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Matheus Pichonelli

Crônica publicada originalmente na Carta Capital

Almeidinha era o sujeito inventado pelos amigos de faculdade para personalizar tudo o que não queríamos nos transformar ao longo dos anos. A projeção era a de um cidadão médio: resmungão em casa, satisfeito com o emprego na “firma” e à espera da aposentadoria para poder tomar banho, colocar pijama às quatro da tarde, assistir ao Datena e reclamar da janta preparada pela esposa. O Almeidinha é aquele sujeito capaz de rir de qualquer piada de português, negro, gay e loira. Que guarda revistas pornográficas no armário, baba nas pernas da vizinha desquitada (é assim que ele fala) mas implica quando a filha coloca um vestido mais curto. Que não perde a chance de dizer o quanto a esposa (ele chama de “patroa”) engordou desde o casamento.

O Almeidinha, ativista virtual e cidadão de bem.

O Almeidinha, para nosso espanto, está hoje em toda parte. Multiplicou-se em proporção geométrica e, com os anos, se modernizou. O sujeito que montava no carro no fim de semana e levava a família para ir ao jardim zoológico dar pipoca aos macacos (apesar das placas de proibição) sucumbiu ao sinal dos tempos e aderiu à internet. Virou um militante das correntes de e-mail com alertas sobre o perigo comunista, as contas no exterior do ex-presidente, os planos do Congresso para acabar com o 13º salário. Depois foi para o Orkut. Depois para o Facebook. Ali encontrou os amigos da firma que todos os dias o lembram dos perigos de se viver num mundo sem valores familiares. O Almeidinha presta serviços humanitários ao compartilhar alarmes sobre privacidade na rede, homenagens a pessoas doentes e fotos de crianças deformadas. O Almeidinha também distribui bons dias aos amigos com piadas sobre o Verdão (“estude para o vestibular porque vai cair…hihihii”) e mensagens motivacionais. A favorita é aquela sobre amar as pessoas como se não houvesse amanhã, que ele jura ser do Cazuza mas chegou a ele como Caio Fernandes (sic) Abreu.

O Almeidinha gosta também de se posicionar sobre os assuntos que causam comoção. Para ele, a atual onda de violência em São Paulo só acontece porque os pobres, para ele potenciais criminosos (seja assassino ou ladrão de galinha) têm direitos demais. O Almeidinha tem um lema: “Direitos Humanos para Humanos Direitos”. Aliás, é ouvir essa expressão, que ele não sabe definir muito bem, e o Almeidinha boa praça e inofensivo da vizinhança se transforma. “Lógica da criminalidade”, “superlotação de presídios”, “sindicato do crime”, “enfrentamento”, “uso excessivo da força”, para ele, é conversa de intelectual. E se tem uma coisa que o Almeidinha detesta mais que o Lula ou o Mano Menezes (sempre nesta ordem) é intelectual. O Almeidinha tem pavor. Tivesse duas bombas eram dois endereços certos: a favela e a USP. A favela porque ele acredita no governador Sergio Cabral quando ele fala em fábrica de marginais. A USP porque está cansado de trabalhar para pagar a conta de gente que não tem nada a fazer a não ser promover greves, invasões, protestos e espalhar palavras difíceis. O Almeidinha vota no primeiro candidato que propuser esterilizar a fábrica de marginal e a construção de um estacionamento no lugar da universidade pública.

Uma metralhadora na mão do Almeidinha e não sobraria vagabundo na Terra. (O Almeidinha até fala baixo para não ser repreendido pela “patroa”, mas se alguém falar ao ouvido dele que “Hitler não estava assim tão errado” ganha um amigo para o resto da vida).

