mercadante (PT) com 24%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Segundo a pesquisa, Celso Russomanno (PP) tem 9% e Paulo Skaf (PSB) 3%. Fabio Feldmann, do PV, e o candidato do Psol, Paulo Búfalo, somaram 1% cada. Brancos e nulos somam 6% e não sabem ou não souberam responderam correspondem a 8%.

A pesquisa foi registrada no TSE sob o número 85092/2010 no dia 4 de setembro. O Ibope entrevistou 1.806 eleitores entre os dias 14 e 16 de setembro.

do Brasília Confidencial

    Numa das mais impressionantes viradas da campanha deste ano, entre todas já identificadas nas disputas pelo cargo de governador, o candidato do PT no Distrito Federal, Agnelo Queiroz, abriu vantagem de 13 pontos sobre o ex-governador Joaquim Roriz (PSC), franco favorito até poucas semanas atrás. Segundo a mais recente pesquisa Ibope, divulgada ontem, o petista tem 43% das intenções de voto, enquanto Roriz tem 30%.  

    Além de Agnelo, ameaça Roriz a lei da Ficha Limpa. A candidatura dele depende de um recurso a ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal, depois que o Tribunal Regional Eleitoral, o Tribunal Superior Eleitoral e um ministro do STF, Carlos Ayres Britto, vetaram o registro de Roriz por ter renunciado ao cargo de senador, em 2007, para evitar a cassação de seu mandato.

    Na corrida pelo Senado, a liderança é de aliados a Agnelo: Cristovam Buarque (PDT), que tem 50% das intenções de voto, e Rodrigo Rollemberg (PSB) que tem 39%.

MINAS GERAIS   

    O candidato do PSDB à reeleição para o governo de Minas, Antonio Anastasia, abriu vantagem de 9 pontos percentuais sobre seu principal adversário, Hélio Costa (PMDB), segundo pesquisa feita pelo Ibope sob encomenda da Rede Globo. Ouvidos 1.806 eleitores entre os dias 10 e 12, Anastasia alcançou 41% contra 32% de Hélio Costa, apontou o Ibope.

    O resultado é bastante desigual ao apurado pelo instituto Datafolha, que entrevistou eleitores mineiros nos dias 8 e 9 de setembro, imediatamente antes do Ibope. O Datafolha apontou empate técnico, com 39% para Hélio Costa e 36% para Antonio Anastasia.

    Na pesquisa anterior do Ibope, no fim de agosto, o instituto apontara empate técnico – 35% para Anastasia e 33% para Costa. Comparado este resultado com o que o Ibope divulgou ontem, o tucano cresceu 6 pontos enquanto o peemedebista perdeu 1.

Petista saiu de uma antiga situação de empate para abrir 8 pontos de vantagem de seu principal adversário

Fonte: Estadão.com.br

Na disputa pelo governo do Distrito Federal, o candidato petista Agnelo Queiroz ultrapassou pela primeira vez Joaquim Roriz (PSC). O ex-ministro dos Esportes saltou de 36% para 40% em relação ao levantamento anterior feito pelo Ibope, abrindo uma vantagem de quatro pontos porcentuais sobre Roriz, que caiu de 38% para 36% na preferência dos eleitores. O crescimento é mais significativo levando em conta a série histórica, já que Agnelo tinha 27% em julho.

Com esse resultado, Agnelo teria chances de ser eleito ainda no primeiro turno, se a eleição fosse hoje. Considerados apenas os votos válidos, ele alcança 52%. Levando em conta que a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos porcentuais, ele pode ter entre 50% e 54%. No mesmo período, Roriz foi de 38% para 36% e chegou agora a 32%, o que equivale a 42% dos válidos.

A vantagem de Agnelo pode ser atribuída aos problemas enfrentados por Roriz para tentar validar sua candidatura. Ele teve sua chapa impugnada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Distrito Federal com base na Lei do Ficha Limpa. Recorreu ao próprio TRE e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas sofreu mais duas derrotas. Agora, recorrerá ao Supremo Tribunal Federal, mas o desgaste pelo processo já se reflete nas pesquisas. Se perder o recurso, não terá mais chances de concorrer.

