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O Ministro de Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp, apresentou na manhã desta quarta-feria em Nova Delhi, Índia, um satélite capaz de levar o acesso à internet banda larga para todo o território brasileiro. Isso iria acelerar a democratização do acesso a internet, devido à abrangência que o satélite atinge.

O satélite dará opção para que todos os municípios brasileiros possam acessar os serviços de internet e telefonia via 3G. Daí, percebe-se que a tecnologia de acesso pelo cliente não será exatamente via satélite: o usuário se conecta por meio de alguma rede (seja física ou móvel) de sua cidade, que por fim possui conexão via satélite.

De certo modo, é uma maneira mais inteligente de prover esse tipo de acesso. Se cada cliente precisasse de uma antena parabólica e aparelhos necessários para a conexão, o custo do equipamento para o cliente seria extremamente caro. Intermediando o acesso com outras tecnologias, o custo seria bem menor.

O Brasil busca na Índia ajuda para a construção do satélite, que terá a construção e lançamento de responsabilidade da Embraer e Telebras. O satélite tem um custo avaliado de R$ 720 milhões. O lançamento tem custo estimado de US$ 80 milhões e está previsto ainda para este ano. Em 2014, mais outro satélite será lançado.

É notável que o custo é alto, mas a área de abrangência de um satélite é superior a qualquer rede de fibra óptica montada com o mesmo orçamento disponibilizado pelo governo. Assim como qualquer outra tecnologia, a comunicação de dados também tem sua desvantagem: as taxas de transferências não são altas (sobretudo o upload) e o tempo de resposta é incrivelmente grande.

Posso considerar como uma solução de emergência. Uma hora ou outra, redes de fibras ópticas serão necessárias para suprir a necessidade da população, que aumenta a cada dia que passa.

Com informações: Gizmodo Brasil, Terra

Os ministros das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, e da China, Yang Jiechi, conversaram na segunda-feira (23/08), por telefone, e disseram que o ideal é que os países que compõem o Brics – grupo formado pelo Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul – definam uma posição comum em relação às mudanças que ocorrem na Líbia. Também disseram que pretendem ajudar o governo de transição na busca pela estabilidade na região.

As autoridades chinesas informaram que o governo de seu país considera que a paz e a estabilidade deverão ser restauradas para dar início a um processo político livre. Na segunda-feira, em entrevista coletiva, Patriota disse que o Brasil espera salvaguardas do Conselho de Transição Nacional – controlado pela oposição líbia – para definir-se sobre a legitimidade do governo provisório na Líbia.

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Para o chanceler da China, os países do Brics devem desempenhar um  “papel protagonista” no período após o fim dos conflitos na Líbia. Segundo Yang Jiechi, o Brasil deve  “ser o principal aliado da China na reconstrução da Líbia”. De acordo com o ministro chinês, a ONU deve dar prioridade à busca da estabilidade na Líbia como “tarefa mais urgente”.

Yang Jiechi disse ainda que a ONU  deve conduzir o processo de transição na Líbia em parceria com a Liga Árabe, a União Africana e outras organizações regionais.  A Líbia é um dos principais parceiros econômicos da China no Norte da África. Desde fevereiro, cerca de 35 mil trabalhadores chineses foram retirados do território líbio.