A cólera, que o fazia acordar condenando o mundo pela manhã, está agora controlada graças aos remédios. O Almeidinha evoluiu muito desde então. Embora desconfiado, o Almeidinha anda numas, por exemplo, de que agora as coisas estão entrando nos eixos porque os políticos – para ele a representação de tudo o que o impediu de ter uma casa na praia – estão indo para a cadeia. Ele não entende uma palavra do que diz o tal do Joaquim Barbosa, mas já reservou espaço para um pôster do ministro do Supremo ao lado do cartaz do Luciano Huck (“cara bom, ajuda as pessoas”) e do Rafinha Bastos (“ele sim tem coragem de falar a verdade”). O Almeidinha não teve colegas negros na escola nem na faculdade, mas ele acha que o exemplo de Barbosa e do presidente Barack Obama é prova inequívoca de que o sistema de cotas é uma medida populista. É o que dizia o “meme” que ele espalhou no Facebook com o argumento de que, na escravidão, o tráfico de escravos tinha participação dos africanos. Por isso, quando o assunto encrespa, ele costuma recorrer ao “nada contra, até tenho amigos de cor (é assim que ele fala), mas muitos deles têm preconceitos contra eles mesmos”.

O Almeidinha costuma repetir também que os pobres é que não se ajudam. Vê o caso da empregada, que achou pouco ganhar vinte reais por dia para lavar suas cuecas e preferiu voltar a estudar. Culpa do Bolsa Família, ele diz, esse instrumento eleitoral que leva todos os nordestinos, descendentes de nordestinos e simpatizantes de nordestinos a votar com medo de perder a boquinha. Em tempo: o filho do Almeidinha tem quase 30 anos e nunca trabalhou. Falta de oportunidade, diz o Almeidinha, só porque o filho não tem pistolão. Vagabundo é outra coisa. Outra cor. Como o pai, o filho do Almeidinha detesta qualquer tipo de bolsa governamental. A bolsa-gasolina que recebe do pai, garante, é outra coisa. Não mexe com recurso público. (O Almeidinha não conta pra ninguém, mas liga todo dia, duas vezes por dia, para o primo de um conhecido instalado na prefeitura para saber se não tem uma boca de assessor para o filho em algum gabinete).

O filho do Almeidinha também é ativista virtual. Curte PlayStation, as sacadas do Willy Wonka, frases sobre erros de gramática do Enem, frases sobre o frio, sobre o que comer no almoço e sobre as bebedeiras com os moleques no fim de semana (segue a página de oito marcas de cerveja). Compartilha vídeos de propagandas de carro e fotos de mulheres barrigudas e sem dentes na praia. Riu até doer a barriga com a página das barangas. Detesta política – ele não passa um dia sem lembrar a eleição do Tiririca para dizer que só tem palhaço em Brasília. E se sente vingado toda vez que alguém do CQC faz “lero-lero” na frente do Congresso. Acha todos eles uns caras fodásticos (é assim que ele fala). Talvez até mais que o Arnaldo Jabor. Pensa em votar com nariz de palhaço na próxima eleição (pensa em fazer isso até que o voto deixe de ser obrigatório e ele possa aproveitar o domingo no videogame). Até lá, vai seguir destruindo placas e cavaletes que atrapalham suas andanças pela cidade.

Como o pai, o filho do Almeidinha tem respostas e certezas para tudo. Não viveu na ditadura, mas morre de saudade dos tempos em que as coisas funcionavam. Espera ansioso um plebiscito para introduzir de vez a pena de morte (a única solução para a malandragem) e reduzir a maioridade penal até o dia em que se poderá levar bebês de oito meses para a cadeia. Quer um plebiscito também para acabar com a Marcha das Vadias. O que é bonito, para ele, é para se ver. E se tocar. E ninguém ouve cantada se não provoca (a favorita dele é “hoje não é seu aniversário mas você está de parabéns, sua linda”. Fala isso com os amigos e sai em disparada no carro do pai. O filho do Almeidinha era “O” zoão da turma na facul).