Senado. Na disputa pelas duas vagas no Senado, Cristovam Buarque (PDT) lidera: foi de 45% para 47%. Em segundo lugar aparece Rodrigo Rollemberg (PSB), com 33% (tinha 30%). Maria Abadia (PSDB) oscilou de 25% para 24%. Alberto Franga (DEM) tem 12%. A disputa ainda está aberta: há 39% de indecisos e 24% que só citaram um candidato a senador. A pesquisa foi registrada com o número 28.845 no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Distrito Federal.

A pesquisa foi realizada entre os dias 31 de agosto de 2 de setembro. Ela foi registrada no TSE sob o protocolo 27599/2010.

Brasília Confidencial 01:58

S‹o Paulo - SP    Uma semana depois de apontar vantagem de cinco pontos da presidenciável do PT, Dilma Rousseff, sobre o candidato das oposições, José Serra (PSDB), o Ibope reafirmou ontem essa diferença e também os índices que apurou para os dois candidatos entre 26 e 29 de julho. Entrevistados 2.506 eleitores em 173 municípios, entre segunda e quinta-feira, Dilma obteve 39% das intenções de voto e Serra 34%. Marina Silva, que obteve 7% no fim de julho, oscilou para 8% nesta semana, de acordo com a pesquisa feita pelo Ibope para a Rede Globo e o jornal O Estado de S. Paulo. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

    Na simulação de segundo turno, os resultados apurados no fim de julho apontavam 46% para Dilma e 40% para Serra. A variação apontada agora – 44% para a petista e 39% para o tucano – está dentro da margem de erro.

    A exemplo das demais pesquisas realizadas nos últimos 20 dias, o Ibope identificou o Sul como a única região em que Serra se mantém à frente de Dilma (42% contra 34%). No Sudeste os dois candidatos estão empatados com 35% das intenções de voto. Dilma tem vantagem de quase 20 pontos no Nordeste (46% contra 27%) e de 7 pontos no Norte e Centro-Oeste (40% contra 33%).

    Considerada a faixa de renda dos eleitores, Dilma só perde para Serra entre aqueles que ganham mais do que cinco salários mínimos por mês.

COMPROMISSOS

    Ontem, Dilma continuou em São Paulo, onde assinou compromisso com o projeto Presidente Amigo da Criança a convite da Fundação Abrinq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos). A petista se comprometeu a trabalhar para reduzir as taxas de mortalidade infantil e materna, melhorar o ensino público, proteger as crianças de todas as formas de abuso, negligência, exploração e violência, e também desenvolver ações de prevenção para reduzir a prevalência do HIV/AIDS entre a população infanto-juvenil.

    Marina Silva, também na capital paulista, assinou o Pacto pela Juventude proposto pelo Conjuve (Conselho Nacional de Juventude).

    José Serra cumpriu agenda em Bom Jesus da Lapa (BA), onde fez corpo a corpo com romeiros, e em Recife (PE).

7 de agosto de 2010 

Levando em consideração a margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, Dilma Roussef e José Serra estão tecnicamente empatados. Mas os números da última pesquisa IBOPE trazem pela primeira vez a candidata da situação à frente numericamente do candidato de oposição. Dilma tem 42 por cento das intenções de voto e Serra aparece com 40 por cento. Com a margem de erro ela varia entres 45 e 39 e o tucano entre 43 e 37 por cento. 

O fato novo em relação à pesquisa divulgada pelo mesmo instituto no início de julho é a presença do presidente Lula no Rio Grande do Sul no meio do mês. Na consulta anterior, Serra tinha 46 e Dilma 37 por cento. Deu-se o XIS no gráfico. Nos próximos dias os dois virão ao estado. 

Chama atenção também a estagnação de Marina Silva. Sem o apoio de uma candidatura forte no Rio Grande do Sul, a candidata do PV caiu de seis para cinco por cento. Depois do debate dá a impressão que não decola. Todos os outros candidatos tiveram menos de um por cento. O que pode mudar o cenário é o horário eleitoral que começa no dia 17.