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Picasso estaria de acordo com um prêmio pela Reforma Agrária

 

 

O Conversa Afiada publica informação do Igor Felippe, que diz assim:

“MST ganha prêmio na Espanha, mas só leva ferro da mídia no Brasil”

MST é premiado em Guernica pela luta da Reforma Agrária

Da Página do MST

O MST recebeu nesta sexta-feira (26/4) o prêmio Prêmio Guernica para a Paz e Reconciliação de 2013, na cidade de Guernica, na Espanha. O prêmio foi entregue durante os atos de memória dos 76 anos do bombardeio de Guernica pelos nazistas.

Cerca de 400 pessoas participaram da cerimônia, dentre as quais autoridades da cidade, membros da Via Campesina da Espanha e amigos do MST no país Basco.

Ao conceder o prêmio para o MST, o comitê de jurados afirmou que o Movimento é uma “organização que luta pela paz e pela Reforma Agrária no Brasil. Está há 30 anos resistindo, de forma não violenta, e já conquistou mais de 1.500 assentamentos legalizados, que reúnem 350 mil famílias em um total de 5 milhões de hectares”.

João Paulo Rodrigues, da coordenação do MST e quem recebeu o prêmio pelo Movimento, agradeceu, ao lembrar das vítimas do bombardeio e da violência contra os trabalhadores rurais pelo latifúndio.

“Queremos dedicar esse prêmio a todas as vítimas do bombardeio de Guernica, a todos os presos políticos do mundo que lutam por democracia e justiça, e a todos militantes que foram assassinados na luta pela Reforma Agrária”, disse João Paulo.

E concluiu ao afirmar que a luta do MST pela paz, pela democracia e Reforma Agrária só é possível ter paz com justiça social. “Reafirmamos nosso compromisso de lutar em defesa da soberania alimentar, do meio ambiente, dos direitos humanos e em defesa dos camponeses”.

O Deputado Valmir Assunção (PT-BA), em pronunciamento na Câmara dos deputados, elogiou a iniciativa e parabenizou o MST. “Quero aqui parabenizar o MST, que é maior movimento social da América Latina. Parabenizar pela luta e povo aguerrido, que não descansa mesmo diante de uma conjuntura de concentração fundiária e atuação nociva do agronegócio, que não produz alimentos, se utiliza de trabalho escravo e, dentro desta casa, articula-se contra os direitos do povo brasileiro”.

Após a entrega dos prêmios, houve atividades culturais e uma homenagem no cemitério onde estão enterrados os mortos do bombardeio de Guernica.

Premiação

A premiação Guernica para a Paz e a Reconciliação foi estabelecida em 2005 durante as atividades que relembram o bombardeio da cidade espanhola pelos nazistas, em 26 de abril de 1937. A premiação foi liderada pela Câmara Municipal de Guernika-Lumo (Espanha), a cidade de Pforzheim (Alemanha), a Fundação Guernika Gogoratuz, o Museu da Paz e da Casa da Cultura de Guernika-Lumo.

Todos os anos, um prêmios é concedido a pessoas que trabalham pela paz e o outro é apresentado a grandes líderes, personalidades ou instituições que tenham lutado para transformar os conflitos e estabelecer as bases de futuros processos de reconciliação.

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Carolina Pimentel*
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Os trabalhadores rurais sem terra decidiram hoje (23) manter a ocupação no prédio do Ministério da Fazenda, onde estão desde antes das 7h. Eles estão dispostos a permanecer no local até serem recebidos pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, ou por qualquer outra autoridade do governo.

A Polícia Militar calcula que haja de 1,2 mil a 2 mil pessoas reunidas na manifestação. Porém, os organizadores do movimento estimam que haja mais de 4 mil participantes. Policiais reforçam a vigilância na área.

João Paulo Rodrigues, da Coordenação Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), disse à Agência Brasil que eles negociam também com a Secretaria-Geral da Presidência da República, comandada pelo ministro Gilberto Carvalho – que é responsável pelas articulações com os movimentos sociais.

“Vamos continuar enquanto o governo não decide sobre nossa audiência”, disse Rodrigues. Munidos de faixas, cartazes e bandeiras e usando um carro de som, os trabalhadores rurais impediram a entrada de alguns funcionários no ministério. Também espalharam faixas em lugares distintos em frente ao prédio.

O MST quer uma resposta à questão das dívidas dos pequenos agricultores, avaliadas em cerca de R$ 30 bilhões. Também cobra o fim da previsão de corte de aproximadamente R$ 65 milhões nos investimentos em reforma agrária no país este ano.

Os trabalhadores estão acampados em Brasília desde ontem (22). O mesmo movimento é realizado em mais 22 estados.

*Colaborou Renata Giraldi // Edição: Juliana Andrade