Pai e filho estão cada vez mais parecidos. O pai já joga Playstation e o menino de 30 anos já fala sobre a decadência dos costumes. Para tudo têm uma sentença: “Ê, Brasil”. Almeidinha pai e Almeidinha filho têm admiração similar ao estilo civilizado de vida europeu. Não passam um dia sem dizer que a vida, deles e da humanidade em geral, seria melhor se o país fosse dividido entre o Brasil do Sul e o Brasil do Norte. Quando esse dia chegar, garantem, o Brasil enfim será o país do presente e não do futuro. Um país à imagem e semelhança de um Almeidinha.

BohnGassA Câmara vai sediar na próxima quarta-feira (31), das 9h às 18h, o 1º Seminário Nacional da Juventude Rural para debater o tema “A permanência do Jovem no Campo e a Continuidade da Agricultura Familiar no Brasil”. A iniciativa é do deputado Elvino Bohn Gass (PT-RS), secretário Nacional Agrário do PT, membro titular da Comissão de Agricultura da Câmara e ex-militante da Pastoral da Juventude.

Sobre a escolha do tema desse primeiro seminário, Bohn Gass explica que o grande desafio da agricultura familiar é a sua própria continuidade, em vista do envelhecimento da população rural e da necessidade de estancar esse processo. “Como fazer isso? Para responder a essa pergunta, convidamos os representantes de juventude de todos os grandes movimentos organizados do campo (Contag, Fetraf, Via Campesina…), mais os setores institucionais que tratam desse assunto, como a Secretaria Nacional, a Frente Parlamentar, o Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) e, ainda, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)”, detalha.

Quando era deputado estadual no Rio Grande do Sul, Bohn Gass foi autor de uma lei que incluiu os nomes dos jovens no Bloco de Produtor Rural – documento que, no estado, registra a produção das propriedades familiares para efeitos fiscais e previdenciários. Antes da lei, os jovens que ajudavam seus pais na agricultura familiar não dispunham de qualquer documento que comprovasse seu trabalho.

“Fui um jovem trabalhador da agricultura familiar e sindicalista rural. Vivi esse drama de não ter o meu trabalho reconhecido formalmente. No Rio Grande do Sul, superamos isso, mas em várias partes do País, essa é a realidade dos jovens. O seminário tratará dessa questão e de outras fundamentais como a geração de renda, o acesso à educação, à saúde de qualidade e às novas tecnologias. Ou garantimos esses direitos ou não teremos futuro na agricultura familiar,” sintetiza Bohn Gass.

Assessoria Parlamentar

Programação do Seminário

9h – Abertura

10h – Painel 1 – Juventude Rural, A Sucessão nas Propriedades familiares – os desafios para a consolidação da agricultura familiar e o desenvolvimento rural sustentável
Painelista: Márcio Pochman, presidente do Ipea

14 – Painel 2 – Juventude Rural na Agenda Política Brasileira – avanços, limites e desafios em relação às políticas públicas para a juventude rural, à ação do Executivo e do Legislativo e aos espaços de participação social, tendo como eixo central a concepção de desenvolvimento rural sustentável e a sucessão rural

15h45 – Debate

17h30 – Encaminhamentos

Então: neutralidade da rede. O que isso tem a ver com nossas vidas?

Tentarei ser o mais simples possível. Começando: a internet só se desenvolveu de maneira tão rápida e com aplicações tão distintas entre si pois nasceu como rede neutra, que não discriminava os dados que circulavam pelos seus servidores, conectados por fios ou pelo ar.

Isto quer dizer: o trabalho dos servidores era receber os dados, agrupados em “pacotes”, e encaminhá-los para seus destinos finais.

Os dados poderiam ser textos, vídeos, áudios — que eram tratados por todos os servidores igualitariamente, sem privilégios para tipos específicos de dados e sem identificar quais os “conteúdos” desses dados. A própria estrutura técnica da internet, descentralizada (sem um servidor central tomando conta de tudo), tornava impossível a censura: se um servidor resolvesse ser barreira, os pacotes de dados iriam encontrar outros caminhos para seguir suas viagens pela rede.

A internet era a estrada. Qualquer tipo de veículo, contendo qualquer tipo de carga, poderia trafegar por suas pistas, praticamente sem polícias rodoviárias, e principalmente sem faixas com asfalto melhor para quem pagasse mais pedágio ou faixas exclusivas (seletivas) para determinados meios de transporte (como caminhões ou ônibus) — e mesmo sem regras para ambulâncias em emergências trafegarem mais rápido.

Na internet não havia classe executiva: todos os passageiros entravam no avião pela mesma fila. Repare bem: estou falando da estrutura técnica,não de diferentes planos de acesso, com preços diferentes para velocidades de conexões diferentes. Nesse sentido técnico, uma rede de eletricidade pode ser considerada neutra: pagamos — em tese também — pelo consumimos, mas a casa A não pode ter energia de melhor qualidade que a casa C. (Essas analogias são precárias: estão aqui para facilitar a compreensão — não devem ser tomadas ao pé da letra.)

Falo da internet no passado, como um alerta. As coisas estão mudando, novamente bem rápido. Já temos o início de internets diferentes, para provedores diferentes, e para aparelhos diferentes.

A batalha agora deixou de ser apenas acesso para todos; é preciso dizer também que tipo de acesso queremos. Um exemplo: nos Estados Unidos, há um serviço de acesso chamado Metro PCS, destinado para classes populares,que permite YouTube ilimitado, mas bloqueia outros sites de streaming de vídeo. Não é possível também fazer ligações via Skype. Isto é, a internet de quem paga mais caro tem Vimeo e Skype. A internet Metro PCS é “diferenciada” — como a população que iria invadir Higienópolis pela nova estação do metrô paulistano. Jardim murado é bobagem perto dessa cerca elétrica de alta voltagem. Já há novas tecnologias para identificar os conteúdos dos pacotes de dados que acessamos.

O objetivo é estipular tarifas diferentes para serviços diferentes — texto,vídeo,aúdio etc. Alguns provedores já fizeram experiências diminuindo a velocidadede download e upload para serviços Peer-to-Peer,ou P2P, através dos quais muita gente troca arquivos pesados — tanto legais quanto ilegais — pela internet. Outros já bloquearam sites como o Pirate Bay, ou diminuíram a qualidade de conexão de serviços como games on-line (na semana passada foi criada a Canadian Gamers Organization — para fiscalizar esse tipo de abuso contra o consumidor naquele país).

Então fica evidente: nada impede que os mesmos recursos sejam usados para censurar determinado tipo de conteúdo, com consequências nefastas para direitos democráticos básicos.

Muitas dessas ameaças estão bem mapeadas no artigo “O crescente divisor digital”, recém-lançado pela The New America Foundation. Essa fundação, presidida pelo jornalista Steve Coll (da “New Yorker” e do “Washington Post”, vencedor de dois prêmios Pulitzer) e que tem em seu conselho nomes que vão de Fareed Zakaria a Francis Fukuyama (provando que não é nada radical), busca investir em novos pensadores e novas ideias para enfrentar novos desafios americanos.

As pesquisas que desenvolve não podem ser pensadas como obras de ideologia contra a livre iniciativa. Por isso mesmo soa mais preocupante aquilo que descreve como a “quebra” da internet em várias redes. A internet do meu aparelho Android vai ser inevitavelmente diferente da internet do seu iPhone? Respostas na próxima coluna,também com a volta de espectros que rondam a nossa tecnocivilização.

Publicado originalmente em CONTEUDO LIVRE

Modelo de Plano Plurianual (PPA) 2012-2015 busca diálogo entre Estado e Sociedade Civil para aprimorar políticas públicas

Para o Conselho, o PPA representa importante instrumento de planejamento de médio prazo, capaz de aproximar o país do futuro desejado, fundamental para ação do Governo e para sociedade.  A Agenda do Novo Ciclo de Desenvolvimento (ANC) tem sido a base de contribuição do CDES para o PPA 2012-2015 não só como insumo para as definições gerais do PPA, como também no debate realizado no Fórum Interconselhos e em reuniões do Conselho. Para sistematizar suas contribuições, o Conselho preparou um documento com recomendações em diversos temas priorizados em sua Agenda.

Assessoria da Sedes

27/06/2011

 

Conselho promoveu reuniões para colaborar com o Plano Plurianual 2012-2015 Conselho promoveu reuniões para colaborar com o Plano Plurianual 2012-2015

No intuito de contribuir para esse modelo participativo do PPA 2012-2015, o CDES integrou o Fórum Interconselhos – promovido pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e pela Secretaria Executiva da Presidência da República – e promoveu reuniões para sistematizar recomendações nos diferentes temas discutidos no Conselho, considerados prioritários em sua Agenda, a ANC: educação e inovação;  agricultura sustentável; infraestrutura para o desenvolvimento; matriz energética; e grandes eventos esportivos.

Entre as recomendações principais do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, está a necessidade de garantir que o conceito de desenvolvimento sustentável, nos seus aspectos econômico, social e ambiental, efetivamente permeie o planejamento e ações do Governo.  Além disso, os processos e instrumentos devem ser aperfeiçoados, de forma a transformar intenção em realidade; o monitoramento e a avaliação das ações e resultados deve ser amplo e marcado pelo diálogo entre governo e sociedade.

Para o Conselho, a dimensão educacional é considerada prioridade para mobilização da sociedade brasileira com o intuito de criar uma cultura de inovação e de empreendedorismo técnico-científico, chave para um país mais desenvolvido e mais justo. Para tanto, são necessários investimentos em ciência e tecnologia, como um dos fundamentos para inovação, considerando a inclusão produtiva e a qualificação profissional, inclusive oportunidades de estudo no exterior.

Saiba mais, aqui, sobre esse documento final

Fórum Interconselhos – realizado em 2011, teve como proposta promover o diálogo com a sociedade, de forma a pensar os melhores caminhos para o desenvolvimento do país e potencializar os resultados das políticas públicas. Nesse Fórum, foram debatidos os macro-desafios, articulados aos eixos de Governo da presidenta Dilma Rousseff: desenvolvimento econômico, enfrentamento da pobreza extrema, infraestrutura e direitos da cidadania.

Documento relacionado: Agenda_do_Novo_Ciclo_de_Desenvolvimento_-_ANC_-_12.2010

A Ana Maria Braga, já começa seu programa contando de uma páis onde se
usa a palmatória. Já começou o programa com a mensagem subliminar.’”
olha, aí os professores do Brasil até que são bonzinhos, eles não usam
a palmatária”
Depois vem a pérola do dia(: A PROFESSORA EM SALTO DE PIRAPORA, SP,
QUE ESPANCAVA UMA ALUNA DE CINCO ANOS TODOS OS DIAS, A CHAMAVA DE SUJA
E QUE VIVIA NO CHIQUEIRO”.)Trasformada em vitima, coitadinha pela
Globo
A mãe um dia vai na porta da escola e dá uma surra na professora. Não
importa quem seja mãe e quais os seus erros passados. Era a mãe
defendendo de uma maneira ilegal a sua filha. Só que tão ilegal era a
professora espancar uma criança de 5 anos, continuadamente.ILEGAL E
COVARDE.
Pior ainda, essa mãe assim como todas as mães deste pais e deste
estado de São Paulo, não tem onde reclamar de uma professora que
espanca seus filhos.Daí justica o desespero e a justiça com as
próprias mãos.
Isso a Ana Maria Braga não aborda. Quando aborda é para santificar a
professora e demonizar os pais e alunos.
Essa conduta equivocaca da Globo que está inclusive fazendo campanha
salarial para os professores de escola pública, não ajudam em nada.
Claro que o sindicato dos professores entre eles os de São Paulo são
biliardários. Um deles de SP é o maior da América Latina, o mais rico
do Brasil e tem seu presidente de honra, suplente do Senador Suplicy.
Isso sem contar que 90 por cento dos deputados e senadores tem
parentes, amigos e apaniguados na escola pública. Um cabidão
espetacular. Escola pública é o lugar ideal para essas pessoas
privilegiadas. Nunca são cobradas, façam o que fizerem, terão ampla
defesa.
Ocorre que a Globo e a nossa imprensa não percebe é que sempre
protegendo o mau professor está desprotegendo os educadores, os pais e
sobretudo os alunos que são o FUTURO DO BRASIL.
Então por mais que pese, o fato de ter também a imprensa brasileira
com parentes aboletados na escola pública, precisam pensar que se
acabarem com a escola pública, vão acabar com tudo.
Estão jogando a água da bacia com a criança dentro.
Escola não está ensinando nada.
Será que a Ana Maria Braga imagina que fomentando a violência contra
alunos, defendendo os maus professores, sendo injusta e covarde vai
deixar um mundo melhor para seus descendentes ?
Essa é a cultura da injustiça, da covardia da corrupçao e da miséria.
Se a educação eleva um pais, a deseducação e a canalhice, fomenta a
corrupção e a injustiça
Todos nós pagaremos essa conta.
Dançaremos todos. COM A MAIS FEIA DO SALÃO…
O último apagará a luz quando acabar essa dança macabra que a Rede
Globo principalmente está patrocinando.

Cremilda Estella Teixeira - De olho na escola

As possibilidades de expansão do exercício da cidadania talvez nunca tenham sido tão amplas quanto neste início de século, em virtude das inovações tecnológicas surgidas nas ultimas décadas. Por outro lado, a crescente perda de legitimidade das instituições e da política, nos convoca a enfrentar decididamente o desafio que nos é colocado pela crise da representação, que perturba os regimes democráticos em todo o mundo. O alheamento, em especial dos jovens, à política, aos partidos e, portanto, à própria democracia não será superado sem uma verdadeira reinvenção da mesma.

Com base nessa compreensão, o Governo do Estado pretende instituir um novo sistema de participação popular e cidadã, capaz de tornar-se um exemplo da busca por um novo paradigma em termos de governança democrática no Brasil. Tal como se sucedeu com a experiência do Orçamento Participativo em Porto Alegre, tornado referência internacional nos anos 90, acreditamos ser possível mobilizar toda a cultura de participação cívica no Rio Grande do Sul e, dessa forma, contribuir com a definição dos novos parâmetros da agenda democrática no século XXI.

E, como cremos ser impossível imaginar um sistema de participação hoje que não incorpore ferramentas digitais para estimular a participação e promover o controle público sobre o Estado, lançaremos, no dia 24 de Maio, o Gabinete Digital do Governador Tarso Genro.

Através do Gabinete Digital, serão criados mecanismos de diálogo direto do Governador com a sociedade gaúcha. Periodicamente, questões relevantes serão lançadas ao debate público e processadas em um ambiente digital de construção de consensos.

Além disso, o Governador responderá, pessoalmente, questões de interesse geral levantadas pelos internautas e recolhidas através de um processo aberto de debate e reflexão coletiva. Até mesmo algumas das agendas do Governador serão construídas através da participação cidadã, mobilizada em torno das redes sociais.

Também daremos continuidade à experiência do “Governo Escuta”, que são audiências públicas, transmitidas ao vivo, abertas à participação através da web, sempre pautando temas de grande relevância para o estado.

Estamos convencidos de que a democracia nas próximas décadas terá, na participação digital e, principalmente, na mobilização em rede, não um “suporte”, mas sim um de seus eixos estruturais. Essa compreensão é indispensável a uma agenda republicana hoje, baseada no necessário alargamento da democracia e na expansão das possibilidades do nosso sistema democrático.

Podemos estender a participação política, aproximar os jovens e ampliar enormemente a transparência e o controle social sobre o Estado através de medidas simples, tornadas possíveis pela internet e redes sociais.

Trata-se de pensar a reinvenção da utopia democrático-republicana e de imaginar uma nova democracia: a democracia do século XXI, que certamente não é a mesma de Atenas, nem tampouco aquela que a maioria de nós teve como referência ao longo do século XX.

Vinicius Wu
Chefe de Gabinete do Governador

acesse o gabinete digital
http://www.gabinetedigital.rs.gov.br

Museu dedicado ao escritor inaugura visita virtual com vídeos e trechos de livros

Denise Motta, iG Minas Gerais

Foto: Reprodução

A cidade de Cordisburgo, na versão virtual do Museu Casa Guimarães Rosa

Descrito por João Guimarães Rosa como “o lugar mais formoso devido ao ar e ao céu, e pelo arranjo que Deus caprichou em seus morros e suas vargens”, a mineira Cordisburgo, cidade natal do escritor, está a um clique de distância de quem se interessa em visitá-la.

De qualquer lugar do mundo, os amantes da literatura genial de Guimarães Rosa podem visitar a casa onde o escritor nasceu, a 114 quilômetros de Belo Horizonte. O Museu Casa Guimarães Rosa acaba de ganhar uma versão virtual, recheada com vídeos e trechos da obra do romancista.

O museu virtual funciona de forma semelhante ao mecanismo do Google Street View. O visitante pode percorrer pelo menos sete quadras de Cordisburgo em alguns cliques. O internauta escolhe se prefere uma navegação automática, que começa pela casa onde Guimarães Rosa nasceu, ou se ele mesmo traçará sua rota, entre dezenas de locais a visitar na pacata Cordisburgo, que possui aproximadamente 8 mil habitantes. Ao todo, são 27 atrações virtuais, incluindo uma réplica do gabinete do escritor, obras originais e a praça central.

“É uma ferramenta semelhante ao Google, pois o espaço foi fotografado e filmado. Mas temos vantagens como a trilha sonora do Marcus Viana e os contadores de história do grupo Miguilim, com leituras de trechos das obras de Guimarães Rosa”, explica Rodrigo Coelho, um dos coordenadores do Projeto Era Virtual. “Conseguimos traduzir a sensibilidade do escritor para o projeto. As pessoas falam com o coração. É emocionante estar dentro de um espaço como este”, resume Coelho, completando que em dois meses a Cordisburgo virtual terá tradução para o inglês, francês e espanhol.

O diretor do Museu Casa Guimarães Rosa, Ronaldo Alves, comemora a visibilidade do espaço, que continua aberto ao público para visitas presenciais. “A pessoa vai ter contato com a história de Guimarães Rosa e tomará a iniciativa de ir pessoalmente ao museu. A visita presencial dura cerca de 40 minutos, mas, no ambiente virtual, o critério é mais pessoal.”

Sobre o escritor

Filho ilustre de Cordisburgo, João Guimarães Rosa nasceu em 27 de junho de 1908 e cedo mudou-se para Belo Horizonte. Ainda criança desenvolveu sozinho grande aptidão para aprender diversos idiomas e, aos 16 anos, ingressou na Faculdade de Medicina de Minas Gerais. Exerceu carreira diplomática e tornou-se membro da Academia Brasileira de Letras dias antes de morrer, em 1967. Entre os destaques da sua obra, está o romance “Grande Sertão: Veredas”.

Outros projetos

O Projeto Era Virtual já abriga museus virtuais de Minas, Goiás, Santa Catarina e Rio de Janeiro. Para o próximo ano, os planos incluem projetos do Paraná, Santa Catarina, Bahia e Maranhão. O custo total do projeto, viabilizado por leis de incentivo à cultura, nos Estados e no âmbito federal, é de R$ 750 mil.

Museu Casa Guimarães Rosa

O Museu fica aberto, de terça a domingo, das 9h às 17h. O valor do ingresso é de R$ 2, sendo possível agendar visitas pelo telefone 31-3715-1425. Alunos de escolas públicas (municipais e estaduais) são isentos de pagamento da taxa de visitação.
Para conhecer o Museu Casa Guimarães Rosa pela internet, basta acessar o site www.eravirtual.org/rosa_br

 
A entrada de Paulo Bernardo como novo ministro das Comunicações trouxe novas perspectivas, mas é preciso promover um rápido avanço para conter o atraso do setor.
 
 
Na semana passada, a posse do novo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, trouxe um clima de otimismo para o setor de telecom, que não tem uma pasta forte e postura clara do governo desde o polêmico mandato de Sérgio Motta a favor das privatizações.
 
Paulo Bernardo, conhecido pela habilidade de negociação e atuação no Ministério do Planejamento do governo Lula, já é a aposta das operadoras e das empresas de TV por assinatura e aberta para resolver os impasses prorrogados para este ano. Que, diga-se de passagem, são muitos: a aprovação do Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU III), a revisão dos novos contratos de concessão de telefonia fixa, a regulação da mídia e o andamento do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), chamado pela presidente Dilma Rousseff de “Xodó 2.0”.
 
 
O Instituto Telecom espera que, em face dessas credenciais de Paulo Bernardo, o ministério das Comunicações realmente assuma o papel de formulador de políticas públicas capaz de dialogar com todos os setores da sociedade, e não apenas com as concessionárias de telecomunicações e os donos da grande mídia.
 
Mas, algumas declarações do ministro são preocupantes, como o possível adiamento do debate sobre a regulação da comunicação eletrônica para o final deste ano. Trata-se de uma discussão primordial que foi retomada depois de muito tempo pelo ex-secretário de Comunicação Social Franklin Martins, ao final do governo Lula, quando foi realizada a I Confecom (Conferência Nacional de Comunicação) e o Seminário Internacional de Comunicações Eletrônicas e Convergência de Mídias de Regulação. Especialmente porque, até hoje, não foram regulamentados os artigos 220, 221 e 222 da Constituição que tratam da Comunicação e garantem, entre outras coisas, o espaço para a produção de conteúdos regionais.
 
O governo e o novo ministro precisam demonstrar, desde o início, a que vieram. Não se pode falar em Marco Legal de Telecomunicações e Comunicação Social sem antes criar um Marco Regulatório para a Comunicação Eletrônica, de forma a assistir por igual todo o setor. Também é preciso ampliar medidas acertadas como a criação da Secretaria de Inclusão Digital, vinculada ao Ministério das Comunicações, e criar subsecretarias estratégicas, como a de Radiodifusão Comunitária.
 
Embora o novo ministro tenha afirmado que o fornecimento de internet para todos é um dos principais itens da pauta e a previsão é de que o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) seja fechado até abril, o termo que o governo vem utilizando ao se referir à banda larga preocupa. Ao invés de “universalizar a banda larga” (o que significa prestar o serviço de internet em regime público com qualidade e tarifas acessíveis), a referência usada tem sido “massificar a banda larga”, uma designação da iniciativa privada que determina que o preço é definido pelo mercado.
 
O Instituto Telecom defende que o debate sobre a prestação do serviço de banda larga em regime público é uma discussão importante que precisa ser feita pelo novo governo junto à sociedade.
 
Também precisam de atenção: as deliberações da 1ª Conferência Nacional de Comunicação; o PLC 116, que muda as regras de TV por Assinatura e permite a entrada das teles no mercado de cabo, e cuja votação está atrasada; o fortalecimento de órgãos como a Anatel; a definição do papel da Telebrás no PNBL, que apesar de ter sido reativada recentemente, já demonstra enfraquecimento com um corte de R$ 400 milhões do orçamento previsto para a empresa.
 
O Instituto Telecom espera que esta seja uma nova era no Ministério das Comunicações brasileiro, fortalecendo o setor de telecom, sendo atuante e democrático, livre da influência dos grandes grupos econômicos e apto para tratar dos interesses da população e das necessidades de um mercado global transformado pela convergência digital.

Escrito por Nossa Opinião, Instituto Telecom